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Respect des recommandations pour la pratique et observance du traitement

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5 RÉSULTATS DE LA RECENSION DE LA LITTÉRATURE SCIENTIFIQUE

5.3 Respect des recommandations pour la pratique et observance du traitement

Metodologia, segundo o dicionário Aurélio 2000, é a “arte de dirigir o espírito na investigação da verdade, ou o estudo dos métodos e, especialmente, dos métodos das ciências”. Método é um conjunto de processos pelos quais se torna possível conhecer uma determinada realidade, produzir determinado objeto ou desenvolver certos procedimentos ou comportamentos. Refletindo sobre os caminhos que me trouxeram ao doutoramento, percebo que fui movido pela curiosidade. Minha indagação era saber de que forma um professor, que apresenta tantas demandas no seu ofício, consegue planejar, executar, avaliar uma aula com produção de vídeo com os alunos, e como esse docente elabora o seu conteúdo no dia-a-dia de uma gravação de vídeo. Para sanar minhas dúvidas e entender melhor o cotidiano escolar desse sujeito, surge a necessidade de escolher um dos diversos professores que produzem vídeo no Brasil.

Com base nessa ideia, iniciei estudos sobre a organização metodológica. Segundo Gil (2007), o primeiro passo para um pesquisador iniciar sua pesquisa é a definição da abordagem. Dentre os tipos de pesquisas existentes, optei pela pesquisa qualitativa. Por que a pesquisa qualitativa? Em estudos, debates e reuniões de orientação, percebi que a abordagem qualitativa é a que nos apresenta uma melhor adequação com o que realizamos de forma empírica. Essa abordagem trabalha com um fenômeno que pode ser mais bem compreendido no contexto em que ocorre, permitindo ao pesquisador um olhar mais atento. Além de utilizar várias formas de captação dos dados, também possibilita ao pesquisador participar do contexto investigativo. O enfoque deste tipo de pesquisa está mais no processo do que nos resultados.

Ludke e André afirmam que essa forma de pesquisa dá ênfase à perspectiva dos participantes e “tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento” (1986, p.11). de procurar entender os

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fenômenos dentro da perspectiva dos participantes, da situação em estudo, “in loco”, sem partir de visões predeterminadas. Sendo assim, é uma maneira de tentar desvendar e apreender a realidade no seu todo. A abordagem qualitativa tem sido frequentemente utilizada em estudos voltados para a compreensão da vida humana em grupos, o que estava dentro do recorte previsto por este trabalho – realizar a pesquisa junto com o objeto pesquisado, apreendendo e observando, analisando e registrando as interações entre docente e discentes, através da produção de vídeo.

Outro ponto importante dentro da pesquisa qualitativa é a preocupação com o processo, ou seja, com o significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida. O que acaba por aproximar o pesquisador da cultura do sujeito, como afirma Sodré (2012).

Uma das estratégias da pesquisa qualitativa, que me chama a atenção pela sua abordagem, é o estudo de caso, que possibilita um conhecimento profundo do objeto, bem como a análise de um fenômeno específico. Esta é uma investigação empírica que tem um forte cunho descritivo, em que o pesquisador não pretende intervir sobre a situação, mas conhecê-la diretamente no contexto real onde os sujeitos de pesquisa habitam.

O estudo de caso visa à descoberta, mesmo que o investigador parta de alguns pressupostos teóricos iniciais, ele procurará se manter constantemente atento a novos elementos que podem emergir como importantes durante o estudo (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p.18).

Uma das vantagens do estudo de caso é possibilitar a interpretação do contexto e modificá-lo conforme as novas evidências que apareçam no curso da pesquisa. “O estudo de caso começa com um plano muito incipiente que vai se delineando mais claramente à medida que o estudo se desenvolve” (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p.21).

O estudo de caso tem suas origens nos estudos psicológicos, com base na Escola de Chicago (USA). Preferi usar essa metodologia em função dos meus estudos em Psicologia Social e dos signos, de acordo com a Semiótica Greimasiana (que estuda a relação entre o significante e o significado, conceito mental criado pelo sujeito), e também em função da escola de Chicago optar por trabalhar com o paradigma funcionalista, em vez do materialismo histórico. Ou seja, a teoria funcionalista aborda os meios de comunicação de massa do ponto de vista do

funcionamento da sociedade e da forma como a comunicação de massa contribui com essa visão, através dos signos impostos.

O estudo de caso trata-se de uma abordagem metodológica de investigação qualitativa e é recomendado quando o pesquisador procura entender, explorar ou descrever acontecimentos. Para Yin (2001), essa abordagem se adapta à investigação em educação quando o que se observa na pesquisa é uma situação complexa.

A principal característica do estudo de caso é o exame detalhado de um ambiente, de uma situação ou evento em particular. Neste estudo, investiguei a temática produção de vídeo, debruçando-me sobre o caso específico de um professor que realiza a produção de vídeo com seus alunos há 12 anos. O estudo de caso permite ao pesquisador utilizar, em diferentes momentos, vários dados, tendo como base a entrevista e o foco no como é feita a ação e no por que ela é feita. Além da proximidade com os fenômenos da vida real, o ambiente de estudo é igualmente importante, por esse motivo, fiz uma pesquisa no espaço onde o professor realizava vídeo com os alunos, ou seja, na escola, em sua sala de aula, utilizando os conteúdos curriculares.

Perrenoud (2000) apresenta a sala de aula como um espaço privilegiado para realizar processos investigativos por proporcionar um olhar sobre a realidade, possibilitando ao pesquisador analisar e compreender o que muitas vezes se apresenta rotineiramente. Assim, eu, como pesquisador, pude perceber e levantar os interesses e vivência dos professores e alunos na sala de aula, durante o processo de produção de vídeo.

Ainda como pesquisador, eu pude utilizar vários métodos para coletar os dados, tais como observação, entrevistas individuais, análise documental, gravação de áudio, observação participante e o diário de campo que, segundo Bogdan e Biklen (1994), são instrumentos para o investigador registrar suas observações, notas e relatos daquilo que ouve, vê, experiencia e pensa no decorrer da realização da pesquisa de campo.

O diário de campo consiste em uma fonte importante de dados porque ajuda o investigador a acompanhar o desenvolvimento do estudo. Para Bogdan e Biklen (1994), o diário de campo, aliado às entrevistas e às gravações, ajuda o pesquisador a tornar consciente o que viu, o que sentiu e como foi influenciado pela ação. No estudo de caso, o pesquisador tem pouco controle sobre os eventos. O foco se

encontra em fenômenos contemporâneos inseridos em algum contexto da vida real. “A essência de um estudo de caso é tentar esclarecer uma decisão ou um conjunto de decisões: o motivo pelo qual foram tomadas, como foram implementadas e com quais resultados”. (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p.35)

Segundo Ludke e André (1986), um estudo de caso pode ser chamado etnográfico se o pesquisador conseguir interpretar o que ocorre no grupo estudado. Conforme a professora da UERJ, Carmem Mattos, a abordagem etnográfica na investigação cientifica é um processo:

guiado preponderantemente pelo senso questionador do etnógrafo. Deste modo, a utilização de técnicas e procedimentos etnográficos, não segue padrões rígidos ou pré-determinados,(sic) mas sim, o senso que o etnógrafo desenvolve a partir do trabalho de campo no contexto social da pesquisa. Estas técnicas, muitas vezes, têm que ser formuladas ou criadas para atenderem à realidade do trabalho de campo (MATTOS, 2001, p.3).

Para a autora, uma abordagem etnográfica permite a junção de várias técnicas que auxiliam o pesquisador a entender a cultura do sujeito. A cultura não é vista como um mero reflexo de forças estruturais da sociedade, mas como um sistema de significados mediadores entre as estruturas sociais e a ação humana.

A entrevista é outra fonte de dados que o pesquisador pode utilizar; através dela o investigador percebe a forma como os sujeitos interpretam as suas vivências.

É utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo (BOGDAN; BIKLEN,1994, p.134).

Utilizei a entrevista não estruturada1 por ser realizada de forma mais informal. As questões surgem do contexto, não existindo um guia prévio estruturado. Assim, situo a pesquisa dentro dos alicerces acadêmicos e defino os instrumentos a serem utilizados.

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Foram realizadas perguntas básicas sobre a produção de vídeo, porém as perguntas surgiram a partir da interação com o entrevistado e sua vivência no âmbito de produção de vídeo estudantil.

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