2. ETUDIANTS DE L'UAC
2.6. REPARTITION DES ETUDIANTS INSCRITS A L'UAC EN 2016-2017 EN FONCTION DU
A comunicação nas organizações é defendida não mais como uma área isolada, à parte dos demais setores ligados a aspectos mercadológicos, mas sim como uma seção que deve estar integrada e, assim, sintonizada com todas as ações pertinentes ao mundo do Marketing e da Administração. Faz parte de um todo, cujo objetivo principal é o de refletir os valores da organização e de sua cultura (BUENO, 2002, p. 4). Isto, com vistas a atingir, através de canais
11
Termo em inglês que “define todas as pessoas que possuem interesse em relação às empresas ou organizações (...): acionistas, o governo, os consumidores e os grupos ativistas de consumidores, funcionários, as comunidades representativas e a mídia” (CARROLL apud FRANÇA, 2004, p. 59).
específicos, os públicos interno e externo, parte do chamado ecossistema da organização (NEVES, 1998, p. 313-314).
“Ela [a Comunicação Empresarial] pressupõe uma junção da comunicação institucional, da comunicação mercadológica e da comunicação interna, que formam o composto da comunicação organizacional (...). A soma de todas as atividades redundará na eficácia da comunicação nas organizações” (KUNSCH apud CURVELLO, 2002, p. 121-140).
CAHEN (1990) define a Comunicação Empresarial moderna como uma soma de detalhes que devem ser tecidos de forma harmônica, com o objetivo de “criar e/ou manter a boa imagem da empresa. Essa imagem está ligada ao relacionamento com a sociedade em que está inserida [a organização], com seu público interno e externo, qualificação tecnológica e comprometimento com o meio ambiente” (p. 112).
Para FIGUEIREDO (apud VIEIRA)
“A base da globalização está na comunicação. Como argamassa, o processo de comunicação é responsável pela ligação entre as várias fases que contemplarão as mudanças organizacionais exigidas pela globalização mundial. As pessoas precisarão ter uma visão clara, motivadora e estimulante do futuro e somente graças a canais de comunicação amplos e totalmente desobstruídos é que será possível atender essas necessidades” (p. 49).
Essa nova postura requer, da mesma forma, a profissionalização do setor de Comunicação nas empresas e sua execução por profissionais capacitados e com formação na área, sejam jornalistas, assessores de imprensa ou relações públicas.
“A comunicação dentro da empresa deve ser exercida de forma multifacetada, ampla e irrestrita, sem privilegiar ou preterir este ou aquele meio. Pelo contrário, a empresa que busca uma total e eficaz transparência entre seu corpo organizacional, deve utilizar-se de todos os canais de comunicação disponíveis nas mãos de seus comunicadores” (ROSA & PLÁ DE LEON, p. 131).
Assim como os novos meios de comunicação tendem, cada vez mais, a proporcionar uma maior interação entre emissores e receptores, também os veículos de comunicação empresarial devem refletir essa tendência, explorando canais que possibilitem um espaço maior de participação direta ou indireta dos públicos (CAHEN, 1990, p. 38).
Também passam a se constituir (os meios de comunicação empresarial) como instrumentos motivadores dos funcionários (público interno), como veículos que visam à criação de um mínimo de consenso sobre o sistema de valores organizacionais e de sinergia entre a organização e suas metas, e seus funcionários, colaboradores etc. (TORQUATO, 1986, p. 33-34).
Resumindo o papel que a nova comunicação empresarial vem assumindo, principalmente nas duas últimas décadas, Bueno ressalta que esta “deixa de ser uma atividade que (...) se relega a segundo plano, em momentos de crise e de carência de recursos, para se firmar como um insumo estratégico de que uma empresa ou uma entidade lança mão para fidelizar clientes, sensibilizar multiplicadores de opinião ou interagir com a comunidade” (p. 33).
VIEIRA (2004) compartilha essa opinião, defendendo, ainda, a profissionalização do setor dentro das organizações, com atribuições de funções a profissionais qualificados e especializados em comunicação.
“A comunicação deverá estar sempre voltada para a criação de visões compartilhadas, colaboração ambiental, entre outras formas de competências de transição (...). Nessa transição incorporamos os gestores da comunicação (...) pois conhecem o negócio e sabem qual a missão, a visão, as crenças e as políticas da empresa, possibilitando comunicação mais eficaz, por estarem envolvidos nos processos organizacionais” (p. 25-26).
Ao tratar do tema comunicação com enfoque estratégico, MARCHIORI (2006) argumenta que a comunicação empresarial, enquanto uma atividade instituída e profissionalizada, ganhou destaque quando foi inserida no contexto das formas com que empresas se “mostram” aos seus mercados e a seus públicos, e promovem tudo aquilo que comercializam – seus produtos, sua imagem, ações etc.
Classifica o termo comunicação estratégica como a forma de relacionamento entre organização e seus públicos, o ambiente em que ambos se encontram e a escolha adequada dos meios para que esse relacionamento se efetive com sucesso.
“Olhar para o interior, mapear os públicos e ponderar sobre os comportamentos organizacionais é imprescindível na produção do planejamento estratégico da comunicação” (p. 148).
Acrescenta, ainda, que a estratégia “(...) necessita ser reconhecida como um processo humano de tomada de decisão e, como tal, é sempre possível estar sujeita ao viés individual ou coletivo e às predisposições dos ‘atores humanos’.” (p. 168).
Quanto à sua função, diz que o objetivo maior é o da “produção do conhecimento em diferentes níveis e mundos” (p. 51).
“A comunicação é vista como um processo de sustentação da organização. Portanto, exige dos profissionais da área uma postura global de avaliação de cada realidade, algo que os leve a análises mais profundas do contexto organizacional (...). Esse comportamento reafirma e contribui para a visão estratégica que o mundo vem exigindo dos profissionais de comunicação” (p. 127).
Marchiori dedica-se, no entanto, a relacionar o papel da comunicação à cultura organizacional vigente. Para ela, comunicação e cultura organizacional são dois elementos que nascem e caminham juntos. Justificando a importância de se motivar uma comunicação eficaz nas empresas por meios formais, a autora diz que, no interior de uma organização ,as pessoas naturalmente se comunicam, via contatos pessoais ou através de documentos escritos, e, dessa forma, ajudam a construir e a ratificar a cultura (p.173-177).
Ou seja, o fato de a comunicação ser um processo já “cravado” na cultura das empresas faz com que sua formalização – através de meios formais de comunicação, como jornais, revistas, boletins, meios eletrônicos (e-mails, Web etc.), rádios, entre outros - deva ser classificada como pauta de importância prioritária.
Ao mesmo tempo, os comunicadores empresariais não podem (e não devem) traçar qualquer plano de comunicação tido como estratégico sem, antes, compreender e assimilar a cultura e os processos de comunicação existentes.
Dando seqüência à sua argumentação, Marchiori questiona se a comunicação é capaz de construir a cultura organizacional. Procura respostas nas linhas de análise sobre a área em
que se distinguem duas tendências: a de que a comunicação pode, sim, criar a cultura organizacional, assim como legitimá-la; e a de que, principalmente em virtude dos novos meios de informação, mais ágeis e dinâmicos, torna-se impossível para a comunicação, hoje, convergir para conceitos que busquem a unificação de pontos de vista em torno de um determinado tema ou assunto.
“A empresa torna-se criadora de significados organizacionais por meio da interpretação de informações e da produção de conhecimento necessariamente validado pelos membros que pertencem a essa realidade” (p. 228).