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La relation entre les droits et libertés et le droit privé

de materiais relacionados com a engenharia mecânica. Por seu turno, Ashby & Johnson (2002), Van Kesteren (2008) e Karana (2009) desenvolveram investigação particularmente destinada ao design, sobre metodologias de seleção de materiais. O trabalho de Ashby foi o mais difundido e o que conseguiu transpor a barreira da teoria, razão pela qual, nos dias de hoje, é empregue em diversas ferramentas digitais. Contudo, o trabalho de Van Kesteren apresenta boas hipóteses de divulgação devido à facilidade da sua concretização.

Segundo Ashby e Johnson (2002), para se criar uma boa metodologia de seleção, o utilizador deve ser considerado o elemento preponderante para se perceber como os designers escolhem os materiais, durante o seu processo criativo. O mesmo se passa relativamente à informação de que os utilizadores necessitam para a seleção. Seguidamente há que conjugar o método proposto com as ferramentas que o podem materializar e a informação necessária para tal.

Neste contexto, achou-se relevante estudar os hábitos de seleção de materiais dos designers portugueses e tentar perceber que metodologias de design e de seleção utilizam. Considerou-se importante indagar quais os materiais e recursos de seleção a que mais recorrem e o tipo de informação que necessitam no decorrer do processo criativo. A opinião sobre o que poderia ser melhorado, quer na informação quer nas ferramentas disponíveis para a seleção, foi determinante para a continuidade da investigação, porque a principal finalidade da mesma foi criar uma nova metodologia de seleção que fosse eficaz e adequada à realidade dos designers, nomeadamente dos portugueses. Com base nos resultados do inquérito realizado a cinquenta e três gabinetes de design, formulou-se uma nova metodologia de seleção de materiais a que

chamámos RPMS2. Este modelo pretende melhorar a sincronização entre o processo de design e a

seleção de materiais, ao mesmo tempo que permite aceder à informação necessária. Foram também considerados os vários fatores catalisadores mencionados pelos designers na resposta ao questionário, como elementos suscetíveis de alterar ou cancelar o decurso do processo de seleção. Este modelo permite ainda a seleção através dos quatro métodos – a Análise, a Síntese, a Similaridade e a Inspiração – descritos por Ashby e Johnson (2002). Esta possibilidade é alcançada através dos três processos disponíveis para a seleção de materiais, o Geral com as propriedades predefinidas qualitativamente, o Visual, através de imagens e, finalmente, o Específico, através da introdução de valores numéricos atribuídos às propriedades e outras características.

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INTRODUÇÃO

Apesar de se terem criado protótipos Low-fi3, decidimos transpor a metodologia para uma

ferramenta digital, de modo a que o seu protótipo pudesse ser testado exaustivamente pelos utilizadores.

A forma como foi estruturada a tese revela de modo indireto o percurso realizado, e procura responder às três perguntas que estão na base deste trabalho de investigação:

 Quais as relações entre o design e a seleção de materiais?

 De que modo os designers portugueses selecionam materiais e quais as suas necessidades?

 Será possível viabilizar uma nova metodologia de seleção que se adapte às necessidades

sentidas?

Para responder a estas interrogações, começámos por contextualizar a evolução das relações entre os movimentos de artes plásticas e os materiais. Estudámos as relações entre as duas metodologias e as ferramentas de seleção existentes, depois de refletirmos sobre a necessidade de uma nova abordagem (Capítulos I e II).

Posteriormente, elaborámos um inquérito aos gabinetes de design em Portugal, com o objetivo de conhecer a maneira como os designers selecionam materiais e as suas necessidades específicas (Capítulo III e o ponto 4.1 do Capítulo IV).

Por fim criámos uma nova metodologia de seleção e testámo-la através de uma versão digital. Os testes de usabilidade, efetuados com a colaboração de dezanove utilizadores, foram de cariz heurístico, e os resultados deram-nos alento para futuros desenvolvimentos (Pontos 4.2 e 4.3 do Capítulo IV e Capítulo V).

Pretendeu-se deste modo contribuir para uma área de investigação pouco desenvolvida no nosso pais e para a criação de uma nova metodologia de seleção de materiais que sirva não só para designers, mas também para outros projetistas, industriais e estudantes. Iniciámos também a transposição para uma ferramenta digital, mas, apesar disso, ainda há um longo caminho a percorrer para que a primeira base de dados de seleção de materiais, valorizando os produtos fabricados em Portugal, seja uma realidade. Este conceito pode – direi mesmo, deve – ser convertido num projeto comum aos países de língua portuguesa.

3 Low-fidelity prototypes ou protótipos de baixa fidelidade, são normalmente desenhos, recortes em papel ou cartão,

que podem também ser realizados com programas digitais de desenho. Concretizados numa fase inicial do

desenvolvimento, de baixo custo, construção rápida e que permitem que sejam testados, para conseguir as primeiras opiniões dos utilizadores (Hosseini-Khayat, Seyed, Burns & Maurer, 2011).

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INTRODUÇÃO

Referências

-

Ashby, M. F. (1999). Materials Selection in Mechanical design (2nd ed., pp.12–16). Oxford:

Butterworth-Heinemann.

-Ashby, M. & Johnson, K. (2002). Materials and Design: The Art and Science of Material Selection

in Product Design (pp. 2–54). Oxford: Butterworth-Heinemann.

-Brechet, Y., Bassetti, D., Landru, D., & Salvo, L. (2001). Challenges in materials and process selection. Progress in Materials Science, 46, pp.407–428.

-Cornish, E. (1987). Materials and the designer (p.296). New York: Cambridge University Press. -Deng, M. & Edwards, K. (2007). The role of materials identification and selection in engineering

design. Materials and Design, 28(1), pp.131–139.

-Dobrzanski, L. (2006). Significance of materials science for the future development of societies.

Journal of Materials Processing Technology, 175(1-3), pp.133–148.

-Doordan, D. (2003). On Materials. Design Issues, 19(4), pp.3–8.

-Farag, M. M. (1989). Selection of Materials and Manufacturing Processes for Engineering Design (p.624). London: Prentice Hall.

-Hosseini-Khayat, A., Seyed, T., Burns, C. & Maurer, F. (2011). Low-Fidelity Prototyping of Gesture- based Applications. EICS’11, Pisa, Italy. (p.1). Pisa: EICS’11, Pisa, Italy.

-Jahan, A., Bahraminasab, M. & Edwards, K. (2012). A target-based normalization technique for materials selection. Materials & Design, 35, pp.647–654.

-Karana, E. (2009). Meaning of materials. Delft University of Technology.

-Mangonon, P. L. (1998). The Principles of Material Selection for Engineering Design (p.824). New Jersey: Pentrice-Hall.

-Shanian, a, & Savadogo, O. (2006). A material selection model based on the concept of multiple attribute decision making. Materials & Design, 27(4), pp.329–337.

-Van Kesteren, I. (2008). Selecting materials in Product Design. Delft University of technology. -Wijers, G. (2001). Preface. In H. Beukers, A. & Hinte (Ed.), Lightness. The inevitable renaissance of

minimum energy structures (pp.8–21). Rotterdam: 010.

-Zha, X. (2004). A web-based advisory system for process and material selection in concurrent product design for a manufacturing. The International Journal of Advanced Manufacturing

CAP. I