Situation 1 : 1ère étape
IV. REFORMULATION DE LA DEFINITION DE L ’ ENUMERATION
verde Mononychellus tanajoa (Acari:
Tetranychidae)
possível, ainda, que uma cultivar apresente uma combinação de resistência por antibiose, antixenose e tolerância (GALLO et al., 2002). Por ser um conceito hipotético, a medição do grau de susceptibilidade é relativa e sempre baseada na comparação entre cultivares. A resistência de plantas é um método alternativo de controle utilizado no manejo integrado de pragas e pode ser associada a outras estratégias (GALLO et al., 2002; GRAVENA, 2005). Nesse contexto, o presente trabalho objetivou a determinação do grau de susceptibilidade de cultivares de mandioca e de macaxeira ao ácaro-verde por meio de estudos de campo e de laboratório.
Material e Métodos
As avaliações da abundância do ácaro-verde em diferentes cultivares de mandioca e de macaxeira foram conduzidas quinzenalmente ao longo de 4 meses em dois experimentos em blocos casualizados com 3 repetições cada. O primeiro experimento consistiu de 20 cultivares de mandioca (Kiriris, Amansa Burro, Mestiça, Lagoão, Tianguá, Irará, Mucuri, Clone 9783/13, Jarina, Poti Branca, Tapioqueira, Verdinha, Caipira, Caravela, Jalé, Mané Miúdo, Cidade Rica, Cria Menino, Sergipe e Preta do Sul) enquanto que o segundo de 20 cultivares de macaxeira (2004 28-09, 2004 27-86, 2004 28-27, 2005 28-03, 2004 28-39, 2004 30-40, 2005 17-12, 2005 08-21, 2005 07-12, 2004 27-34, 2005 32-01, 2004 31-01, 2004 29-83, 2006 14-06, 2006 17-04, 2004 27- 61, 2005 25-06, 2005 27-08, 2005 24-01 e 2005 25-04). Para cada cultivar em cada experimento, o número de ácaros adultos por folha foi contado com o auxílio de uma lupa de bolso com área delimitada de 1 cm². Foram amostradas duas plantas centrais de cada parcela para cada cultivar. As abundâncias de M. tanajoa em diferentes cultivares de mandioca e de macaxeira ao longo do tempo foram avaliadas através de Anova para Medidas Repetidas. Estudos adicionais de susceptibilidade foram conduzidos em laboratório por meio da avaliação do crescimento populacional do ácaro-verde em cada uma das cultivares descritas anteriormente através da taxa instantânea de crescimento (ri). O ri foi calculado com dados de reprodução e mortalidade utilizando a seguinte fórmula: ri= ln [(Nf / N0)]/ Δt, onde: Nf é o número final de indivíduos, N0 é o número inicial de indivíduos, Δt é a variação de tempo (5 dias) (Walthall & Stark, 1997). Valores positivos de ri indicam crescimento da população, ri = 0 indica que a população está estável, enquanto valores negativos de ri significam declínio da população. Três fêmeas adultas e um macho do ácaro-verde foram confinados em discos de folha de mandioca. O número de ovos, imaturos e adultos foram contados após
5 dias para o cálculo do ri. As taxas intrínsecas de crescimento do ácaro-verde nas cultivares de mandioca e de macaxeira foram avaliadas através de Anova.
Resultados e Discussão
Em condições de campo, maiores densidades do ácaro-verde foram encontradas na cultivar de macaxeira 2004 30-40 em comparação com as demais cultivares (exceto com a cultivar 2004 29-83) (Figura 1; F19,40 = 3,460, P = 0,0004) indicando resistência por antibiose e/ou antixenose. Picos populacionais mais pronunciados do ácaro-verde ocorreram na segunda quinzena de janeiro em comparação aos demais meses independentemente da cultivar de macaxeira avaliada (F7,280 = 15,917, P < 0,0001). Houve interação entre as cultivares de macaxeira e o tempo nas quinzenas janeiro 2, março 2 e abril 1 em comparação aos demais meses (F133,280 = 2,327,P< 0,0001). As densidades do ácaro-verde não foram afetadas pelas cultivares de mandioca (F19,40 = 0,962, P = 0,519). Maiores picos populacionais, no entanto, ocorreram na primeira quinzena de janeiro em comparação aos demais meses independentemente da cultivar de mandioca avaliada (F7,280 = 4,66, P < 0,0001). Adicionalmente, não houve interação entre as cultivares de mandioca e o tempo (F133,280 = 0,873, P = 0,811).
Figura 1. Densidade do ácaro-verde (Médias ± EP) em diferentes cultivares de macaxeira. Barras seguidas de mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Fisher (P< 0,05).
Menores taxas instantâneas de crescimento (ri) do ácaro-verde foram encontradas nas cultivares de mandioca Kiriris, Irará e Mané Miúdo e maiores nas cultivares Mestiça, Mucuri, Híbrido 9783/13, Jarina, Verdinha, Caravela e Cidade Rica em condições de laboratório (Figura 2; F19,119 = 2,036, P = 0,011). Tais resultados evidenciam grau de resistência por antibiose entre as cultivares testadas haja vista que as mesmas interferiram no aumento populacional do ácaro-verde. Para a macaxeira, no entanto, o ri não foi influenciado pela cultivar
(F19,116 = 1,187, P = 0,280).
Conclusões
Experimentos de campo indicam que cultivares de macaxeira possuem resistência por antibiose e/ou antixenose ao ácaro-verde, no entanto tais resultados não se repetiram para mandioca. Experimentos complementares de laboratório, por sua vez, indicam que as cultivares de mandioca avaliadas apresentam resistência do tipo antibiose ao ácaro-verde enquanto que as cultivares de macaxeira não apresentam tal resistência.
Figura 1. Taxa instantânea de crescimento (ri) (Médias ± EP) do ácaro-verde em diferentes cultivares de mandioca. Barras seguidas de mesma letra não diferem estatisticamente pelo teste de Fisher (P< 0,05).
Referências
Gallo D, Nakano O, Silveira Neto S, Carvalho RPL, Batista GC, Berti Filho E, Parra JRP, Zucchi RA, Alves SB, Vendramin JD, Marchini LC, Lopes JRS; Omoto C. Entomologia Agrícola. Piracicaba: Fealq, 2002 920p.
Gravena, S. Manual prático do manejo ecológico de pragas dos citros. Jaboticabal: Gravena, 2005 372p.
Moraes GJ de; Flechtmann CHW. Manual de acarologia agrícola: acarologia básica e de plantas cultivadas no Brasil. Ribeirão Preto: Holos, 2008. 308p. Walthall WK; Stark JD. Comparison of acute mortality and population growth rate as endpoints of toxicological effect. Ecotoxicology and Environment Safety. v. 37, 1997. P. 45-52.
Flavia Hipólito de Araújo1; Carlos Adriano Rocha Silva Morais1; Giselle Santana
Barreto1; Jadson Pinheiro Santos2; Allan Charles Marques de Carvalho3; Rafael
Venâncio de Araújo4; Hymerson Costa Azevedo5; Paulo César Falanghe Carneiro6;
Alexandre Nizio Maria7
Resumo
O tambaqui é uma espécie considerada de grande importância para o desenvolvimento da aqüicultura no Brasil principalmente nas regiões norte e nordeste. O conhecimento de técnicas reprodutivas como a criopreservação do sêmen, contribui para o desenvolvimento da espécie tanto no campo do melhoramento genético como para uso em sistemas de produção. O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da velocidade de descongelamento do sêmen de tambaqui sobre a cinética espermática. O sêmen de quatro machos foi coletado individualmente e diluído em solução crioprotetora contendo glicose 5%, gema de ovo e metilglicol, envasadas em palhetas de 0,5 mL e congeladas em botijão de vapor de nitrogênio líquido. As palhetas foram descongeladas a 60°C por 6 ou 8 segundos e as amostras de sêmen analisadas quanto a qualidade espermática pelo programa Sperm Class Analyser - SCA®. Não houve diferença significativa (P>0,05) entre os dois tempos de descongelamento para nenhum dos parâmetros avaliados. Os valores médios de motilidade (MT=63,5; MP=27) e velocidade espermática (VCL=101,5; VSL = 68,5; VAP = 89,5) encontrados estão dentro dos parâmetros aceitáveis para a espécie. Portanto, 1 Graduando em Engenharia de Pesca, bolsista PIBIC/Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE, [email protected].
2 Mestrando em Biotecnologia, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE. 3Mestrando em Zootecnia, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE 4Zootecnista, pós-doutorando, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE.
5Médico-veterinário, Doutor em Medicina Veterinária, pesquisador Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE.
6Engenheiro-agrônomo, Doutor em Zootecnia, pesquisador Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE.
7Zootecnista, Doutor em Zootecnia, pesquisador Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE.