Performing I/O with IDS Calls
4.4. Reading and Changing Object Attributes
A vacina da gripe é recomendada para a população de risco, nomeadamente pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos, grávidas com gestação superior a 12 semanas, profissionais de saúde, doentes internados por períodos prolongados guardas prisionais e reclusos. Indivíduos com Diabetes mellitus, com trissomia 21, a aguardar ou submetidos a transplante de células precursoras hematopoiéticas, com deficiência em α-tripsina, com doença pulmonar obstrutiva crónica, doença crónica cardíaca, renal, hepática, imunitária, hematológica, neuromuscular ou a realizarem diálise devem tomar a vacina por se constituírem como indivíduos de risco, em que a presença da gripe pode levar a complicações e eventual morte [56].
6.2.6. Complicações da gripe
Na população de risco podem surgir diversas complicações como é o caso de pneumonia viral ou antibacteriana, otite média, exacerbação de doenças crónicas pré-
existentes, como é o caso da asma, bronquite e doença pulmonar obstrutiva crónica, sinusite, que é exacerbada na pré-existência da mesma, ou o aumento da pressão nos seios perinasais, devido à acumulação de muco e desidratação, mais comum em situações de febre, uma vez que há perda de fluidos. Convém realçar que em situações mais extremas a gripe pode mesmo levar à morte do indivíduo infetado, sendo relatado a morte de 500 000 pessoas por ano, segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS) [49, 50, 55].
6.2.7. Prevenção da gripe
A gripe pode ser prevenida tendo precaução com alguns fatores do quotidiano, como a higienização adequada das mãos, principalmente depois de assoar o nariz, espirrar ou tossir para as mãos, sendo mais responsável tossir e espirrar para um lenço descartável ou para o braço, evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem lavar as mãos, já que estas podem estar infetadas pelas diferentes superfícies, manter uma distância segura para com pessoas infetadas, dormir bem, praticar exercício físico, beber muita água e ter uma alimentação equilibrada. Apesar de todas estas medidas serem eficientes, a maior eficácia reside na vacinação anual para o vírus da gripe [49, 50].
6.2.8. Tratamento farmacológico
O tratamento farmacológico incide essencialmente no tratamento dos sintomas que mais incomodam o doente. Assim, podem ser administrados antitússicos para tosse seca ou produtiva, de acordo com a presença de expetoração, analgésicos, antipiréticos, anti-inflamatórios, descongestionantes, anti-histamínicos e antisséticos orais, de acordo com as necessidades apresentadas [49, 50].
Para o tratamento específico da gripe podem ser administrados antivíricos, como é o caso da amantadina e rimantadina, para o Influenza A e o zanamivir e oseltamivir para o Influenza A e B, que impedem a replicação vírica, reduzindo a intensidade e duração da infeção, apesar de não atuarem nos vírus que já estão instalados. A toma destes fármacos não substitui a vacinação, apresentando a limitação de implicarem a toma antes ou até um máximo de 2 dias após o início dos sintomas, para que sejam eficazes [45].
6.2.9. Tipos de vacinas
As vacinas podem ser classificadas de acordo com a sua composição em vacinas vivas atenuadas, inativas, toxoides, conjugadas ou subunidades. As vacinas vivas atenuadas têm na sua composição um vírus que, apesar de não causar doença, estimula o sistema imunitário a produzir anticorpos para a mesma. As vacinas inativas
possuem o vírus inativo, as toxoides possuem toxinas enfraquecidas, as conjugadas, contêm uma proteína facilitadora do reconhecimento das células produtoras de anticorpo, estimulando a sua produção e as de subunidades têm na sua composição fragmentos do agente causador da doença, vírus ou bactéria, que sejam capazes de induzir a produção de anticorpos [57].
A vacina da gripe da época 2018/2019 é uma vacina de subunidades trivalente que inclui Influenza A de Michigan e Singapura, e B de Colorado [45].
6.2.10. Vacina da gripe
A vacina da gripe, como anteriormente referido, é uma vacina de subunidades do vírus Influenza, administrada gratuitamente aos grupos de risco anteriormente referidos, mas recomendada a qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade para a prevenção da gripe. A vacina pode ser tomada até ao último dia de dezembro, tendo, na época de 2018/2019 estado disponível a partir do dia 15 de outubro.
A vacina deve ser administrada anualmente, não tendo uma cobertura prolongada, uma vez que o vírus da gripe sofre variações genéticas e antigénicas, os shifts, que resultam no aparecimento de novas estirpes, e os drifts, modificações leves e frequentes, que inviabilizam a proteção para a vida toda. Assim, a vacinação deve ser repetida anualmente, para que apresente proteção para a estirpe mais provável de infetar naquele ano. A vacina da gripe não deve ser administrada em pessoas com síndroma gripal, ou em caso de alergias às proteínas do ovo, que compõem a vacina, podendo a pessoa contrair alguns sintomas como dor, vermelhidão e inchaço na zona da picada, bem como dor de cabeça e febre, que são transitórios, desaparecendo rapidamente [47].
6.2.11. “Vacina da gripe: Sim ou Não?” na Farmácia Sá da Bandeira Porto A escolha da vacinação como tema residiu não só no facto de, atualmente, ser um problema que é necessário desmistificar, mas também pelo interesse das pessoas que perguntavam quando haveria vacina, se podiam tomar e se iam ficar doentes. Assim, o projeto da vacinação acompanhou o início da época de vacinação, que em 2018 se efetuou a 15 de outubro.
Durante a época da vacinação pude conversar com diversos clientes sobre a temática da vacinação da gripe e verifiquei um desconhecimento geral sobre este tema. A maioria das pessoas perguntavam se iam ficar com gripe por tomarem a vacina, chegando mesmo a dizer que tinham medo de tomar a vacina. Em todos os casos, expliquei os sintomas transitórios que podiam aparecer associados à toma da vacina e frisei a efemeridade dos mesmos. Outra dúvida muito comum reside que em anos
passados tomaram a vacina da gripe e ficaram engripados da mesma maneira, tendo que ser explicado que a vacina previne uma intensidade superior da doença e é muito importante na prevenção das complicações que apresentam uma gravidade superior.
De um modo geral, o projeto foi bem-recebido pelos clientes da FSB que se mostraram muito interessados no universo da vacinação e expunham as suas dúvidas relativamente com o mesmo.