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CHAPITRE 5 CONCLUSIONS ET RECOMMENDATIONS

5.1 Rappel de la probl´ ematique et des objectifs

um presidente que se dirigia dlretamcnte às massas.

uo

tipica­

mente popullsta e fartamente utJllado durante o Estado Novo. Num

momnto de nomalidade constitucional. esse dlâlogo

eo

tende a

aofrer a Interfertnela de outras media5 e pode ute ser minimizado.

Outros Interlocutores Imporiantcs entram em cena. como o Parlamen·

to. o ministtrio. os partidos. os sindicatos. dlncullando a prática

populista anterior de uma rclação direta lider-maa. Para mante-lu ou

se

gurâ-Ia. mutas Vetes os lideres poputista, latlno·amerians atrope-

laram s partidos e as InslltulçOes sempre que essas pudessem ra�er sombra o faseinlo que exerciam !rente às massas. No caso especifico de Vargas. seu prestigio popular era tão grande que. pode·se dizer. constltula-se em fator desestabillzador para a conso­ lidação das insUtuiçOes.

Para marcar autonomia frente aos grupamentos polilico8. bem como independtncla diante de compromissos formais. Vargas. desde o inicio do gOlemo. IIclculou que procuraria o equllibrlo e a concilIação entre todas as corrcntes politlcas. Para tanlO, formou seu mlnlsterio com a participação dc todas as facçOes poliUcas. contemplando tnc1uslle a UDN. sem assumir comproml0s partld;· rio,. nem mesmo com o TB. parLdo pelo qual dl�la ter mais afl­ nldade. Duscallu gOllernar sem oposição e sem os recursos pollcialescos com que contara em sua prImeira admlnlslraçlo.

A

oposição. para Vargas e para grande parte da elite brasilcira, sem· pre fOi concebida como um obstãculo ao gOleno. como algo a ser IIencido. domado ou eliminado. e não como uma fonte de critica capa� de gerar o aprlmornn:nto Institucional. Na protlca. reunindo todos os partidos em 8eU minist!rlo. Vargu conseguiu apenas ca· muflar o conflito.

A

oposlçlo nio deixou de crescer por eontn desse armnJo nem a grande Imprensa do pais. que fora toda ela subme­ tida a censum dumnle o Estado NOllo. se colocou ao lado do gOller­ no. Em outras patllras. buscando a coallzlo mfxlma. Vargas não conscgulu formar blocos estálleis e previslllels para seu gOlerno.

Existe no Brasil um estranho desejo de obter sempre a unidade e o consenso. o que nao deixa de ser uma forma pelllersa de mascarar o conntto. Quando dizemos camuflar o connuo. Illo no' referImo, apenas ao! eonnitos de classe. mas aqueles enllollendo barganhas entre ellte!. partidos, grupos de Interesscs. etc.

prâttca recorrente. no Brasil. procurar o "candidato de unIão". a ·unldade sindical". o "goleno de conetllação". etc.- Vargas. mais do que nin­ gutm. foi a expres\o dessa tradição. Durante o Estado NOIo. Impôs totaitariamente o consenso: em 1951. todavia. os recursos lIvcram de ser outros. No Intuito de agradar a todos. o nOlo gOlerno des­ gostou a muitos. particularmente aos lideres trabalhistas. O efeito não antecipado dessa estrattgia foi que. ao fater uma polflica de conetlloção naclorml. Vargas atraiu outros tipos de problemas: n

• a tnr . c n tentar lr a "topla ron,na"at Jo rol mais rte no

OS RAÇS DO POO '05

UDN não endossava as Intenções do goveno. enquanto os peteblstas e getullstas sentiram-se desprestlglados,-

A lóglea de esçapar ao connito fOI tam�m Intentada na area llmtar, porem aquI. mais do que em qualquer outro setor, tal objetivo

foi lmpossivel de allngir. As Forças Armadas passavam por sérias

cllvagells Intenas, envolvendo desde ideologias polillcas a!: diferentes pcrcepçóes sobre ehefias Intcnas e sobre o que seria uma

a

atuação do governo. ] laviam sido as fiadoras da eandidatura Vargas. mas a delicadeza das suas dSOcs llltemas Impcdlnn que se apolo se mantise est"vcl, O grupo que dirigiu o Clube Militar' de ]950 a ] 952. e que apoiava Vargas, era Identifeado com a esquerda, delxando o goveno c a corporação mllltar em slluação desconfortável. Vargas não deu mostras de presllglar essa ala m,elonaUsta. que, nas clelçOcs

a

presldencla do Clube. reallzldas :m maio de 1952. foi derotada pela facção que aglutinava os setores antigovernlstas. Pouco antcs. 05 na­ elonallstas Jâ hlvlam amargado um" derota por oeasllo das nqcI' açes do Acordo Militar Urasll,Estados Unidos. em março de 1952, O Acordo, pn:vcndo o fomc.dmcnto de mlnerlls estratégicos brasllelll aos Eslados Unidos e o Intercâmbio para fins de treinamento e assls­ tencla militar entre os dois paiscs, foi negociado pclo ministro das I�elaçoes terlorcs. gerando o descontentamento do ministro da Guerra. ::sUllac .eal. representante dos mlHtares nacionalistas. que se demlllu do cargo.

A delicad., das questOCS politlcal daquele momento estavam, .crtamente. referenciadas ã guerra fria, Desde o pós-guerra, a polillca norte-americana se mantivera voltada para a rcconstuç\o da Europa, com n nillda Intenção de lmpedk o domlnlO sot!tlco na região. COm Isso, o Depatamento de Estado americano relegou i Amtrlca LnUna a segundo plano. Os pni:� latino-americanos. politicamente allnho­ do� 001 Estados Unidos, nao reeeberom. nos nnos do pós-guerra, nnanclamentos para projetos de d�nvolvlmenlO ou outras atlvldodes de porte, O Brasil começou i reeeber asslsttncto. no segundo goveno Vargas. atravês da ComlSlo Mista Brasil-Estados Unis para o , scnvolvlmento EconômiO e do

Acuno

MlI!tar. A que se dstinava lal cumlssão? Foi Criada para estudar as cxlgtnclas ttcnlcas e legais pMa

o

prlm�ITO Inlnt.'�rIo de vargas foi denominado por �Ic de -n'nl.ttrlo da xpa1tnda", o qu� t"'" da ... uni ar de rloorldade .

• O Clue lUa', _bon r .... uma �nUd_ de cunho dl e recreativo. ,ou-,. na ada de 0, O pl1nclpal 1,,",,6elro du pnnctaa IolOglcu kt1l1O da raça.

111 AS NSnllÇCS 1 �A VAIS

que o Brasil formulasse c

implementasse

projetos que considerasse

prlolitârlos

n

as âreas de energia. transporte e agricultura. Mais pre­

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