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Rad52 inhibe l’accumulation de Cdc13 et la localisation de l’ARN TLC1 au

Segundo BRASIL (2005), pela RDC nº 263, farinhas são os produtos obtidos de partes comestíveis de uma ou mais espécies de cereais, leguminosas, frutos, sementes, tubérculos e rizomas por moagem e ou outros processos tecnológicos considerados seguros para produção de alimentos, sendo a umidade máxima permitida de 15% (g/100g).

O trigo está entre as plantas mais cultivadas mundialmente, representando cerca de 33% dos cereais colhidos por ano no mundo. Pertencente à família das gramíneas do gênero Triticum encontra-se no mercado grande variedade de espécies, sendo que três delas destacam-se pelo maior volume, representando 90% do trigo cultivado no mundo. Cada uma dessas espécies é adequada a um produto:

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Triticum aestivum: responsável por mais de quatro quintos da produção mundial, é o mais cultivado no planeta e chamado de trigo comum. Seu teor de proteína é em torno de 15% e é o mais utilizado na fabricação de pães.

Triticum compactum: seu teor de proteína é na ordem de 8%, apresentando um menor teor de glúten. Conhecido como tipo clube, é mais utilizado na produção de bolos e biscoitos, mais macios e menos crocantes.

Triticum durum: não cultivado no Brasil, esse tipo de trigo é utilizado na produção de massas (macarrão), pois possui um glúten mais resistente, permitindo uma textura mais firme após o cozimento (MORETTO & FETT, 1999; ABITRIGO, 2013).

Dois produtos são obtidos do processo de moagem do grão de trigo: o farelo de trigo e a farinha, na proporção de 25% de farelo e 75% de farinha. A farinha é encontrada no mercado de diversas formas, como refinadas brancas ou amarelas (especiais), integrais, farelo, fibra, gérmen, grão inteiro e triguilho. Algumas vezes, são enriquecidas com ingredientes que agregam valor nutritivo como ferro e ácido fólico. Destinadas a diversos seguimentos no Brasil, tem-se que aproximadamente 55% da farinha é utilizada na panificação, 17% para produzir macarrão, 13% na comercialização de biscoitos, 11% para uso doméstico e 4% para outros segmentos não especificados (ABITRIGO, 2013).

Conforme citação da ABITRIGO (2013) constata-se que o Brasil não consegue produzir todo o trigo que consome: o consumo médio de trigo é de 10.8 milhões de toneladas, enquanto que sua produção é de 5.9 milhões de toneladas. Dessa quantidade de trigo consumida, 8.26 milhões de toneladas são de farinha de trigo.

O uso de farinhas mistas entrou no mercado para solucionar dois possíveis pontos críticos mercadológicos: (i) do ponto de vista econômico: a substituição parcial da farinha de trigo quando a mesma estiver indisponível ou com custo elevado; (ii) do ponto de vista nutricional: agregar valor aos diversos produtos consumidos por públicos variados.

Na literatura, são muitos os trabalhos que obtiveram sucesso ao utilizar farinha mista para produzir produtos para panificação, como pães, bolos e biscoitos. A EMBRAPA ACRE (2010) desenvolveu uma farinha mista de banana e castanha do Brasil para industrialização, visando sua incorporação no cardápio da merenda

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escolar. Ao desenvolver essa farinha mista de banana e castanha, a EMBRAPA ACRE (2010) teve como objetivo agregar valor a esses produtos e ampliar o seu consumo dentro e fora do Estado.

GUILHERME (2002), ao desenvolver farinhas mistas compostas de farinha de trigo e de fubá mimoso e fubá QPM (melhor qualidade proteica) para produção de biscoitos, concluiu que houve uma aceitação por parte dos provadores quanto à aparência e ao sabor dos biscoitos desenvolvidos. Testou-se o uso de 60% de farinha de trigo e 25% de fubá mimoso ou fubá QPM. A mistura com o fubá QPM apresentou melhor textura de acordo com o teste de aceitação realizado.

RIBEIRO (2004) testou o uso de farinha mista de trigo e banana para produzir biscoitos e a melhor formulação encontrada foi a que substituiu 20% da farinha de trigo pela de banana, obtendo um biscoito com boa aparência e sabor.

OLIVEIRA et al. (2007), ao testar o uso de farinha mista de trigo e linhaça na proporção de 10% para produção de pão de sal, concluíram que houve uma excelente aceitação dos consumidores, proporcionando ao produto sabor agradável e características físico-químicas similares ao pão de sal tradicional, representando uma nutritiva e saborosa opção para a alimentação do dia-a-dia dos consumidores.

3.5.1 Farinha da macaúba

Considerado um produto regional, obtido artesanalmente através da secagem da polpa da fruta in natura, a farinha da Macaúba passa ainda pelos processos de moagem e peneiramento para assim ser disponibilizada aos consumidores. Ao desenvolver um biscoito tipo cookies com a farinha da polpa da Macaúba, Kopper e outros (2009) pretendiam contribuir para a inovação tecnológica e aproveitamento nutricional de frutos pouco conhecidos em regiões diferenciadas do Brasil. Ainda, avaliaram a suas características através de análises sensoriais, físicas e químicas. Foram elaborados seis tipos de formulações: formulação padrão doce (FPD), formulação padrão salgada (FPS) elaborados com misturas de farinha de trigo e amido, ambas elaboradas sem a presença da farinha de Macaúba (FM). Formulação doce e salgada com adição de 10% de FM e formulação doce e salgada com 15% de FM. Ao final da pesquisa, concluíram que todas as formulações de biscoito com adição de farinha de Macaúba foram bem aceitas sensorialmente (gostei

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levemente). Ainda, demonstraram que os cookies doces e salgados elaborados com 15% de FM são alimentos classificados como fonte de fibra, pois possuem 3,88 g e 3,46 g de fibras respectivamente em 100 g de produto. A vitamina A também se faz presente numa quantidade significante nessas formulações. Dessa maneira, fica evidente que o uso da farinha de Macaúba na elaboração de novos produtos como biscoitos, contribui para o enriquecimento da dieta regional, podendo envolver programas de suplementação alimentar como uma fonte natural de fibras e vitamina A.

Verediano (2012) formulou um produto alimentício utilizando a farinha da polpa da Macaúba e obteve sucesso na sua aceitação. O principal objetivo foi encontrar uma metodologia que produzisse uma farinha com qualidade alimentícia a partir da torta residual da extração do óleo da polpa da Macaúba e investigar sua utilização em um produto de panificação. Após caracterização da torta residual, elaboraram-se bolos com 30%, 42% e 54% de substituição de farinha de trigo pela farinha de Macaúba, cujo teor de fibras da ordem de 20% a caracteriza como rica em fibras. A análise sensorial dos bolos provou que existe uma boa aceitação dos mesmos em relação à aparência, sabor, aroma, textura, impressão global e intenção de compra, mesmo considerando que a de menor substituição tenha sido a mais bem aceita (30%).

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