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Rôle dans la survie et la prolifération des cellules tumorales

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 64-71)

B. Fonctions des chimiokines et de leurs récepteurs dans la biologie du cancer

2. Rôle dans la survie et la prolifération des cellules tumorales

aos aspectos geológicos, geomorfológicos, hidrográficos, pedológicos e vegetacionais. As características climáticas da área de estudo serão detalhadas no tópico seguinte.

Para a caracterização das condições naturais existentes no Conjunto Prefeito José Walter e Conjunto Ceará utilizou-se como referência os estudos de Souza (1988), Claudino-Sales (2005, 2010), Lima (2004), Nascimento (2007) e Moura-Fé (2008), que tratam dos aspectos geoambientais do Ceará, de Fortaleza e, indiretamente, dos conjuntos habitacionais da cidade.

Quanto aos aspectos geológicos/geomorfológicos, estes são caracterizados pela presença de coberturas sedimentares cenozóicas, representadas pela Formação Barreiras, que formam os tabuleiros costeiros. A Formação Barreiras é constituída por sedimentos areno-argilosos tércio-quaternários de origem continental. Esse material distribui-se como uma faixa de largura variável, acompanhando a linha de costa, estando à retaguarda dos depósitos holocênicos da planície litorânea. Na área dos conjuntos habitacionais de interesse da pesquisa, observa-se também a presença do embasamento cristalino - complexo gnáissico- migmatítico, estrutura desenvolvida sob condições de alto grau metamórfico, presente a depressão sertaneja.

Os tabuleiros costeiros, modelados no topo da formação barreira, são relevos predominantemente planos com trechos suavemente ondulados distribuídos ao longo do litoral, numa faixa praticamente contínua entre as planícies litorâneas e as depressões sertanejas. As altitudes desses relevos variam em média entre 30 a

litorânea, formam-se os campos de dunas fixas e móveis, modeladas sobre sedimentos recentes, além de terraços marinhos e praias.

Junto aos rios, os sedimentos aluviais formam as planícies fluviais, e nas suas desembocaduras evidenciam-se as planícies fluvio-marinhas, influenciadas pelos rios e marés.

No que se refere à geologia e geomorfologia dos conjuntos habitacionais pesquisados, pode-se incluí-los na classificação pedimento cristalino que ocorre exatamente com uma expressão limitada nas porções sul, sudeste e sudoeste de Fortaleza. Esta categoria geomorfológica é representada por afloramento de rochas cristalinas antigas (pré-cambrianas), aplainadas, de forma a não favorecer ruptura na topografia local. As planícies fluviais dissecam ainda o pedimento cristalino e os tabuleiros.

Quanto à hidrografia, o Conjunto Ceará está inserido na Bacia do Rio Maranguapinho, correspondendo a faixa norte-sul que se estende desde as proximidades da foz do Rio Ceará até o bairro Siqueira e possui 96 Km2 de área. É formada por oito sub-bacias, cujos mananciais mais importantes são: Riacho da Lagoa da Parangaba, Açude da Agronomia, Riacho do Açude João Lopes, Riacho Sangradouro do Açude da Agronomia, Riacho da Lagoa do Mondubim, Rio Maranguapinho, Braço do Rio Maranguapinho e Riacho Correntes. E o Conjunto Prefeito José Walter, por sua vez, está inserido na Bacia do Rio Cocó cuja nascente surge na vertente oriental da Serra da Aratanha, no município de Pacatuba, tendo a Foz na região do Caça e Pesca, no litoral leste de Fortaleza. O rio possui 215,9 km² em Fortaleza, sendo a maior bacia da cidade, drenando os setores leste, sul e centro. Possui, ainda, 29 afluentes na margem direita e 16 na esquerda, além de 15 açudes e 36 lagoas.

As classes de solos encontradas em Fortaleza estão praticamente todas modificadas devido à ocupação urbana. Nos conjuntos habitacionais pesquisados os principais tipos de solos são: Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico, Argissolo Vermelho-Amarelo Eutrófico e Neossolos Flúvicos. Na área da pesquisa, predominam as duas primeiras classificações supracitadas.

Os Argissolos Vermelho-Amarelo Distróficos e Eutróficos ocorrem principalmente na zona pré-litorânea, em relevo plano a suave ondulado, no domínio

dos sedimentos da Formação Barreiras. São profundos, bem desenvolvidos, com horizonte B de cores vermelho-amarelado a vermelho; e apresentam textura média a argilosa, abaixo de um horizonte A ou E de cores cinzentas ou claras e de textura arenosa a média. Possuem baixa fertilidade natural, com deficiência de água e suscetibilidade à erosão.

Os Neossolos Flúvicos são formados a partir da sedimentação fluvial, distribuindo ao longo das planícies fluviais. São pouco desenvolvidos e variam de pouco profundos a muito profundos. Comumente, apresenta um horizonte A sobre uma sucessão de camadas estratificadas sem nenhuma relação pedogenética entre si, possuindo textura desde arenosa até argilosa. Eles possuem alta fertilidade natural e grande potencialidade para o uso agrícola.

Quanto às características da vegetação, estas se encontram bastante alteradas devido ao processo de urbanização ocorrido em Fortaleza. A cidade apresenta unidades vegetacionais definidas como Complexo Vegetacional Litorâneo, o qual se subdivide em Vegetação Pioneira; Mata à retaguarda de dunas; Vegetação de Tabuleiro, de duna; Vegetação de Mangue; Vegetação Ribeirinha e Vegetação Lacustre. O Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano – PDDU de Fortaleza (2006) aponta ainda a vegetação antrópica presente de forma mais expressiva em áreas não loteadas ou com loteamentos ou lotes entremeados de pequenos sítios situados, sobretudo, na periferia da cidade, como é o caso dos Conjuntos Prefeito José Walter e Ceará. Na área de estudo, a vegetação primitiva era a Vegetação de Tabuleiro que foi desmatada para a construção dos conjuntos habitacionais. Atualmente, pequenas porções dessa vegetação são encontradas em algumas áreas nos referidos bairros.

Os Conjuntos Prefeito José Walter e Ceará inserem-se nas classificações climáticas propostas para Fortaleza. Desse modo, serão apresentadas as características do clima de Fortaleza e os principais sistemas atmosféricos atuantes na cidade, como forma de compreender também a dinâmica que atua nas áreas de interesse da pesquisa.

O clima de Fortaleza é analisado a partir de diversas classificações, sendo praticamente todas de base genérica, como bem aponta Moura (2008). Silva et al (2004) apresentam esse clima sob o domínio do Clima Tropical Quente Sub- úmido, caracterizado por apresentar totais pluviométricos variando ente 1.000 e 1.350 mm anuais, com temperaturas médias superiores a 24º C.

Outra classificação a ser considerada, para o clima da cidade, é a de Xavier (2001). A autora define Fortaleza como integrante da Região do Litoral 3 (L3G – Litoral de Fortaleza). Esta classificação decorre de um trabalho estatístico, realizado por esta autora, tomando por base a distribuição dos postos pluviométricos do estado do Ceará, no período compreendido entre 1964 e 1996. Para isto, considerou-se a quadra chuvosa do estado, correspondente aos meses de fevereiro, março, abril e maio, e utilizou-se a técnica dos Quantis, a fim de identificar os anos chuvosos e secos, a partir de limites arbitrariamente escolhidos. Desse modo, Fortaleza integra a Região L3G com os seguintes limites inferiores e superiores de precipitação: ano muito seco (0mm e 762,7mm); ano seco (762,7mm e 921,8mm); ano normal (921,8mm e 1311,0mm); ano chuvoso (1311,0mm e 1612,3mm) e ano muito chuvoso (índices pluviométricos superiores a 1612,3mm).

Magalhães & Zanella (2011) – partindo da espacialização da precipitação e temperatura, bem como dos sistemas atmosféricos atuantes – caracterizam o clima de Fortaleza como marcado pela sazonalidade das chuvas, por elevados valores térmicos, por intensa insolação e por fracas amplitudes térmicas durante o ano. Segundo os autores, o clima da região é classificado como tropical equatorial com até 6 meses secos. E acrescentam que a altitude do relevo e a latitude da RMF são os principais fatores geográficos que influenciam a esta classificação climática. A temperatura média anual nas áreas litorâneas fica entre 26º C e 27º C, com máximas variando entre 31º C e 32º C.

3.2.1 A dinâmica atmosférica

Para uma melhor compreensão da dinâmica climática nos conjuntos habitacionais, faz-se necessário conhecer os sistemas atmosféricos atuantes em Fortaleza e as influências diretas e indiretas que estes provocam na cidade. Assim, pode-se enumerar os principais sistemas atmosféricos e os mecanismos físicos que influenciam no comportamento do clima e do tempo, na região onde está inserida a cidade de Fortaleza, sendo eles: a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), os Vórtices Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN’s), os Complexos Convectivos de Mesoescala (CCMs), as Linhas de Instabilidade, as Ondas de Leste, as Brisas marítimas e terrestres, o ENOS/TSM do Atlântico, bem como a Massa Equatorial Atlântica. Cada um desses sistemas possui características que, quando atuam na cidade, condicionam os diferentes tipos de tempo observados.

Os referidos sistemas atmosféricos encontram-se definidos e caracterizados no Quadro 5, que também exemplifica algumas repercussões destes na Região Metropolitana de Fortaleza.

Sistema Atmosférico /

Mecanismo Físico

Definição Características Período de atuação na

RMF

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