LE DROIT DE L’ENFANT A LA SURVIE
Partie 3 : Rôle et degré d’implication des associations
As perguntas referentes aos questionários um, dois e três (Apêndice I, II e III) foram respondidas por uma equipe de profissionais do setor produtivo, cada qual na sua competência. O gerente industrial respondeu os questionarios um e três e o coordenador agrícola respondeu apenas o questionário dois.
A cadeia produtiva da qual faz parte a Usina A é representada pela figura 19. Foi constatado que o fluxo produtivo inicia na produção de cana-de-açúcar ou aquisição desta matéria-prima junto aos fornecedores da empresa e avança para os processos de corte da cana, carregamento, transporte, armazenagem, processamento, destilação, produção e estocagem do etanol.
FIGURA 19 – MAPEAMENTO DA CADEIA INTERNA DE SUPRIMENTO DO ETANOL NA USINA A Fonte: Entrevista realizada com colaborador da Usina A
Como se pode constatar pela observação da Figura 19, após a etapa de produção da cana-de-açúcar, o processo produtivo avança para o corte desta matéria-prima, que pode ser mecânico ou manual, sendo que o corte mecânico representa 60% desse processo.
Logo após a etapa de corte, a cana-de-açúcar cortada é carregada por funcionários da Usina A em veículos próprios da empresa ou locados. O transporte da cana-de-açúcar cortada representa uma operação totalmente tercerizada, mas que também é gerenciada pelos administradores da Usina A. O armazenamento da matéria- prima no parque industrial é flutuante, influenciado pela demanda produtiva da indústria, sendo este em certos casos necessários, porém restritivos, devido à interferência na qualidade da cana e consequentemente, na eficiência da produção do etanol.
Conforme o gerente industrial, o sistema de controle da produção gera relatórios intitulados Boletins de Controle de Produção, que permitem aos seus gestores fazerem consultas a qualquer momento, para a realização de um planejamento de curto prazo, com base em dados reais registrados no dia anterior. Durante o período matutino são produzidos boletins que relatam o histórico de produção, com relação aos fluxos de matéria-prima, estoque, transporte, moagem, produção e armazenamento de etanol. Os dados desses boletins são usados pelas gerências agrícola, industrial e comercial para subsidiar operações de curto e médio prazos.
A meta de produção da Usina A é de conhecimento de todos os setores da organização, sendo definida em função da área plantada de cana-de-açúcar, ou seja, para cada hectare de canavial, projetam-se mil toneladas de cana-de-açúcar. Esta estimativa pode variar dependendo das condições físicas do canavial, como, por exemplo, quantos cortes já foram feitos, se houve adubação ou ainda se houve replantio.
Contudo, a meta com relação à receita da empresa não é divulgada, devido à flutuação de preços do mercado de insumos e do valor de comercialização do etanol, além das restrições referentes à divulgação de custos de produção.
Dentre as dificuldades que influenciam o dia-a-dia da empresa em seu processo produtivo, de acordo com o entrevistado, foram citadas: a mão-de-obra no corte da cana-de-açúcar; o processo de armazenamento, pois a perda na eficiência de produção é significativa, visto que a cana-de-açúcar velha reduz o ATR; e os fatores climáticos nos processos de carregamento e transporte.
As questões financeiras orientam as decisões da empresa quanto à expansão ou redução de produção, visto que estão ligadas aos investimentos em aumento e manutenção dos canaviais e em aquisição e manutenção de equipamentos agrícolas e industriais.
Segundo o gerente industrial e o coordenador agrícola indicaram a moagem como sendo o elo que define a capacidade do fluxo da produção. Este elo é visto como um elemento físico, ou seja, está relacionado à capacidade dos equipamentos, pelas manutenções preventivas e preditivas, por estoques de peças, por um corpo de técnicos responsáveis em solucionar problemas, reduzindo assim os leads times.
A Usina A trabalha com canaviais plantados em terras próprias e arrendadas, de acordo com o entrevistado. No momento da pesquisa, a Usina A possuía 30 contratos de arrendamento, sendo estes selecionados em função da logística, ou seja, pela distância entre as lavouras e a indústria.
A relação da Usina A com os arrendatários era firmada através de contratos de arrendamento, sendo que o descumprimento deste podia levar ao seu rompimento. Sua produção de etanol era escoada através de canais diretos, escolhida de acordo com os custos financeiros do transporte. O relacionamento entre a Usina A e os canais de
distribuição eram estritamente comerciais. As negociações eram ditadas pelo valor de mercado, tendo como referência os dados da UNICA.
O transporte do etanol da usina era de responsabilidade de uma distribuidora contratada e a comercialização era realizada em função da demanda.
Identificação da restrição
De acordo com as informações prestadas pelo entrevistado da Usina A, a restrição do sistema produtivo interno encontra-se no processo de moagem, variando de posição na cadeia interna de suprimento , devido às interferências no fluxo produtivo e de sua complexidade. Houve certa confusão na identificação de restrições, como, por exemplo, a indicação dos fatores climáticos como elemento restritivo. Em análise posterior, interpretou-se esta informação como relato de uma adversidade do ambiente produtivo da Usina A, mas não necessariamente como uma restrição de capacidade.
Percebeu-se que outros fatores interferiam diretamente na SC interna da Usina A, retratavam o alto nível de incerteza presente no ambiente produtivo.
Concluiu-se, ao término desta entrevista, que existiam diversos fatores restritivos apontados pelo entrevistado, que exerciam influência no sistema produtivo, como os processos de corte da cana-de-açúcar, armazenamento da matéria prima, carregamento e transporte, e os fatores climáticos. O processo de moagem, contudo, era o elemento que definia regularmente o fluxo de produção.
Flutuações do fluxo de produção eram geradas em função das ocorrências diárias como, por exemplo, a rotatividade excessiva de mão-de-obra (dificultando a operação de corte da cana-de-açúcar) e até mesmo no caso de corte mecanizado, em que a quebra de uma colhedora poderia interferir diretamente na quantidade de cana programada para entrega à usina.
Em relação ao armazenamento da cana, o entrevistado explicou a interferência na queda de produtividade, pois a cana-de-açúcar muito tempo cortada ficava velha e comprometia o rendimento na produção do etanol, pois a ATR diminuia.
Em relação ao carregamento e transporte, verificou-se que poderiam comprometer a logística de entrada de matéria-prima a ser processada, reduzindo a capacidade de moagem, que consequentemente reduziria a produção de etanol, ficando comprometido o processamento de matéria-prima e a capacidade de destilação do etanol.
Outro fator que influenciava a produção era o clima. Em virtude do excesso de chuvas, podia ocorrer o comprometimento da operação de corte de cana-de-açúcar. Entrar no canavial encharcado para carregar e transportar significava, neste caso, sacrificar o mesmo, comprometendo assim a plantação para os próximos cortes, ou seja, o canavial danificado durante a colheita na chuva, no período de estiagem deveria ser recuperado, aumentando os custos fixos.
A falta de política regulamentadora do governo foi citado como fator que influenciava a política de trabalho da empresa, impedindo investimentos na produção e aumento de área de canaviais, interferindo decisivamente na produção.
De acordo com a investigação, outro fator identificado foi com relação aos canais de distribuição, no que se referia aos fatores mercadológicos que influenciavam diretamente na comercialização do etanol. Neste caso, o fator era externo à usina e estava presente na demanda de mercado inferior à capacidade produtiva instalada.
Havia incerteza na decisão de estocar ou negociar o etanol produzido, de acordo com o entrevistado, que dependia do local para o armazenamento, de questões financeiras e cumprimentos de contratos. O fato de deixar armazenado o etanol e ser comercializado no período da entressafra era uma tomada de decisão vantajosa, devido aos preços estarem mais atrativos.
Pode-se concluir, portanto, que a moagem era o fator restritivo da Usina A, sendo seu fluxo produtivo influenciado por outros fatores que geravam incertezas.