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Comportemet sexuel

1.4 NEUROBIOLOGIE DU DESIR ET DU PLAISIR ET SATISFACTION

1.4.3 Circuits de la récompense

1.4.3.3 Rôle de l’ocytocine et de la vasopressine

AFlorestaNacional de Palmares,localizada nomunicípiodeAltos-PI, segundo informa- ções do ICMbio, foiaprimeiraflorestanacionalaser criadanoestado, e possui uma área total de aproximadamentecentoesetenta hectares(170ha). De acordo com o Gestor da unidade, seu Gaspar da Silva Alencar, a FLONA possui em suainfraestrutura,3residênciasonde funciona- maCoordenaçãoRegional doICMBiodoPiauí,o Escritórioda Unidade, e a ResidênciadoGes- tor. A unidade recebe cercade1000a1200visitantesporano, com maior frequência nosegundo semestre.

Para o desenvolvimento deste trabalho foi realizada uma visita a Floresta Nacional de Palmares (Figura 1), localizada no município de Altos, Piauí, no dia 07 de fevereiro de 2014,

onde foi feito o levantamento das características da área e identificação dos pontos interpretati- vos das Trilhas Principal e Aroeira.

Figura 1- Localização da FLONA de Palmares, município de Altos/PI.

Fonte: IBAMA, 2004.

Para a coleta de dados foram utilizados formulários de caracterização biofísica e de identificação de pontos interpretativos nas trilhas, receptor GPS para o georreferenciamento dos pontos interpretativos e câmera fotográfica para registro de imagens, com o intuito de estruturar um roteiro interpretativo, no qual servirá como ferramenta de Educação Ambiental.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Conforme Santos et al. (2011), “a interpretação ambiental deve ser entendida como sendo o ‘ato de decodificar’ os conhecimentos disponíveis sobre um determinado objeto ou tema, no sentido de orientar, avisar e sensibilizar os visitantes”. Assim, utilizam-se os recursos naturais existentes e suas interações como estratégia para estimular a curiosidade, a sensação e o interesse do visitante, de forma a desenvolver a conscientização e sensibilização quanto à proteção e preservação do meio ambiente.

Existem diversos meios para identificar o potencial de interpretação ambiental, e sua escolha dependerá principalmente das características locais e das características dos usuários.

A FLONA de Palmares possui um total de 11 trilhas, onde são mais visitadas a Trilha Principal, a Trilha do Cedro, a Trilha da Aroeira e a Trilha do Caneleiro, por estarem próximas da entrada da Unidade de Conservação, sendo que as trilhas da Aroeira e do Caneleiro são consideradas trilhas semi-radicais, ou seja, trilhas que envolvem certos riscos em alguns trechos.

Segundo Feitosa et al. (2012), a Trilha Principal possui um percurso de 1.435 metros, sendo uma das maiores trilhas da FLONA de Palmares e é considerada com grau de dificuldade baixo, já que o terreno é plano. Já a Trilha da Aroeira tem 575 metros com grau de dificuldade moderado, apresentando elevações de até 210 metros acima do nível do mar.

A trilha Aroeira apresenta uma vegetação densa com árvores de variados portes, nativas e exóticas, como a Sipaúba e o Eucalipto. Possui um percurso dinâmico, com trechos íngremes de difícil passagem pela presença de pedras soltas e raízes expostas. Com característica semi- -radical seu percurso exige que seus visitantes tenham condições e disposições físicas apropria- das a fim de que consigam driblar os obstáculos existentes.

No percurso da trilha Aroeira foi evidenciado o total de 13 pontos interpretativos com uma diversidade de espécies vegetais, a presença de bebedouro natural no percurso indica uma perfeita harmonia entre os animais e a natureza, evidenciados pela presença de insetos como os cupins e abelhas sendo que os mesmos não possuem um ambiente fixo. Dentre os muitos pontos encontrados destacamos 5, demonstrando a riqueza natural desta trilha e atenção dos visitantes (Figura 2).

Figura 2- Mapa da trilha Aroeira destacando pontos interpretativos.

A trilha Principal é mais larga, possibilitando o acesso, inclusive, de veículos automo- tores e de todos os públicos. Sua vegetação é densa com árvores altas que proporcionam som- breamento em todo trajeto, como a Caneleiro. Quanto aos impactos ambientais, destacam-se a drenagem como problemas, pois quando chove, há o acúmulo de água no caminho trilhado, e a erosão pela exposição do solo.

Nesta trilha foram encontrados 5 pontos interpretativos, como as riquezas de espécies vegetais, bebedouro natural, inseto, além de algumas áreas que funcionam como praça de lazer, sendo utilizada pelos visitantes da trilha como a forma de interagir com a paisagem do local (Figura 3).

Figura 3 - Mapa da trilha Principal destacando pontos interpretativos.

Fonte: Pesquisa direta, 2014

Esses pontos interpretativos podem ser aproveitados para a realização de trabalhos de Interpretação e Educação Ambiental, pois, despertam nos visitantes o interesse para a conser- vação dos ambientes naturais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Interpretação Ambiental é importante no desenvolvimento de atividades desenvol- vidas em Unidades de Conservação, pois, objetiva agregar valor à experiência do visitante e utilizando os recursos naturais existentes. A interpretação é extremamente individual, podendo ser atualizada diante de cada passo dos visitantes no percorrer das trilhas.

Diante da caracterização quanto à interpretação ambiental, temos que as trilhas são de modalidade guiada e possui conteúdo de recursos interpretativos com clareza, harmonia com o meio e relevância satisfatórias. Em contrapartida, a acessibilidade encontrada na Trilha Princi- pal não foi à mesma verificada na Trilha da Aroeira. A primeira, mais larga e menos acidenta- da, demanda menos energia, podendo ser utilizada por todos os públicos. Já á segunda, por ser semi-radical demanda mais força nos obstáculos encontrados, sendo indicada para pessoas com maior preparo físico. Além disso, ambas não possuem sinalização.

Com relação á manutenção das trilhas, ficou evidenciada na maior parte do tempo, a sensibilização ambiental no que diz respeito aos possíveis resíduos gerados no percurso.

Considera-se ainda que a acessibilidade, segurança e sinalização durante o percurso das trilhas precisam ser gerenciadas adequadamente, no intuito de promover um melhor aprovei- tamento dos visitantes durante o percurso destas. Medidas como incremento de materiais de apoio nos declives e aclives e placas de alerta acerca dos obstáculos presentes, darão um maior suporte aos visitantes e condutores, servindo concomitantemente à educação ambiental.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Disponível em: <http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm> Acesso em: 22 out. 2014.

CARVALHO, I. C. M. Em direção ao mundo da vida: interdisciplinaridade e educação am- biental. IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, Brasília, Brasil. 1998.

COSTA, Patrícia Côrtes. Unidades de conservação: matéria-prima do ecoturismo. São Pau- lo: Aleph, 2002. - (Série turismo)

FEITOSA,A. A.; NUNES, R. P.; LEITE, A. C. S.; CARNEIRO, E. L. N.

C.Georreferenciamento das trilhas da Floresta Nacional de Palmares, Altos, PI. In: VII CONEPI. Tocantins, 2012.

Disponível em: <http://propi.ifto.edu.br/ocs/index.php/connepi/vii/paper/view/3970/1753> Acesso em: 26 out. 2014.

GUIMARÃES, Mauro. A Dimensão Ambiental na Educação. 11 ed. São Paulo: Papirus, 2013.

IBAMA PI. Relatório de vistoria técnica – estudos e levantamentos prévios para criação de Floresta Nacional. Teresina, 2004.

Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). Floresta Nacional de Palmares. S.d. Disponível em: <http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ unidades-abertas-a-visitacao/4059-flona-de-palmares.html> Acesso em: 29 out. 2014. SANTOS, M. C.; FLORES, M. D.; ZANIN, E. M. Trilhas interpretativas como instrumento de interpretação, sensibilização e educação ambiental na APAE de Erechim/RS. Vivências. v.7, n.13: p.189-197, out. 2011. Disponível em: <http://www.reitoria.uri.br/~vivencias/Nume- ro_013/artigos/artigos_vivencias_13/n13_21.pdf> Acesso em: 24 out. 2014.

SANTOS, Marta Aline;SCHETTINO, Sofia Cerqueira; BASTOS,Isis Annielli da Hora.Educação ambien-

tal em unidades de conservação: o caso da Área de Proteção Morro do Urubu. Ambivalências – Revista do Grupo de Pesquisa “Processos Identitários e Poder” – GEPPIP,

TECENDO CAMINHOS PARA A CONSTRUÇÃO DE CARTILHAS AMBIENTAIS