Annexe VIII : Mots du FAAF Test classés par ordre de difficulté
1.1. Enregistrement des signaux
2.1.3. Test d’intelligibilité
O que eu posso fazer? Que atitudes eu tenho que ter com a criança que bateu na profe, que bateu no colega. Eu converso, eu chamo os pais, qual é atitude eu enquanto escola, enquanto professora tenho que tomar para melhorar essa situação. Tentar fazer com que essa agressividade não seja algo contínuo. O que eu posso fazer para contribuir e não tornar a criança mais agressiva ainda. Para ela eu também estou sendo agressiva. Então o que eu tenho que fazer com essa criança? Que tipo de conversa, que tipo de atividade eu tenho que propor para que ela possa ver que assim não dá para viver em grupo, que assim o coleguinha não vai mais querer ficar no seu grupo.
Observando as questões acima, temos uma idéia de como se iniciaram os encontros de grupos realizados com as professoras. Uma enorme vontade de receber respostas e de encontrar soluções para tal assunto. Ao mesmo tempo, uma preocupação evidenciada para saberem o que precisam fazer para uma certa prevenção de eventuais futuros problemas. É interessante, também, a visão desta professora de que, de acordo com as atitudes tomadas em relação à criança que agride, pode estar respondendo com agressividade.
Ao escutar as professoras de educação infantil, fica muito evidente o quanto o papel do educador e da educação infantil é considerado determinante na vida de uma criança. Constatamos que essa é uma preocupação historicamente marcada, pois já em Comenius, Rousseau e Froëbel, percebemos o quanto era atribuída importância ao acompanhamento que a criança iria receber, em termos de instrução e orientação, visando ao seu bom desenvolvimento e ao seu futuro.
Eu sempre coloco que quando a gente chama a atenção eu explico o porque estou chamando a atenção. Às vezes ele pode ter essa visão que a profe não gosta de mim. Aí eu
digo: “A profe ta xingando vocês porque a profe gosta de vocês! Que quer o bem para vocês.” Que precisam saber que tem coisas que são certas e outras erradas.
Um dos grandes objetivos construídos para a educação infantil é a inserção do pequeno ser humano em uma determinada cultura. É como se os comportamentos, hábitos, princípios tivessem que ser transmitidos nesse período. Ao tratarmos sobre o tema agressividade, logo as professoras falam de seu papel em relação ao controle dessas manifestações.
...se a gente não controlar, se nós não soubermos trabalhar, que adolescente teremos? Temos que fazer nossa parte.
Qual será função dos professores em relação à agressividade? A partir da psicanálise, constatamos que há um limite na função do educador. Por mais que ele tenha determinados desejos em relação ao seu aluno, ele vai deparar-se com sujeitos que já estruturaram seus modelos de relacionamentos a partir dos vínculos estabelecidos com aqueles que lhe fizeram os primeiros cuidados. É certo que, na educação infantil, há a especificidade de que, em muitos casos, a escola faz parte desses primeiros vínculos, pois há crianças que vão para a instituição com quatro meses e ali permanecem até os cinco ou seis anos. Grande parte dos cuidados maternos27 é responsabilidade dessas pessoas que ali atuam.
Há ideais que perpassam nas instituições, mas cada criança também traz de seus relacionamentos familiares os seus ideais aos quais buscam identificar-se. Ao falar sobre agressividade, as educadoras apontam para diferenças daquilo que a escola espera da criança e a expectativa dos pais em relação aos seus filhos.
Em casa ela pode fazer tudo.
Na escola se exige algo dele, então reage com agressividade.
27
Referimo-nos aos cuidados que uma criança pequena requer e que, culturalmente, são consideradas atribuições da mãe, como a alimentação, a higiene, o ato de fazer dormir.
Então tem criança que não recebe orientação nenhuma, fica aquele troço bem primitivo. A primeira coisa é partir pra paulera e pronto. Não tem outras saídas pra essa situação.
Tal consideração é feita após o comentário de outra professora a respeito da necessidade de orientação às crianças em prol de que aprendam a negociar, a argumentar quando quiserem algo, não partindo para atitudes agressivas. Retorna aqui a questão do quanto consideram fundamental a assistência, a orientação de um adulto. Assim como Rousseau, a concepção de que a criança necessitaria de um acompanhamento de um adulto, por não ter ainda razão desenvolvida para tomar decisões e atitudes adequadas, ainda persiste. No decorrer dos encontros de grupos foi possível constatarmos diversas formas que as educadoras usam para lidarem com a agressividade. Em muitas vezes, as manifestações agressivas são entendidas como uma falta de habilidade da criança em se relacionar.
E essa questão da agressividade, às vezes, está muito voltada para a questão do relacionamento, que ele ainda tem que aprender a se relacionar. A forma que eles têm pra se relacionar. Eles não sabem dizer “Eu não gostei do que tu fez!”; eles chegam lá e dão um coice, um soco, um pontapé.
Entendemos que, cada vez mais, se confirma que, para as professoras, a escola teria como uma de suas funções socializar o pequeno ser humano. E, nesse sentido, o controle das manifestações agressivas seria um sinal de que o trabalho teria alcançado seu objetivo. A educação infantil deveria prever o controle dos impulsos infantis e possibilitar o desenvolvimento da polidez e da obediência.
Quando eles chegam da família para a escola, eles não sabem a hora de sentar, a hora de ouvir, obedecer... Então eles manifestam no início uma certa resistência a essas regras. E isso é normal. Até o convívio com os coleguinhas, no início, dividir o espaço. E se destacam os casos que não conseguem se adaptar. Os primeiros dois meses, as coisas
começam a engrenar. Aprendem os horários, a hora do parquinho, da Educação Física,... Têm alguns que passam o ano e continuam mordendo, brigando, não sabendo dividir. Esses são os casos que se destacam.
A adaptação e a socialização estão presentes no discurso pedagógico como formas de integrar a criança em um sistema civilizatório. Através da distribuição de tarefas e atividades com um determinado tempo e que deve ser realizado em determinado espaço e com uma ordem pré-estabelecida, busca-se desenvolver um jeito de ser e de se portar na sociedade. As estratégias usadas para se alcançar este objetivo e, conseqüentemente, para levar as crianças a conterem seus impulsos são várias. Procuramos trazer uma amostra a partir do que foi escutado nos grupos.
Uma das formas de lidarem com a agressividade é procurando chamar os pais para a escola, a fim de que saibam o que está acontecendo. Esta medida está de acordo com a concepção que possuem de agressividade, pois uma parcela das participantes declarou que a agressividade das crianças teria sua origem nas famílias, ou seja, devido aos relacionamentos e vivências que essas crianças mantêm com seus pais e demais familiares. Mas, segundo elas, na maioria das vezes encontram dificuldades para manterem este contato.
Vejo que é a participação dos pais na escola. Eles não vão. A gente não encontra eles na escola.
Na minha escola, na minha turma é assim. Eu não tenho contato com os pais. Os pais, naquela localidade, não vão muito à escola.
A impressão dá é que a família está terceirizando pra escola a educação dos filhos. Que a escola não tem mais só a obrigação de ensinar, mas tem também o papel de educar.
Quando se fala sobre essa educação, percebemos que não está bem definida qual é a função da escola de educação infantil para todas as educadoras, ou seja, os limites das intervenções e atribuições não são totalmente claros para o grupo participante dos encontros
de discussão. A impotência da família, evidenciada em alguns relatos, retrata o não saber dos pais a respeito de como devem lidar com a agressividade de seus filhos. Este fator impulsiona a escola a fazer algo com isso que se apresenta no espaço escolar.
Nós chamamos os pais, as mães, a gente conversou, a coordenadora pedagógica. Eles dizem: “Eu não sei o que fazer”, “Eu não posso”, “Eu não tenho condições”.
Frente a esta realidade, por mais que a escola atribua a origem da agressividade às famílias e, concomitantemente não consiga obter auxílio das mesmas, procura maneiras de lidar com essa problemática dentro do âmbito pedagógico. Nessa linha de discussão, uma professora fez questão de destacar o papel das Escolas Municipais de Educação Infantil (EMEIs) e a contribuição que trazem para a vida da criança.
Felizmente que ainda tem as EMEIs. Acho que ta fazendo um belo papel. Porque essas crianças que estão desde o berçário, elas têm outro pique, outra compreensão de mundo, outro posicionamento, mas por quê? Ainda é uma instituição que está educando, não está só preocupada em cuida, né. A gente tá educando de verdade, porque a função de quem educa são dos pais,... Será que na verdade são os pais que estão educando? Por que essas crianças que nunca passaram pela EMEI têm uma dificuldade de relacionamento, de convívio, de socialização, não sei se as outras gurias concordam comigo?
É possível pensar que essa vivência que as crianças têm nas escolas de educação infantil parece proporcionar um desenvolvimento mais intenso no que diz respeito aos relacionamentos, por exemplo. Coincidindo com os momentos decisivos de construção do eu, o sujeito infantil passa ser exigido, nesse meio, diferentemente do que ocorre no meio familiar. Depara-se com outros assim como ele e com leis, regras e mais interdições do que encontra em casa. Tomamos a explicação de uma professora sobre as medidas utilizadas por ela para lidar com a agressividade de seus alunos e, assim, melhorar os relacionamentos em sala de aula.
Se eu não quero que o colega faça em mim eu não faço nele. Lá na sala de aula ta proibido tapa, ta proibido beliscar, empurrar, jogar almofada. Até porque com essas questões todas aqui não dá pra conviver. Então ta proibido. Aí toda a vez que acontece vamos sentar e conversar. Se não adianta conversa aí eles perdem aquilo que eles mais gostam que é o brincar, o brinquedo livre. Essa semana aconteceu lá. Com aquele menino. Mas não é só com esse menino. Mas quando tem um assim dentro da sala ele irrita o colega, e quando vê ta a turma toda. Então eu não tento trabalha na individualidade dele, é a situação no grupo. Então aquele grupo fica sem o brinquedo. Eles têm que sentir. A atitude que eles tiveram não é de cooperação, de grupo, de sala de aula.
As professoras enfatizam ações que remetem à retirada de algo que a criança gosta. Quando retiram alguma coisa apreciada pela criança, como a hora do parque, o momento de escutar história ou de assistir um filme, afirmam que há efeitos imediatos, mas não duradouros. Nestes casos, na maioria das vezes, segundo elas, o comportamento agressivo retorna em seguida, dando a impressão que os alunos não se importam com o fato de perderem algo que gostam. Podemos imaginar o quanto as manifestações agressivas são necessárias para tais crianças, pois mesmo na iminência de perderem alguma coisa importante para elas, não há condições de suprimir tais atitudes.
Outra medida relatada, com freqüência, pelas professoras se refere à busca de diálogo com seus alunos. Contudo, este diálogo remete a explanações ou a explicações sobre o que deve ser o comportamento esperado e sobre qual motivo pelos quais as atitudes agressivas não são adequadas nos relacionamentos. Entendemos que não é comum o exercício de escutar o que a criança tem a dizer.
Eu sempre coloco que quando a gente chama a atenção eu explico o porque estou chamando a atenção. Às vezes ele pode ter essa visão que a profe não gosta de mim. Aí eu digo: “A profe ta xingando vocês porque a profe gosta de vocês! Que quer bem para vocês.
Que precisam saber que tem coisas que são certas e outras erradas”. Sempre coloco isso. Sempre deu certo comigo.
Outra professora complementa.
Uma coisa que tem que ficar claro é “Eu gosto de você! Eu não gosto do que você fez. Isso eu não gostei, não gostei que você bateu no colega, eu não gostei que você bateu em mim. Mas eu gosto de você.” Eu procuro trabalhar assim. Agora eu estou fora de sala de aula, mas quando eu tenho os pequenos e eles fazem coisas que as regras da sala de aula estipuladas dizem que não poderia ser assim eu deixo claro que eu não gostei daquilo ali, que o colega também não gostou. Continuo gostando dele, mas não da atitude. Que eles têm que notar, mesmo quando pequenos que nem tudo... Ora bater no colega e eu não dizer nada..
O argumento do exemplo também é usado nessas tentativas de mostrar através do diálogo que as manifestações de agressividade não condizem com o espaço escolar. É como se fosse possível explicar racionalmente o quanto tais atitudes são reprováveis na escola e na vida em sociedade como um todo. Além disso, percebemos uma aposta na possibilidade de as crianças compreenderem as razões pelas quais as atitudes agressivas que tomam não são aceitas pelo social.
Ainda eu digo: “Você vê a profe dando chute na tia da cozinha ou beliscando a outra profe? Vocês enxergam a profe correndo por aí?”
Contudo, chama a atenção o quanto esse tipo de medida adotada por parte das educadoras de conversar, orientar, aconselhar, é considerado, por vezes, como algo que está fora do processo pedagógico. Parece que são atitudes tomadas para que se possa dar prosseguimento ao programa pré-estabelecido, mas que não compõem as atribuições da educação. Destacamos algumas falas que indicam o quanto este conversar é considerado estressante e/ou uma perda de tempo. Parece que a agressividade é entendida pelas professoras como algo que é preciso ser contornado para que a educação se realize. Dessa
forma, consideram que é preciso tomar alguma medida para dar prosseguimento ao que realmente interessa à educação. Porém, o que interessa à educação não coincide, necessariamente, com aquilo que é do interesse do aluno, do sujeito infantil.
Eu acho que é fazendo ele refletir, fazendo ele pensar sobre a atitude. Ou o colega colocar a reação que teve, o que sofreu a lesão, colocar para o outro. Ainda acho que é na conversa. É estressante, mas ainda acho que é mais produtivo do que tirar da sala de aula, levar para outra pessoa que não viveu a situação.
Eu tive um caso de uma menininha que riscou o trabalhinho do coleguinha e ele mordeu o braço dela, mas não chegou a... Aí eu tive que trabalhar com os dois. Primeiro eu pensei em trocar de mesinha, mas aí eu pensei que não ia adiantar, eles não vão aprender a conviver. Daí eu peguei e conversei com os dois e deixei, mas não aconteceu mais. Sinal que... Eu expliquei para ela que ele mordeu ela porque alguma coisa ela fez. Não ia morder ela sem motivo. Perdi um tempinho, mas valeu. Sentam na mesma mesinha, um aqui e outro ali. Primeiro eu pensei em separar, mas não vão aprender a conviver.
Nessas falas observamos que é difícil para as professoras deixarem de lado um modelo de escola que deve se deter em trabalhar o que foi programado, visando ao desenvolvimento de conteúdos previamente definidos, seguindo talvez, o padrão do ensino fundamental. O valor ainda está num modelo tradicional de escola, onde o conversar, o lidar com questões que destoam da rotina, pode ser considerado um prejuízo ao bom andamento das atividades. Falam que ao depararem manifestações agressivas, enfrentam um certo desgaste.
Eu me desgasto bastante com isso. Você planeja, você sabe que é flexível, que se acontecer algo na tarde não dá para trabalhar tudo que ta lá. A gente sabe de tudo que acontece. Mas é muito inconveniente, muito chato, para a turma e para a professora, acredito. Você ter que parar todo aquele movimento, aquela ação, aquele processo educativo, aquelas trocas todas pra tratar de uma questão específica com um e com outro...
Não exatamente uma frustração porque a gente sabe que faz parte, não vai se levar a nocaute, mas tá acontecendo uma atividade legal e de repente lá no meio acontece um... Então é chato tu ter que parar, porque tem uns que não tem nada a ver com a história e acabam escutando ...Por mais que a gente não fale na hora, alguma coisa tu vai dizer: “Não! Calma aí!...” Alguma coisa você vai... Aí, muitas vezes se perde o encanto...
Há uma quebra naquilo que havia sido planejado, isto é, há uma ferida narcísica que se abre na prática do lado do professor, o qual precisa lidar com a frustração de um plano elaborado e não concretizado, de um ideal que se rompe a todo instante. O discurso pedagógico empenha-se em buscar uma situação ideal para o processo ensino-aprendizagem, tendo como referencial o sujeito da razão, um sujeito completo, que possua autocontrole e equilíbrio. Supõe-se que, a partir de uma boa transmissão, o saber poderá ser perfeitamente apreendido pelo aluno. Não é prevista, no campo da educação, a falha de transmissão, ou melhor, tal falha é concebida como um fracasso, como um ensino insuficiente ou uma dificuldade de aprendizagem do aluno.
Nessas quebras, podemos vislumbrar o quanto a educação corre o risco de ser encontrada em um nível imaginário, de um eu ideal, o qual se desfaz à medida que algo do inesperado se apresenta e irrompe essa linearidade. No imaginário não há espaço para falhas, ausências ou faltas. Se estivesse em um nível simbólico, poderia dar alguma representação para essa brecha que se abre na perfeição idealizada. Quando nos referimos ao simbólico, a partir da psicanálise, queremos reportar àquilo que faz falta. Isso que falta recebe uma significação a partir de uma ligação entre a falta e um significante que a simboliza. Pode-se verificar esse processo na linguagem, pois na palavra encontra-se a marca do desejo, ou seja, daquilo que é ausente. O homem é considerado um ser de linguagem, pois já ao nascer se depara com o discurso do Outro que o sustenta e o determina, de forma inconsciente, demarcando a alteridade em relação a sua cadeia significante. Talvez aí, a agressividade
poderia ser escutada e recebida de outra maneira, ou seja, poderia receber outras significações à medida que fosse tomada como algo da ordem da linguagem.
Outra maneira de lidar com a questão da agressividade, por parte das educadoras, é através da literatura infantil. Algumas relataram que esse uso se faz através de histórias que pregam uma moral, ou seja, em que a criança praticante de atitudes desaprovadas acabava sofrendo conseqüências negativas, como castigos, pelos seus atos. Evidenciamos, mais uma vez, a idéia de que um exemplo pode refletir em mudanças de comportamento. Nesse sentido, a agressividade é considerada como um mero comportamento a ser modificado ou extinguido. Contudo, a literatura também é apontada como uma possibilidade de se estabelecer diálogo com as crianças.
É preciso explora na literatura infantil, que é rica nisso, né? Olha a Cinderela, né? O que é a madrasta? Olha as filhas da madrasta, né? Qual é a atitude? O que é mais bonito na história? O que acharam feio na história? Pra eles pode te esses parâmetros porque de repente ele vai acha que é uma droga uma pessoa correta! No caso a atitude: madrasta tem que ser ruim mesmo, né? Conversa e leva esse tipo de discussão. E eles te dão um retorno fantástico nas falas deles.
Neste depoimento vislumbramos o uso da literatura como forma de representação, pois não se baseia em exemplos concretos de crianças praticando ações agressivas, mas o uso de personagens clássicos possibilita a vazão de sentimentos conflitantes. De acordo com a tese de Bruno Bettelheim (1980), os contos de fadas estão repletos de conflitos, dificuldades, problemas e soluções, mas de forma encoberta, ou seja, não de uma maneira direta e racional. Esses contos são de grande interesse para as crianças e trazem uma considerável quota de elementos agressivos. Outra justificativa que torna válida a utilização desse tipo de literatura é que essas histórias não revelam todo o real, o que permite que a criança construa, que simbolize; mesmo assim não esconde as adversidades, que são apresentadas simbolicamente.
Outro entendimento que chamou nossa atenção e indica uma certa diferenciação entre
agressividade e violência é o relato de uma professora sobre a maneira como foi modificando a sua intervenção nos momentos em que as crianças se confrontam devido à posse de um