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Chapitre III - Application à la différenciation de classes d’âge de forêt de pin maritime

III.4 Résultats de classification

III.4.1 Résultats obtenus par k-NN

guias de estudo, sugerindo material de leitura correlato, isto se verifica nas edições da " Marcha do Tempo", versões de 16mm de algu- mas de suas publicações, preparadas a pedido de professores e educadores, que sentem que a informação requerida levaria a discussões sobre o assunto. Em alguns casos são também sugeridos discos. Tal se verifica em " Novos Meios de Aprender", organizado para pro- mover o maior uso possível de panfletos, discos, filmes e rádio, na educação cívica e econômica.

Em seus serviços em prol do esforço de guerra do País, o filme educativo teve papel preponderante. Foi calculado que os filmes para treinamento utilizados pelo Exército, Marinha e Aviação reduziram em 40% o período de

treinamento dos listados Unidos, Filmes, variando de questões fundamentais, como o manejo das armas, uso do uniforme e cortesia militar às operações altamente técnicas, com a ajuda de gráficos para trazer à luz milhares de coisas invisíveis ao olho humano, transformaram um exército de recrutas em um de especialistas altamente treinados.

Somente a Marinha utilizou mais de 2.000 filmes de treinamento, em mais de 1.400 atividades separadas. Não somente os centros de treinamento exi-biam centenas de filmes de treinamento, por dia, como também os passaram em belonaves e onde as forças armadas estivessem.

Com a ajuda de filmes tirados nas linhas de fogo remetidos ao Q. G., o Estado Maior, em Washington on Londres, poderia acompanhar e dirigir o

curso da batalha.

Principalmente devido ao sucesso do filme, em seu treinamento para a guerra, se verifica a grande atenção dispensada, atualmente, à sua capacidade de ensino e esclarecimento, relativamente às tarefas de paz.

Uma demonstração recente e muito oportuna da importância do cinema constitui a atenção que lhe foi dada na Conferência das Nações Unidas, em São Francisco. Das cinqüenta nações presentes, quinze trouxeram, com suas. delegações, filmes documentários ofic i a i s e semi-oficiais, que desejavam mostrar a seus colegas, no Teatro Documentário da Conferência. Os filmes foram organizados, segundo programas de acordo com áreas geográficas e nacionais. Tal constitui talvez, uma previsão do lugar que ocupará o cinema nas atividades de paz, comparável com o que teve na guerra — nos serviços mi l ita res e navais, e no que era conhecido como a frente interna. I)c fato, sua utilização para o treinamento, orientação, interpretação e registro foi enorme e mostrou, de forma tão conclusiva, que os conhecimentos podem ser ministrados pela combinação audiovisual. Assim, pouca dúvida poderá haver quanto à sua maior experimentação, nas tarefas de reajustamento que jazem diante da humanidade.

Muitos educadores estão aptos a auxiliar esse empreendimento, que novo impulso dará ao emprego do filme educativo, quando os combatentes voltarem a suas tarefas de paz, nas escolas. e colégios, às .organizações científicas, trabalhistas e industriais, em todas as quais, antes da guerra, tinha sido lançada a pedra fundamental do edifício futuro de programas cinematográficos educativos, correlatos. A escassez defumes e mão de obra, decorrente da situação de guerra, não causou uma

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diminuição no interesse que sempre suscitou tal empreendimento. A " Associação de Filmoteca Cultural", organizada durante esse tempo, levou a cabo um estudo pormenorizado sobre o campo da educação por meio de filmes, relatando o que foi feito e fazendo recomendações sobre o que deve ser feito, quando o permitirem as condições.

Nenhum comentário sobre o cinema educativo de após-guerra seria completo sem uma referência a Hollywood. Conhecidos produtores de filmes encontram-se entre os que mais desejam colaborar, em prol de desenvolvimento do cinema como meio de educação. Segundo todas as indicações seus grandes recursos serão utilizados na produção de filmes documentários e factuais, para audiências, mais especializadas.

O tipo de filme que demonstra ser o mais adequado ao ensino de técnicas especializadas foi o desenho animado. Os Estúdios Disney colocaram quase cem por cento de suas instalações à disposição do Exército e Marinha e Força Aérea, e a outros órgãos governamen- tais, especialmente ao Escritório de Assuntos Inter-Americanos, para o qual realizaram muitos "shorts" educativos.

Walt Disney, falando em um " fórum" sobre problemas atuais, declarou: " Os mesmos artistas que produziram " Branca de Neve", e o Pato Donald voltaram seus talentos para assuntos técnicos, sob a direção de estrategortá-ticos.

"Acredito, não mais padece dúvida que o desenho animado seja o mais flexível, versátil e estimulante de todos os métodos de ensino. A tarefa imediata é reconduzir à vida normal e produtiva os milhões de homens c mulheres, que de suas ocupações e atividades foram deslocados pela guerra.

Isto, em outras palavras, significa, educação e instrução, porque as instituições democráticas devem ser aprendidas de novo — o que é " instrução"; e o mundo transformado da era da tecnologia exigirá de todos maior perícia e maiores conhecimentos, o que é " educação". A meu ver, a primeira é a mais importante c complexa para o produtor de filmes educativos.

Todos sabeis quão fácil é criar técnicas e quão difícil é fazer bons seres humanos. Com efeito, sou tentado a pensar que o assunto principal dos filmes educativos poderia muito bem ser o da importância de uma vida bem in- tegrada.

" O homem não pode ficar só nem tampouco batalhar sozinho.

Deve ser parte integrante de sua sociedade, seu tempo, seu País e do mundo.

" Acredito que o soldado que regressa, acostumado à instrução que lhe era ministrada através de filmes, receberá com entusiasmo os filmes que o auxiliarão a reverter à vida civil — incorporá-la às tarefas e propósitos da paz, da mesma forma como foi doutrinado para a guerra. Devemos preparar-nos e trabalhar para treinar a geração futura de forma que em sala de aula alguma, por menor ou mais longínqua que seja faltem os benefícios dos filmes educativos".

Assim o cinema que é um veículo que fala todas as linguas, promete ser uma das maiores forças no treinamento dos povos em pról da democracia e compreensão mundial.

" O que podemos fazer nos Estados Unidos aduziu Walt Disney", pode-lo-emos, também na França, na Alemanha, na Índia e no Japão — em todo o mundo, isto é, onde o filme educativo

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vá encontrar nível verdadeiro onde o espírito de Democracia, Paz e de Felicidade possa encontrar guarida. — BET-TINA GUNCZY (O Jornal, Rio).

A PROPÓSITO DE UMA UNI- VERSIDADE POPULAR

Uma universidade popular não se destina, evidentemente, a diplomados, a pessoas cultas. Colima erguer o nível cultural do homem do povo, di-lo a própria denominação. Ou não será universidade popular...

Qual esse nível, no Brasil?

E', em tese, o nível dos estudos primários, um tanto soerguido, em verdade, pela experiência e o bom senso outorgado pela idade adulta.

O autodidatismo, relativamente, aliás, a uma insignificante minoria, por veies realiza milagres. A instrução de homem do povo é em nosso país fruto quase exclusivo da auto- educação, conseqüência do próprio trabalho humano não rotineiro, e do convívio social, di- ga-se de passagem, mui restrito entre os nacionais. E' auto-educação natural, ou quase sempre não intencional e realizada, portanto, sem deliberados e expressos propósitos de aperfeiçoamento. Por outras palavras: o indivíduo vai sendo quase inconscientemente educado pela própria vida...

Daí ter o adulto uma soma de co- nhecimentos bem mais considerável do que quando infante recem-saído do curso primário. Quanto mais a gente vive, mais aprende... São, porém, em regra, conhecimentos dispersos, incoerentes, não relacionados, superficiais, empíricos em grande parte e não raro entreteci- dos com falsidades, crendices e superstições, dada a viva tendência do espírito humano para atribuir aos fenôme-

nos causas sobrenaturais e misteriosas ... Importa, portanto, ordenar esses co- nhecimentos, dar-lhes unidade e purificá-los.

O homem comum, entre nós, infelizmente mal teve tempo de receber passivamente, como simples ouvinte mais ou menos desinteressado, na escola primária — que ainda conserva o cunho de mero auditório infantil — rudimen- taríssimas noções básicas acerca dos vários ramos do saber. Nossa escola elementar é deficiente em todos os sentidos. Além disso, a maioria dos escolares não chega a concluir seus brevíssimos cursos de 4, 3 e até 2 anos!

Precisa o homem comum, por conseguinte, no Brasil, de instituições culturais capazes de lhe dispensar assistência intelectual, mediante ensino acessível por todos os aspectos: gratuiti- dade ou, pelo menos, extrema modici-dade de custo; simplicidade e brevidade ; ajustamento a seu alcance mental e à deficiente base de instrução comum.

E' à universidade popular que incumbe essa obra patriótica e humanitária.

Uma universidade popular deve desenvolver cursos julgados mínimos, em aulas regulares, e também obra instrutiva complementar ou supletiva por meio de palestras e conferências, promovendo, na medida das possibilidades e ensejos, excursões de estudo — de custeio pessoal por parte do próprio interessado — tais como visitas a bibliotecas, museus, pinacotecas, arquivos, casas editoras, empresas gráficas, laboratórios, escolas, estabelecimentos industriais, agrícolas, pastoris etc. e mesmo viagens.

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Terá a universidade discentes regu-lares (com certos deveres) e livres discentes. Aos primeiros poderão ser conferidos certificados de freqüência e aproveitamento, cujas taxas se aplicarão em benefício da instituição ou bolsa de estudo aos mais capazes.

A verificação do aproveitamento se fará por métodos objetivos — testes de escolaridade — que permitem julgamentos rápidos, seguros e justos.

Para ministrar o ensino serão convidadas ou aceitas pessoas reconhecidamente capazes, e de preferência as que dispensem qualquer remuneração.

Os cursos seriam, por exemplo, os seguintes, ou alguns deles:

A — Estudos gerais — a) O Universo (cosmografia ) ; b) A Terra (geologia e mineralogia — conhecimentos práticos, dê preferência — geografia f í s i c a ) ; c) A Humanidade (história geral, geografia humana, corografia e história nacionais); d) A Vida (Biologia) — 1) A vida vegetal; 2) A vida animal; 3) A vida humana (inclusive higiene e puericultura ).

B — Estudos especiais — a) Línguas; b) Literatura geral e brasileira: c) Ciências físico- químicas — estudo prático — matemática elementar.

C — Estudos práticos — a) Cor- respondência em geral; b) Contabilidade; c) Taquigrafia; d) Eletricidade c rádio; c) Agricultura; f) Avicultura; g) Sericicultura; b) Apicultura; i) Zootecnia (e outros cursos).

D .— Educação artística e literária — Conceitos musicais (vocais e instrumentais), representações teatrais, visitas a exposições de pintura, escultura, etc. Conferências literárias.

Não podem ser postos á margem os cursos regulares, sistematizados, como, por exemplo, esquematizamos acima.

Essa c, entre nós, função precipita das universidades populares, sem o que seus resultados serão deficientes, em conseqüência da dispersão e fragmentação do ensino, e tais universidades serão meros ornamentos.

Palestras, conferências, excursões de estudo são atividades complementares utilíssimas e, em muitos casos, indispensáveis.

Acrescentem-se a isso as comemorações cívicas, o culto oportuno à memória dos grandes vultos nacionais e da humanidade, e ter-se-á completado, em ligeiro esboço, a súmula das atividades que uma universidade popular devirá desenvolver,

O que se torna absolutamente indispensável é a metodização dos vários cursos gerais e especiais, realizados em prazos havidos por suficientes, e repetidos, com as modificações aconselháveis, pelo menos anualmente.

Cada docente organizará sen plano de trabalho, seu programa de instrução flexível, e os cursos se sucederão como convém. Serão cursos sumários, acessíveis e rápidos, amplamente difundidos pelo rádio e a imprensa e por meio de apostilas vendidas aos interessados por preços módicos. Poderá a universidade editar uma revista, boletim ou jornal oficial, posto á venda por preço acessível.

Além das arrecadações provenientes de taxas de certificados, vendas de apostilas e boletins, terá a instituição os donativos dos particulares em prol da sua obra de cultura popular e pleiteará subvenções oficiais.

Uma universidade popular, organizada mais ou menos assim, só produzirá excelentes resultados, pois atenderá às necessidades práticas da vida social,

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desenvolvendo o gosto pelos estudos e

fornecendo bases para que o homem do