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Partie I : Introduction

III. la réponse immunitaire chez la drosophile

4. Réponse cellulaire

Este ano de estágio foi sem dúvida a melhor experiência que tive até hoje a todos os níveis e, ao mesmo tempo, o maior desafio que tive de enfrentar. Foi também a fase de maior aprendizagem, fazendo-me crescer quer como professor, quer também como pessoa. Este ano revelou-se muito desafiante não só pela quantidade de trabalho desenvolvido, mas também por ter sido a primeira vez que estive responsável por planear, conduzir e avaliar as aprendizagens dos alunos de uma turma. Fui adquirindo várias competências que me possibilitarão, no futuro, ser um professor autónomo no desempenho da minha função, tanto dentro da “sala de aula” como também gerir um núcleo do DE, ter a capacidade de desenvolver atividades na escola e ser responsável

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por uma direção de turma. Gostaria ainda de destacar o papel da investigação, ação que pode ser um instrumento importante para identificar e resolver problemas da escola e/ou do meio envolvente, para o qual devo estar sempre atento e, sempre que sentir essa necessidade, ter a capacidade de intervir.

Isto foi fundamental para mim: perceber que um professor não deve apenas possuir competências para gerir e organizar o processo de ensino-aprendizagem. Ser professor é muito mais do que isso.

Sinto que fui um privilegiado em lecionar a uma turma do ensino secundário do curso de Ciências e Tecnologia, mesmo que no início tenha tido algumas dificuldades no controlo da turma e em motivar os alunos para se empenharem nas aulas. Contudo, penso que acabei por resolver este problema ao longo do tempo, acabando o ano letivo sem qualquer comportamento de indisciplina, com os alunos a desfrutarem das aulas, muito empenhados na mesma e com muita vontade aprender. A partir do momento em que os alunos começaram a perceber que, para uma aula correr bem, tem de haver regras e estas têm de ser cumpridas, isto focou os alunos no essencial que era aprender e esforçarem-se nas aulas. À medida que foram sentindo que estavam a evoluir e com o crescer de uma relação professor-alunos cada vez mais positiva, o seu comportamento e empenho nas aulas começou a melhorar substancialmente. Isto acabou por potenciar bastante as suas aprendizagens ao longo do ano letivo, facilitando o meu trabalho.

O plano de formação, que foi elaborado no início do ano, foi um documento bastante importante uma vez em que me permitiu estabelecer prioridades de formação. Apesar de todas as dificuldades que foram aparecendo, penso que consegui atingir todas as competências apresentadas no guia de estágio.

Todos os elementos pertencentes à comunidade escolar, desde alunos, professores e auxiliares de educação, foram muito importantes no meu ano de estágio pedagógico, principalmente pela forma como me receberam dentro da comunidade escolar, permitindo-me adaptar a uma nova realidade com a qual nunca tinha contactado e mostrando-se sempre muito disponíveis para colaborar e ajudar no que fosse preciso. As reflexões individuais das minhas aulas e a análise e partilha de ideias das mesmas, juntamente com o meu núcleo de estágio e com o meu orientador, foram fundamentais para eu ir aprendendo e tornando-me cada vez melhor professor e muito mais preparado e competente. Onofre (1996) refere que o estágio pedagógico não deve ser apenas utilizado para treinar as competências práticas sobre o ensino, mas deve também ser um espaço para a reflexão, para discussão e para novas ideias A grande entreajuda e amizade entre o núcleo de estágio, durante todo o ano letivo, foi um grande auxílio, para mim, na superação das dificuldades que iam surgindo ao longo do ano letivo.

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Os momentos informais, de interação com os alunos e de partilha quer com os outros colegas do grupo de Educação Física, quer com os outros elementos da comunidade educativa, contribuíram em grande parte para a minha evolução. Isto porque para ser um bom professor de Educação Física não basta dominarmos muito bem a didática e a pedagogia, é preciso percebermos o contexto no qual estamos inseridos, conhecer e criar uma boa relação com os alunos e com os outros colegas de profissão e auxiliares. Torna-se fundamental também estar disponível para ouvir outras opiniões e diferentes experiências para que seja possível adquirir novos conhecimentos, estratégias e modificarmos alguns comportamentos que anteriormente achávamos que eram os mais corretos. A partir do momento em que eu achar que já sei tudo e que já não preciso de aprender mais, deixo de ser um bom professor, uma vez que para ensinar é necessário primeiro aprender e a formação continua é a base de tudo.

Por fim, gostava de dizer que me sinto muito satisfeito e realizado com tudo aquilo que aprendi e por tudo aquilo que ensinei aos meus alunos. É com enorme orgulho que vejo toda a evolução que eles tiveram e o gosto que hoje em dia têm pela Educação Física, olhando para esta disciplina com outra perspetiva. Sinto que acima de tudo não só promovi aprendizagens a estes alunos, como formei bons cidadãos, transmitindo-lhes alguns valores como: a responsabilidade, a autonomia, a entreajuda, a cooperação, o espírito de equipa, a superação, o respeito pelo outro e o fair-play. Não foi um caminho nada fácil, existiram obstáculos, dificuldades e muitos erros, mas passado este tempo, vejo o quão importante foram e o quanto me fizeram crescer e aprender.

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