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La réalité du terrain : se former par et dans les relations alterréflexives

Université Sorbonne Nouvelle Paris 3 – DILTEC, EA

2. La réalité du terrain : se former par et dans les relations alterréflexives

1.2.2.1 Centros de Custo

A avaliação de atuação apresenta como objeto a segmentação da empresa em unidades administrativas organizadas dentro do subsistema formal: setores, departamentos e divisões, que se expressam dentro da Contabilidade Gerencial ou de Custos sob os conceitos de Centros de Custo, de Resultado ou de Investimento.

A avaliação de resultado apresenta como objeto as atividades internas e as saídas do sistema da empresa por meio dos seus produtos e dos serviços gerados no processo de transformação de recursos (ATKINSON et al, 2000).

Um Centro de Custo pode ser associado a uma unidade da empresa (uma seção, um departamento, uma pessoa ou um processo) com custos específicos que lhe possam ser imputados.

Vale observar que a utilização dos Centros de Custo permite atribuir responsabilidades aos gestores de cada unidade, e, por isso, eles podem ser também designados de Centros de Responsabilidade.

1.2.2.2 Orçamento Empresarial

De acordo com Padoveze e Taranto (2009), orçamento pode ser definido como o ato de colocar à frente aquilo que está acontecendo hoje. Mais especificamente, é a expressão quantitativa de um plano de ação, que se caracteriza como um modelo de programação de atividades. A expressão quantitativa se dá pela quantificação máxima possível de todos os elementos que farão parte dos programas constantes do plano de ação e pela mensuração econômica desses elementos quantificados.

Seguindo nessa trilha, os autores adjetivam o orçamento como formal, devendo: permear em todos os níveis hierárquicos da empresa; reproduzir as estruturas existentes e as planejadas para o período do orçamento; obedecer rigidamente à estrutura contábil da empresa, ao plano de contas e aos centros de custo, permitindo assim o acompanhamento do

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orçamento dentro dos padrões de análise da empresa; ser incorporado ao sistema de informações da empresa; segmentar os períodos, mantendo a consistência com a apuração da contabilidade; e produzir as demonstrações financeiras básicas.

O Orçamento Empresarial não deve ser entendido como um instrumento limitador e controlador de gastos, mas como uma forma de dirigir e nortear as operações da empresa, antecipando-se aos problemas, sinalizando metas e objetivos que precisem de empenho por parte dos gestores, e colaborando para a tomada de decisões que contribuam para o atendimento das realizações desejadas pelas empresas.

Diversos autores que escrevem a respeito da Contabilidade Gerencial tratam do planejamento e do Orçamento Empresarial, dedicando, em suas obras, capítulos exclusivos para a explanação do assunto, e enfatizando a sua relevância para a gestão das empresas. Welsch (1983), por exemplo, destaca que o planejamento e o controle de resultado na administração de instituições públicas ou privadas de qualquer natureza se concretizam pela existência de um Orçamento Empresarial.

1.2.2.3 Preço de Transferência

O Preço de Transferência é um valor definido em termos monetários para registrar as transferências de bens e serviços realizadas entre os centros de responsabilidade de uma empresa ou entre empresas de um grupo.

De acordo com Souza (1992), o Preço de Transferência como instrumento gerencial é uma das principais ferramentas para empresas que, por possuírem algum grau de verticalização ou mesmo por desejarem apurar resultados por etapas ou divisões, adotam sistemas de controle e de gerenciamento de resultados por unidades de negócio.

A realização de transações entre centros de responsabilidade e/ou unidades de negócios é chamado de transferência, compreendendo a movimentação física de bens e serviços entre esses centros e/ou unidades.

Pereira e Oliveira (1999, p. 418) afirmam que o Preço de Transferência “é definido como o valor pelo qual são transferidos bens e serviços entre as atividades e áreas internas de uma organização”. Preços de transferência interna são os preços dos bens vendidos por uma divisão à outra dentro da própria empresa.

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O termo Preço de Transferência, conforme Horngren et al (2004, p. 419), é “o preço que uma subunidade (segmento, departamento, divisão etc.) de uma organização cobra pelo produto ou serviço fornecido a outra da mesma organização”.

Assim sendo, Preços de Transferência podem ser entendidos, então, como os preços cobrados pelos artigos produzidos por uma divisão e transferidos para outra. O preço cobrado afeta as receitas da divisão que está transferindo e os custos da divisão que está recebendo. Como resultante desse processo, a lucratividade, o retorno sobre o investimento e a avaliação do desempenho gerencial em ambas as divisões são afetados.

1.2.2.4 Moeda Constante

A Moeda Constante representa a moeda ou a unidade monetária que a qualquer tempo é passível de comparação para efeito analítico. As empresas podem ter a necessidade de avaliar e analisar, principalmente em economias com altas taxas de inflação, tanto os índices gerais de preços da economia como um todo, como saber qual a influência destes no seu próprio índice interno de preços. O objetivo é traduzir todos os valores da empresa a um “denominador comum monetário”, para serem realizadas todas as análises econômico- financeiras possíveis e necessárias para a sua gestão.

Iudícibus (1995) assevera que, em economias com um elevado grau de inflação, a moeda sofre variações em seu poder aquisitivo. Os itens de um balanço são dados numéricos acumulados durante um determinado período de tempo, sendo que alguns desses itens são de natureza monetária e outros não. Os primeiros, de natureza monetária, que são o disponível, o realizável e o exigível, são mostrados em termos de moeda com um poder aquisitivo bem próximo do atual. No entanto, os segundos, de natureza não monetária, que representam o imobilizado, os estoques, o capital integralizado, são mostrados por uma somatória de valores de vários exercícios que constituem moedas de vários níveis de poder aquisitivo.

Cabe observar que um grande número de países passou por períodos de altos índices de inflação, e, segundo indica Iudícibus (1995), tanto contadores e administradores, como autoridades fiscais e outros, preocuparam-se em desenvolver e aprimorar as técnicas que permitem uma medição adequada da posição financeira e dos resultados das operações das empresas. Porém, segundo o autor, poucos países chegaram a adotar um sistema de reconhecimento dos efeitos da inflação nas demonstrações financeiras.

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1.2.2.5 Preços Correntes

Iudícibus (2000) mostra que, ainda que a preocupação com a continuação do nível do capital deva estar presente, é imprescindível definir, antes, qual o tipo de capital se espera manter: se o capital a valores históricos, a valores correntes (de entrada ou de saída), a custo histórico corrigido, a valor corrente corrigido etc.

O cálculo do lucro, ao se analisarem as entradas a valores correntes, é idêntico ao efetuado com custos históricos, com a diferença de que o lucro alcançado a preços correntes de entrada contempla ganhos e perdas obtidas com a posse (e controle) dos ativos. Ganhos e perdas, nesse caso, decorrem de variações de preços, mesmo que não tenha ocorrido venda ou troca, como afirmam Hendriksen e Breda (1999).

1.2.2.6 Valor Presente

O conceito de Valor Presente (Present Value) como um mecanismo de mensuração contábil é creditado ao economista norte-americano Irving Fisher, em sua obra de 1906, “The

natural of capital and income”, sendo John Canning, em 1929, o primeiro a confirmar o relacionamento de valor presente com conceitos contábeis (KAM, 1990).

A partir dessas pressuposições econômicas, a mensuração a valor presente foi incorporada à normatização contábil norte-americana mediante o Statement of Financial

Accounting Concepts (SFAC) nº 7 – Using cash flow information and present value in

accounting measurements. Segundo o SFAC 7, o objetivo do aproveitamento do valor presente nas mensurações contábeis é capturar, na medida do possível, as diferenças econômicas dentre os fluxos de caixa futuros, pois, sem o valor presente, um fluxo de caixa de $ 1.000, por exemplo, devido “amanhã”, seria o mesmo que um fluxo de caixa de $ 1.000 devido há 10 anos (PETTERSSON et al, 2009).

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