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L’autre, le semblable : source de changement et de transformation

Université Sorbonne Nouvelle Paris 3 – DILTEC, EA

4. L’autre, le semblable : source de changement et de transformation

Business Inteligence é a denominação dada às ferramentas criadas pela tecnologia da informação (softwares) que permitem a extração de informações usadas nas empresas e mesmo de arquivos constantes de aplicativos, de forma a permitir a sua organização com

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objetivos específicos de cada usuário. Também é possível atribuir, de forma genérica, o termo “ferramenta de Business Inteligence” às planilhas eletrônicas difundidas desde o início dos anos de 1980.

As primeiras ferramentas de BI começaram a surgir no início dos anos de 1970, e tinham como característica o uso intenso da programação linear, o que elevava os custos de análise e desenvolvimento.

Com o passar do tempo e o consequente surgimento dos bancos de dados relacionais, dos computadores, das interfaces gráficas e da consolidação do modelo cliente-servidor, os desenvolvedores de soluções começaram a colocar no mercado produtos bem mais “amigáveis”, direcionados para os analistas de decisão. Hoje, o conjunto de soluções para BI multiplicou-se. A diversidade de produtos é muito grande e continua em constante evolução e crescimento tecnológico.

É possível encontrar desde pacotes pré-configuráveis, até ferramentas “engessadas”, e, inclusive, soluções que permitem às empresas se aventurarem no desenvolvimento de um sistema totalmente caseiro. Essas ferramentas têm em comum a característica de facilitar a transformação dos “amontoados de dados” em informações, de forma a auxiliar os diversos níveis de uma empresa na tomada segura de decisões.

São consideradas algumas ferramentas de BI, segundo Primak (2009): planilhas eletrônicas; geradores de queries baseadas em SQL (Structured Query Language); sistemas de apoio à decisão (DSS – Decision Support Systems); EIS (Executive Information System); ferramentas OLAP (Online Analytical Processing); ferramentas de BAM (Business Activity

Monitoring); ferramentas ETLs (Extract, Transform and Load); ferramentas de metadados; ferramentas BPM (Business Performace Monitoring); e ferramentas Data Mining.

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2 PESQUISAS ANTERIORES À REVISÃO DA LITERATURA

Diversas pesquisas sobre a utilização de instrumentos de Contabilidade Gerencial e de gestão de uma forma geral têm sido produzidas nos últimos anos.

Anualmente, a Consultoria Bain & Company realiza uma pesquisa com executivos de inúmeros países sobre a utilização dessas ferramentas. Essa pesquisa ocorre desde o ano de 1993, e a Bain se concentra em uma lista de 25 ferramentas. Contudo, a cada ano essa lista é modificada e adaptada às eventuais mudanças e preferências.

A pesquisa da Bain & Company realizada em 2009 alcançou 10.000 respondentes desde o seu início. O exame de 2009 foi o primeiro realizado em um ambiente de crise e turbulência econômica. As ferramentas de controle e redução de custos tomaram a dianteira no quesito utilização e importância. O estudo afirma que as economias desenvolvidas são menos propensas às ferramentas de inovação, e aponta, ainda, que a inovação é fortemente utilizada pelas empresas asiáticas e latino-americanas (BAIN & COMPANY, 2009).

As empresas foram questionadas acerca de 11 ferramentas, e o Benchmarking e o

Outsourcing ficaram no topo. Planejamento Estratégico e Missão e Visão continuam sendo usados, apesar do ambiente econômico. A recessão orientou a ação dos executivos para o curto prazo, ou seja, para a redução de custos.

O Balanced Scorecard ficou na sexta colocação em utilização e importância para as empresas.

Na América do Norte, o Downsizing apareceu como a ferramenta mais utilizada. Já na Europa, o Outsourcing e as Alianças Estratégicas tomaram a ponta. Na América Latina, o Planejamento Estratégico preponderou. Na Ásia, o Benchmarking, o Supply Chain e a Qualidade Total foram a tônica.

Na área de telecomunicações, o Customer Relationship Management (CRM) se apresentou como a ferramenta mais utilizada. No mercado financeiro, a redução de custos (Downsizing) se sobrepôs às demais técnicas. A ferramenta Six Sigma foi apontada na pesquisa como a mais utilizada na indústria farmacêutica. Manufaturas em geral concentraram-se na utilização de ferramentas de redução de custo.

Outras pesquisas mais precisamente voltadas para a utilização de instrumentos de Contabilidade Gerencial são citadas por Soutes (2006). A autora descreve que os resultados apresentados demonstram que não há consenso entre instrumentos contemporâneos e tradicionais, e tão pouco entre os termos utilizados para as práticas, sistemas, artefatos ou

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outra designação para as atividades, ferramentas ou sistemas utilizados pela Contabilidade Gerencial, dificultando, assim, a comparabilidade das pesquisas. Entre as pesquisas citadas, estão as de: Bjornenak (1997), Chenhall e Langfield-Smith (1998), Guilding, Cravens e Tayles (2000), Cagwin e Bouwman (2002), Haldma e Lääts (2002), Szychta (2002), entre outras.

No Brasil, Soutes e De Zen (2005), realizaram uma pesquisa junto a profissionais de Contabilidade que cursavam MBA em Controladoria naquele ano, a fim de verificar quais instrumentos eram utilizados nas empresas daqueles respondentes. Os principais resultados apurados foram:

 O Orçamento Anual (tradicional) foi apontado como utilizado por 90% dos respondentes. Já o Orçamento de Capital revelou-se como utilizado por 43% dos respondentes;

 Um instrumento considerado moderno no que tange ao orçamento, o Beyond

Budgeting, foi indicado como utilizado por apenas 13% dos respondentes;

 Como suporte à tomada de decisões, as técnicas quantitativas como “Simulações” foram amplamente citadas pelos respondentes, seguidas do cálculo do Ponto de Equilíbrio;

 Quanto aos sistemas de custeio, 61% responderam que utilizam o Custeio por Absorção, seguido pelo Custeio Variável;

 A ferramenta Centro de Custos foi citada como utilizada por 70% dos respondentes;

 EVA e Balanced Scorecard atingiram as marcas de 30% e 25% de utilização, respectivamente.

Na Austrália, Chenhall e Langfield-Smith (1998) realizaram uma pesquisa junto a 140 empresas de manufatura de grande porte, a fim de verificar a utilização de práticas tradicionais e contemporâneas de Contabilidade Gerencial. Os resultados indicaram que as práticas tradicionais são mais utilizadas do que as práticas contemporâneas, e também sugeriram que as empresas australianas adotam modernas técnicas que enfatizam informações

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não financeiras. Os autores consideraram práticas tradicionais aquelas que focam aspectos internos da organização e que são financeiramente orientadas, ao passo que técnicas mais contemporâneas combinam informações financeiras e não financeiras, e apresentam foco explicitamente estratégico.

Cumpre salientar, ainda, que Sulaiman, Ahmad e Alwi (2004) realizaram uma pesquisa com o intuito de perceber a extensão da utilização de ferramentas tradicionais e contemporâneas em Singapura, Malásia, China e Índia. A pesquisa revelou que há uma baixa utilização de instrumentos contemporâneos de Contabilidade Gerencial. O uso de técnicas tradicionais permanece presente nas empresas daqueles quatro países, podendo-se citar como principais: o Custo Padrão, a Análise das Variações, o Orçamento Anual (tradicional) e a Relação Custo x Volume x Lucro. Já o método de Custeio pelo Ciclo de Vida e Propriedade do Produto e o Custeio ABC foram apontados como instrumentos de baixa utilização.

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3 APRESENTAÇÃO DA PESQUISA E RESULTADOS OBTIDOS