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Segundo dados da Prefeitura Municipal de Londrina (2000), há um total de 31.469 estabelecimentos (disponível em: <http://www.londrina.org.br>, acesso em 5 jun. 2004) dos quais 3.485 estabelecimentos industriais, 14.372 estabelecimentos comerciais e 13.612 estabelecimentos de serviços, o que evidencia uma atividade empreendedora focada fortemente na prestação de serviços juntamente com o comércio local.

Já, de acordo com dados obtidos no IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (disponível em: <http://www.ibge.gov.br>, acesso em 14 jul. 2004), Londrina possui 16.216 empresas com CNPJ (cadastro nacional de pessoa jurídica), distribuída da seguinte forma quanto ao porte por número de funcionários, conforme Quadro 18.

Quadro 18 – Número de estabelecimentos comerciais comparada ao tempo de fundação das empresas Número de funcionários Fundada até 1989 Fundada entre 89 a 94 Fundada a partir de 95 Total de empresas Total %

sem pessoal ocupado 248 182 324 754 4,6%

1 a 9 pessoas ocupadas 3.822 3.813 6.347 13.982 86,2%

10 a 49 pessoas ocupadas 638 314 340 1.292 8,0%

50 a 99 pessoas ocupadas 75 21 14 110 0,7%

100 a 499 pessoas ocupadas 45 8 9 62 0,4%

500 a 999 pessoas ocupadas 6 1 2 9 0,1%

Acima 1000 pessoas ocupadas 7 0 0 7 0,0%

Total de empresas 4.841 4.339 7.036 16.216 100%

Total % 29,9% 26,8% 43,4% 100,0%

FONTE: IBGE – censo 2000, cidade de Londrina

Diante dessa grande disparidade há duas prováveis explicações para entender melhor esses números. A primeira se deve ao fato de não haver uma constante atualização cadastral por parte da prefeitura, assim como também algumas delas possivelmente ao encerrarem as atividades não dão baixa na prefeitura.

Uma segunda explicação é que os dados da prefeitura contemplam também profissionais liberais e autônomos cuja licença de trabalho se dá mediante a simples liberação de alvará de funcionamento.

Portanto, dessa forma optou-se pela relação de empresas com base nos indicadores do IBGE, pela sua relevância e importância no cenário nacional, tomando também como base a relação de empresas na prefeitura para efeito de cruzamento de dados.

A cidade de Londrina, como mostra o Quadro 18, compõem-se por quase 90% de empresas com até 9 pessoas ocupadas, nesse caso, contando também o proprietário da empresa, que segundo a classificação do SEBRAE – Serviço de Apoio a Micro e Pequena Empresa (disponível em: <http://www.sebrae.com.br>, acesso em 14.7.2004), o porte das empresas é definido de acordo com o número de funcionários.

Assim, a classificação das empresas no ramo do comércio e serviço, que difere da indústria, é considerada microempresa – de 0 até 9 pessoas ocupadas; pequena empresa – de 10 até 49 pessoas ocupadas; média empresa – de 50 até 100 pessoas ocupadas e grande empresa – acima de 100 pessoas ocupadas. Ressalta-se que no Quadro 18 a referência sem pessoal ocupado (4,6%) é pelo fato do empresário exercer a atividade comercial sozinho, sem ajuda de funcionário.

De posse dos números, chegou-se a um universo de 188 organizações de médio e grande porte, que representa menos de 2% das empresas instaladas na cidade de Londrina.

Neste caso, a proposta é fazer a sondagem junto às médias e grandes empresas, pois comparando as pequenas organizações, que representa a maioria absoluta do universo, essas possuem um número limitado de fontes de informações (ABDELLAH; JACQUES; LOUIS, 2001).

Ainda segundo os autores, as pequenas empresas geralmente têm limitação na informação na rede de relacionamento e poucos contatos não suficientemente seguros para serem incorporados na estratégia empresarial.

Outra situação também pode ocorrer na visão dos autores. Acreditam que o uso de recursos - financeiro, humano e tecnológico - sejam mais escassos, fazendo com que a gestão aconteça de maneira menos profissional.

Baseado nessas argumentações procurou-se obter várias listagens, tal como lista telefônica, cadastro de empresas nas associações de classes e informações adicionais obtidos na prefeitura da cidade e a partir daí foi elaborada uma listagem das empresas que detinham acima de 50 empregados. Desse modo, de posse da listagem, empregou-se a técnica de amostragem probabilística sistemática. A base de dados foi ordenada por ramo de atividade para garantir a proporcionalidade da amostra.

O tamanho da amostra deve ser estabelecido considerando alguns aspectos: se o universo é finito ou infinito; o nível de confiança estabelecido, normalmente usa-se 95%; e a proporção em que a característica foco da pesquisa se manifesta na população, usualmente, quando não se têm parâmetros usam-se 50%, consideram Freitas et al. (2000, p. 107).

Para tanto, como mencionado a amostragem foi pela técnica probabilística sistemática, cuja definição dá-se pelo entendimento em que a amostra é escolhida selecionando-se um ponto de partida aleatório e tornando-se cada i-ésimo elemento sucessivamente do arcabouço amostral (MALHOTRA, 2001; SELLTIZ et al, 1974, STEVENSON, 1981). E, como afirma Fink (1995), o cálculo do tamanho da amostra é importante para que os resultados obtidos sejam precisos e confiáveis; quanto maior a amostra menor é o erro, apoiando-se na tendência de seus limites, pois a partir de certa quantidade não se tem mais uma forte contribuição agregada por ter sido realizado mais entrevista.

Em um universo de 188 organizações (acima de 50 pessoas ocupadas), mesmo considerando a atividade industrial, para os vários níveis de margem erro dentro de um intervalo de confiança pré-estabelecido de 95% e, aplicando-se a fórmula abaixo, têm-se os seguintes números de elementos para entrevistas:

• Para margem de erro de 3% estimam-se 160 entrevistas, • Para margem de erro de 4% estimam-se 143 entrevistas, • Para margem de erro de 5% estimam-se 126 entrevistas, • Para erro de 6% estimam-se 110 entrevistas,

• Para erro de 7% estimam-se 96 entrevistas, • Para erro de 8% estimam-se 83 entrevistas, • Para erro de 9% estimam-se 73 entrevistas e • Para 10% estimam-se 64 entrevistas.

Diante de várias análises, decidiu-se por uma composição amostral de 110 entrevistas e, para isto, a margem de erro calculada ficou em 6% dentro de um intervalo de confiança de 95%, com a freqüência de 50% na proporção esperada de um evento, obtida por meio da seguinte fórmula, segundo Silva (2001, p. 97).

a) Para estimar uma proporção

) 1 ( 96 , 1 * 2 2 d p p n = × − 267 06 , 0 ) 5 , 0 1 ( 5 , 0 96 , 1 * 2 2 ≅ − × = n

b) Correção para população finita

Utiliza-se a fórmula abaixo aplicada para uma amostragem probabilística.

n* = Número dimensionado (267)

Z = Distribuição Normal com intervalo de confiança de 95% (1,96) p = Probabilidade de sucesso de 50% (0,50)

D = Margem de erro de 6%: (0,06) n = Tamanho da amostra (110) N = Tamanho da população (188)

A aplicação da técnica de amostragem probabilística sistemática consistiu da seguinte maneira, em que cada elemento k-ésimo da população é amostrado, começando com um início aleatório de um elemento no limite de 1 a k (k igual a 188 elementos). É um método de amostragem que usa intervalos seqüenciais para extrair elementos de uma população ordenada.

O elemento k-ésimo é determinado ao dividir o tamanho da amostra (110 elementos) pelo tamanho da população (188 elementos) e, dessa forma tem-se o resultado aproximado de 2 elementos (divisão de 188 por 110 elementos). Escolhe-se aleatoriamente um número dentro do intervalo estabelecido, no caso 2 elementos, e ao sortear, por exemplo, o segundo elemento da lista procura-se para entrevista a seguir o quarto, o sexto, o oitavo elemento e assim sucessivamente (MATTAR, 1996; MALHOTRA, 2001;COOPER, 2003; McDANIEL, 2003).

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