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Comment mettre en œuvre la démarche QVT ?

Dans le document SOMMAIRE Avant-propos (Page 23-0)

No Capítulo 3, a pesquisa apresenta o segundo artigo desenvolvido como parte que propõe diretrizes e parâmetros do desenho urbano para conexão da agricultura urbana ao tecido urbano. A discussão é posta a partir do constructo teórico da permacultura, do transecto rural-urbano e do sistema alimentar urbano.

O artigo foi aceito para publicação nos Anais e para apresentação oral da Rede Lusófona de Morfologia Urbana/Portuguese-language Network of Urban

Morphology (PNUM) em sua quinta conferência internacional, realizada em julho

2016, na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal. O tema do PNUM 206 aborda os espaços da morfologia urbana nas suas diferentes dimensões de investigação, ensino e prática.

A Figura 12 apresenta o Congresso e a Carta de Aceito do Artigo, que também está anexada (Anexo IV) a pesquisa.

Figura 10. Apresentação do PNUM 2016 e Carta de Aceite do Artigo

Fonte: arquivo pessoal do autor.

Como referência ao artigo a pesquisa adota: LEMOS, N.; RUTKOWSKI, E.; MONTEIRO, E. A integração de métodos de zoneamento no desenvolvimento de parâmetros de desenho urbano para a agricultura urbana. In PORTUGUESE-

LANGUAGE NETWORK OF URBAN MORPHOLOGY (PNUM), 2016, Guimarães, Portugal. Anais… Guimarães, 2016.

A integração de métodos de zoneamento no desenvolvimento de parâmetros de desenho urbano para a agricultura urbana

Natália Lemos, Emília Rutkowski, Evandro Monteiro

Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Universidade Estadual de Campinas, FEC/Unicamp

Rua Saturnino de Brito, 224. Cidade Universitária Zeferino Vaz. CEP: 13083-889 Caixa postal: 6143/Campinas – São Paulo, Telefone/fax: +55 19 35212314 - +55 19 35212411

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Resumo

No desenvolvimento da agricultura urbana percebe-se um distanciamento entre planejamento e desenho urbano. A Ecologia e o pensamento sistêmico, incorporados na agricultura urbana pelas contribuições da permacultura, não são fundamentos compositivos do desenho urbano para que a cidade possa adquirir condições de cultivar e de abastecer com alimentos. O zoneamento da terra urbana tende a não incorporar o vetor ecológico, o que pode dificultar a constituição da agricultura urbana como um fixo da rede técnica ambiental contribuidor para a oferta de serviços ambientais. Para suprir demandas urbanas alimentares e ambientais perante as muitas questões envolvidas no cultivo de alimentos, a agricultura urbana se insere nas cidades como atividade que permite construir e projetar paisagens saudáveis, além de estabelecer outro comprometimento com fatores socioeconômicos. O método permacultural urbano baseado em Mollison (1998) está presente na atividade por seus princípios, que representam os pontos de partida sobre as necessidades físicas óbvias em qualquer comunidade: comida, abrigo, água, energia e saneamento, bem como pelo estabelecimento de elementos adequados a cada zona do conjunto. Enquanto foco de projeto urbanístico, outros dois métodos que podem compor a agricultura urbana são o método do transecto

rural-urbano e o método de sistemas urbanos alimentares. O método do transecto rural-urbano presente no SmartCode e vinculado com o cultivo de alimentos por Duany (2009) e Duany, Roberts e Talen (2014), quando levado à agricultura urbana insere o embasamento do transecto da natureza compreendendo a gama de habitats, estendendo-os do mais natural ao mais urbano por subdivisões colocadas para criar categorias de zoneamento. Pela abordagem de sistemas urbanos alimentares, como propõe Grimm (2009) sobressai tipologias que integram a habitabilidade ao cultivo de alimento por atributos que identificam os locais satisfatórios para critérios específicos e para as relações de áreas com a demanda de alimento e número de pessoas atendidas. Ao elemento morfológico, segundo Kohlsdorf (2006) compete à atribuição estrutural que configura e constrói o espaço, no caso desta pesquisa, o espaço de cultivo. Por cultivo, compreende-se a ação de criar e desenvolver plantas que condicionam o habitante urbano suprir e sustentar sua necessidade por uma variedade de plantas alimentares (hortaliças e leguminosas) em áreas da cidade.

Palavras-chave: Parâmetros da Agricultura urbana. Elementos morfológicos de desenho urbano. Permacultura. Transecto rural-urbano. Urbanismo agrário.

INTRODUÇÃO

Os modelos tradicionais de cidade tendem a descaracterizar os ecossistemas naturais existentes tanto por transformar a natureza em um mero conjunto de recursos a serviço da densificação urbana, como pela desnaturalização das terras transformadas em mercadoria da continuidade urbana (Duany et al, 2014). No sentido inverso, os modelos que incorporam a função alimentar à cidade podem manter os serviços ecossistêmicos do lugar por agregar diversidade socioambiental por meio do intercâmbio entre natural e antrópico.

Das diversas abordagens do vetor agricultura urbana que podem ser incorporadas ao desenho urbano, a permacultura tende a ser a mais adequada, pois, segundo Hopkins (2000, p203), ela é um sistema integrador de pessoas, habitação, plantas, animais, água e energia interconectado a estruturas econômicas e políticas sustentáveis.

Sua principal característica é a maximização das relações benéficas ao locar efetivamente os elementos visando à abordagem da produção e do design. Assim, a agricultura urbana se constitui em sistemas produtivos sustentáveis e sistemas adaptativos complexos ao reunir oferta de diversidade de alimentos adaptada às iniciativas locais à “segurança” financeira na comercialização.

Duany et al. (2014) propõe que se analise a cidade desde o campo que a circunda. Este transecto rural-urbano permite que se evidencie o equilíbrio entre diversidades sociais antrópica e vegetal no contínuo urbano — da zona de elevada diversidade natural para a zona de alta diversidade social. Desse modo, para os autores, a zona urbana integra o “regime verde” na edificação e no terreno ao preconizar a baixa densidade habitacional para neutralizar o impacto de impermeabilização das terras com uma produção de alimentos que enfatize compostagem, eficiência energética e reuso de águas. O zoneamento urbano idealizado por meio do transecto rural-urbano adéqua o índice de ocupação da terra urbana, de zonas intensamente ocupadas para as de condição mais agrária até as regiões “intocadas”.

É por esse modelo de organização que os assentamentos humanos são inseridos, assim os bairros do centro para a borda aumentam a oferta do gradiente natural de modo a minimizar as questões socioambientais urbanas ao privilegiar um sistema alimentar urbano cuja infraestrutura de alimentos de base está subjacente a comunidade (Grimm, 2009, p.8). O sistema alimentar local produz uma paisagem produtiva que integra a garantia de produção contínua ao mercado na cadeia de abastecimento local.

Este artigo sobrepõe permacultura urbana (Mollison, 1998), transecto rural-urbano (Duany et al, 2014) e sistema alimentar urbano (Grimm, 2009) para propor diretrizes de zoneamento e parâmetros de desenho urbano que conecte, em diferentes escalas, a agricultura ao tecido urbano.

METODOLOGIA

Os elementos são identificados ao relacionar a abordagem de cada zona da permacultura urbana com as zonas do transecto rural-urbano por semelhança de

atributos e competências. A partir da semelhança identificada, a pesquisa selecionou os elementos comuns e estabeleceu a tipologia coerente com as competências da zona em questão. Por fim identifica o parâmetro de área, localização, distribuição, acesso e instalações.

RESULTADOS

A permacultura através de seus princípios de reprodução de padrões e relações da natureza almejando o fornecimento de alimentos e energia em abundancia para as necessidades locais, estabelece um projeto consciente da paisagem. No desenho desse projeto, o zoneamento permacultural agrega a estrutura decorrente do pensamento sistêmico ao inserir a organização sistêmica a partir das necessidades ecológicas, econômicas e sociais do sistema. No transcorrer do tempo, a inserção do zoneamento permacultural permite regular e manter o equilíbrio dinâmico por consequência dos processos de autorregularização diária dos sistemas ecológicos.

Como sistema em equilíbrio dinâmico, o zoneamento permacultural (Quadro 1) é estabelecido por meio da visão da agricultura permanente em projetos de implantação de assentamentos humanos de caráter rural ou urbano primando o impacto ambiental mínimo. Tanto Barros e Souza (2007) como Sattler et al. (2001) enfatizam que as propostas permaculturais envolvem o máximo aproveitamento de recursos dos sistemas, o cultivo de alimentos pela agricultura orgânica, a gestão de resíduos líquidos e sólidos, uso de energias sustentáveis, todos em coerência com a necessidades socioeconômicas.

Segundo Grichting e Awwaad (2015) ao transferir os princípios permaculturais para o meio urbano, o cultivo local de alimentos é orientado pela abordagem do paisagismo produtivo, da compostagem de resíduos orgânicos (produção de adubos), reaproveitamento de águas pluviais e pelo potencial da biodiversidade local. Por essa orientação, a localização do cultivo e da comunidade evidenciarão as relações espaciais na qual o plantio substitui os terraços e floreiras usuais. De acordo com Mollison (1998) a inserção do cultivo de alimentos nas áreas

urbanas pelo zoneamento urbano torna factível o processo de (re)projetar as vilas e edificações sob estratégias eficientes de cultivo.

Embora a escala aplicada pelo zoneamento permacultural seja apropriada à não sobrecarga do sistema por estratégias específicas adequadas a diversos espaços – sítios, fazendas, jardins e casas, as diferenças locais determinaram um projeto único e criativo perante as circunstancias e necessidades individuais.

Quadro 1. O zoneamento permacultural urbano e as atribuições de cada zona

Dentro dessa abordagem, o zoneamento permacultural é utilizado como uma estratégia projetual na relação de deslocamento entre a edificação e os elementos projetados, pelas conexões de satisfação das necessidades e atendimento de diversas funções. As conexões são estabelecidas para geração de riquezas e minimização de riscos, por elas o desenho faz o limite entre os meios. Mediante todos esses aspectos, o zoneamento permacultural estabelece seis zonas espaciais com atribuições específicas, mas que no todo compõem um sistema equilibrado e interdependente.

Já o transecto rural-urbano é instrumento do método SmartCode11 que trabalha o zoneamento rural-urbano qualificando-o por padrões da comunidade que incluem o desenvolvimento agrário, do bairro e do centro regional comuns às comunidades novas e outras existentes. Duany et al (2014) esclarece afirma que o transecto do SmartCode tem sua origem no transecto da natureza12. Por meio do transecto rural-urbano, de acordo com o autor, é possível identificar a gama de habitats que se estendem do ambiente mais natural ao mais urbano por subdivisões que criam as categorias do zoneamento e que incentivam a diversidade semelhante aos assentamentos desenvolvidos organicamente. Assim os padrões urbanos presentes na comunidade refletem os ecótonos13 seccionais de comunidades humanas e naturais. Integram ainda metodologias ambientais e de zoneamento que permitem aos urbanistas apoiarem a viabilidade de ambientes naturais e aos ambientalistas avaliar o projeto de habitats sociais.

11 O SmartCode é um código de crescimento inteligente voltado para aplicabilidade no desenho e planejamento urbano fundamentado em um transecto que incorpora os princípios do Novo urbanismo. Esse código consiste em ordenamento para o desenvolvimento unificado em todas as escalas do projeto. A parametrização é posta por zonas que minimizam os desvios e aumentam as opções. A base de desenvolvimento está na migração do rural sentido ao urbano pela integração de diversas técnicas ambientais, em que o rural e o urbano não se separam. A previsão dos dados é baseada nos padrões de desenho urbano projetado para ser calibrado às circunstâncias locais, de preferência com a participação dos cidadãos locais.

12 O transecto da natureza foi proposto pela primeira vez por Alexander von Humboldt, no final do século XVIII. Um transecto remete a secção transversal de uma região a fim de revelar a sequencia de ambientes existentes em determinada área. A origem do transecto está nas análises de ecologias naturais, as quais evidenciam as características variáveis em diferentes zonas e os elementos que contribuem para o habitats prosperarem em simbiose com os minerais e microclima. 13 Por ecótono se compreende a região que configura a transição ambiental entre diferentes comunidades ecológicas fronteiriças. Representam a totalidade da fauna e flora presente em um mesmo ecossistema e suas interações. Essas regiões são ricas em espécies tanto dos biomas que configuram como de outras espécies endêmicas.

O transecto rural-urbano (Figura 1) estabelece seis zonas de transeção aplicáveis ao zoneamento pelo nível e intensidade do caráter físico e social que configuram o contexto desde zona rural até a urbana. A leitura do uso do território parte dos ecossistemas naturais (T1), transcorre por aquelas (T2 a T5) em que o uso é posto pelo caráter ambiental, até alcançar o uso puramente urbano (T6). A dimensão morfológica (antrópica/urbana)14 parte da escala da comunidade em direção ao lote individual por padrões urbanos que aumentam gradativamente densidade, intensidade e complexidade em processo análogo ao dos ambientes naturais.

Figura 1. O transecto rural-urbano e suas respectivas zonas

Fonte: adaptado de Duany (2009) e DPZ (2014).

14

De acordo com os Professores Frederico Holanda e Maria Elaine Kohlsdorf (Grupo DIMPU – FAU/UnB) sugerem a leitura do espaço através de uma dimensão morfológica, que é constituída de elementos que configuram e constroem o espaço.

Na aplicação do transecto rural-urbano, quando o uso do solo é construído partindo do rural para o urbano, a premissa básica é a urbanização de 1/3 (um terço) do solo para que os rendimentos dos cultivos sejam triplicados. As trocas de intensificação do cultivo de alimentos ocorrem por elementos morfológicos como varandas, caixas de janelas e telhado verde em zonas de intensa urbanização (T3 ao T6) em progressão para hortas de fundo, hortas comunitárias e outras explorações como fazendas nas zonas menos urbanizadas e na rural (T1 e T2).

No Manual do SmartCode constam duas tabelas (Figura 2) que relacionam os elementos morfológicos do desenho urbano para o residir e o cultivar em cada zona do transecto segundo as respectivas expectativas urbanas. Essas duas funções requerem técnicas que incorporam a agricultura ao urbanismo para que se possa fundamentar as expectativas da vida cotidiana e o estilo de vida moderna através de planos. De acordo com Duany (2009) a repetição e a dominância do modelo lote grande com habitação reduzida em uma única zona é o mais prejudicial à expansão urbana.

As marcações em preto (x) aferem a inserção correta do elemento na respectiva zona, mas as marcações em cinza (x) demonstram a inserção impositiva do elemento na zona em questão.

Fonte: adaptado de DPZ (2014, p.40).

Em cada vizinhança há diferentes tipologias de blocos que evidenciam a intensidade e variedade de espaços compartilhados; os espaços verdes são acomodados no interior do bloco, mesmo nas adjacências do centro do bairro. Nas tipologias construtivas (parte superior da Figura 2) do transecto, a integração dessas duas funções é posta pela inserção de áreas agrícolas em diversos terrenos, desde o rural até o mais urbano com área referencial de um acre (4046,8 m²) para integrar as funções.

Para que não ocorra perda da qualidade de vida contra o aumento do potencial de cultivo é necessário equilibrar o uso de recursos naturais, a altura edificável e a dimensão do bloco por conexões não veiculares, redução da pavimentação e priorização da mobilidade por bicicleta e caminhadas. O projeto com base nos parâmetros do transecto rural-urbano permite que o cultivo de alimento esteja presente, em pequena escala, no interior de cada lote, enquanto na escala

maior por espaços abertos a serem trabalhados por agricultores experientes (fazendeiros).

Proposto por Grimm (2009), o método do sistema alimentar urbano (Figura 3) estabelece elementos morfológicos para o cultivo de alimento por meio de tipologias que integram o habitar com o cultivar. O método determina parâmetros capazes de estruturar locais a partir de critérios como escala característica, tipos de produção e formas de distribuição. São caracterizadas seis tipologias. Em cada uma existe um exemplo de como o cultivo pode ser estabelecido.

Figura 3. O esquema do sistema alimentar urbano de acordo com as tipologias atribuídas ao cultivo de alimentos

Fonte: Grimm (2009, p.32).

Essas tipologias trazem exemplos de modelos em que os arquitetos e urbanistas prestam assistência técnica a cada instância de cultivo de alimentos. Para a comunidade, o fluxo de distribuição retrata o aumento dos pontos de acesso ao alimento com a opção de comprar diretamente do produtor ou pela participação no processo de cultivo.

Em referência a condição do cultivo de alimentos, Grimm (2009) alerta sobre a necessidade de especificar em documentos da comunidade local as condições de subsídios em que os moradores contribuam com a paisagem produtiva e o trabalho no processo de cultivo. As fazendas contribuem na gestão central das conexões de distribuição em toda a cadeia produtiva.

Os três métodos apresentados em conjunto agregam a concepção da organização e posicionamento adequado em que a agricultura urbana estará presente na escala do plano diretor da área urbana, como também na escala do lote e da edificação. Os elementos morfológicos por meio das tipologias evidenciam a concepção organizacional em que o urbanismo agrário agrega o foco do cultivo local de alimentos em todos os aspectos do urbanismo por parâmetros concebidos de forma coesa.

Esse modo de planejamento urbano para a comunidade agrícola engloba o panorama das terras agrícolas e o intercâmbio socioeconômico da cidade e da agricultura ativa, portanto o que a pesquisa apresenta como resultado é a junção do arranjo da função residir e cultivar a partir do arranjo presente no transecto rural- urbano, na permacultura urbana e no sistema alimentar urbano por elementos morfológicos referentes às tipologias em que o cultivo de alimentos é estabelecido.

A abordagem sintetizada na pesquisa entende que o parâmetro expressa as características principais do conjunto, sobre as quais cada elemento servirá de modelo, padrão ou medida para relacionar condições, coisas, pessoas, circunstâncias, condições, acontecimentos ou fatos afins perante a percepção de soluções de desenho urbano que estabelecem a nova função ao contexto urbano: o cultivo de alimentos.

Essa síntese é apresentada por uma estrutura (Quadro 1) que estabelece a relação das zonas do transecto rural-urbano com as zonas da permacultura urbana. Conforme apresentado no Quadro 1 e na Figura 1, a pesquisa entende que a semelhança de atributos e competências da permacultura urbana para com o transecto rural-urbano é dada por: a zona 5 está para com a T1, as zonas 4 e 3 para a T2, as zonas 3 e 2 para T3, a zona 2 para a T4, a zona 2 e 1 para a zona T5, e por fim a zona 1 para a T6. Quanto ao elemento morfológico comum, o Quadro 2 demonstra quais deles foram levantados nessa aproximação das zonas.

A partir dessa compreensão, para cada zona foi determinada uma ou mais tipologias em que os parâmetros respondessem as expectativas das atribuições colocadas no Quadro 1 e na Figura 1. Os parâmetros foram identificados a partir de seis tipologias: fazenda comunitária, fazenda urbana, jardim residencial

privado, jardim comunitário, institucional e institucional educacional. Em cada tipologia, conforme apresentado no Quadro 2 foi estabelecido os parâmetros de localização, área, integração, acesso, instalação e distribuição.

Quadro 2. A integração dos métodos da permacultura urbana, do transecto rural-urbano e do sistema alimentar urbano: a

abordagem aproximada das zonas, os elementos morfológicos e a tipologia correspondente, os parâmetros de desenho urbano para agricultura urbana

CONCLUSÃO

Ao sistematizar a integração dos métodos, a pesquisa apresenta um conjunto arquitetônico e urbanístico da agricultura urbana por elementos tipológicos e parâmetros aplicados no desenho urbano para a função alimentar urbana. Os parâmetros sintetizam os atributos da abordagem do cultivo de alimentos a ser empregada. Na escala da área e produtividade, as tipologias englobam os usos essenciais para as questões urbanas identificadas, a dimensão do cultivo (privado, comunitário ou institucional) e a capacidade de produção (quantidade de alimento).

Pela abordagem ecológica da permacultura urbana os parâmetros associam a mesma para agricultura urbana com modelos de concepção projetual urbana que promove condições ambientais e infraestruturas urbanas minimizadoras do impacto no solo ao interconectar funções, gerenciar a produção ecológica e estabelecer relações da paisagem contínua.

Ao urbanismo agrário, entendido como o conceito abrangente a alimentação não somente para sobrevivência ou geração de renda, mas como fundamento de promoção da vida e da estruturação dos locais de vivência, os parâmetros identificados refletem a intensificação da atividade agrícola ao longo da cidade por benefícios socioambientais e econômicos que englobam todo o transecto rural-urbano.

Portanto as tipologias e os parâmetros tendem a direcionar um subconjunto de poucos nichos de cultivo de alimentos por modos aplicados aos sistemas adaptativos complexos. Assim esses sistemas são aplicados em projetos urbanos com olhares para além dos ecossistemas, também voltados para comunidades e bairros, sistemas legais e sociais, componentes múltiplos, flexíveis e interligados. Por eles, os sistemas de respostas são gerenciados pelo conjunto de princípios semelhantes e por muitas propriedades gerais que são comuns.

REFERENCIAS

BARROS, B. R.; SOUZA F. A. M. Espaço urbano e preservação ambiental: estudo de práticas permaculturais na produção de assentamentos de interesse social. In: IV Encontro Nacional e II Encontro Latino-americano sobre Edificações e Comunidades Sustentáveis – Elecs. Anais… 10p. 2007

DPZ. Duany Plater-Zyberk & Company, LLC. SmartCode Version 9.2. The Town Paper. 2014. Disponível em: <www.smartcodecentral.org> e <www.transect.org>. Acessado em 19 de julho de 2014.

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