Após o momento da qualificação da pesquisa, quando foram sugeridos ajustes metodológicos e teóricos, partimos para o campo em busca dos nossos participantes. Conforme exposto, o trabalho de campo foi dividido em duas fases. O primeiro momento – o da aplicação do questionário a um total de 30 estudantes (Apêndice B) – ocorreu no mês de agosto de 2015. Os cursos contemplados foram os seguintes: Pedagogia, Psicologia, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Civil, Ciências Contábeis e Medicina.
Identificávamos as salas de aula dos alunos do 5º e 6º período por meio dos quadros de avisos, que na maioria dos cursos eram fixados na parede das secretarias. Em seguida, a abordagem aos estudantes acontecia nos corredores dos respectivos centros, como foi informado anteriormente, onde esperávamos o término das aulas. O questionário tinha, incialmente, o objetivo identificar que características de um professor universitário fazem os estudantes considerarem-no um “bom professor”. Em seguida, vinha a pergunta: “Você encontra as características descritas acima nos
professores com os quais você estudou nessa Universidade?”. Caso a resposta fosse afirmativa, pedíamos-lhes que indicassem o nome e o departamento do docente.
Apenas dois estudantes responderam que, até o momento da realização dos questionários, não tinham convivido com algum professor universitário considerado bom, ou seja, que apresentasse as características de “bom professor”. Esses estudantes cursavam graduação em Medicina.
Posteriormente, iniciou-se a segunda fase da pesquisa, a aplicação das entrevistas semiestruturadas (Apêndice B), que se deu durante os meses de setembro e outubro de 2015, de acordo com a disponibilidade de cada participante.
Após a análise dos questionários, elegemos os professores universitários a partir dos critérios acima mencionados. Em seguida, fomos à busca dos e-mails desses docentes a fim de convidá-los para participar da pesquisa. Começamos pela Coordenação do curso de Pedagogia no Centro de Educação – CE, onde fomos atendidas por uma funcionária a quem informamos sobre os objetivos da presente pesquisa e solicitamos o e-mail do professor indicado pelos questionários, o que nos foi concedido sem qualquer dificuldade.
Posteriormente, fomos à Coordenação do curso de Psicologia, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas – CFCH, que infelizmente naquele momento estava fechado. Diante dessa limitação, decidimos encontrar os sujeitos em suas respectivas salas em cujas portas constam seus nomes. Eles nos atenderam de forma atenciosa e aceitaram participar da nossa pesquisa. Assim, pedimos-lhes o e-mail a fim de marcamos uma data para a realização da entrevista semiestruturada.
Ainda no mesmo dia, visitamos a Coordenação dos seguintes cursos: Engenharia Civil, situada no Centro de Tecnologia e Geociências – CTG; Arquitetura e Urbanismo, no Centro de Artes e Comunicação – CAC; Ciências Contábeis, no Centro de Ciências Sociais Aplicadas – CCSA; Medicina, no Centro de Ciências da Saúde – CCS. Em todos os centros fomos recepcionadas por uma funcionária que também nos concedeu o e-mail dos docentes.
Com os e-mails em mãos, iniciou-se o processo de envio das mensagens eletrônicas, nas quais nos apresentávamos (pesquisadora e orientadora, e o programa de
pós-graduação que pertencíamos), explicávamos a pesquisa, fazíamos o convite e perguntávamos-lhes sobre o interesse e a disponibilidade em participar da pesquisa.
O processo de espera pelas respostas dos docentes foi de sete a quinze dias. Os primeiros a responderem foram os professores da graduação em Engenharia Civil, que revelaram a alegria em contribuir com a nossa pesquisa e informaram seus telefones pessoais, pedindo que lhes ligássemos e marcássemos a entrevista. De posse dos telefones, entramos em contato e agendamos com esses professores o encontro para as entrevistas, que se deram no CTG, em horários e dias diferentes para cada participante.
A próxima resposta foi a do professor do curso de Ciência Contábeis. Ele nos informou que estava em uma licença de noventa dias da universidade e encontrava-se em São Paulo. Informou-nos, contudo, que em duas semanas estaria um único dia em Recife e, como tinha interesse em participar da entrevista, agendou nosso encontro em sua sala no CCSA, onde de fato ocorreu a entrevista.
O outro professor da graduação de Ciências Contábeis respondeu de maneira positiva a nossa solicitação, marcando o horário e o dia para que fôssemos encontrá-lo em sua sala, também localizada no CCSA. No dia da entrevista, ao chegarmos ao local do encontro, o professor estava em atendimento aos seus orientandos e ficamos aguardando cerca de quarenta minutos para iniciarmos a entrevista, a qual ocorreu de maneira breve e sem nenhuma dificuldade.
As entrevistas com os dois professores do curso de Psicologia aconteceram em suas respectivas salas, localizadas no CFCH. Entretanto tivemos que esperar cerca de vinte dias, após o contato inicial, para realizar a entrevista com um dos professores participantes, pois ele estava participando de um congresso. Vale ressaltar que as entrevistas aconteceram em salas separadas e dias diferentes.
O professor do curso de Pedagogia disponibilizou, no CE, uma sala de aula da disciplina que ministrava e agendou o encontro para o fim da aula. Tivemos um problema para localizar a sala, mas conseguimos chegar a tempo hábil e realizamos a entrevista.
Por sua vez, o professor do curso de Arquitetura e Urbanismo também demonstrou interesse em participar da pesquisa, disponibilizando uma sala localizada ao lado da secretaria do curso, no CAC. Entretanto, quando chegamos, no dia e horário
marcados para realizar a entrevista, tivemos dificuldade em localizar o professor, pois o ele não estava no local previamente combinado. Decidimos procurá-lo na secretaria do curso a fim de identificar a sala em que estava ministrando aula. Fomos atendidas por uma funcionária que nos indicou a sala, entretanto não o encontramos lá. Alguns estudantes que ainda estavam na sala de aula nos ajudaram a encontrá-lo e, finalmente, realizamos a entrevista.
Infelizmente, não tivemos sucesso com o professor da graduação em Medicina, pois ele não respondeu ao nosso e-mail. Enviamos-lhe outro e esperamos por mais uma semana, mas não obtivemos resposta. Conseguimos o WhatsApp desse docente, por meio de um estudante de medicina. Enviamos-lhe uma mensagem pelo aplicativo, porém não houve retorno. O outro docente lembrando pelos alunos do curso de Medicina também não atendeu as nossas solicitações enviadas por e-mail e WhatsApp.
Assim, decidimos continuar com a análise das entrevistas semiestruturadas dos nove professores que aceitaram participar da presente pesquisa. Todas, realizadas em locais que garantiam o silêncio e a privacidade dos participantes, foram gravadas com o auxílio do smartphone e transcritas posteriormente – até 72 horas após cada entrevista.