No início do 3º período e, ainda durante a Expocolgaia, realizou-se o Sarau Gímnico, no qual são realizadas várias exibições e demonstrações artísticas de alunos da EC e também de grupos convidados.
Para este sarau, planeei desde o início do ano a lecionação de aulas de ginástica acrobática, com o intuito de ensinar um esquema de grupo à minha turma do ensino básico. A tarefa era exigente mas o desejo era maior. Ao longo do 2º período pude confirmar a dificuldade de concretizar a atividade, quer a nível das capacidades motoras dos alunos, como ao nível da motivação e entusiasmo dos mesmos. Com vista ao combate desses problemas, no decorrer do processo foram necessárias algumas estratégias até conseguir alcançar o produto final, como por exemplo:
“Na aula de quinta-feira lecionei novamente ginástica acrobática ao 9º ano. Para esta aula, optei por uma nova estratégia, sendo ela a de apresentação de imagens das várias figuras acrobáticas a realizar. Os alunos ao visualizar a tarefa demonstraram maior facilidade e empenho na sua execução. Foi sem dúvida uma estratégia muito adequada à turma.” Diário de Bordo – 2º Período
(24 a 28 de Fevereiro de 2014)
Considero que fui capaz de cativar os alunos para a realização do esquema de grupo, através de algumas estratégias previamente ponderadas. Entre as quais posso enunciar o facto de ter tido em conta: o nível das capacidades e competências motoras de cada aluno para a execução das habilidades motoras mais básicas e complexas; o agrupamento refletido de alunos em grupos de rapazes, raparigas ou mistos, moderado pelos seus graus de socialização; a atribuição de funções de destaque aos alunos mais
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preocupados com a futura exposição do esquema ao público/escola e amigos; entre outras. Tenho a certeza que estas preocupações foram determinantes na mudança de atitudes e entusiasmo da turma.
Na construção do esquema pedi ajuda à minha colega de NE, uma vez que a mesma é atleta de alta competição de ginástica acrobática. A ajuda entre profissionais só revela vontade de aprender e abertura à partilha de ideias e opiniões. Em algumas aulas do ensino da coreografia pude recorrer da presença da minha colega, algo que me tranquilizou bastante devido à segurança necessária a ter na realização de alguns elementos gímnicos complexos, como foi o caso dos mortais e projeções.
O resultado final foi fantástico, sendo dos momentos mais marcantes e satisfatórios para mim, durante o meu EP. Com muito orgulho vi a atuação dos meus alunos no sarau e senti que foi recompensado todo o trabalho nas aulas de EF e todas as horas extra aula destinadas à exercitação do esquema. Outro pormenor que talvez seja o mais recompensador de todo o processo foi sentir a felicidade dos alunos neste momento, o reflexo de sentimentos de união, cooperação, empenho e entusiasmo. A vontade em querer repetir o esquema, após término da sua apresentação, foi a certeza da alegria que o momento foi capaz de proporcionar nos meus alunos.
O esquema foi maravilhado e aplaudido por toda a comunidade educativa que se encontrava no recinto e novamente louvado, na reunião de encarregados de educação, pelos pais a mim diretamente, enquanto professora da disciplina.
4.2.4.6. Férias Desportivas e Dia Mundial da Criança: Lugar para os mais pequeninos
Durante as Férias da Páscoa e de Verão houve lugar para atividades com os alunos do 1º ciclo. As atividades multidesportivas de entretimento infantil foram dirigidas pelos E-Es nos vários dias. O intuito era criar tardes “desportivas”, onde os alunos pudessem desenvolver os seus hábitos pela prática desportiva, com acesso a atividades diferentes. Nos vários dias fiz parceria com o meu colega de NE conseguindo, em conjunto, alcançar todos os objetivos delineados.
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O Dia Mundial da Criança foi concretizado no dia 2 de Junho e teve como destinatários aproximadamente 160 crianças pertencentes ao 1º ciclo do ensino básico. Para comemorar o dia, os E-Es foram incumbidos de organizar vários jogos, que integraram jogos tradicionais, jogos desportivos coletivos, jogos de obstáculos, jogos de lançamentos, entre outros, todos eles organizados num circuito por estações. No final da tarde todo o ensino primário realizou uma coreografia aprendida numa das estações, culminando a mesma com a largada de balões. Na preparação deste dia, como fui eu que tive a ideia da última atividade de dança conjunta, durante o decorrer das atividades fiquei responsável pelo ensino da coreografia a cada turma, aquando passagem da mesma pela minha estação. Este momento serviu para contactar com um ensino aos “mais pequenos”, numa área que embora goste não tenho muita experiência.
4.2.5. O NE enquanto elemento colaborativo de atividades desenvolvidas pela EC
A primeira atividade realizada incidiu na concretização de testes físicos e medições antropométricas. Esta atividade surgiu no âmbito de um estudo de investigação protocolado entre uma instituição do ensino superior e a EC, com o seu início há três anos atrás. Neste projeto estiveram envolvidos os dois NE, ISMAI e FADEUP, que atuaram durante as aulas de EF de várias turmas, aplicando os procedimentos ao 3º, 7º, 9º e ao 12º ano de escolaridade. Com esta tarefa pude relembrar algumas aprendizagens, nomeadamente, no que se refere às medições antropométricas e vivenciar um novo método avaliativo – alguns testes físicos do Fitnessgram.
A segunda atividade na qual participamos foi o Corta-Mato distrital. Após Corta-Mato escolar na EC e apuramento dos vencedores do mesmo, procedeu- se ao Corta-Mato Distrital, realizado no parque da Cidade do Porto. A este evento participaram os NE, juntamente com os seus professores cooperantes (PCs) e mais dois professores. As condições de realização da prova não foram as mais desejáveis contudo, foi possível comprovar o clima desportivo e festivo que os jovens criavam. O seguinte excerto retrata isso mesmo:
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“Esta competição implicou a presença de todas as escolas do distrito tornando- se num evento com uma elevada densidade estudantil. As condições atmosféricas não foram nada favoráveis, pois a chuva, o vento e o frio eram constantes, não havendo condições suficientes para a boa realização da prova, pelo que, para além, do ambiente desagradável o solo de corrida tinha sido transformado em lama pela precipitação. Independentemente das condições a prova realizou-se normalmente, tendo sido possível o apuramento para a fase nacional de alguns dos nossos alunos e, ainda, a conquista de duas medalhas de ouro (1º lugar) na categoria de classificação coletiva. É notório o bom ambiente que os alunos criam.” (Diário de Bordo – 2º período, 28 de Março de
2014)
Esta foi uma vivência extra escola interessante, no sentido em que contactamos com uma organização de desporto escolar de grande escala, percebendo e captando as exigências estruturais, funcionais e humanas assim como as dificuldades sucedidas.
No final do 3º período realizou-se o encontro da Disciplina de Educação Moral Religiosa Católica (E.M.R.C) no Parque da Cidade do Porto. Para tal fui destacada, juntamente com um professor de EF, para durante duas horas, supervisionar os alunos do 11º ano do curso tecnológico de AGD que se encontravam integrados na organização do evento. Mais uma vez é notável as oportunidades e vivências formativas que a EC possibilita aos seus alunos, dentro das suas áreas de atuação.
4.2.6. Acompanhamento dos alunos nas aulas de Projeto Tecnológico e Estágio e Arguição das Provas de Aptidão Tecnológica: O lado oposto do aluno – responsabilidades de um professor
Por estamos inseridos no grupo de EF e por ser um acrescento à nossa experiência enquanto futuros docentes, o PC convidou-nos a participar na lecionação das aulas de Projeto Tecnológico e Estágio (PTE) aos alunos do 12º ano do curso tecnológico de AGD. A nossa missão passava por acompanhar os alunos na realização das suas Provas de Aptidão Tecnológica (PAT) e por ensinar os mesmos a trabalhar com alguns programas específicos e importantes neste ano, como por exemplo o site Wix e o EndNote. No acompanhamento e esclarecimento de dúvidas na elaboração da PAT fiquei
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mais atenta a uma aluna, cujo estágio estava a ser realizado comigo no desporto escolar e o seu tema estava relacionado com natação, mais concretamente com as diferenças apresentadas pelas crianças do ensino básico da EC, nas técnicas de nado de crol e costas. Esta comparação incidiu entre crianças com a mesma idade mas com diferentes anos de prática.
Esta experiência foi bastante positiva, reforçando a riqueza que a EC nos possibilitou neste ano de EP, na medida em que nos permitiu exercer outra função docente que numa outra EC não teríamos essa oportunidade. O facto de estarmos a passar por um processo idêntico aos alunos de 12º ano foi benéfico na ajuda aos mesmos.
Após término do ano letivo, fui convidada a arguir as PATs. Para minha arguição atribuíram-me cinco PATs. Esta tarefa teve lugar no início do mês de julho e exigiu um período de leitura e estudo dos documentos. O papel de arguente assume como sua função o dever de conduzir o arguido para o desenvolvimento mais aprofundado de algum tema menos referenciado, ou ainda, o questionamento de algum assunto que suscitou dúvida, sempre com a finalidade de exaltar os conhecimentos do avaliado. Esta experiência foi, sem dúvida, um acrescento à profissão de Ser Professor, pois senti que continuo em constante processo de aprendizagem, não só através do contacto com os restantes professores que me acompanharam na mesa de jurados, como também com os alunos, através do seu trabalho construído.
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