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Programos „eTwinning“ poveikis mokykloms

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Foi realizada uma análise dos scores obtidos pela definição do autor e posteriormente uma análise dos mesmos tendo em conta as escalas propostas. Como não foi possível compreender com exatidão a fórmula usada para definir os cut-points para cada escala, os novos cut-points foram estimados usando os percentis a que correspondiam os cut-points originais e localizando-os nos percentis observados na análise de frequências da soma de cada escala.

Através da análise da Tabela 7 pode-se perceber que houve algumas diferenças entre os scores obtidos pelas definições do autor e os agora definidos tendo em conta os percentis. As escalas que revelaram maiores diferenças foram: KIINS – Comportamento Interpessoal Inseguro; AD – Ansiedade-Desconfiança; Autoagressão (em que o score B correspondente ao pica índex que foi totalmente eliminado uma vez que os três itens que o compunham foram retirados). As escalas RD - Resposta à Dor e CA – Comportamento Alimentar mantem-se iguais uma vez que nenhum item foi retirado.

DS AD KINR AA BC RD KII KIINS CA KS KIP

AD -0.84** - - - - KINR -0.87** 0.97** - - - - AA 0.98** -0.79** -0.81** - - - - BC -0.91** 0.95** 0.93** -0.87** - - - - RD 0.18** -0.15** -0.15** 0.20** -0.17** - - - - KII -0.79** 0.85** 0.84** -0.74** 0.86** -0.13** - - - - - KIINS -0.90** 0.99** 0.96** -0.85** 0.98** -0.16** 0.88** - - - - CA -0.85** 0.88** 0.89** -0.79** 0.89** -0.13** 0.83** 0.91** - - - KS -0.92** 0.86** 0.88** -0.88** 0.90** -0.16** 0.82** 0.90** 0.86** - - KIP -0.76** 0.89** 0.88** -0.71** 0.83** -0.13** 0.82** 0.88** 0.82** 0.78** - AN -0.84** 0.96** 0.91** -0.78** 0.96** -0.14** 0.84** 0.98** 0.86** 0.85** 0.83**

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Tabela 7. Scores de resultados das escalas clínicas com o modelo fatorial original e adaptado (por sexos)

Scores KS KIP KINP KII KIINS AD RD CA AA DS

A B

Modelo fatorial original - Raparigas

Normal 213 128 126 154 86 171 232 228 239 245 233

Elevado 17 54 48 31 43 36 21 17 6 6 14

Clínico 26 74 82 71 127 49 3 11 11 5 9

Modelo fatorial adaptado - Raparigas

Normal 208 118 173 145 132 205 232 228 235 233

Elevado 15 69 34 22 36 31 21 17 7 0

Clínico 33 69 49 89 88 20 3 11 14 23

Modelo fatorial original - Rapazes

Normal 179 125 98 146 72 133 221 200 205 218 205

Elevado 25 55 36 38 36 37 9 19 12 10 12

Clínico 29 53 99 49 125 63 3 14 16 5 16

Modelo fatorial adaptado - Rapazes

Normal 186 125 126 105 106 191 221 200 202 206

Elevado 14 56 18 56 60 18 9 19 14 0

Clínico 33 52 89 72 67 24 3 14 17 27

As escalas com maior ocorrência de scores elevados e críticos, nas raparigas, segundo o modelo fatorial adaptado, foram: KII – Comportamento Interpessoal Indiscriminado; KIINS – Comportamento Interpessoal Inseguro e KIP – Comportamento Interpessoal Pseudomaduro.

Já nos rapazes as escalas com maior ocorrência de scores elevados e críticos, segundo o modelo fatorial adaptado, foram: KINP – Comportamento Interpessoal Não-recíproco; e tal como nas raparigas, KII – Comportamento Interpessoal Indiscriminado; KIINS – Comportamento Interpessoal Inseguro.

No que concerne, às escalas de autoestima não tinham cut-points definidos, contudo uma análise de frequências das duas escalas (Anexo 15), por sexos, indica que na escala Autoimagem Negativa cerca de 73% dos rapazes e 80% das raparigas obtiveram resultados abaixo de 6 de um total de 18. Já quanto à escala Baixa Confiança cerca de 68% dos rapazes e de 79% das raparigas obtiveram um resultado de 8 em 16.

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4 Discussão de Resultados

O objetivo central desta investigação foi o de determinar a validade do ACC na avaliação psicológica da população de crianças institucionalizadas em Portugal.

Os resultados do presente estudo indicaram, desde logo, que a estrutura fatorial original do ACC não pode ser, na sua totalidade, replicada para a população institucional portuguesa. Este facto pode ser justificado por se tratarem de populações e culturas bastantes díspares (Portugal e Austrália).

Desta forma, quando foi realizada análise fatorial exploratória ficou confirmada a falta de replicabilidade do ACC original. Esta indicou uma estrutura fatorial diferente, com apenas nove fatores relevantes ao invés dos 12 do instrumento original. Contudo, sendo que, desde o início, foi intenção seguir a estrutura fatorial e o modelo teórico do ACC original optou-se por adaptar essa mesma estrutura.

Assim, após a extração de itens através da análise de componentes principais as escalas do ACC, com exceção da escala Comportamento Interpessoal Pseudomaduro, demostraram-se bastante robustas e foi confirmada a sua unidimensionalidade. É, deste modo, possível afirmar que estas escalas que medem unicamente aquilo que é suposto medirem, havendo ainda cargas fatoriais com valores bastante aceitáveis o que revela uma boa relação dos itens com a escala.

Tendo em conta a estrutura fatorial obtida com a análise de componentes principais passou-se à análise fatorial confirmatória por forma a confirmar o grau de ajustamento dos dados recolhidos ao modelo fatorial e teórico proposto.

A análise fatorial confirmatória por escalas demostrou que havia, de facto um bom ajustamento das escalas, com exceção às escalas Comportamento Alimentar e Resposta à Dor, apresentando medidas de ajustamento com valores bastante positivos, sendo que até as duas escalas com valores de ajustamento mais baixos apresentavam alguns parâmetros de medida ajustamento aceitáveis.

Os valores de ajustamento observados pela análise fatorial confirmatória por escalas permitiram que se passasse para a análise fatorial confirmatória com todas as escalas do ACC num só modelo.

Esta análise fatorial confirmatória, apesar de não ter revelado valores de ajustamento tão bons como algumas escalas individualmente, apresentou medidas de ajustamento

43 aceitáveis, apresentando, por exemplo, um RMSEA=0.05 que é considerado como um indicador de bom ajustamento (Hu & Bentler, 1999 e Steiger, 2007).

No que diz respeito às correlações, observadas pela análise fatorial confirmatória, entre as escalas do ACC foram obtidos resultados estatisticamente significativos que revelavam correlações bastante elevadas entre as escalas Autoestima Negativa, Ansiedade- Desconfiança, Comportamento Interpessoal Não-recíproco, Baixa Confiança, Comportamento Interpessoal Indiscriminado, Comportamento Interpessoal Inseguro, Comportamento Alimentar, Comportamento Sexual e Comportamento Interpessoal Pseudomaduro. Estas correlações revelam que quando uma criança obtém scores mais significativos a uma destas escalas também tende a apresentar scores idênticos nas outras escalas.

Em oposição a essas escalas, uma vez que se correlacionam negativamente com essas, surgem a escala Discurso Suicida e Autoagressão, e ainda, a escala Resposta à Dor, apesar de os valores de correlação desta com as duas anteriores serem mais baixos. Observando-se estas correlações aprofundadamente, percebe-se que as três escalas que se relacionam entre si mas não com as outras são escalas que dizem respeito a constructos mais extremos e com comportamentos mais alarmantes. Portanto, esta correlação negativa com as restantes escalas pode ser justificada pelo facto de quando estes comportamentos e sentimentos mais críticos ocorrem alarmam e preocupam, consideravelmente, os cuidadores levando a uma desconsideração e desvalorização, não intencional e não consciente, dos restantes sentimentos e comportamentos, que perante quadros críticos podem ser considerados menos relevantes.

Quanto à análise descritiva dos resultados pode perceber-se que, conforme indica a investigação, estas crianças tem problemas de relacionamento com os outros já que houve resultados mais elevados nas escalas de Comportamento Interpessoal. É de salientar que quanto às escalas de autoestima as raparigas obtiveram valores consideravelmente mais elevados do que os rapazes, e apresentaram valores mais elevados na escala Baixa Confiança do que na escala Autoimagem Negativa.

Para finalizar, é de referir que o modelo adaptado do ACC apresentou indicadores de fiabilidade muito bons, com valores para o alfa de Cronbach muito elevados. Foi também garantida a validade de conteúdo uma vez que foram seguidos os procedimentos indicados na literatura para a obtenção da mesma. Assim, é possível afirmar que este foi viável avaliar a validade preliminar do ACC, tendo-se obtido resultados estatisticamente significativos.

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Conclusão

Tendo em conta a premissa comprovada teoricamente, de que a institucionalização pode, dependendo das suas características e das características da criança, funcionar como mais um fator de risco para a criança. Esta investigação propôs-se a fazer a validação preliminar do Assessment Checklist for Children, um instrumento dedicado à avaliação psicológica de crianças institucionalizadas, tendo como objetivo primordial minimizar este risco, uma vez que os técnicos das instituições, tendo disponível um instrumento de avaliação psicológica, poderão conhecer melhor os comportamentos e sentimentos da criança ajudando-a a compreende-los e resolve-los.

Concluiu-se que o intuito desta investigação foi cumprido uma vez que a análise fatorial confirmatória revelou valores de ajustamento aceitáveis para o modelo com todos as escalas adaptadas do ACC e valores bons para quase todas as escalas em separado.

Apesar da consistência estatística dos principais resultados apresentados, é de salientar que o presente estudo consiste, apenas, numa validação preliminar pelo que não se pode considerar que o ACC é já um instrumento aferido para a população portuguesa.

Deste modo, no que diz respeito a sugestões para a investigação futura seria interessante aprofundar este trabalho agora apresentado. Assim poderia ser realizado um estudo que seguisse a análise fatorial exploratória, baseando-se num modelo teórico representativo da população institucional em Portugal, ou, por outro lado, uma investigação seguindo a estrutura fatorial já existente mas adaptando, reformulando ou criando novos itens, com base nos que foram descurados, e tendo especial atenção às escalas que se revelaram problemáticas (Resposta á Dor; Comportamento Alimentar; Comportamento Interpessoal Pseudomaduro).

Por último, gostaria de salientar a importância do estudo e da investigação na área da institucionalização. Estas crianças, pequenas mas já com tanto na sua história de vida, representam muito do que de pior há no mundo, ou pelo menos em Portugal. E, uma vez que, por constrangimentos físicos não as podemos acolher e proteger, a todas, em braços, cabe-nos a nós, estudantes, investigadores, técnicos ou apenas interessados na área fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para promover o melhor desenvolvimento e qualidade de vida destas crianças. Porque pequenos avanços para nós podem significar grandes mudanças para elas.

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