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System/360 Programming Systems

Dans le document Section 2. System/360 Basic Structure (Page 23-27)

Sexo: Feminino

Escolaridade: Ensino Fundamental e ensino médio – Escola Estadual no Paraná. Universidade Estadual de Ponta Grossa Paraná em Licenciatura em Matemática. Curso Técnico em Refrigeração e Climatização no SENAI.

Tempo na função de instrutora: 8 anos Região onde trabalha: Bairro Ipiranga, distrito localizado na região Sudeste do município de São Paulo.

1 Como surgiu a “vontade” ou “oportunidade” de seguir a carreira em escola.

A princípio quando fui cursar a faculdade, queria Engenharia Civil, era a minha vontade, porém, era período integral, e tinha que trabalhar. Não tinha condições de me manter financeiramente, então, fui para licenciatura em Matemática, pois era uma oportunidade de eliminar matérias, se fosse para a Engenharia. Comecei a fazer os estágios obrigatórios, e tomei gosto em ensinar, era uma atividade lúdica, participava de uma turma de 7ª série do fundamental e um 3º ano do ensino médio, preparava o material, jogos e comecei a gostar. Depois que terminei o curso de licenciatura, fui lecionar e não tinha mais a vontade de cursar Engenharia,

fiquei na área da docência.

Encontrei-me na área da educação, vim do Paraná para São Paulo na expectativa de conseguir aulas em escolas estaduais, porém, não gostei dos locais, era perigoso, resolvi estudar no curso técnico em refrigeração e climatização, e mais uma vez, fui para a área de docência.

Surgiu uma oportunidade de ministrar aulas no curso técnico em refrigeração e climatização, um professor me orientou a participar do processo seletivo.

2 Relato da sua experiência profissional, descrevendo a trajetória de ingresso na área educacional como instrutora.

Quando ingressei na Universidade, consegui um trabalho na escola de educação infantil, localizada dentro da Universidade. Trabalhei dois anos nessa escola, enquanto cursava licenciatura, e no quarto ano do curso, fui para a docência no ensino fundamental. Trabalhava em duas escolas, uma era rural, e após isso, fiquei cinco anos sem trabalhar na docência. Trabalhava numa empresa de ar condicionado. Quando saí do Paraná e vim para São Paulo, ingressei no curso técnico de refrigeração e climatização no SENAI, depois de formada, retornei à sala de aula.

3 Relato da sua vivência como instrutora na prática docente, como, por exemplo, aplicação da metodologia, avaliação, didática e outras que julgar pertinentes.

O que percebi de diferente nas escolas que trabalhei com o SENAI, a metodologia era conteudista, nós passávamos o conteúdo, elaborava a prova, se o aluno conseguisse a média era aprovado, senão ficava retido. No SENAI, o docente constrói com os alunos o conhecimento. O aluno precisa ter a competência, alcançar a competência, senão, não consegue avançar. A maior diferença é observar o aluno construir um conhecimento em torno de uma competência, que precisa alcançar. O docente tem que construir com o aluno, não passar o conteúdo pronto no quadro. Vai induzindo o aluno a pensar, a chegar a determinadas conclusões que o levarão às competências, o SENAI é muito construtivista, penso assim, nas questões de conhecimento.

O docente não vai passar o conhecimento pronto, vai construir o conhecimento, isso amplia muito a cabeça, o horizonte do aluno, ver de onde as coisas estão vindo. Não é algo que o docente fala e o aluno aceita, algo pronto. O aluno está vendo como as coisas acontecem, é uma maneira de se preparar para os desafios que enfrentará no mercado de trabalho, tendo capacidade de construir também. É o maior foco e o diferencial do SENAI, a construção do conhecimento, em relação às escolas em que trabalhei.

4 Como você encara os desafios de atuar como instrutora sem formação acadêmica de licenciatura ou Pedagogia? Destaque aspectos positivos e negativos.

O curso de licenciatura dá uma base de didática, você sabe o que precisa desenvolver primeiro, ou seja, esperar o aluno desenvolver a competência O que vem depois? Apoiá-lo a desenvolver a competência, às vezes, você acha que precisa somente de uma aula para resolver, e têm alunos que não estão no mesmo tempo, precisam realizar pesquisas, resolver lista de exercícios e praticar. A didática auxilia nesse ponto, a metodologia que aprendemos no curso de licenciatura, mostra como fazer para analisar os alunos, se estão alcançando os objetivos, ou não. [Exemplifica] Se possuem dificuldades em Matemática, aí passo uma lista de exercícios para resolverem em casa, se forem dificuldades de interpretação de textos, sugiro que leiam alguns livros. A didática te norteia. Diferente de um docente que não possui conhecimentos em didática, não consegue enxergar possibilidades de orientar o aluno, e o docente que estudou didática, tem possibilidades de trabalhar o que é preciso para o aluno atingir determinado objetivo.

Os docentes que têm formação em Engenharia, acredito, que o aspecto negativo seja se sentir perdido, não conseguir fazer com que o aluno entenda determinado assunto. Se não estivesse estudado metodologia, ficaria perdida. Hoje, vejo o aluno com dificuldade, sei qual caminho trilhar, sem a formação, estaria perdida, pois fortalece a base, não somente o conhecimento, mas o tratamento com as pessoas, disciplina, como vê o mundo, como entender as coisas.

melhoraram a interpretação de texto, a nossa área é Exatas, você não observa nenhum docente com a formação em Engenharia incentivando os alunos à leitura de literaturas, somente livros técnicos, mas se não souberem interpretar a leitura, não entenderão o livro. É uma estratégia que utilizo, se fosse formada em Engenharia, não saberia orientar sobre as leituras.

No curso de licenciatura, fala-se que, às vezes, você busca em outras disciplinas a solução para a sua. Nas Ciências Exatas não são somente contas, é a interpretação para resolução dos problemas, se o aluno não tem a leitura, não saberá interpretar, e você como docente tem que abrir os horizontes para outras áreas.

Como fazer os alunos aprenderem?

O docente que não possui o curso de licenciatura, não tem a visão de como fazer o aluno a chegar lá, não tem como fazer avaliação.

Nas minhas aulas de didática, aprendi a fazer a contagem da nota, hoje o docente faz uma avaliação com quatro questões, se o aluno acertar as quatro, sua nota de 0 a 100, será 100, se acertar duas, sua nota será cinquenta, assim não avalia o grau de dificuldade da questão, e nas aulas de didática, aprendemos a avaliar.

O docente tem que avaliar o passo a passo da questão, considerar o desenvolvimento do raciocínio lógico. Se fosse Engenharia teria bastante dificuldade em avaliar o conhecimento, as capacidades que o aluno atingiu e o desenvolvimento do raciocínio lógico e, principalmente, como atribuir notas. 5 A coordenação pedagógica acompanha suas aulas, aplicando feedback para melhoria? Se positivo, relate sua posição sobre a atividade.

Nossa coordenadora pedagógica faz o acompanhamento, acho que é diário, pois você está o tempo todo, observando o que está acontecendo, então, é diário, não é formal, mas é um tipo de acompanhamento. Verifica se o portal educacional (diário eletrônico) está preenchido, se o aluno está identificado (com crachá, uniforme e equipamento de proteção individual para as aulas em oficinas), faz parte do trabalho

pedagógico.

A coordenadora pedagógica assiste às aulas, verifica a postura, o desenvolvimento da aula, identifica pontos que o docente não percebe, e é dado um feedback no final do acompanhamento da aula. Após o feedback, o docente sabe o que pode ser melhorado, é sempre diário, e também há o acompanhamento formal de uma ou duas vezes no semestre.

6 Na sua visão, existe uma contribuição da coordenação pedagógica no desenvolvimento de suas aulas? Explicite sua opinião.

Existe uma contribuição da coordenação pedagógica, principalmente quando mudou a metodologia, precisávamos entender o que eram capacidades técnicas e sociais, então, a coordenação nos deu essa visão.

A coordenação colaborou na construção de novos planos de ensino, de acordo com a metodologia por competência, para entendermos como avaliar o desenvolvimento das aulas, aulas mais dinâmicas, mais pesquisas para os alunos, fazerem os alunos trabalharem mais.

Os docentes conseguem elaborar o planejamento, devido à importância das orientações da coordenação pedagógica, se não houvesse, talvez os docentes não conseguissem desenvolver o trabalho conforme a metodologia.

7 Descreva os desafios de realizar o planejamento de ensino.

O maior desafio é quando a mesma disciplina é dividida em vários docentes, é complicado, pois nem sempre conseguimos nos reunir para planejarmos juntos. Um docente deve ministrar aulas na teoria e outro em aulas práticas, porém, fica difícil termos tempo para nos alinharmos com relação ao conteúdo que será ministrado. E também temos eventos durante o semestre, que interferem no alinhamento das turmas quanto ao conteúdo, e assim altera todo o cronograma de aulas. 8 Como todo o trabalho pedagógico do coordenador e docentes impacta em resultados com os alunos? Relatar experiências positivas com alunos que participam da metodologia por competência e, se houverem experiências negativas,

também.

Pela metodologia por competências, se não houvesse orientação, provavelmente estaríamos trabalhando por conteúdo, nossos alunos seriam “robotizados”. Por exemplo, obteve um conhecimento exposto no quadro, quando for trabalhar, e tiver algum problema diferente para resolver, pode não conseguir, pois não foi trabalhado o construtivismo em aula.

Tem tudo a ver o trabalho da coordenação pedagógica, vai impactar no final do processo, se os docentes não forem orientados, as aulas não farão o aluno pensar, ser crítico, impactando em seu trabalho fora da escola.

Tem que fazer essas relações, nós docentes, precisamos dessas orientações pedagógicas, para podermos orientar nossos alunos adequadamente, é um norte, senão, cada docente fará do seu jeito, e será mais fácil trabalhar a metodologia por conteúdos, e terá impacto no mercado de trabalho.

Precisamos ter um referencial e todos trabalharmos igualmente a metodologia, os docentes levarem os alunos a pensar criticamente, desenvolvendo o conhecimento, ter mais possibilidades de alcançar soluções para os problemas encontrados no mercado de trabalho.

9 Qual a sua sugestão para melhorar a colaboração da coordenação pedagógica? Precisamos de mais tempo para falarmos mais, é complicado, não temos tempo de partilhar e compartilhar ideias, trocar experiências com os docentes da mesma área, seria mais produtivo.

A coordenadora pedagógica poderia focar nas áreas afins, apresentar mais ideias, para expormos as ideias em mente, precisamos de mais tempo juntos, reuniões da mesma disciplina, trocar experiências, com opiniões diferentes, seria bem interessante.

Comentários gerais (não obrigatório)

A coordenação pedagógica é importante demais, porque se não houvesse, cada docente faria do jeito que acha melhor, e nem sempre o que achamos melhor, o é para o nosso aluno. A coordenação norteará os

docentes a priorizar o mercado de trabalho para os alunos, trazendo os para os trilhos, realizando o acompanhamento pedagógico e colocando os docentes nos eixos.

Muito obrigada por sua participação!!! ENTREVISTA 13 – DOCENTE 4

Idade: 36 anos Sexo: Masculino

Escolaridade: Ensino fundamental – não fez o pré-primário, sempre estudou em escolas públicas (estaduais) – EEPG Valentim Alvarez (da 1ª a 6ª série), EPSG Dr. Bento Ferraz (7ª série). EEPG Antonio Candido Correa Guimarães Filho (8ª série). Ensino Médio- EPSG Alexander Von Humboldt (1ª a 3ª série) terminou em 1998, fez o curso de aprendizagem industrial Eletricista de Manutenção (1997-1998). Universidade Bandeirantes do Estado de São Paulo (UNIBAN) – Curso de Engenharia Mecatrônica (5 anos).

Tempo na função de instrutora: 3 anos Região onde trabalha: Bairro Ipiranga, distrito localizado na região Sudeste do município de São Paulo.

1 Como surgiu a “vontade” ou “oportunidade” de seguir a carreira em escola.

2 Relato da sua experiência profissional, descrevendo a trajetória de ingresso na área educacional como instrutor.

Por ter estudado no SENAI, tinha uma referência, e via muitos engenheiros, e na faculdade estudava em grupo e percebia que tinha facilidade dos colegas me entenderem quando fazíamos atividades e exercícios juntos durante os cinco anos de faculdade e também fui monitor, aí, percebi que conseguia ensinar os colegas, mas nunca pensei em ser professor.

Quando terminei a faculdade, tinha um amigo que ministrava aulas no SENAI, e convidou- me para trabalhar como prestador de serviço no cargo de instrutor. Comecei acompanhando outro instrutor, e surgiu a oportunidade de conduzir uma turma no final de novembro de 2013. Após o período de prestador de serviços, assinei um contrato de

90 dias para continuar atuando como instrutor e foi prorrogado por mais três meses. Quando venceu o prazo do contrato por tempo determinado de cinco meses, nessa época, trabalhava em paralelo em uma empresa de fabricação de suporte para compressores de ar condicionado e refrigeração. Fiquei fora da escola de janeiro até novembro, pois não quis assumir um compromisso de ministrar aulas e não conseguir conciliar os horários, pois estava em outra atividade de trabalho. Preferi não renovar o contrato, porém, deixei claro que, no futuro, estaria à disposição. Chamaram- me novamente para ministrar aulas em cursos de boas práticas de refrigeração por 90 dias. Até hoje atuo como instrutor efetivo dos cursos de formação inicial e continuada, curso técnico em refrigeração e climatização e colaboro nos cursos de pós-graduação. 3 Relato da sua vivência como instrutor na prática docente, como, por exemplo, aplicação da metodologia, avaliação, didática e outras que julgar pertinentes.

Para mim, qualquer metodologia é nova, foi fácil a adaptação, o que a coordenadora pedagógica sugere, eu tento aplicar, às vezes, algumas fogem do meu entendimento, mas tento me colocar no lugar do aluno, peço ajuda a outros docentes, à coordenadora pedagógica, à orientadora educacional, utilizo literaturas da metodologia, como o livro Norteador das Práticas Pedagógicas. Tenho que fazer o meu melhor, pois vivo ser professor, então tenho que gostar e procurar leituras sobre ensino.

4 Como você encara os desafios de atuar como instrutor sem formação acadêmica de licenciatura ou Pedagogia? Destaque aspectos positivos e negativos.

Aspectos negativos – não saber lidar com determinadas situações, por exemplo, um aluno com muita dificuldade, um assunto muito fácil e não entendo porque o aluno não aprende. E agora? O que falta é ter um estudo de Psicologia. “Eu preciso ver o que você não está vendo”.

Aspectos positivos – muito motivador e gratificante o retorno dos alunos. A cada dia você tem turmas diferentes e você consegue formar bons profissionais, e você consegue passar conhecimentos para os alunos, e a

resposta é positiva, eles gostam, por afinidade. Se os alunos não gostam, fica mais difícil de aprender. O bom humor ajuda nas aulas.

5 A coordenação pedagógica acompanha suas aulas, aplicando feedback para melhoria? Se positivo, relate sua posição sobre a atividade.

A coordenação pedagógica acompanha, tem

feedback positivo, independente se é crítica

ou não, é positivo, pois melhoro a cada dia. O acompanhamento em aulas colabora na melhoria do desenvolvimento das aulas, e a orientadora educacional também colabora com relação aos alunos.

6 Na sua visão, existe uma contribuição da coordenação pedagógica no desenvolvimento de suas aulas? Explicite sua opinião.

Tem, com relação ao dia-dia, peço sugestão de como fazer, proceder com aluno, até que ponto estou sendo professor. Como devo abordar as situações, então, peço a opinião da coordenação pedagógica.

7 Descreva os desafios de realizar o planejamento de ensino.

O tempo disponível para desenvolver um planejamento de ensino melhor, o desafio maior é aplicar de acordo com que você planejou, para cumprir, por várias situações, você atrasa o planejado. A partir do tempo de experiência você planeja e replaneja melhor, a cada semestre faço melhor. Sempre atender o mínimo.

8 Como todo o trabalho pedagógico do coordenador e docentes impacta em resultados com os alunos? Relatar experiências positivas com alunos que participam da metodologia por competência e, se houverem experiências negativas, também.

A melhoria das aulas, a resposta dos alunos, “queriam ter mais tempo de aula”, a aula passa rápido, consigo motivá-los, porque melhorei a forma de atuar nas aulas, por trocar experiências com outros docentes, com a coordenação pedagógica, orientação educacional e bibliotecária. O que discordo eu filtro. Antes era mais impulsividade, hoje sinto que tenho mais controle e domínio em

lidar com os alunos sobre a pertinência dos assuntos das aulas.

9 Qual a sua sugestão para melhorar a colaboração da coordenação pedagógica? Deveria ter mais tempo em discutir a metodologia, e todos os docentes deveriam ler juntos e entrar num consenso, principalmente quando se fala em critérios de avaliação.

Comentários gerais (não obrigatório)

O que me motiva é lidar com situações novas, quando tem rotina perde a graça. Desafio os alunos, para que eles exijam mais de mim, sejam críticos e argumentem sobre o que são capazes.

Muito obrigada por sua participação!!!

ENTREVISTA 14 – DOCENTE 5

Dans le document Section 2. System/360 Basic Structure (Page 23-27)

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