No processo de formação educacional, as competências são trabalhadas de maneira adequada, sendo direcionadas ao conhecimento técnico, científico, ético e moral do indivíduo. Desta forma, a capacitação especializada trabalha com habilidades e competências específicas ao setor em que o ente está inserido. Buscar compreender essas instâncias inerentes de cada área se faz necessário para o melhor direcionamento do profissional ao mercado de trabalho, que se encontra cada vez mais dinâmico e competitivo.
Nesse sentido, como identificar as principais características de um profissional tão complexo como o turismólogo? Para responder deliberado questionamento, seria necessária uma análise mais profunda sobre o que de fato seria o Turismo, conceito esse ainda muito debatido entre teóricos e profissionais da área. "É preciso, em primeiro lugar, definir qual a concepção de turismo que orienta as propostas do curso" (Barreto; Tamanini & Silva, 2004, p. 76). Porém, buscar compreender e identificar as principais capacidades adquiridas na metodologia de especialização, mesmo sem definição clara sobre o universo, poderá trazer objetividade para o encaixe do profissional no ambiente mercadológico e ajudar no processo de autoconhecimento da profissão. Portanto, apresenta-se a seguir, no quadro 11, as habilidades e competências do bacharel em Turismo, segundo Ansarah (2002).
Quadro 11 – Competências e habilidades do bacharel em Turismo
Bacharel em Turismo
Aprender a aprender a ter uma ampla formação cultural; Ser criativo;
Prestar serviço de qualidade, dominar funções operacionais do setor de trabalho; Ser um líder e tomar decisões;
Ser um profissional com conhecimento teórico-prático a fim de satisfazer as necessidades da demanda;
Possuir capacidade de trabalho, espírito e participação comunitária, conhecimentos tecnológicos atualizados, profundos conhecimentos de relações públicas e saber vários idiomas.
Fonte: Elaboração própria a partir de Ansarah (2002, p. 41)
As capacidades dos turismólogos identificadas por Ansarah (2002) correspondem e vão ao encontro das características para tornar-se competente, conforme apresentadas por Fleury e Fleury (2001), que discorrem sobre competência profissional. As autoras enfatizam que a competência está relacionada a aspectos como: saber agir, saber se comunicar, saber aprender, saber mobilizar, ter visão estratégica e saber assumir responsabilidades. Esses
elementos exigem esforços diários para que sejam adquiridos e aprimorados, por se tratarem de qualificações e capacitações específicas que devem considerar a complexidade do mercado de trabalho.
Pequeno (2012) afirma que os cursos deveriam ser projetados para atender às necessidades de diferentes formas e áreas de trabalho, que proporcionassem habilidades e competências específicas aos futuros bacharéis e licenciados, assim como acontece no curso de Turismo. Porém, ressalta que generalizações e amplitude do estudo podem torná-lo superficial, pois há pouca profundidade de conhecimento em determinada área: sabe-se um pouco sobre tudo, no entanto não existe especialização. Nesta perspectiva, manter o equilíbrio entre o geral e o especifico não é tarefa fácil, visto que elaborar uma estrutura curricular que proporcione habilidades e competências, que atendam às exigências do mercado de trabalho versus a compreensão reflexiva sobre o fenômeno, acarreta impasses entre os anseios dos teóricos e as necessidades dos empresários.
Por esse ângulo, Barreto (2001) explica a necessidade de se criar diferentes modelos de profissionais em Turismo, frente às expectativas acadêmicas e empresarias da atividade.
Provavelmente, num futuro próximo, deva haver cursos diferentes para pelo menos quatro tipos de profissionais de turismo: o planejador, um criador de formação eclética capaz de abranger a complexidade do fenômeno turístico (que seria formado com os currículos atuais dos cursos), um administrador de empresas de turismo, com uma formação particular orientada para a empresa privada o mercado, a mão de obra técnica especializada, treinada para realizar um trabalho de bom nível, e os pesquisadores das diversas ramas [sic] que decidam centrar suas questões no turismo (Barreto, 2001, p. 148).
Assim, nota-se que o estudo do fenômeno percorre diferentes abordagens metodológicas que ajudam a construção de um perfil competente. Todavia, pela amplitude do conhecimento da área, as competências e habilidades desses especialistas acabam por não serem identificadas com clareza, o que diz respeito tanto ao profissional de Turismo quanto às organizações que os absorvem. Portanto, para identificar as capacidades que compreendem o turismólogo, deve-se considerar três aspectos-chave que determinam o trabalhador competente – o conhecimento técnico, a habilidade e a atitude do CHA.
Destacam-se, aqui, os elementos das diretrizes curriculares do curso de Turismo, que estabelecem relação direta com os componentes do CHA, compreendendo que as competências do turismólogo estão descritas nas Diretrizes impostas pelo MEC 2006. Os
autores Bridi; Marinho e César (2010) evidenciaram três categorias que foram estabelecidas pelo órgão supracitado, a saber: o primeiro componente intitula-se cognitivo-reflexiva e está relacionado ao conhecimento; o segundo é atitudinal-comportamental, associado à atitude; e o terceiro chama-se cognitivo-operacional, correspondendo às habilidades, apresentados no quadro 12 a seguir.
Quadro 12 – Competências e habilidades previstas para o curso superior de Turismo
Cognitivo-Reflexiva Atitudinal-Comportamental Cognitivo-Operacional I – Compreensão
· Conhecer as políticas nacionais e regionais do turismo
I – Consideração das políticas sobre o turismo
II – Utilizar a metodologia adequada · Planejar ações turísticas IV – Detectar área de novos
negócios
· Domínio de técnicas
VIII – Intervir de forma positiva
IV – Atitude proativa VI – Aplicação da legislação; VII –Planejamento; · Executar projetos Estratégicos
IX – Classificar conforme critérios VIII – Atitude colaborativa; Construtiva
X – Capacidade de avaliar e Selecionar
XV – Manejo de recursos tecnológicos
Fonte: Elaboração própria a partir de Bridi, Marinho e César (2010)
As competências e habilidades previstas para os cursos de Turismo vão desde faculdades de natureza simples, que demandam dedicação e interesse por parte do profissional para apreendê-las, como conhecer as políticas nacionais e regionais do turismo, até atividades mais complexas, como o planejamento de ações turísticas e a execução de projetos estratégicos. De acordo com as diretrizes, esses especialistas estão aptos a exercerem funções, dentro das organizações, que ultrapassam setores operacionais. Além disso, ademais, no quadro 13 apresentam-se alguns elementos das Diretrizes Curriculares que estabelecem relação direta com o CHA.
Quadro 13 – Competências do turismólogo com ênfase no CHA, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Turismo
Conhecimento Técnico Habilidade Atitude
Domínio das técnicas
indispensáveis ao planejamento e à operacionalização do Inventário Turístico, detectando áreas de novos negócios e de novos campos turísticos e de permutas culturais;
Domínio e técnicas de planejamento e operacionalização de estudos de viabilidade econômico- financeira para os empreendimentos e projetos turísticos;
Domínios de técnicas relacionadas com a seleção e avaliação de informações geográficas, históricas, artísticas, esportivas, recreativas e de entretenimento, folclóricas, artesanais, gastronômicas, religiosas, políticas e outros traços culturais, como diversas formas de manifestação da comunidade humana;
Demonstrar conhecimentos científicos e práticos da gestão do lazer aplicado ao turismo.
Utilização de metodologia adequada para o planejamento das ações turísticas, abrangendo planos, programas e projetos, com os eventos locais, regionais, nacionais e internacionais;
Comunicação interpessoal, intercultural e expressão correta e precisa sobre aspectos técnicos específicos e da interpretação da realidade das organizações e dos traços culturais de cada comunidade ou segmento social;
Domínio de diferentes idiomas que ensejem a satisfação do turista em sua intervenção nos traços culturais de uma comunidade ainda não conhecida;
Habilidade no manejo com a informática e com outros recursos tecnológicos.
Utilização de recursos turísticos como forma de educar, orientar, assessorar, planejar e administrar a satisfação das necessidades dos turistas e das empresas, instituições públicas ou privadas, e dos demais segmentos populacionais;
Integração nas ações de equipes interdisciplinares e multidisciplinares, interagindo criativamente face aos diferentes contextos organizacionais e sociais; Emprego dos conhecimentos específicos, da terminologia turística e adequado desempenho técnico-profissional, com humanismo, simplicidade, segurança, empatia e ética.
Fonte: Elaboração própria a partir da Resolução CNE/CES 13 (2006)
Assim, há o total de dezenove elementos que englobam as competências do profissional em Turismo, segundo a Resolução nº 13 (2006). Das dezenove, foram retiradas as amostras que melhor se adequam às categorias do CHA (conhecimento técnico, habilidade e atitude). Observa-se que as Diretrizes destacadas correspondem às capacidades específicas do turismólogo, no entanto não se apresentam de maneira clara e são demasiadas, dificultando o entendimento. Hoener e Sicart (2003) assinalam, ainda, a ausência de uma adequada identificação e descrição do fenômeno turístico, em termos de seu aspecto organizativo e estruturado da atividade. Por exemplo, a Diretriz que se encaixa na categoria de conhecimento técnico, que diz respeito ao domínio e técnicas de planejamento e operacionalização de estudos de viabilidade econômico-financeira para os empreendimentos e projetos turístico.
Essa diretriz se apresenta abrangente, sem especificações que são necessárias à sua compreensão, não deixando aparente quais os métodos e processos para se obter técnicas na execução de um planejamento turístico. “Toda essa diversidade, amplitude de atuação e flexibilidade parecem se traduzir na dificuldade de aquisição de uma formação de saberes e competências específicas relacionadas à atuação profissional.” (Pimentel & Paula, 2014, p. 59). Assim, acaba impondo restrições ao entendimento sobre as verdadeiras capacidades do
bacharel em Turismo, uma vez que são informações generalistas que não descrevem a construção da identidade do especialista.
Outro exemplo da Diretriz, também voltada ao conhecimento técnico, descreve uma das competências da seguinte forma: domínios de técnicas relacionadas com a seleção e avaliação de informações geográficas, históricas, artísticas, esportivas, recreativas e de entretenimento, folclóricas, artesanais, gastronômicas, religiosas, políticas e outros traços culturais, como diversas formas de manifestação da comunidade humana.
Nessa passagem, verifica-se que além da falta de especificidade sobre as técnicas adquiridas, há uma exigência de conhecimentos que demanda tempo significativo para que sejam absorvidos. As autoras Barreto; Tamanini e Silva (2004) explicam que, se fossem somadas as carreiras paralelas que o suposto “profissional de turismo” deveria cursar para ter o perfil desejado pelo MEC, o estudante em formação deveria ficar na universidade durante um período mínimo de quinze anos. Assim sendo, o reconhecimento da identidade do turismólogo torna-se uma incógnita até mesmo para o próprio trabalhador. Transcrever as competências de maneira objetiva e específica não oferece lacunas para questionamentos voltados ao conhecimento do especialista e suas capacidades.
Outro exemplar da Diretriz, que faz alusão à categoria de habilidade, explica que uma das habilidades adquiridas pelos profissionais em Turismo é a polivalência em diversos idiomas que atendam às necessidades dos turistas, conforme explicitado no seguinte trecho: domínio de diferentes idiomas que ensejem a satisfação do turista em sua intervenção nos traços culturais de uma comunidade ainda não conhecida. Nas grades curriculares dos cursos de graduação em Turismo, estão incluídas ao menos duas disciplinas em língua estrangeira, divididas por módulos, ao passo que algumas apresentam mais ofertas de forma optativa, como no caso da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Quadro 14 – Conteúdo específicos obrigatório da grade curricular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Código Nome CH
LEM 7001 Língua Inglesa I 60
LEM 7002 Língua Inglesa II 60
Quadro 15 - Componentes Curriculares Optativos
Código Nome CH
LEM2020 Inglês para fins acadêmicos I 60
LEM2021 Inglês para fins acadêmicos II 60
LEM4036 Língua Espanhola I 60
LEM4037 Língua Espanhola II 60
LEM3001 Língua Francesa I – Básico I 60
LEM3002 Língua Francesa II – Básico II 60
Fonte: Elaboração própria a partir de UFRN (2015, p. 13)
De acordo com os componentes curriculares das universidades e o composto das Diretrizes do Ministério da Educação, o profissional em Turismo, durante a formação, está apto para desempenhar habilidades em língua estrangeira após a conclusão do curso. No entanto, observam-se falhas no processo de qualificação referente ao assunto, pois muitas das disciplinas não correspondem às necessidades de habilidades linguísticas do turismólogo, sendo este um fator significativo para a sua inserção no mercado de trabalho.
Para ter sucesso no mercado de trabalho atual, os alunos devem adquirir o maior número de competências possíveis. E a maioria das competências importantes para futuros gestores do turismo são, obviamente, as habilidades de comunicação, tanto da sua nativa linguagem e em pelo menos uma língua estrangeira. (Klimova, 2014, p. 438)
Geralmente, são disciplinas voltadas ao ensino instrumental, relacionadas à interpretação e à compreensão de textos, que são aprendizagens básicas para um profissional com necessidades complexas. Portanto, os exemplos apresentados demonstram fragilidades que dificultam o reconhecimento do especialista em Turismo, no contexto em que suas habilidades, conhecimentos técnicos e atitudes acabam sendo apresentados de maneira implícita nos documentos elaborados pelos próprios turismólogos.
Ainda de acordo com a autora Seixas (2015), os Currículos do curso de Turismo bem como as Diretrizes devem proporcionar uma formação voltada ao contexto atual da sociedade, buscando formar profissionais com as seguintes habilidades e competências:
Com compreensão sistêmica e visão global, capaz de interpretar o contexto social, político, econômico e cultural onde está inserido; Aptos a atuar em mercados em transformação permanente e sob
critérios de alta competitividade;
Habilitados para elaborar e gerir ações turísticas através de projetos, planos ou programas;
Metodologicamente preparados para o planejamento e a execução de projetos e programas estratégicos;
Hábil em construir relacionamentos de longo prazo, de articular redes de colaboradores, de trabalhar em equipe e de manter atitudes integradoras;
Atuar como agente de mudanças. Imbuídos de valores éticos e espírito crítico para fomentar e difundir em cada uma de suas ações profissionais, o respeito pelo ser humano e a promoção incondicional do bem estar e da qualidade de vida nas localidades onde atuar. (Seixas, 2015, p. 67)
Assim, a academia deve qualificar os futuros diplomados com capacidades que vão além do conhecimento técnico. Quando se discorre sobre a habilidade do bacharel em Turismo em atuar como agentes de mudanças, imbuídos de valores éticos e espirito crítico, relaciona-se ao aspecto humanístico da situação; o turismo se configura como fenômeno de intrínseca interação humanística, envolvendo diferentes atores em um ciclo contínuo. “Esse ciclo complexo que tem no humano o elemento fundante do turismo, é permanente, alimentando e sendo retroalimentado pela interrelação de seus atores, serviços, equipamentos, produtos” (Bridi, 2015, p. 59). Nesse sentido, ainda segundo Bridi (2015), as competências do bacharel em turismo necessitam estar atreladas aos saberes e fazeres técnicos, éticos e morais que competem ao universo. Portanto, o referido autor elenca uma série de competências e habilidades essenciais a um profissional em turismo, representados no quadro 16, ademais.
Na visão de Bridi, o turismo deve ser compreendido a partir da relação humanística que o integra, priorizando as relações que fazem parte do universo, para posteriormente poder gerar benefícios mútuos aos atores envolvidos. Manter a relação entre os saberes e os fazeres buscando o entendimento da dinâmica social, cultural, política e econômica do fenômeno, torna-se relevante na elaboração de um arcabouço teórico para o turismo e no desenvolvimento pleno da atividade turística. No entanto, compreende-se também que o aspecto econômico é um dos elementos fundantes da atividade turística; a qual “nos últimos anos tem sido de extrema importância no que diz respeito ao desenvolvimento e crescimento da economia mundial” (Dias e Montanheiro, 2003, p.11). Dessa forma, buscar o equilíbrio na formação do bacharel em turismo, visando às diversas instâncias que o compreende, gera dificuldades na interpretação das habilidades e competências por parte de teóricos, bacharéis e empregadores.
Quadro 16 – Competências requeridas ao turismólogo, considerados conceitos de turismo.
Saberes Fazeres
O fenômeno turístico caracteriza-se essencialmente por sua complexidade inscrita na sua natureza multidimensional.
O fenômeno turístico está estreitamente associado ao contexto em que se insere e, nesse sentido, o conceito de turismo vem sendo redimensionado em seu percurso histórico. O percurso da “viagem” ao “turismo”, ao
mesmo tempo em que reflete mudanças contextuais de diferentes ordens, encerra um percurso de natureza também conceitual. O objeto do turismo é o homem em
deslocamento movido pela pulsão do conhecer/viver o Outro, pela “pulsão de errância”.
É na/pela dimensão do humano do turismo, que está em jogo a pulsão do conhecer, os desejos, os sonhos, as relações de acolhimento, a (re)constituição de territórios simbólicos; que o turismo torna possível a aprendizagem e a transformação.
A atividade turística é permeada de objetividade e subjetividade
O acolhimento é constitutivo do turismo. O ciclo complexo que tem no humano o
elemento fundante do turismo, é permanente, alimentando e sendo retroalimentado pela interrelação de seus atores, serviços, equipamentos, produtos, estes, por sua vez, atrelados a contextos sociais, políticos, culturais, ambientais, administrativos, filosóficos psicológicos, entre outros.
Apesar da multiplicidade de definições de diferentes estudiosos e épocas, pode-se perceber a ênfase no enfoque econômico, em detrimento de outros aspectos que poderiam servir como vetores à atividade.
Assim como outras áreas, o turismo vem sofrendo influência direta das inovações tecnológicas.
Considerar, na concepção, proposição e implementação de políticas e ações públicas e privadas, bem como na concepção e oferta de serviços e produtos, a complexidade do fenômeno turístico em sua multidimensionalidade.
Manter-se atento à dinâmica conjuntural e/ou estrutural do contexto social, econômico, cultural e político em que se insere o turismo.
Manter-se atento às mudanças do perfil do turista em seu processo histórico e às implicações relacionais e organizacionais delas decorrentes
Empreender processo de atualização permanente em relação aos conhecimentos produzidos sobre turismo, ampliando a compreensão sobre o fenômeno em sua historicidade e complexidade e transformando esse processo em requisito indispensável à atuação profissional
Interrelacionar conhecimentos de diferentes áreas com que o turismo estabelece interface e convergir o interrelacionamento para a prática profissional
Valorizar e integrar o Sujeito, na concepção e oferta de produtos e serviços turísticos
Conceber e implementar a prática turística permeada pelo acolhimento
Criar/ampliar condições para potencializar a capacidade inerente ao turismo de tornar possível ao turista a aprendizagem, a transformação
Identificar/criar, com base na evolução conceitual do turismo, novos espaços e campos de atuação profissional Integrar os novos conhecimentos produzidos no desenvolvimento de atividades em equipes multiprofissionais
Utilizar adequadamente as inovações e tecnologias da informação de modo a poder gerar benefícios para a atividade em si, para os equipamentos e, principalmente, para os sujeitos envolvidos
Inverter a lógica da geração de recursos financeiros para as organizações turísticas, atrelando resultados também à priorização da dimensão humana do turismo.
Fonte: Bridi (2015, p. 60 – 61)
Atualmente, conhecer as competências que regem o trabalhador tornou-se prioridade para os gestores na hora da contratação. Grande parte deles estabelecem critérios comportamentais e técnicos que norteiam suas decisões, no momento da inserção e da manutenção do profissional nas organizações. “Realizar a análise baseada em competência complexa assumiu um desenvolvimento do modelo multinível de competências administrativas e habilidades profissionalmente significativas para vários grupos de altos cargos” (Fakhrutdinova, Yurieva, Burganova & Yurieva, 2015, p. 1065). Nessa direção,
apresentar as capacidades dos especialistas de forma objetiva passa a ser importante, tanto para os gestores, os educadores quanto para os educandos, pois ajuda no processo de reconhecimento deste último grupo no mercado de trabalho.
3 CONSIDERAÇÕES METODOLÓGICAS
No intuito de estabelecer a compreensão sobre os procedimentos aplicados para obtenção das respostas aos objetivos propostos, apresenta-se a estrutura metodológica da pesquisa, visando esclarecer os métodos de análise utilizados, e como estes se adequam ao estudo. De início, apresenta-se os aspectos epistemólogicos da pesquisa (3.1), com o intuito de relacionar os campos paradigmáticos que a compõe.
Em seguida, apresenta-se a tipologia da pesquisa (3.2), o norteador do processo metodológico. No tópico seguinte, estabelecem-se o universo, a amostra e a população correspondente a tal, nos quais apresenta-se os atores, as instituições e os estabelecimentos que a constituem (3.3). No quarto item, expõe-se a metodologia utilizada para a coleta de dados; o instrumento de pesquisa e os procedimentos técnicos aplicados (3.4). Posteriormente, aponta-se a análise dos dados cujo tratamento foi realizado a partir das categorias de análise. Sendo assim, na presente subseção abordam-se as considerações metodológicas da pesquisa, envolvendo as etapas do estudo.