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As doenças cardiovasculares, pela sua grande abrangência e graves consequências podem ser consideradas como um problema de saúde pública, no qual todos os profissionais de saúde têm obrigação de intervir na sua prevenção e redução.

A evolução da tecnologia conduziu a grandes progressos na área da saúde, permitindo que os métodos de diagnóstico, acompanhamento e tratamento sejam mais eficazes e rápidos, possibilitando que todo o tratamento e seguimento sejam realizados com uma maior qualidade, segurança e eficácia. Os objetivos em saúde tornam-se mais ambiciosos: prolongar

Categoria Sistólica Diastólica

Ótima <120 e <80

Normal 120-129 e/ou 80-84

Normal Elevada 130-139 e/ou 85-89

Hipertensão Grau 1 140-159 e/ou 90-99

Hipertensão Grau 2 160-179 e/ou 100-109

Hipertensão Grau 3 ≥ 180 e/ou ≥ 110

Hipertensão Sistólica Isolada

a vida ativa, reduzir e retardar as morbilidades para o fim da vida e melhorar a qualidade da mesma são hoje os objetivos pelos quais se lutam.

Em Portugal, existe uma elevada prevalência dos fatores de risco das doenças cardiovasculares, sendo importante não só evitar a “perda da saúde” como também a sua recuperação. Num país com uma forte tradição cultural nos hábitos alimentares, entre outros, é difícil a implementação de certos hábitos. Hoje em dia, a maior parte da população conhece os conceitos de vida ativa e hábitos saudáveis de alimentação e mesmo assim, recusa-se a introduzir estas alterações no seu quotidiano. O controlo periódico dos níveis de colesterol e açúcar no sangue, a cessação tabágica, a redução do consumo de álcool, a realização de exames regulares obrigatórios de controlo ainda são alguns conceitos que apesar de conhecidos não são cumpridos pela população portuguesa.

É importante que não só os hospitais ou centros de saúde, exerçam um papel educativo da população mas também os outros profissionais de saúde não diretamente relacionados com estes meios, de forma a ajudar cada cidadão a adaptar um estilo de vida saudável dentro do seu próprio estilo de vida.

O farmacêutico comunitário exerce um papel muito importante no seguimento e intervenção juntos dos pacientes com risco cardiovascular. A posição privilegiada em que se encontram nas farmácias juntos da população, permite que estes sejam os profissionais de saúde mais próximos do paciente, permitindo-lhes atuar de forma mais direta nos principais problemas que se identificam nestes doentes. Cabe ao farmacêutico ter um papel ativo na assistência ao doente, na dispensa e seguimento farmacoterapêutico, cooperando de forma dinâmica com os outros profissionais de saúde, com o único e principal objetivo de proporcionar qualidade de vida ao paciente. No entanto não é só no doente que o farmacêutico pode atuar, este deve dar importância também a outros grupos e faixas etárias. Um dos locais de atuação na implementação dos hábitos de vida saudável poderá ser nas escolas pois é na adolescência que se iniciam muitos dos comportamentos de risco, sendo portanto um local primordial de educação da população. Os locais de trabalho poderão também ser espaços de sensibilização para a adoção de comportamentos que não coloquem em risco a saúde: a importância de um menu de alimentação saudável nas cantinas das empresas e a presença de ginásios dentro dos locais de trabalho são conceitos que começam a surgir em alguns países, facilitando à população ativa e ocupada um estilo de vida mais saudável.

A implementação de estratégias de mobilização geral da sociedade para a promoção e preservação da saúde, através da educação, informação e formação dirigida, em termos gerais, a todos os grupos etários e profissionais deve ser uma preocupação dos farmacêuticos, enquanto peças importantes da sociedade na manutenção e preservação da saúde!

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52. Estudo dos dados dos farmacêuticos do Observatório de Empregabilidade da Ordem dos

Farmacêuticoshttp://www.ordemfarmaceuticos.pt/scid//ofWebInst_09/defaultCategoryView

ANEXOS

1-RESULTADOSOBTIDOSNAREALIZAÇÃODORASTREIO

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