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PROCESSUS DE PRISE EN CHARGE INITIALE D’UN CAS SUSPECT IDENTIFIÉ 3.1 Abréviations

Procédure Opératoire Normalisée (PON 21)

DANS LES STRUCTURES SCOLAIRES

8. PROCESSUS DE PRISE EN CHARGE INITIALE D’UN CAS SUSPECT IDENTIFIÉ 3.1 Abréviations

Filho de Flontez, Tulísio tem 13 anos de idade e frequenta a sétima série do ensino fundamental da E.E.P.G. Dr. Edgard Gonçalves Andrade Figueira. Antes estudou os quatro primeiros anos do ensino básico na escola do Parque Los Angeles. Mora com a mãe, e os pais estão em processo de separação. Assim, divide seu ambiente de frequência entre as diferentes residências, de sua avó, Maíra, e sua mãe.

No período da tarde Tulísio ajuda seus familiares do lado paterno que trabalham com reciclagem do lixo recolhido pelas ruas. Apesar de tais atividades não considera a ajuda na reciclagem como um trabalho. Aparentemente goza de boa saúde, sem apresentar nenhum sinal de doenças oportunistas.

Flontez não tem lembranças sobre qualquer informação que eventualmente possa ter recebido da escola sobre o tema ambiental, pelo menos quando indagado especificamente com relação

a tais questões. Talvez tenha obtido algum dado não exatamente com as mesmas denominações, isto poderá ser conferido mais adiante nesta análise.

Estimulado sobre quais informações têm recebido através da escola em relação ao meio ambiente, afirmou... “Que não era para eu destruir as flores, não botar fogo no mato, não matar cachorro, gato e jogar na represa”. Tais informações recebidas através de seus professores identificam uma preocupação dúbia: ora pode representar uma relação com as questões de comportamento destrutivo, portanto de correção de atos de violência, ora pode significar uma preocupação indireta pelo que possa representar tanto a melhora da qualidade das águas da represa.

Ainda indagado sobre se tais informações teriam relação com a higiene (saneamento), responde outras questões mais afetas diretamente à sua saúde pessoal... “Depois de ir ao banheiro tem que lavar as mãos com água e sabão”.

Tulísio apresenta grandes dificuldades para sair do círculo de respostas inibidas. As respostas apresentadas é como se estivessem sido previamente treinadas e sem nenhum conteúdo criativo. Com informações “vazias”, apesar de espaços de tempo que pudessem estar estimulando uma participação mais elaborada, ficava à disposição de outras perguntas “fechadas” para dar respostas também “fechadas”. Apesar de nitidamente não se apresentar como desinteressado, pois sua postura pessoal identificava certo interesse pela entrevista, suas respostas evasivas eram repetitivas.

Indaguei sobre seu processo de aprendizagem ou de recepção de informações fora da escola, ao que responde sobre o caráter imediatista: “Lá do lado da minha casa tinha um cara que

jogava lixo no bueiro, aí entupiu o bueiro e a água subia tudo para a calçada da minha casa, aí minha mãe falou para o homem e ele parou de fazer isso”. Em outras palavras, as informações transmitidas por Tulísio além de mecânicas não se postam ativas diante das questões que se apresentam demonstrando estar longe de se considerar consciente sobre qualquer informação até então recebida.

Relacionando prováveis respostas a serem emitidas por Tulísio, provoquei novamente sobre questões afetas ao saneamento ambiental, mais especificamente sobre a sua percepção quanto

à qualidade ambiental da represa Billings, ao que informa “...jogaram muito lixo nela, ela está poluída, tem muito aguapé, tem esgoto que vai direto para represa! É por isso que ela fica poluída e tem mau cheiro”. Tais respostas podem estar identificando que sua avó, Maíra, pode ter denunciado antecipadamente sobre algumas questões afetas ao processo da pesquisa, talvez estimulada por grande curiosidade. Por outro lado, se isso ocorreu, não há por que deixar de identificar a noção de passagem e influência intergeracional de informações para a formação de consciências, porém sem ter como medir tais afirmações.

Quando percebi tais respostas “automáticas”, abordei de forma levemente diferente as mesmas questões elencadas no roteiro da entrevista. Nesse sentido indaguei sobre algum problema que ele consiga observar sobre o meio ambiente e o mal causado percebido no Parque Los Angeles, mais especificamente na zona urbana, ao que responde: “não sei!”.

As informações desconexas apresentadas por Tulísio identificam claramente dificuldades em participar efetivamente do processo de ensino escolar. Já na sétima série do ensino fundamental, tal crivo de informações pode identificar significativa incoerência e a falta de correlação das informações (e interesse) obtidas ao longo de sua trajetória escolar. Talvez o que possa responder tal questão possa estar relacionado à falta de provas eliminatórias para a alteração do grau escolar. Em outras palavras, pode significar estar frequentando um grau de ensino sem estar necessariamente adaptado e preparado condicionalmente.

A falta de conexão nas informações apresentadas pelo entrevistado aparece quando o mesmo discorre, sobre a relação de importância do meio ambiente e o desenvolvimento do emprego: “Porque nós não podemos poluir; porque podemos trazer doenças para nós”. Indiretamente Tulísio pode estar expressando que necessariamente todo trabalho polui, o que não corresponde à verdade.

As respostas continuamente apresentadas pelo pesquisado em função da relação ao cativeiro de animais, são curtas e de extrema “objetividade”. Não concorda com animais presos e conhece alguns animais existentes nas florestas locais.

Acredita que o ser humano, especialmente a própria comunidade local, a grande responsável pelos problemas causados ao meio ambiente. Por outro lado, também defere quando

estimulado certa importância aos governos, as ONGs, igreja, comércio e indústrias pelas responsabilidades de cunho ambiental.

Perguntado sobre seus hábitos alimentares responde que “come de tudo”. Essa resposta identifica prontamente a falta de busca por respostas mais contundentes, criativas e pelo menos quotidianas, pois se “come de tudo”, isso pode representar um pobre cardápio repetitivo, pois é o que se coloca diariamente à mesa. O empobrecimento da família pode identificar que o cardápio seja muito simples para trazer qualquer outra modalidade de opções.

Participa da compra de bens alimentícios sem ter qualquer consciência ambiental sobre os impactos que esses alimentos possam causar à saúde dos que consomem pois... “ Eu compro muito arroz, feijão e não compro muita besteira”. Compra às vezes alguns enlatados e óleos sem ter a mínima noção sobre os transgênicos.

Nunca participou de atividade ambiental patrocinada por ONGs que atuam localmente, ou mesmo os eventos articulados pelas associações locais.

Tulísio termina sua participação na entrevista através de apresentação de informações continuamente pouco comprometidas com o meio ambiente em que vive. Tais informações dadas pelo entrevistado carecem de contextualidade e interesse por assuntos afetos ao meio ambiente. Mesmo assim depõe que é importante que os novos jovens possam obter informações ambientais e participar mais efetivamente da vida do bairro.