Manifestations des ondes p´ eriodiques : perturbations et chocs dispersifs
2. Discr´ etisation du syst` eme d’´ EDP par diff´ erences finies
3.2. Perturbation co-p´ eriodique
4.1.2. Probl` eme de Gurevich-Pitaevskii
Entende-se, por comunicação, algo que vai além do mero fluxo de informações, ou de mensagens, entre sujeitos e que ultrapassa o campo da subjetividade, para atingir uma dimensão ecossistêmica. A comunicação acontece no todo (BAPTISTA, 2018a). Tem-se, assim, o conceito de comunicação-trama, uma abordagem complexa, que engloba uma série de fatores que interferem, conduzem e transversalizam formas comunicacionais nas mais diversas áreas. O termo foi cunhado por Maria Luiza Cardinale Baptista, nos estudos da Comunicação, e, posteriormente, levado à área do Turismo, com os conceitos Sujeito-Trama e Turismo-Trama.
Para esta pesquisa, portanto, considera-se o seguinte conceito de comunicação:
Comunicação é interação de sujeitos, através do fluxo de informações entre eles, numa espécie de trama-teia complexa, composta tanto de elementos visíveis quanto invisíveis, corporais e incorporais, significantes e a- significantes, podendo ser ou não mediada por dispositivos tecnológicos, na constituição de algo como um campo de força de encontro de energias, decorrente dos universos de referência de cada sujeito envolvido. Quer dizer, encontro de universos de sujeito, universos subjetivos. (BAPTISTA, 2000, pp. 33-34).
Em coerência com esse pensamento, estudos do Programa de Pós- Graduação em Ciências da Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (PPGCCOM-UFAM8) trazem reflexões sobre a expressão Ecossistemas Comunicacionais, termo que remete à indissociabilidade entre natureza, sociedade e tecnologia. Na visão de Pereira (2011), para ver a comunicação do ponto de vista ecossistêmico, é preciso entender que a comunicação não é um fenômeno isolado, que está em um espaço. Este espaço, por sua vez, é composto por uma rede de diferentes sistemas, que dependem um do outro para existir.
Tem-se, assim, uma visão ampla, complexa, ecossistêmica, que resulta na dimensão trama. É importante mencionar, no entanto, que a compreensão desse conceito resulta de um processo. Isso se dá desde sua etimologia – do sentido literal da palavra –, e de seu conceito – como das próprias teorias da comunicação e do modo como estas foram avançando, conforme estudos de pensadores da área.
8 Ecossistemas Comunicacionais é a área de concentração do PPGCCOM-UFAM. Esse conceito vem
Sendo assim, para compreender melhor o sentido de comunicação, partiu se, primeiramente, do sentido literal. Por exemplo, n
encontrou-se: “Ato ou efeito de comunicar(
a recepção de mensagens entre o transmissor e o receptor, através da linguagem oral, escrita ou gestual, por meio de sistemas conven
símbolos”.
Essas definições são similares às de
onde a palavra comunicação está assim definida: “[...] derivada do latim communicare, significa tornar comum, partilhar, repartir, associar, trocar opiniões, conferenciar”. Avançando um pouco, no sentido de compreender o termo, resgata a fala de Sodré (2001, p.11), no momento em que ele caracteriza a comunicação como “[...] ação de pôr em comum tudo aquilo que, social, política ou existencialmente, não deve permanecer isolado”.
Nas primeiras teorias desse campo do conhecimento, percebe
sentido de comunicação era bem restrito, tratado como informação, ou mensagem, que sai de um sujeito emissor e chega até um receptor. A figura
tríade, que ainda compõe esquema que é bastante conhecido.
Fonte: Rabaça e Barbosa (2001, p. 160)
Os autores apresentam também outros esquemas para representar o processo comunicacional (RABAÇA; BARBOSA, 2001). É interessante observar como essas representações foram avançando, conforme os pesquisadores acreditavam e verificavam elementos diferentes no
todas as ilustrações envolvem esquemas rígidos, a maioria com setas ou traços lineares, para demonstrar o movimento.
Além do sentido etimológico da palavra e de algumas representações para o conceito, é interessante observar c
comunicação também foram avançando, com estudos e pesquisas e, assim, Sendo assim, para compreender melhor o sentido de comunicação, partiu se, primeiramente, do sentido literal. Por exemplo, no Dicionário online M
se: “Ato ou efeito de comunicar(-se)”, e “Ato que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre o transmissor e o receptor, através da linguagem oral, escrita ou gestual, por meio de sistemas convencionados de signos e
Essas definições são similares às de Rabaça e Barbosa (2001, pp. 155
onde a palavra comunicação está assim definida: “[...] derivada do latim , significa tornar comum, partilhar, repartir, associar, trocar opiniões,
ndo um pouco, no sentido de compreender o termo, resgata a fala de Sodré (2001, p.11), no momento em que ele caracteriza a comunicação como “[...] ação de pôr em comum tudo aquilo que, social, política ou existencialmente, não deve permanecer isolado”.
Nas primeiras teorias desse campo do conhecimento, percebe
comunicação era bem restrito, tratado como informação, ou mensagem, que sai de um sujeito emissor e chega até um receptor. A figura
tríade, que ainda compõe esquema que é bastante conhecido. Figura 8 – Tríade da comunicação
Fonte: Rabaça e Barbosa (2001, p. 160)
Os autores apresentam também outros esquemas para representar o processo comunicacional (RABAÇA; BARBOSA, 2001). É interessante observar como essas representações foram avançando, conforme os pesquisadores acreditavam e verificavam elementos diferentes no processo. Mesmo assim, quase todas as ilustrações envolvem esquemas rígidos, a maioria com setas ou traços lineares, para demonstrar o movimento.
Além do sentido etimológico da palavra e de algumas representações para o conceito, é interessante observar como algumas das chamadas teorias da comunicação também foram avançando, com estudos e pesquisas e, assim, Sendo assim, para compreender melhor o sentido de comunicação, partiu-
o Dicionário online Michaelis, se)”, e “Ato que envolve a transmissão e a recepção de mensagens entre o transmissor e o receptor, através da linguagem cionados de signos e
Rabaça e Barbosa (2001, pp. 155-156), onde a palavra comunicação está assim definida: “[...] derivada do latim , significa tornar comum, partilhar, repartir, associar, trocar opiniões, ndo um pouco, no sentido de compreender o termo, resgata-se a fala de Sodré (2001, p.11), no momento em que ele caracteriza a comunicação como “[...] ação de pôr em comum tudo aquilo que, social, política ou
Nas primeiras teorias desse campo do conhecimento, percebe-se que o comunicação era bem restrito, tratado como informação, ou mensagem, que sai de um sujeito emissor e chega até um receptor. A figura 8 representa essa
Os autores apresentam também outros esquemas para representar o processo comunicacional (RABAÇA; BARBOSA, 2001). É interessante observar como essas representações foram avançando, conforme os pesquisadores processo. Mesmo assim, quase todas as ilustrações envolvem esquemas rígidos, a maioria com setas ou traços
Além do sentido etimológico da palavra e de algumas representações para o omo algumas das chamadas teorias da comunicação também foram avançando, com estudos e pesquisas e, assim,
ampliando a compreensão desse fenômeno das Ciências Sociais. Algumas das teorias são: a Funcionalista, que verifica o papel (ou função) da mídia na so
a Teoria Hipodérmica, em que toda mensagem veiculada pela mídia é aceita pelo receptor que, neste caso, é passivo; a Teoria da Persuasão, em que um grupo de pessoas reage diferentemente a cada mensagem; Teoria Culturológica, que estuda a cultura das massas, determinando seus aspectos antropológicos mais relevantes; a Teoria Crítica, com análise do sistema da economia de troca e da mídia como instrumento de influência social. Dessa última teoria, destaca
indústria cultura que, entre
reproduzida tecnicamente, como produto de consumo de massa. (MATTELART; MATTELART, 2009; SOUSA, 1995; WOLF, 2008;).
A partir de 1980, parece que há certa abertura para outras visões, ampliação do desenvolvimento de trabalhos com análises sobre a interação entre recepção e comunicação, busca por novas maneiras de compreender o social e também a “singularidade-indivíduo” (SOUSA, 1995, p. 26), conduzindo, assim, para novos conceitos.
Mais recentemente,
Filho (2004, 2013), que trazem ideias relevantes em relação à comunicação e também quanto à representação do processo comunicacional. Enquanto alguns autores se referem ao modelo
MARTÍN-BARBERO,1995),
“impossível”. O autor explica que a emissão não supõe necessariamente uma recepção, de maneira que o outro sujeito pode ignorar os sinais emitidos ou, aind que o outro nunca receberá uma informação de forma igual como foi emitida, como representa a figura 9.
Figura
Fonte: Marcondes Filho (2013, p. 31)
ampliando a compreensão desse fenômeno das Ciências Sociais. Algumas das teorias são: a Funcionalista, que verifica o papel (ou função) da mídia na so
a Teoria Hipodérmica, em que toda mensagem veiculada pela mídia é aceita pelo receptor que, neste caso, é passivo; a Teoria da Persuasão, em que um grupo de pessoas reage diferentemente a cada mensagem; Teoria Culturológica, que estuda as massas, determinando seus aspectos antropológicos mais relevantes; a Teoria Crítica, com análise do sistema da economia de troca e da mídia como instrumento de influência social. Dessa última teoria, destaca
indústria cultura que, entre outros aspectos, critica o fato de que a arte passa a ser reproduzida tecnicamente, como produto de consumo de massa. (MATTELART; MATTELART, 2009; SOUSA, 1995; WOLF, 2008;).
A partir de 1980, parece que há certa abertura para outras visões, ampliação esenvolvimento de trabalhos com análises sobre a interação entre recepção e comunicação, busca por novas maneiras de compreender o social e também a indivíduo” (SOUSA, 1995, p. 26), conduzindo, assim, para novos
Mais recentemente, são interessantes os estudos do professor
Filho (2004, 2013), que trazem ideias relevantes em relação à comunicação e também quanto à representação do processo comunicacional. Enquanto alguns autores se referem ao modelo da figura 8 como simplista e mecânico (FIORIN, 2014; BARBERO,1995), Marcondes Filho (2013, p.31) o descreve como algo “impossível”. O autor explica que a emissão não supõe necessariamente uma recepção, de maneira que o outro sujeito pode ignorar os sinais emitidos ou, aind que o outro nunca receberá uma informação de forma igual como foi emitida, como
Figura 9 – Comunicação impossível e possível
Fonte: Marcondes Filho (2013, p. 31)
ampliando a compreensão desse fenômeno das Ciências Sociais. Algumas das teorias são: a Funcionalista, que verifica o papel (ou função) da mídia na sociedade; a Teoria Hipodérmica, em que toda mensagem veiculada pela mídia é aceita pelo receptor que, neste caso, é passivo; a Teoria da Persuasão, em que um grupo de pessoas reage diferentemente a cada mensagem; Teoria Culturológica, que estuda as massas, determinando seus aspectos antropológicos mais relevantes; a Teoria Crítica, com análise do sistema da economia de troca e da mídia como instrumento de influência social. Dessa última teoria, destaca-se o conceito de outros aspectos, critica o fato de que a arte passa a ser reproduzida tecnicamente, como produto de consumo de massa. (MATTELART;
A partir de 1980, parece que há certa abertura para outras visões, ampliação esenvolvimento de trabalhos com análises sobre a interação entre recepção e comunicação, busca por novas maneiras de compreender o social e também a indivíduo” (SOUSA, 1995, p. 26), conduzindo, assim, para novos
professor Marcondes Filho (2004, 2013), que trazem ideias relevantes em relação à comunicação e também quanto à representação do processo comunicacional. Enquanto alguns ta e mecânico (FIORIN, 2014; Marcondes Filho (2013, p.31) o descreve como algo “impossível”. O autor explica que a emissão não supõe necessariamente uma recepção, de maneira que o outro sujeito pode ignorar os sinais emitidos ou, ainda, que o outro nunca receberá uma informação de forma igual como foi emitida, como
Assim,
Comunicação não tem nada a ver com transmissão, transferência, transporte, trânsito, repasse ou similares [...]. Não existe essa materialidade, porque o que sai de mim, como fala, expressão, obra, música, toque, chega ao outro como coisa diversa, que eu jamais poderei saber o que é (MARCONDES FILHO, 2013, p. 30).
Marcondes Filho (2004, p. 15) descreve, ainda: “Comunicação é antes um processo, um acontecimento, um encontro feliz, o momento mágico entre duas intencionalidades [...]”. Relata depois, que os dois lados participam de algo novo, e que, quando isso acontece, ambos mudam seu estado passado, e que, somente assim, realiza-se a comunicação.
Avançando na ideia de trama, acredita-se que a comunicação pode ser muito mais do que a simples transmissão de informação – mediada ou não por tecnologia – pois pode existir e acontecer através de diversos elementos. Além disso, para que a comunicação ocorra, o processo deve resultar também em mudança dos sujeitos.
O termo Comunicação-Trama, portanto, parece adequado para esta pesquisa, buscando entender como esse processo ocorre antes, durante e depois da hospedagem no hostel. Esse processo se dá de forma processual, ecossistêmico e complexo e que pode, também, ser entendido pela lógica do rizoma, de dimensões ou dobras. Assim, os textos a seguir estão divididos em Trama subjetiva direta, que envolve tudo o que for comunicação direta e Trama rede-midiática que abrange os meios de comunicação e tecnologia que rodeiam os estabelecimentos e os sujeitos.
Considerou-se pertinente também, nessas dessas duas dimensões, subdividir em quatro dobras, caracterizando quatro momentos que o turista vive, no processo de desterritorialização, em relação à comunicação. Ressalta-se aqui que dimensões e dobras são abordados como resultados de um esforço de descrição de processos, fluxos e trama de interações. Não se trata, portanto, das tradicionais classificações e tipologias das abordagens funcionalistas.