3 Study 1. Do interpreters predict differently from translators?
3.1.2 Prediction in adverse conditions
6.1 Conclusões
A Gestão do Conhecimento se trata apenas de uma nova forma de entender o conhecimento. Surgiu, em ambientes de P&D, pela necessidade de se organizar a grande massa de informações e conhecimentos que o mundo moderno produz e de dar a essa massa um diferencial competitivo. A GC se encerra em diversas práticas de preservar, acumular, disseminar etc. que uma maneira ou de outra sempre existiram na história da humanidade. Mas então o que há de novo? O novo é justamente o enfoque sistêmico de todas as práticas existentes; a nascente forma de organizá-las tendo, principalmente, como seu foco as pessoas e seu desenvolvimento. Esse novo conceito certamente transformaria para melhor as instituições públicas, trazendo-lhes maior competência na prestação de serviços à sociedade.
Este trabalho ressalta os conceitos de GC que considera mais úteis ao desenvolvimento de comunidades de prática virtuais no TJPE. Faz uso de uma ferramenta computacional compatível para aplicá-los e conclui com uma proposta de criação de uma comunidade de prática virtual piloto no TJPE.
Esta proposta de projeto piloto espera chamar a atenção das autoridades superiores do Tribunal de Justiça de Pernambuco para a importância das práticas da Gestão do Conhecimento e tornar-se o início de um processo de desenvolvimento amplo nessa área no Poder Judiciário. Começa pequeno, mas visa a plenitude; ressalta a importância do conhecimento organizado, do desenvolvimento humano e da inovação para o serviço público e para a cidadania.
6.1.1 Limitações
A ausência de uma cultura organizacional propícia para a aplicação de práticas da CG no TJPE pode causar alguns transtornos iniciais e fazer com que o andamento do projeto seja
mais lento. Ainda assim, com o passar do tempo, pode ocorrer um melhor entendimento de todos sobre os ganhos pessoais e institucionais trazidos em conseqüência da implantação da comunidade de prática virtual do TJPE e, assim sendo, obter o devido respaldo.
A ferramenta tecnológica utilizada não concebe totalmente um mapa básico de competências, nem computa o nº de acessos a ela. Especificamente, as deficiências apresentadas podem dificultar tanto a busca do profissional adequado dentro da comunidade quanto à medição de resultados. No entanto, esses problemas podem ser corrigidos rapidamente pela empresa desenvolvedora.
Este trabalho focaliza, principalmente, duas dimensões da Gestão do Conhecimento: uma direcionada para a tecnologia de informação através da criação da comunidade virtual do TJPE (dimensão 5) e a outra, para a mensuração de resultados (dimensão 6). Em caso de recebimento de suporte político da alta administração, esta conjuntura poderá modificar-se e o projeto tornar-se mais amplo e complexo, enfatizando mais as seis dimensões restantes no seu cerne. Não obstante, como bem explicitam Davenport & Prusak (1998, p.172): “Estamos todos começando a abrir nossas trilhas e, uma vez que a tecnologia não é o único aspecto do seu esforço da Gestão do Conhecimento, o elemento mais essencial é começar, seja com o que for.”
Ressaltando-se as limitações, os resultados esperados devem se concretizar e refletir o fiel cumprimento dos objetivos estabelecidos, sendo por assim dizer, de importância capital para uma posterior expansão da Gestão do Conhecimento para outros órgãos internos do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
6.2 Sugestões para trabalhos futuros
A Gestão do Conhecimento por ser uma disciplina emergente, ainda inexiste um padrão consensual sobre sua definição. Demandará algum tempo para que seus efeitos, oportunidades e habilidades sejam inteiramente compreendidos e aceitos. A GC depende da relação de variáveis como: ambiente econômico e social, evolução tecnológica, lógica organizacional e concepções sobre a natureza humana. Sobre o futuro da Gestão do Conhecimento, Amidon apud Terra (2001) afirma que três pontos são consistentes:
• Sua evolução dar-se-á mais em razão do comportamento e da mudança de cultura do que mudanças tecnológicas;
• Todos têm o sentimento de que a Gestão do Conhecimento é o rumo certo de um futuro mais próspero para a humanidade.
Nos países desenvolvidos as políticas públicas indicam esforços concomitantes para identificar e apoiar os setores de ponta, difundir novas tecnologias e elevar a qualificação geral da população (Terra, 2001). No caso do Brasil faz-se necessário haver novas políticas públicas que estimulem os investimentos em educação da população em geral e outras políticas que priorizem os setores intensivos em conhecimento como informática, telecomunicações etc.
Neste trabalho é aberto espaço para que sejam implementadas outras pesquisas sobre Gestão do Conhecimento e o uso da Tecnologia de Informação como ferramenta. Nele propicia-se condições para a investigação de novas tecnologias disponíveis no mercado que podem ser aplicadas em outras práticas da Gestão do Conhecimento; abre-se perspectiva para o desenvolvimento de novas ferramentas que podem ser utilizadas pela Gestão do Conhecimento; e, principalmente, pode incentivar pesquisas de cunho científico para produção de trabalhos similares em outros órgãos públicos, ou na iniciativa privada, visando o tratamento sistêmico do conhecimento organizacional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Livros, artigos e teses:
ALMEIDA, Adiel Teixeira de & RAMOS, Francisco de Sousa, org. Gestão da Informação na Competitividade das Organizações. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2002.
ALVIN, Paulo César R. C. Fundamentos de Um Sistema Informacional para o Apoio à Tomada de Decisão de Inovação em Empresas de Base Tecnológica. Brasília, 2002. 224p. (Mestrado – Faculdade de Estudos Sociais Aplicados / UNB).
BASTOS, João Augusto Souza Leão de Almeida, org. Capacitação Tecnológica e Competitividade: O Desafio para a Empresa Brasileira. Curitiba: IEL/PR, 2002.
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2002.
DAVENPORT, T. & PRUSAK, L. Conhecimento Empresarial: Como as organizações gerenciam o seu capital intelectual. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998.
DUQUE, Augusto. 150 Anos Servindo a Ordem e a Liberdade – Perfil Histórico do Tribunal de Justiça de Pernambuco.
FLEURY, M.Tereza Leme & OLIVEIRA JR., Moacir de Miranda (Org.). Gestão Estratégica do Conhecimento. São Paulo: Editora Atlas, 2001.
GOMES, Luiz F. A. M., GOMES, Francisco C. S., ALMEIDA, Adiel T. de. Tomada de Decisão Gerencial - Enfoque Multicritério. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2002.
GRAMIGNA, Maria Rita. Modelo de Competências e Gestão de Talentos. São Paulo: Makron Books, 2002.
HIGGINS, James M. Innovation: The core competence. Planning Review, Dayton, 23 (6): 4- 32, nov./dez., 1995.
NASCIMENTO, Juliano Diniz do. Especificar um Roteiro de Melhores Práticas para Implementação e Implantação de Comunidades Virtuais e Gestão do Conhecimento para Obter Diferencial nos Negócios, na Competitividade e na Produtividade das Organizações. Recife, 2002. 55p. (Trabalho de conclusão – Curso de Especialização em Gestão da Informação - PPGEP / UFPE).
KRUGLIANSKAS, Isak & TERRA, J. Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento em Pequenas e Médias Empresas. Rio de Janeiro: Editora Campus Ltda., 2003.
LACERDA, Antônio Corrêa de; REIS, Dálcio Roberto dos; PERINI, Fernando A. de Barros; CARVALHO, Hélio Gomes de; CAVALCANTE, Márcia Beatriz; BRUEL, Sérgio. Tecnologia: Estratégia para a Competitividade. São Paulo: Nobel, 2001.
LAPA, Eduardo. Os Três Pilares da Gestão do Conhecimento. São Paulo: SBGC, 2003. LINS, Sérgio. Transferindo Conhecimento Tácito – Uma Abordagem Construtivista. Rio de Janeiro: E-Papers Serviços Editoriais, 2003.
LYRA, Gabriela Marques. Aplicação da Metodologia ELECTRE de Apoio à Decisão Multicritério na Priorização de Sistemas de Informação. Recife, 1999. 127p. (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Eng. de Produção / UFPE).
M, Lind & U. Seigerroth. Team-based reconstruction for expanding organizational ability. Jornal of the Operational Research Society, United Kingdom, 54 (2): 119-129, February, 2003.
M. ZABOT, João Batista e MELO DA SILVA, L. C. Gestão do Conhecimento – Aprendizagem e Tecnologia Construindo a Inteligência Coletiva. São Paulo: Editora Atlas S.A., 2002.
NONAKA, I. & TAKEUCHI, H. Criação do Conhecimento na Empresa: como as empresas japonesas geram a dinâmica da inovação. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1996.
SICSU, Abraham B. & BATISTA, Adriano. Condicionantes das Políticas de Gestão do Conhecimento: novo enfoque na busca da competitividade. Recife: UFPE, 2002.
SICSU, Abraham B. Inovação e Região. Recife: Unicap, 2000.
SOUZA, Edson. A Relação entre a Tecnologia de Informação & Gestão do Conhecimento e seu Uso na Gestão de Empresas. Stª Bárbara D’Oeste, 2002. 139p. (Mestrado – Programa de Pós-Graduação em Eng. de Produção / Universidade Metodista de Piracicaba - SP).
TEIXEIRA FILHO, Jayme. Comunidades Virtuais. Rio de Janeiro: Senac, 2002.
TERRA, José Cláudio Cyrineu & GORDON, Cindy. Portais Corporativos – A Revolução na Gestão do Conhecimento. São Paulo: Negócio Editora Ltda., 2002.
TERRA, José Cláudio Cyrineu. Gestão do Conhecimento: O grande desafio empresarial. São Paulo: Negócio Editora Ltda., 2001.
Sites pesquisados: http://www.globalbrands.com.br/ http://www.sbgc.org.br/ http://www.informal.br/ http://www.kmmagazine.com/default.asp http://www.km-review.com/ http://www.kmtools.crie.ufrj.br/ http://www.brint.com/ http://www.sveiby.com/ http://www.terraforum.com.br/