Chapitre III :Implémentation de stratégie de commande de convertisseur
3.2 Présentation du banc d’essais
A elaboração do presente inventário resultou da adopção de um conjunto de procedimentos metodológicos que se complementam, envolvendo uma componente de trabalho de gabinete e uma componente de trabalho de campo. O trabalho de gabinete representa o grosso dos trabalhos realizados, sendo menor nesta etapa o trabalho de campo que apenas se visitou uma parte dos sítios descrevendo-os no seu estado actual. Sendo assim, procedeu-se à recolha, catalogação e organização de todos os dados disponíveis acerca dos sítios intervencionados arqueologicamente: relatórios, plantas, fotografias, publicações, etc., para além da análise da documentação histórica existente. A cartografia de referência utilizada: Carta Militar de Portugal, Serviços Cartográficos do Exército – Província de Cabo Verde (1:25000).
Esta compilação dos dados disponíveis referentes aos sítios intervencionados é exaustiva, mas é também um trabalho que urgia na medida em que, estes encontravam-se dispersos. Futuramente espera-se que no momento de novas pesquisas e investigações, seja mais fácil a gestão da informação disponível, já sistematizada.
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5.1.1. Ficha de sítios e base de dados
Para a recolha dos dados, que caracterizam os sítios, foi necessário a utilização de um conjunto de critérios descritivos, que garanta a recolha do máximo de informação dos sítios a serem inventariados. Cada sítio foi descrito segundo a ficha de sítio. Nesta priorizou-se a inclusão de critérios e termos pré-definidos. Os critérios que se baseiam de uma forma geral, na base de dados do Endovélico (DGPC - Portugal), acrescido de outros critérios que melhor adaptam-se ao caso de Cabo Verde. Desse modo, comporta 15 elementos descritivos, dos quais passo a descrever seguidamente:
Número de inventário: código alfanumérico atribuído a cada sítio, identificando-o no inventário. O código abrange a conjugação de três factores: IA – Inventário Arqueológico de Cabo Verde (nome do inventário) + Sigla da ilha à qual o sítio pertence + Número (numeração de 1 a n). As siglas das ilhas correspondem às iniciais dos seus nomes. Assim: Santo Antão (SA); São Vicente (SV); Santa Luzia (SL); SN (São Nicolau) Sal (SAL); Boavista (BOA); Maio (MAI); Santiago (ST); Fogo (FO); Brava (BR).
Ex: IA ST 007 (Inventário Arqueológico de Cabo Verde, ilha de Santiago, sítio nº7).
Existem alguns casos de sítios com a individualização de sectores, os quais justificaram uma descrição particular. Estes terão o mesmo número de inventário do sítio a que pertencem, mas com o elemento de diferenciação enunciado por uma letra minúscula, ordenada por ordem alfabética.
Ex: IA ST 007 (a) - (Inventário arqueológico de Cabo Verde, ilha de Santiago, sítio nº 7, sector a).
Nome do Sítio: a denominação pelo qual o sítio é conhecido localmente, consagrada por tradição popular (o topónimo do sítio) afigurada na carta topográfica, recurso para sítios sem designação específica ao micro topónimo mais próximo.
Localização: a indicação da localização geográfica do sítio. Em primeiro lugar, a indicação da ilha, concelho, freguesia e lugar. Em alguns casos, foi utilizado a descrição da localização em relação a alguns pontos de referências visíveis na paisagem.
Coordenadas geográficas: latitudes, longitudes e altitude do sítio. As coordenadas aqui apresentadas, são aproximadas e foram obtidas através do Google Earth. Altitudes também aproximadas, a partir das curvas de nível das Cartas Militares (Carta militar de Portugal/ Serviços Cartográficos do Exército – Província de Cabo Verde – Folhas: 10, 23, 30, 56, 58; 1/25000).
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Informação ou comentário Histórico: principais dados sobre o sítio, descritos nas fontes históricas (caso aplicável).
Descrição: descrição das características físicas do sítio.
Tipo de sítio: categoria tipológica a que o sítio pertence. Para este campo descritivo, foram criadas algumas categorias genéricas e dentro destas, várias subcategorias ou tipos específicos:
- Estruturas religiosas (construções de cariz religiosas como igrejas, capelas, ermidas, seminários, conventos, etc.);
- Estruturas domésticas e de habitat (estruturas relacionadas com ambientes domésticos: casas, espaços domésticos, abrigos, acampamentos);
- Estruturas fabris/produtivas (estruturas e vestígios de produção fabril, produção doméstica: extração, transformação de matérias primas);
- Estruturas militares e defensivas (construções de carácter militar: fortes, fortalezas, paióis, quartéis. Construções edificadas para protecção de elementos naturais ou outros); - Estruturas comerciais (estruturas ligadas ao comércio e à actividade portuária);
- Indeterminado (Quando não é possível classificar em qualquer das categorias anteriores);
- Concentração de materiais (Quando existem, no terreno, fragmentos cerâmicos ou outros não visivelmente associadas a estruturas construídas).
Cronologia: o período cronológico a que o sítio pertence. Neste ponto, seguiu-se a periodização tradicional que subdivide o tempo histórico. As cronologias aqui utilizadas, essencialmente são cronologias fornecidas a partir de dados das fontes escritas. Sendo assim, foi considerada os períodos históricos a partir do séc. XV, época da descoberta das ilhas de Cabo Verde:
- Período moderno (2ª metade do séc. XV a séc. XVIII);
- Período Contemporâneo (finais do séc. XVIII até os dias de hoje);
- Indeterminado: sempre que não é possível identificar a época, embora com vestígios de reconhecida antiguidade (anterior ao séc. XX).
Intervenções arqueológicas: indicação da (s) intervenção arqueológica (s) realizada (s) nos sítios, com as datas e os responsáveis. Neste ponto, indicou-se primeiro a data, autor, o projecto de investigação ou instituição responsável dos projectos.
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Conservação: estado de conservação actual dos sítios. Sobre esse ponto, sabe-se que uma das principais dificuldades em preencher este critério relaciona-se com a subjectividade do que se pode considerar, ou classificar como estado de conservação. Assim, criaram-se alguns critérios:
- Bom (Quando o sítio não apresenta grandes danos, o solo/subsolo, aparenta conservar- se ainda relativamente preservado, podendo ainda fornecer bastante informação efectiva através de uma escavação cientificamente orientada).
- Razoável (Quando o sítio apresenta alguns elementos destruídos, mas passível ser objecto de uma caracterização efectiva).
- Medíocre (quando embora abandonado, é ainda possível distinguir alguns dos seus traços fundamentais).
- Mau (Quando o sítio se encontra abandonado, com muitos elementos destruídos, sendo quase impossível a sua identificação).
- Indeterminado ou destruído (Quando apresenta um grau elevado de destruição, o que impossibilita uma caracterização efectiva).
Ameaças: as possíveis causas e agentes de deterioração do sítio. Ameaças provenientes das forças da natureza e ameaças provenientes da acção humana voluntária ou não. Medidas e propostas de intervenção/conservação e divulgação: indicação de algumas medidas consideradas convenientes para a conservação, salvaguarda e divulgação do sítio.
Bibliografia: principal bibliografia e referências sobre o sítio (bibliografia histórica e arqueológica) utilizou-se uma “chave” ou referência bibliográfica por apelido do (s) autor (es), seguido da data da publicação e indicação de página (s) onde se dá a referência ao sítio arqueológico a que se refere a ficha. Esta chave é descodificada na lista bibliográfica geral, que se encontra alfabeticamente ordenada.
Observação: algum aspecto importante a acrescentar, ou dado a que complementarão as informações acima descritas. Neste espaço incluíram-se outras indicações consideradas pertinentes sobre o sítio em referência, ou aspectos completares que não tinham lugar nos restantes campos da ficha.
Documentação cartográfica: cartografia de referência. Documentação fotográfica: Registo fotográfico do sítio.
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No inventário não se descreveu a cobertura vegetal dos sítios, tendo em conta que, no país, a cobertura vegetal depende da estação do ano. Na época das águas, é comum os sítios encontrarem-se cobertos por vegetação rasteira. No período das secas, geralmente, encontram-se sem cobertura vegetal, a não ser pequenos arbustos e plantação seca. Excepto, para os de sítios que estão implantados em terrenos, onde se praticam agricultura de regadio e em que a cobertura vegetal é densa durante quase todo o ano. A base de dados com a informação dos sítios foi realizada numa folha de Excel, esta comporta os mesmos critérios da ficha de inventário. A base de dados foi realizada numa plataforma digital simples, mas pode vir a ser desenvolvida sob uma nova plataforma digital mais dinâmica, e disponibilizada posteriormente para o uso de diferentes instituições e públicos.