II. Importance clinique et toxicologique des dérégulations du métabolisme par les CYPs
2. Polymorphisme génétique des cytochromes P450
Existe uma estreita ligação conceitual entre liderança distribuída e os fenômenos organizacionais como poder, influência, coordenação, autoridade, tomada de decisão coletiva
e delegação. A partir do ano de 2000, iniciou-se uma série de modos de distribuição e formas, tais como conhecimento distribuído, cognição distribuída, sistemas de informação e de aprendizagem distribuídos, trabalho distribuído e em relação à liderança, poder e influência distribuídos (GRONN, 2008).
Essa crescente característica de distribuição sugere uma reavaliação nas formas de pensamento e uma ‘reformulação profunda ontológica’ em Ciências Sociais de elementos constitutivos da sociedade e das organizações. São apresentadas discussões sobre globalização, flexibilidade no trabalho, estruturação da realidade social, processos organizacionais, entre outros (GRONN, 2008). A hegemonia do individualismo metodológico da psicologia social e das teorias da organização impediu temporariamente o potencial explicativo da liderança distribuída, citada pela primeira vez por Gibb em 1954, no capítulo sobre liderança do Handbook of Social Psychology, com edição posteriormente revisada (GRONN, 2008).
A liderança distribuída, também chamada de liderança compartilhada destaca uma dimensão de compartilhamento das funções do líder. Significa as formas em que a liderança como prática é esticada sobre (stretched over) as pessoas e lugares em processos de interação (SPILLANE; SHERER, 2004).
Em 1998, os estudos da liderança distribuída se ampliaram com a teoria social que trata a situação social como uma influência sobre o indivíduo. A liderança distribuída envolve três elementos essenciais: líderes, seguidores e a situação. A liderança não reside em nenhum desses três elementos isoladamente, cada um é pré-requisito do outro, a prática é uma ‘coprodução’ de todos os três (SPILLANE; SHERER, 2004).
A liderança distribuída não é derivada simplesmente de ações individuais. É um produto das interações existentes entre o líder, os seguidores e os aspectos da situação (GRONN, 2000; SPILLANE; HALVERSON; DIAMOND, 2001, 2004). No que concerne, a prática de liderança e gestão é “esticada para dois ou mais líderes e seguidores” (SPILLANE; HALVERSON; DIAMOND, 2001, p. 25), e a situação oferece informações, como por exemplo, ferramentas de vários tipos, estruturas organizacionais, rotinas, linguagem que contribuem para estabelecer a prática de liderança como um processo de interação entre as pessoas (SPILLANE; SHERER, 2004). Portanto, a liderança distribuída é considerada como um fenômeno coletivo. Ela ocorre dentro de ações e atividades que se estendem entre diferentes atores, e estes podem exercer influências diversas sobre uma situação.
Tomando como base a perspectiva da distribuição da liderança, pesquisadores como Ross, Rix e Gold (2005) elaboraram uma matriz que descreve as abordagens de liderança
desde a parte individualizada até a coletiva (figura 2 abaixo). As opiniões individuais representam apenas um polo de uma dimensão de abordagens sobre a compreensão do fenômeno da liderança. A liderança individualizada é uma concentração de conhecimentos e habilidades em um único indivíduo. A unidade de análise é claramente focada com intensidade cada vez maior em indivíduos isolados. Porém, a concentração da liderança começa a se tornar distribuída quando as responsabilidades são partilhadas com duplas ou pares (co-líderes) e à medida que o conhecimento se sofistica e a organização do trabalho fica intensiva, a distribuição da liderança envolve os trios, os quartetos e as equipes (polo distribuído). A unidade de análise muda de sujeitos individuais para as equipes, inicialmente a nível micro e depois atinge elementos sociais e coletivos na prática de várias situações, assuntos e atividades (ROSS; RIX; GOLD, 2005).
Figura 2 – Abordagens de liderança
Fonte: Ross, Rix e Gold (2005).
Na liderança distribuída identificam-se as formas colaborativa, coletiva e coordenada em que a prática de liderança pode ser estendida para dois ou mais líderes e seguidores. Na distribuição colaborativa, a prática de um líder se torna a base para a prática de outro líder e vice-versa - a prática ocorre na interação entre líderes e há uma interdependência recíproca. Na distribuição coletiva, dois ou mais líderes trabalham em separado, mas interdependentes em busca de um objetivo comum. Na distribuição coordenada, as tarefas diferentes de liderança devem ser executadas em uma sequência específica em prol da realização de alguma função de liderança (SPILLANE et al., in press).
Os três tipos de distribuições sugerem interdependências entre as práticas dos líderes. Então, a liderança distribuída é vista como uma interação de interpendência recíproca entre os líderes que define a sua distribuição em uma ação conjunta e sequencial (GRONN, 2000, 2006; SPILLANE et al., in press).
INDIVIDUAL DUPLAS TRIOS E QUARTETOS EQUIPES COLETIVO
Distribuição
Concentração
A abordagem da liderança distribuída apresenta como contribuição o compartilhamento de espaço de opiniões, o poder, os conhecimentos diversos, a tomada de decisão compartilhada. Essas características sugerem a ideia de uma liderança democrática, apresentando a “ideia de voz” que significa desmonopolizar a liderança (influência a partir de um indivíduo) e aumentar as fontes e vozes de influência na organização, criando espaços de participação dos trabalhadores (GRONN, 2008).
Criticamente, a liderança distribuída não leva a uma democracia organizacional (HATCHER, 2005), ela pode está mascarada por um viés antidemocrático de gestão (MAXCY; NGUYEN, 2006). A ‘ideia de voz’ pode não facilitar que o indivíduo faça escolhas devido a uma série de compromissos e lealdades que o impedem de fazer reinvidicações diretas ou indiretas por meio dos gestores, aos que de fato são detentores do poder. A liderança distribuída pode ficar ‘confinada’ aos domínios legitimados pelos gestores, revelando-se uma possibilidade normativa (GRONN, 2008) onde a autonomia é outorgada por meio da hierarquia.
Existe um hibridismo nos estudos sobre a liderança, a mistura de dois modos de gestão: hierárquico e heterárquico de responsabilidades, ordenação e de relações. A hierarquia implica que um nível é mais elevado que outro sucessivamente, enquanto que na heterarquia, diversos níveis exercem uma determinada influência sobre o outro em algum aspecto particular(GRONN, 2008). Em outras palavras, significa que na heterarquia existe um mix, um agrupamento de liderança, onde o poder é distribuído individualmente, em duplas, em trios e equipes conforme a influência das pessoas que assumem o papel de co-líderes. Esse hibridismo pode distinguir duas formas de liderança, a aditiva e a holística. Na aditiva várias pessoas podem se envolver em práticas de liderança de forma descoordenada sem levar em conta as atividades de liderança do outro na organização. Na holística existe um padrão consciente de colaboração que abarca algumas ou todas as fontes de liderança na organização (BENNETT et al., 2003).
Na análise da demarcação conceitual, a liderança distribuída ultrapassa o hibridismo. O que se investiga é como ocorrem as interações entre líderes, seguidores e a situação, em um processo de interdependência nas relações de trabalho e suas práticas (GRONN, 2000, 2006, 2008; SPILLANE et al., in press; SPILLANE; SHERER, 2004; SPILLANE; HALVERSON; DIAMOND, 2001). A liderança distribuída procura distinguir o que é um trabalho correalizado sem grandes implicações colaborativas, de um trabalho coletivo que tenha uma ação concertiva, isto é, que as relações de trabalho visem de fato uma colaboração espontânea e não apenas uma prática institucionalizada de colaboração (BENNETT et al., 2003;
MENOR, 2011). Essa demarcação é a grande contribuição da abordagem teórica da liderança distribuída, além de destacar que o compartilhamento do poder ocorre quando existe um processo relacional.
A partir desses argumentos, os estudos foram direcionados para a liderança relacional que será apresentada na próxima subseção. A explanação destaca os conceitos, a perspectiva entidade que é o relacionamento focado nas pessoas e a perspectiva relacional onde o relacionamento é socialmente construído.