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Politique fiscale

Dans le document DECISIONS ORGANISATION MONDIALE DE LA SANTE (Page 37-41)

INSTRUMENT DE NOTIFICATION

4. Politique fiscale

Vimos nos tópicos anteriores e veremos nos posteriores, que vários autores colocam as suas esperanças e expectativas, em relação às TIC, sobre a Escola e a educação e, por conseguinte, nos professores, que são os principais agentes dessas estruturas.

Ramos (2007:168) diz que " aos professores é solicitada uma atitude baseada numa epistemologia aberta e construtiva, tornando-se no ponto de referência fundamental nesse domínio e, simultaneamente, um guia para desenvolver um método de aprender a aprender com o uso das TIC".

Costa & Viseu (2007:239) confirmam ao dizerem que "uma das questões centrais da problemática da integração das TIC em contexto educativo tem a ver diretamente com o que os professores forem capazes de fazer no contexto da classe, com os seus alunos".

Para Lagarto (2007:9):

" De facto, os professores de hoje, nas suas actividades diárias, desempenham tarefas de docência, de direcção de turma, de gestão de Departamento, de membros do Conselho Pedagógico, Executivo ou de Escola. Em qualquer destas tarefas os instrumentosa da SI estão já disponíveis. […] Os professores devem saber utilizar as ferramentas informáticas ao seu dispor e, mais do que as dominar tecnicamente,

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devem saber utilizá-las nos processos de aprendizagem dos seus alunos, seja no espaço escolar seja fora dele".

Para atender a todas essas expectativas os professores devem estar preparados, bem formados inicialmente e continuamente.

Nóvoa (1992:12) diz que " os professores vivem em tempos difíceis e paradoxais. Apesar das críticas e desconfianças em relação às suas competências profissionais exige-se- lhes quase tudo".

A formação assume, então, um papel bastante relevante nesse processo.

Falaremos um pouco sobre formação, formação inicial e continuada e sobre a formação voltada especificamente para o uso das TIC.

Nóvoa (1992:25) salienta que:

" A formação deve estimular uma perspectiva crítico- reflexiva, que forneça aos professores os meios de um pensamento autónomo e que facilite as dinâmicas de autoformação participada. […]

A formação não se constrói por acumulação (de cursos, de conhecimento ou de técnicas), mas sim através de um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal".

Cunha (2008:100) caracteriza a formação como " o processo pelo qual os futuros professores, ou professores em exercício, se preparam para desenvolver a função de docência".

No período ainda de formação acadêmica ela é chamada de Inicial. Garcia (1992:55) confirma ao dizer que " o primeiro nível é a formação inicial, […] não se deve pretender que a formação inicial ofereça «produtos acabados», encarando-a antes como a primeira fase de um longo e diferenciado processo de desenvolvimento profissional".

Após a Formação Inicial temos a Formação Contínua, pois para Alarcão & Tavares (2003:113) "a formação de um professor não termina, porém, no momento da sua profissionalização; pelo contrário, ela deve prosseguir, em continuidade, na chamada formação contínua".

Corroborando mais uma vez, Alarcão & Tavares (2003:6) dizem que:

" Reforçámos a nossa convicção de que a formação inicial é apenas uma etapa na formação que hoje se designa por formação ao longo da vida, estabelecendo assim uma continuidade entre o que se apelidava de formação inicial e de formação contínua e desfazendo a linha divisória, temporal que existia entre as duas".

48 Relativamente aos fato da formação ser necessária ao longo da vida Nóvoa (2001,13/09) refere que esse tipo de formação vai ao encontro da necessidade que essas tecnologias têm, que é de aperfeiçoamento constante devido a velocidade vertiginosa das mudanças nessa área. Assim para o autor:

" Durante muito tempo, quando nós falávamos em formação de professores, falávamos essencialmente da formação inicial do professor. Essa era a referência principal: preparavam-se os professores que, depois, iam durante 30, 40 anos exercer essa profissão. Hoje em dia, é impensável imaginar esta situação.[…], a formação de professores é algo[…] que se estabelece num continuum. Que começa nas escolas de formação inicial […]continuam ao longo de toda a vida profissional, através de práticas de formação continuada. Estas práticas de formação continuada devem ter como pólo de referência as escolas. São as escolas e os professores organizados nas suas escolas que podem decidir quais são os melhores meios, os melhores métodos e as melhores formas de assegurar esta formação continuada. Com isto, eu não quero dizer que não seja muito importante o trabalho de especialistas, o trabalho de universitários nessa colaboração. Mas a lógica da formação continuada deve ser centrada nas escolas e deve estar centrada numa organização dos próprios professores".

Segundo Penteado & Borba (2000:35):

" Em tempos recentes os novos meios de comunicação transformaram com rítimo acelerado as formas de tratar o conhecimento. […] No entanto, o que parece facilitar o trabalho das instituições e agentes educativos suscita questionamentos e dificuldades de organização pois a utilização de tecnologias informáticas afeta aspectos educacionais cristalizados. […]

Esses fatos exigem maior ênfase na formação continuada de professores. Estes necessitam conciliar as exigências educacionais às da sociedade informática".

Sobre a importância e a urgência da formação em TIC, todos os autores consultados são unânimes pois reconhecem a importância da integração das TIC para a Sociedade da Informação e do Conhecimento e reconhecem o papel da Escola (professores) nesse processo. Para tanto é indispensável que estes professores estejam aptos, bem formados e preparados.

Bastos & Escola (2013:97) alegam que " a formação de professores em TIC constitui uma exigência e uma urgência atendendo às transformações tão profundas provocadas pelo progresso tecnocientífico".

Pérez, Sestelo & Varela (2011:181) dizem que " na sociedade actual o orientador, como calquera outro profesional da educación, necessita coñecer e dominar o uso de TIC".

Rodriguéz (2011:187) afirma que "teñen tal importancia as «novas tecnoloxias» na sociedade, que na formación inicial do profesorado xa aparecen recollidas".

49 Também, todos os autores chamam à atenção para que a formação não seja o despejar de um amontoado de conteúdos e técnicas, mas sim que ela tenha uma vertente crítica, responsável e reflexiva sobre o contexto das TIC.

Schön (1992:88) confirma ao dizer que devemos "tentar formar um professor para que ele se torne mais capaz de reflectir na e sobre a sua prática".

Finalizando, lembramos que professores bem formados em TIC são uma excelente “arma” contra a Fenda Digital.

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