SUMMARY, CONCLUSIONS AND POLICY PERSPECTIVES
5.2. POLICY · PERSPECTIVES
A edição 2011 do Laboratorio Abierto - Encuentro Pedagógico con Yuyachkani foi um evento realizado de 12 a 20 de fevereiro, na cidade de Lima (Peru), dentro das atividades de celebração dos 40 anos de existência do grupo. O objetivo era compartilhar o espaço de indagação que tem dado sentido aos processos de criação do grupo ao longo desse tempo.
Sob a produção geral de Socorro Naveda (Yuyachkani), o laboratório contou com a participação de criadores da Argentina, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Peru, Porto Rico e Uruguai.
Os conteúdos compartilhados por Ana Correa, Débora Correa, Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Teresa Ralli, Rebeca Ralli, Julián Vargas e Miguel Rubio Zapata, debruçaram-se no trabalho desenvolvido pelo grupo ao longo de quatro décadas, como: treinamento coletivo, oficinas (ritmo, uso das máscaras, voz e presença, voz e corpo, o uso dramático dos objetos, danças tradicionais do Peru), desmontagens de espetáculos, conferências, ações cênicas, patio
de contactos13 e apresentações de espetáculos de repertório.
Daniela Chávez realizou a gestão da viagem de um grupo de alunos da Universidade de Costa Rica ao tempo que Milena Flick e Camila Guilera, alunas da Universidade Federal de Bahia, convidaram suas companheiras do Grupo Panaceia Delirante para fazer parte da experiência com Yuyachkani, mobilizando, desta forma, a primeira participação do Colectivo
Âmbar em um laboratório internacional.
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Disponível em : <http://www.teatromalayerba.com/> e <https://www.facebook.com/teatromalayerba/>. 11 Integrantes: Arístides Vargas, María del Rosario Francés, José Rosales, Gerson Guerra, Santiago Villacís,
Daysi Sánchez, Cristina Merchán, Manuela Romolerux, Joselino Suntaxi, Tamiana Naranjo e Javier Arcentales.
12 Todos as informações correspondentes ao histórico de cada grupo podem ser revisadas na sua versão original
no idioma espanhol nos anexos.
13 O patio de contatos é uma ação que propicia o livre encontro criativo entre os participantes do Laboratório
com a finalidade de trocar experiências e pôr em prática as ferramentas aprendidas com os integrantes do Grupo Yuyachkani.
Durante o último dia, e quase repetindo a ousadia do ano anterior, foi feito o convite às pessoas que estávamos naquela noite de fevereiro em alguma praça do bairro de Magdalena del Mar na cidade de Lima, para se somar às nascentes atividades do coletivo. Foi assim que Lílith Marques e Jane Santa Cruz (Brasil), Rubén Dario Romero Valdéz (Equador), Natalia Durán (Costa Rica), Sebastián Eddowes (Peru) e eu, Ixchel Castro (México) entre outros companheiros de Colômbia e os países já mencionados, se integraram ao Âmbar; definindo o ano 2011 como inicio das atividades do Colectivo Âmbar. Foi neste encontro que grande parte dos membros antigos, que até hoje sustentam a organização do coletivo, se conheceram.
Para este momento, o coletivo tinha como objetivo a formação de uma rede de estudantes que estivesse interessada em se aproximar das ferramentas de trabalho dos grupos de teatro latino-americanos mais representativos da segunda metade do século XX, na busca de uma identidade própria, que permitisse seguir suas inquietações criativas e receber uma formação artística não proveniente das teorias e técnicas abordadas nas escolas de teatro, aquelas que majoritariamente eram, e são ainda hoje, euro centristas; fenómeno que gerava constantes questionamentos sobre as teatralidades produzidas em nosso continente, as quais tinham acesso mais por interesse pessoal que como parte da ementa curricular.
O encontro daquele ano motivou o respeito dos integrantes por sua característica bilíngue, as diversas nacionalidades e raízes culturais que começavam a se integrar - razão pela qual o coletivo começou a levar o nome de Colectivo Âmbar: Red de Jóvenes Artistas
y Promotores Escénicos Latinoamericanos/ Colectivo Âmbar: Rede de Artistas e Promotores Cênicos Latino-Americanos.
Figura 03 – Laboratório Aberto-Encontro Pedagógico com Yuyachkani 2011
Fonte: acervo do Colectivo Âmbar
Sobre o Grupo
Yuyachkani é palavra quíchua que significa “estou pensando, estou lembrando”, razão pela qual seus espetáculos e pedagogia estão dirigidos e relacionados com a sociedade e a diversidade cultural peruana. Tendo como referência duas fontes essenciais: por um lado os ritos, o sagrado, o espaço andino; e por outro, a herança da teatralidade universal do oriente e ocidente. O Grupo enseja provocar uma introspecção no passado, como condição para entender o presente, envolvendo o espectador num ato reflexivo e apaixonante.
Com 46 anos de trajetória ininterrupta, Yuyachkani14 tem cunhado uma identidade
sólida e tem sabido acompanhar o passo do tempo, misturando tradição e modernidade.
Na atualidade tem sido reconhecido no campo pedagógico essencialmente como um centro de pesquisa das tradições culturais peruanas e latino-americanas e um laboratório permanente de formação e desenvolvimento da arte, do ator e das linguagens cênicas sem
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Integrantes: Miguel Rubio Zapata, Rebeca Ralli, Ana Correa, Teresa Ralli, Débora Correa, Augusto Casafranca, Julián Vargas.
fronteiras. Desde seu inicio, no ano de 1971, seus integrantes têm desenvolvido uma metodologia própria sobre a voz, máscara, ritmo, dramaturgia, treinamento, uso do objeto, entre outros. Isso levou o grupo a criar demonstrações, desmontagens e oficinas compartilhadas em quase todas as cidades do interior do Peru, assim como em encontros e festivais no Equador, Chile, Colômbia, Bolívia, Argentina, Brasil, Venezuela, Costa Rica, México, Guatemala, Nicarágua, Porto Rico, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Estônia, Alemanha, Itália, Dinamarca, China, entre outros países.
No campo social tem orientado sua ação em torno de um objetivo principal: contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento da memória cidadã na luta por uma vida com
direitos e oportunidades para todos15. (Disponível em: <http://www.yuyachkani.org/>. Acesso
em: 23 nov. 2017 tradução nossa).