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Place de l’imagerie dans l’indication chirurgicale :

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5. Place de l’imagerie dans l’indication chirurgicale :

Os trabalhos que relacionam educação musical e memória, nem sempre têm como objetivo principal o foco na memória propriamente dita. Geralmente, aspectos da memória estão presentes na discussão empreendida nesses trabalhos pelo método da História Oral, bem como no referencial teórico e nas fontes utilizadas (fontes orais, escritas e iconográficas) que caracterizam esse método.

Gomes (2009) realiza um trabalho com uma família da cidade de Santarém- PA, cujos integrantes “desenvolveram e desenvolvem atividades musicais” (p. 6). Em

sua pesquisa, busca “analisar a dinâmica de produção/reprodução e os processos de transmissão/aprendizagem musical vividos por essa família ao longo de quatro gerações, compreendendo um período de aproximadamente um século” (GOMES, 2009, p. 6). Então, para poder analisar esses processos de transmissão/aprendizagem na história dessa família, Gomes (2009) utilizou como método a História Oral e trabalhou também com os conceitos de memória e pontuou a questão da memória musical apresentando a concepção de Halbwachs (2004), de que existe “uma „memória dos músicos‟ que dominam os códigos musicais e que é originária de uma convenção de grupo, que somente faz sentido em relação ao grupo dos músicos” (p. 174). Trata-se de uma concepção de memória diferenciada “daqueles não músicos ou que não dominam os códigos musicais” (GOMES, 2009, p. 51).

Gomes (2009) também propõe uma ideia de que “tal concepção musical, da memória do grupo dos músicos, não limita a possibilidade de existir somente a música dos músicos”, ou apenas uma “memória musical dos músicos” (p. 52).

Schmitt (2004) investigou a contribuição do programa de rádio Clube do

Guri na formação musical de crianças e jovens que dele participavam na década de

1950, buscando compreender também qual era a importância do programa para essas pessoas. A autora utiliza a História Oral como método. Realizou entrevistas com integrantes da equipe de produção do programa, bem como com pessoas que participaram como cantores do referido programa na época.

Além das fontes orais colhidas por meio da entrevista de História Oral, a autora também utilizou outros tipos de fontes como: revistas, fotografias, gravações, objetos e recortes de jornal. Com o material empírico em mãos, Schmitt (2004) refletiu sobre o processo de recordação que, para ela, vai “variar muito de pessoa para pessoa, conforme a importância que dá ao acontecimento, no momento em que ocorre e no momento que é recordado” (p. 52). Outra peculiaridade em se trabalhar com memória é saber lidar com “as resistências de alguns [colaboradores] e as poucas lembranças de outros” (SCHMITT, 2004, p. 50).

Schmitt (2004) salienta que durante sua pesquisa, no ato das entrevistas, “muitas lembranças vieram à tona, durante os depoimentos, quando incentivados pela visualização de fotografias” (p. 55), quando os participantes iam se reconhecendo e reconhecendo outras pessoas nas fotografias. Segundo Schmitt

(2004), para se trabalhar com memória, é preciso perceber “as muitas coisas que eles [colaboradores] têm pra contar” (p. 51).

Silva (2006), em sua tese, propôs sistematizar a história da música na Paraíba do período de 1930 a 1950, tendo como personagem principal Gazzi de Sá: Uma história da educação musical na Paraíba, quando se tornou obrigatório o ensino de música nas escolas. Recorreu a “diversos depoimentos, os quais serviram como fonte oral para fundamentar a questão histórica social da música na Paraíba” (SILVA, 2006, p. 13). A maioria dos depoimentos foi dada por idosos que, segundo Silva (2006), “na memória do idoso, é possível se verificar uma história social já bem desenvolvida, fruto de experiências vividas na sociedade, na família e culturalmente reconhecíveis” (p. 14).

Silva (2006) destaca que durante as entrevistas com “os personagens dessa história”, outros “iam sendo descobertos à medida que eram indicados pelos entrevistados. Estes, ao sentir a necessidade de confirmar ou acrescentar seus discursos, faziam a indicação” (SILVA, 2006, p. 14). Por isso, ela utilizou o conceito de memória coletiva para

que essas pessoas se apoiassem não somente em suas lembranças, mas também na dos outros, dando-lhes maior confiança na exatidão de sua evocação, como se uma mesma experiência fosse recomeçada, não somente pela mesma pessoa, mas por várias (SILVA, 2006, p. 14).

Gonçalves (2007b), em sua tese, fez um estudo sobre os espaços de se aprender/ensinar música na cidade de Uberlândia – MG nas décadas de 1940 a 1960, propondo-se a “investigar e compreender como se constituía e estava constituída uma sociabilidade pedagógico/musical nesses espaços” (p. 5). Combinando “fontes orais, fontes escritas (jornais e revistas) e iconográficas (fotos e outros objetos)” (GONÇALVES, 2007b, p. 61).

Por meio dos relatos orais, Gonçalves (2007a) observou que “cada um dos colaboradores lidava de uma forma diferente com a memória”, sendo que “alguns faziam questão de estar sempre dizendo que tinham boa memória, outras vezes achavam que não sabiam, ou se lembravam de pouca coisa” (GONÇALVES, 2007b, p. 70).

Para Gonçalves (2007b), “além de não existir um único jeito de narrar, também a distância no tempo fez com que [alguns colaboradores] tivessem

esquecido de que tinham vivido aquele fato” (GONÇALVES, 2007b, p. 70). A partir dos relatos, essa autora conta que foi possível

adentrar ao cotidiano da aula de música, compreender meandros da prática pedagógico-musical nos “jeitos” de ensinar/aprender música, nos conteúdos, no repertório, bem como no tipo de interação na qual cada agente estava envolvido: seja quando se ensinava/aprendia, seja quando se tocava em grupo ou individualmente, ou quando se apresentava na cidade ou fora dela. O foco não estava em ouvir o que eles sabiam sobre, mas como tinham vivido a experiência de ensinar/aprender música em Uberlândia nessa época (GONÇALVES, 2007b, p. 308).

Vê-se que são várias as formas com que esses autores citados utilizam a questão da memória na educação musical. Porém, todos os trabalhos visam a contribuir para a educação musical, refletindo, com o olhar de hoje, sobre questões relacionadas a acontecimentos de outras épocas. E mesmo esses fatos ligados à educação musical tendo acontecido em outro momento, eles têm muito a contribuir para as reflexões da área.

3 METODOLOGIA

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