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Dans le document The Not So Short Introduction to LATEX 2ε (Page 106-116)

No grupo B, foi observado um número maior de participantes do que o grupo A. Em relação ao gênero, em ambos os grupos, houve predominância de mu- lheres. Em um estudo, Gomes e colaboradores (2007) explicaram que vários são os fatores os quais influenciam a falta da procura masculina aos serviços de saúde, e dentre esses fatores, pode-se citar uma questão de cultura em que o au- tocuidado está associado à figura feminina, ou ao próprio medo em encontrar uma nova doença, ou mesmo à falta de campanhas de saúde pública voltadas a esse segmento. No que diz respeito à escolaridade, a microárea A apresentou uma taxa de indivíduos alfabetizados significativamente maior do que na mi- croárea B, entretanto, esse resultado não influenciou no uso adequado do me- dicamento, visto que, na microárea A, a taxa de erros relacionados ao uso do medicamento foi maior do que na micro área B, embora a avaliação de erros de medicamentos ter sido por meio de auto relato. No grupo A, os pacientes informaram omitir dose de medicamento para hipertensão após resultado de aferição de pressão se encontrar dentro dos parâmetros preestabelecidos. Já na microárea B, os pacientes informaram ter dúvidas sobre o uso. Esse fator é de- sencadeante de erros no momento da administração.

A complexidade dos esquemas medicamentosos, juntamente com a falta de entendimento, esquecimento, diminuição da acuidade visual e destreza manual

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que ocorrem nos idosos, contribui para que haja grande quantidade de erros na administração de medicamentos. Além disso, acrescenta-se, em nossa realida- de, alto índice de analfabetismo, o que pode comprometer o entendimento e le- var ao uso incorreto do medicamento. (MARIN, et al. 2008)

Em relação aos dados antropométricos, foi possível observar que a micro- área A, cuja condição social é melhor, apresentou melhores índices, sendo que nenhum participante apresentou o IMC maior do que 30. Já no grupo B, a re- alidade foi diferente: um total de 40,74% dos participantes apresentou índice maior do que 30, enquadrados na classificação de obesidade grau I. (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1990) Esses dados influenciaram diretamente na taxa de pressão arterial descompensada, visto que, no grupo B, o número de pacientes com pressão descompensada foi maior do que no grupo A.

Vale ressaltar, também, que a realização do grupo Hiperdia permitiu maior facilidade nos encaminhamentos, já que foi possível um trabalho multiprofis- sional. Os encaminhamentos foram realizados para o fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e médico. Com base nos dados levantados com a análise dos re- sultados dos grupos, observou-se que, nas duas microáreas, a nutricionista teve o maior número de encaminhamentos, seguido pelo psicólogo, fisioterapeuta e, por fim, o médico. A partir disso, observa-se que o encaminhamento para o profissional adequado, o qual atenderá a necessidade do paciente, reduz os atendimentos médicos desnecessários, diminuindo filas no atendimento e, con- sequentemente, melhorando a qualidade dos serviços oferecidos.

Em relação aos usuários, o grupo contribuiu para melhoria nos conheci- mentos acerca da doença e do tratamento, além de aumentar satisfação na ra- pidez nos encaminhamentos, possibilitando resolução dos problemas de saúde de forma mais efetiva.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A estruturação do grupo de educação Hiperdia por microárea foi uma experi- ência exitosa, posto que melhorou a articulação entre os profissionais e o acesso da população aos serviços de saúde. Destaca-se como principal motivo a facili- dade de acesso ao grupo em um local mais próximo das suas residências.

A realização do grupo em microáreas distintas também permitiu uma me- lhor reflexão sobre as reais necessidades dos pacientes, as quais podem apre- sentar variações a depender do contexto social em que vivem, haja vista que

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microáreas diferentes apresentaram disparidades. Assim, conhecer as peculia- ridades e os determinantes de saúde permitiu um planejamento das ações de saúde mais eficazes e direcionadas às necessidades da população.

REFERÊNCIAS

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IALANE MONIQUE VIEIRA DOS SANTOS, PATRÍCIA BAIER KREPSKY, MARIA DE LOURDES FREITAS FONTES

INTRODUÇÃO

A história da “loucura” é marcada por uma forte segregação associada a estig- mas sociais que recaíram e ainda recaem sobre as pessoas em sofrimento men- tal de maneira negativa e excludente. Com a reforma psiquiátrica, que ganhou força no Brasil durante a década de 1970, congregaram-se questionamentos so- bre o modelo asilar de tratamento da doença mental. Esses esforços buscam promover a inclusão psicossocial das pessoas em sofrimento psíquico pautada na cidadania. A proposta da reforma foi fortalecida pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e regulamentada pela Lei n º 10.216, de 2001, a qual se baseia em novos olhares e perspectivas sobre a “loucura”, a fim de superar pro- blemas sociais arraigados na cultural manicomial. (BRASIL, 2001)

A segregação do “louco” da sociedade manifestou-se através de múltiplas formas de humilhação, violência e opressão, como o enclausuramento em ma- nicômios e as naus dos loucos, nas quais, por volta do século XV, os doentes mentais eram exportados para o mar e entregues a própria sorte. Com a políti- ca capitalista, fortaleceu-se a ideologia de isolamento da “loucura”, considerada inútil para produção econômica. (FOUCAULT, 1975) No entanto, a psiquiatria mostrou sua própria falência e contradição ao expulsar o doente mental de seu

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