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Dans le document The Not So Short Introduction to LATEX 2ε (Page 28-33)

Embora o SUS, através da Constituição federal de 1988, tenha como uma de suas diretrizes a ordenação da formação de recurso humano para o trabalho em saúde, ele, sozinho, ainda não é capaz de alcançar tal objetivo, necessitando da

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atuação e mobilização das IES, profissionais de saúde e dos usuários para uma construção coletiva.

As IES enfrentam o desafio de mudar a lógica da construção do conheci- mento, compreendendo que a aprendizagem é um ato contínuo ao longo da vida. A implantação do PET-Saúde constitui um avanço rumo aos pressupos- tos das diretrizes curriculares nacionais para os cursos de graduação na área de saúde, representando uma proposta inovadora para a consolidação do SUS na reorganização do modelo pela estratégia de saúde da família.

O modelo de educação médica ainda predominante treina, na melhor das hipóteses, técnicos competentes, porém pouco comprometidos com as políti- cas públicas de saúde. Profissionais com essa formação, em geral, mostram-se resistentes às mudanças e tendem a defender o “status quo vigente”. (ALMEIDA FILHO, 2010) Na prática, ansiamos por profissionais com um “perfil científi- co-técnico e ético-político” (TEIXEIRA; VILASBOAS, 2010), mas persistimos formando profissionais predominantemente direcionados ao modelo hegemô- nico, acrítico e sem potencial transformador.

O processo de aprendizagem nos serviços apresenta aspectos diferenciados da educação verticalizada, pois a aproximação ao cotidiano torna a educação significativa, uma vez que permite a incorporação de aspectos técnicos, cultu- rais, éticos necessários para uma atuação profissional humanizada. Assim, o docente tem a atribuição de mediar o ato de aprendizagem, desconstruindo e reconstruindo o cotidiano, articulando elementos teóricos à prática, exigindo uma mudança de postura de “informante” para estimulador da busca de conhe- cimentos e da autonomia dos graduandos. Dessa forma, o docente/tutor será um “ser em construção permanente” refletindo mediante a “ação”, de forma ati- va e não apenas mediado pela “técnica” científica.

Através do desenvolvimento de ações interdisciplinares com iniciação ao trabalho, observamos estudantes motivados, participativos e ávidos pelo apri- moramento profissional, profissionais interessados e qualificados em serviço e docentes em constante processo de reinserção nos campos de práticas, possibi- litando que o processo de formação esteja em fase de transformação, com inclu- são de metodologias ativas de aprendizagem na “pauta do dia”.

O Pro/PET-Saúde oportunizou o resgate das necessidades sociais em saúde e valorizou o contexto, a coletividade e a pluralidade dos sujeitos (usuários dos serviços de saúde), minimizando as falhas e desigualdades das políticas de saú- de de nosso país, e possibilitado repensar e reconstruir a educação fundada na

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prática cotidiana do trabalho, com futuras repercussões na qualificação e valo- rização profissional. (PRADO, 2012) 

Vale destacar que, além das mudanças e intenção de mudanças discutidas ao longo deste capítulo, deve existir uma transformação permanente e sustentada da relação educador/educando em que não exista uma simples verticalização de conteúdo, e sim uma mediação do processo de aprendizagem, assim como um maior protagonismo dos educandos na construção do conhecimento.

É possível vislumbrar um processo de mudança, “um decidido esforço para ver” mais além do horizonte que nos tem deixado a Saúde Coletiva convencio- nal, uma profunda vocação para transformar a nossa ação num certo “fazer hu- mano” profundamente comprometido com a vida e o cuidado à saúde de nossa população, uma tentativa de criar espaços de aprendizagem para multiplicar as forças do compromisso. (GRANDA, 2003)

Dessa forma, mesmo diante da globalização e da ideologia neoliberal triun- fante, seria possível apostar “em novas forças sociais e políticas que aparecem no horizonte” embasado por inovações teóricas e práticas. Mas essa discussão encontra-se longe de receber um ponto final. Antes, expressa reticências, no sentido de que há muito mais a ser dito, escrito, discutido e praticado. Essas reticências devem traduzir-se em tempos e espaços de reflexão e ações perma- nentes em direção a uma polifonia das vozes dos diversos atores envolvidos e da qualificação profissional, rumo a um processo de transformação cotidiano.

REFERÊNCIAS

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ADRIANO MAIA DOS SANTOS, ALINE BENEVIDES SÁ FERES, ANA PAULA STEFFANS, HELCA FRANCIOLLI TEIXEIRA REIS, MARIA PAULA CARVALHO LEITÃO

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