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Physiopathogénie de l'infection gonococcique

Liste des abréviations

III. 1.2.1.- L'avantage de la culture est de permettre :

III.1.3. Physiopathogénie de l'infection gonococcique

4.8.1. Trajetória acadêmica, profissional e familiar

Carla se formou em Psicologia em 2010 e continua os estudos, cursando mestrado em administração. Tem 25 anos e encontra-se em ascensão profissional na empresa multinacional onde trabalha. É solteira, começou na empresa como estagiária e depois foi contratada. Trabalha na área de recrutamento e seleção há 4 anos. Pela empresa, tem viajado muito, ficou quatro meses acompanhando um grupo em treinamento na Europa e tem trabalhado em outras unidades da empresa no Brasil.

4.8.2. Situação econômica e financeira

Os dados revelaram: Carla encontrava-se desde 2008, no cheque especial. Ou em seus dizeres: Todo mês entro no cheque especial um pouquinho, no máximo R$ 500,00, assim posso pagar. Os juros estão inseridos no seu orçamento mensal.

Apesar da uma renda mensal de R$ 2.800,00, ela nunca saiu do cheque especial. Conseguiu fazer uma reserva de aproximadamente R$ 3.000,00, guardando, em uma poupança, parte das férias e da participação nos resultados, mas, mesmo assim com a conta corrente com saldo negativo.

Dir-se-ia que o maior problema da Carla era o comportamento financeiro: Não sei falar não quanto recebo convites para sair de casa. Mesmo sem ter dinheiro, vou assim mesmo. Situação semelhante a da entrevistada Mariana. Mesmo com aumentos salariais e progressões na carreira, o salário nunca era suficiente.

Com relação aos gastos, Carla comprou um carro, principalmente para ajudar no trabalho da sua mãe, mas ela o usava somente nos finais de semana. Carro, faculdade e saídas eram as principais despesas de Carla além do gasto com vestuário, que pesava muito em seu cartão de crédito. Portanto, vivia no cheque especial, mas possuía uma reserva financeira equivalente a um pouco mais de um salário mensal.

4.8.3. Estilo de vida

Com referência ao estilo de vida, Carla foi classificada como experimentadora (experiencer), e como característica secundária, realizador (achiever).

Os experimentadores são jovens, vivos e entusiastas, impulsivos e rebeldes. Buscam variedade e excitação, saboreando o que é novo, extravagante e arriscado. Ainda no processo de formulação de seus valores de vida e padrões de comportamento, eles logo se entusiasmam com novas possibilidades, mas são igualmente rápidos para se desinteressar delas. Os experimentadores são consumidores ávidos e gastam grande parte de sua renda em roupas, comida rápida, música, filmes e vídeo.

Essa última característica confere exatamente com o perfil apresentado por Carla na entrevista. Jovem, entusiasta e gasta grande parte de sua renda em roupas e comida rápida.

Como característica secundária ela se enquadrou no rol das realizadoras. Realizadores são pessoas orientadas para o sucesso na carreira e para o trabalho, que gostam de sentir que controlam suas vidas. Valorizam a previsibilidade e a estabilidade em detrimento do risco. São profundamente compromissados com a família e o trabalho. O trabalho lhes propicia senso de dever, recompensas materiais e prestígio. Suas vidas sociais são estruturadas em torno da família, da igreja e da carreira. A imagem é importante para eles, favorecendo o estabelecido, produtos e serviços de prestígio que demonstram seu sucesso diante de seus pares. Como demonstram os dados, foram encontradas em Carla, principalmente pelo fato de estar trilhando uma carreira promissora, em sua área de atuação com a qual se mostrou bastante comprometida.

4.8.4. Satisfação com a qualidade de vida

O resultado do questionário Walton, aplicado a Carla, mostrou que sua qualidade de vida no trabalho era satisfatória.

Tabela 09 – Dimensões de qualidade de vida no trabalho – Entrevistada Carla

Dimensões da QVT Escore

Médio(*)

Classificação

I- Remuneração 5,00 Muito Satisfatória

II- Condições de trabalho 4,43 Satisfatória

III- Uso e desenvolvimento de capacidades 3,14 Neutro IV- Oportunidades de crescimento profissional 2,29 Insatisfatória V- Integração social na empresa 4,86 Muito Satisfatória

VI- Direitos na empresa 4,00 Satisfatória

VII- Equilíbrio trabalho e vida 4,86 Muito Satisfatória

VIII- Relevância do trabalho 4,14 Satisfatória

Média Global 4,13 Satisfatória

Fonte: dados da pesquisa (2012)

As dimensões que atuaram positivamente na qualidade de vida satisfatória, de acordo com as respostas de Carla ao questionário do Walton, foram remuneração, integração social na empresa e equilíbrio trabalho e vida.

As duas dimensões que concorreram para que a Carla não fosse classificada em termos de qualidade de vida no trabalho, como muito satisfatória, foram: oportunidades de crescimento e o uso e desenvolvimento de capacidades.

As características do estilo de vida do experimentador, a qual Carla foi classificada, talvez influenciaram suas respostas no que se refere à oportunidade de crescimento e uso e desenvolvimento de capacidades.

Quando questionada sobre as influências e impactos causados dentro do trabalho, pelo endividamento, ela mencionou ter sido repreendida por sua chefe, certa vez, quando estava com a planilha de controle de finanças aberta no computador fazendo movimentos de coçar a cabeça.

Assim sendo, o descontrole das finanças, pode-se afirmar, trazia consequências ao trabalho, afetando, negativamente, a produtividade bem como o estado emocional da funcionária Carla.

4.8.5. Conclusão do estudo de caso: Entrevistada Carla

Esta participante da pesquisa se distinguiu das demais uma vez que não apresentou grandes problemas financeiros, como inadimplências e dívidas altas. Todavia se mostrou muito incomodada por não conseguir controlar seus impulsos financeiros logo estava sempre no cheque especial.

Ela não se opôs em participar da pesquisa, inclusive demonstrou interesse após um contato no qual tomou ciência deste estudo. No final da conversa, afirmou: Eu quero participar da pesquisa, só assim mesmo sairei destes problemas financeiros.

Como ficou claro no estudo de caso, ela conseguiu um crescimento profissional interessante na empresa. Quanto à remuneração, ela classificou como grau máximo de satisfação no questionário do Walton. Isso demonstra que o problema não está no quanto se ganha, mas sim no quanto se gasta do dinheiro.