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5.3 Méthode proposée pour le recalage

6.1.4 Phase 2 : utilisation d’un critère RADAR de contraste local pour

Atualmente, o cenário mundial necessita de profissionais capacitados para um conjunto de atividades que compreendem desde o projeto gráfico, passando pelo projeto de arquitetura, até os bens de consumo. Isso requer do designer não só tecnologias direcionadas a um mix de produtos e serviços, mas depende principalmente da mudança de comportamento do profissional e dos usuários.

Segundo Ferroli e Librelotto (2007), o profissional projetista (designer, engenheiro, arquiteto) precisa atender seis requisitos básicos mínimos em práticas sustentáveis:

-visão mercadológica -visão produtiva -visão artística -visão econômica -visão ergonômica -visão ecológica

Assim, a área de atuação do designer em projeto de produtos é extremamente abrangente (embalagens, máquinas, mecanismos, dispositivos elétricos, mecânicos, hidráulicos, pneumáticos, eletrônicos, construção civil, militar, aeroespacial, entre outros). O importante é não perder a visão dos requisitos sugeridos por Ferroli e Librelotto (2007), em todas as fases, visando sempre à sustentabilidade que visa conservar e manter os produtos.

Segundo Manzini (2008) para se obter nova solução para um projeto (design) deve considerar os seguintes passos:

- Mudar a perspectiva: mudar o centro de interesse das coisas para os resultados, focalizando o processo de projeto nas atividades a serem realizadas.

- Imaginar soluções alternativas: planejar diferentes combinações possíveis de produtos, serviços, conhecimento e habilidades organizativas.

- Avaliar e comparar várias soluções alternativas: utilizar um conjunto de critérios para a avaliação efetiva.

-Desenvolver as soluções mais adequadas: promovendo convergência entre as empresas e os atores sociais e conectá-los aos produtos, serviços e conhecimentos que irão compor a solução.

Para esse “novo” profissional de visão abrangente e futurista, Morin (2004), ressalta a necessidade de novos processos na metodologia do saber, desde a reorganização do saber até a reforma de pensamento.

Para melhor compreensão dos níveis fundamentais de interferência do designer nas práticas sustentáveis, confirma Manzini e Vezzoli (2002), pode-se citar:

-o redesign ambiental do existente;

-o projeto de novos produtos e serviços que substituam os atuais; -o projeto de novos produtos- intrinsecamente sustentáveis;

-a proposta de novos cenários que correspondam ao estilo de vida sustentável;

Essas escolhas essencialmente técnicas, de acordo com os autores, visam melhorar a eficiência global de um produto e facilitar a reciclagem e reutilização de seus componentes. Para isso se torna necessário sensibilizar o usuário quanto a escolha, com oferta de produtos análogos entre si e produtos mais ecológicos. Também individualizar os produtos que oferecem os serviços ecologicamente mais favoráveis com relação aos demais. As novas propostas precisam ser reconhecidas como válidas e socialmente aceitas. As inovações, porém, não acontecem apenas através dos redesigns dos produtos existentes, mas principalmente através de uma qualidade ambiental. Segundo os referidos autores, haverá sempre dificuldade em inserir serviços ecologicamente aceitáveis devido ao comportamento e a cultura dominante e seus valores. O profissional designer deverá estar preparado não só para uma leitura sociológica que o levará a oferecer uma nova maneira mais sustentável que busque resultados socialmente apreciados, como também radicalmente favoráveis ao meio ambiente.

Ainda, o melhor modo de agir para levar a soluções verdadeiramente coerentes com a sustentabilidade, é colocar o projeto em ambiente estratégico de decisão da empresa onde o projetista e a empresa aceitem o risco de investir num produto com a perspectiva de abrir um mercado novo e diferente de tudo que existe.

No passado, o design se referia à forma e à função das coisas. Essas características, que eram limitadas em termos de espaço e tempo, poderiam ser entregues em uma forma fixa, como um esquema. No mundo de hoje, extremamente conectado em rede, faz mais sentido pensar em design como um processo que continuamente define as regras de um sistema em vez de seus resultados. (THACKARA 2008, p.272).

Então, para atingir a sustentabilidade ambiental, não é suficiente melhorar o que antes já existia, nem se limitar ao sistema de produção e consumo, mas:

- pensar em novos produtos; - pensar em novos serviços;

Assim como, operar em níveis mais altos, através de projetos de novos produtos sustentáveis e novos cenários com estilos de vida sustentáveis; (MANZINI E VEZZOLI, 2002, p. 22).

Manzini também remete a não sustentabilidade em escala local a “um processo de deterioração dos contextos de vida causados pela crise dos bens comuns e pelo desaparecimento do tempo contemplativo” (MANZINI, 2008 p. 51), de forma que é desencadeado um processo negativo e vicioso de mais consumo e degradação do contexto.

Thackara 2008, em seu livro Plano B, registra uma presente mudança do regime sustentável de tempo na sociedade, e como alternativa aos designers sugere explorar novas formas de mobilidade lenta, não que este, tenha que desacelerar tudo, mas, possibilitar situações nos ritmos ditados por nós; mudar o termo “mais veloz” para “mais próximo”.

“Uma tarefa central do design é conectar pessoas, recursos e locais uns aos outros em novas combinações e em tempo real.” (THACKARA 2008, p.116).

Para superar o modelo de bem-estar baseado no produto (que se tornou um modelo de bem-estar insustentável), quanto ao novo modelo baseado no acesso (a uma série de serviços, experiências e produtos intangíveis), o designer também deve concentrar-se em estudar minuciosamente o papel do usuário (MANZINI, 2008).

Thackara (2008) e Manzini (2008) estimulam o designer, a buscar tanto no passado, como em inovações sociais produzidas, aprimoradas e gerenciadas por comunidades criativas, soluções para colocar em práticas. Muitas já estão em um estágio mais maduro e precisam ser difundidas, colocando este conhecimento em um novo contexto, gerando um novo conhecimento.

Assim com a sustentabilidade nasce uma nova atividade de design que olha para a inovação social com sensibilidade, para identificar casos promissores e capacidade para projetar novos artefatos e indicar novas direções (MANZINI, 2008).