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PALLIER A CE RISQUE DE PRODUITS PERIMES

3.1. Pharmacies hospitalières

Como se pode analisar ao longo do trabalho, os problemas urbanos encontrados nas cidades americanas no início da década de 1990 e relatados durante os CNU’s são semelhantes aos atuais enfrentados pelas metrópoles brasileiras, tais como o esgarçamento do tecido urbano com o surgimento conínuo de novos subúrbios, crescimento sem planejamento, déicit habitacional, transporte público ineiciente, espaços públicos sem qualidade, bolsões de pobreza, ruptura na coninuidade da malha urbana causada por condomínios privados fechados, ausência de delimitação clara entre as zonas urbana e rural (OLIVEIRA, 2007).

Atualmente busca-se a construção de cidades e bairros compactos e de uso misto, emergindo como modelo de desenvolvimento urbano mais eiciente.

A densidade demográica atual em Pedra Branca, Palhoça, é de 70 habitantes por hectare: ainda distante, portanto de uma densidade média ou alta, devendo-se lembrar que as quadras centrais de maior densidade (equivalente ao padrão T6 no Transecto Urbano) ainda não estão ocupadas, ou seja, a densidade do bairro ainda deverá crescer nos próximos anos.

Apesar de nas primeiras fases de implantação do Pedra Branca, prioritariamente nas áreas das duas colinas, ter sido realizado um zoneamento tradicional com predomínio de um único ipo de uso do solo urbano, a residência unifamiliar inserida com generosos recuos em um amplo lote.

Nas fases mais novas do empreendimento é possível observar o Transecto Urbano rural-urbano com variações de cenários, indo da zona totalmente natural até zona urbana consolidada, por vezes de forma mais gradual e em outras de forma abrupta. Há zonas de uso especíico que são os lotes industriais.

A área média de um padrão de bairro palnejado ideal, segundo a literatura especiica, é de 64 hectares, podendo ir um mínimo de 16 a um máximo de 80 hectares. Estas áreas propiciam territórios compactos, possíveis de serem percorridos a pé. Pedra Branca apresenta área de 250 hectares em toda a sua extensão, lembrando-se que ainda deverão ser conigurados os bairros internos, menores. Imagina-se que também por isso não seja usual os percursos serem realizado

por caminhadas a pé, mesmo dentro do bairro, apenas em sua área central composta pelos novos prédios residenciais e comerciais no raio de aproximadamente 300 metros da praça central, que possui o espelho d’água, compreendendo uma área central de cerca de 36 hectares. Atualmente, há poucas quadras e vias ediicadas, apenas a Avenida da Universidade/Passeio Pedra Branca com extensão de aproximadamente três quadras ou trezentos metros e o seu entorno imediato.

O centro do bairro Pedra Branca é claramente ideniicável por meio da praça central, assim como seus limites, tendo em vista que há muros, cercas com peris de concreto e guaritas em todo o perímetro do bairro. Quanto à natureza das aividades, tem-se uso misto apenas na era central, mais especiicamente ao longo da Avenida da Universidade/Passeio Pedra Branca. Nos demais locais é predominante o uso residencial monofamiliar, com exceção do núcleo de lotes industriais. O tráfego de pedestres ao longo das vias ocorre com segurança e coninuidade apenas na área onde há uso mulifuncional, uso misto. Nas demais áreas a infraestrutura para o pedestre é precária, bem como a sensação de segurança, com poucas pessoas e veículos circulando. Por ser um bairro planejado por um grupo da inciaiva privada, foi possível desinar os terrenos com caracterísicas especiais a funções de destaque, mesmo que todas ainda em fase de projeto.

O setor de comércio e serviço do bairro é pequeno e de caráter local. Não há local para hospedagem, somente a uma distância de cerca 4km do centro do município de Palhoça. Há um equipamento de grande porte de serviço educacional, a Unisul, e empresas de tecnologia da informação. Há também uma pequena escola e um curso de idiomas, mas a predominância do bairro é residencial. Tais equipamentos atuam como âncoras atraivas de vida urbana, catalisadores de usos dinâmicos para além do uso residencial predominante.

Há uma considerável quanidade de áreas de preservação naturais, principalmente no entorno dos recursos hídricos, lago e riacho. A qualidade paisagísica natural é aprazível, mas ainda há poucos equipamentos urbanos que permitam o uso dessas áreas pela população.

Em relação aos transportes, chegar do centro dos municípios de Florianópolis, São José e Palhoça ao bairro por meio de transporte público é diícil: só há uma linha de ônibus com intervalo de uma hora e as paradas de ônibus não oferecem conforto. O ponto de taxi em Pedra Branca raramente tem taxi. Há um veículo comparilhado, mas com funcionamento ainda muito precário. Para chegar

é possível, mas a chegada não: não há calçadas ou ciclovias coninuas de Palhoça a pedra Branca. Assim, perbe-se que o fato de Pedra Branca ainda não estar densamente ocupada, como é previsto no plano, traz neste momento problemas daí decorrentes. A ausência de uma população maior não gera a demanda que sustente o desejável transporte coleivo.

A Paricipação popular de planejamento e construção do bairro foi caracterizada prioritariamente pelas charretes, oicinas de desenho paricipaivo e demais reuniões com proissionais técnico das áreas de engenharia e arquitetura. A população moradora do entorno foi pouco comtemplada nas discussões e decisões.

Tendo em vista tal cenário, percebe-se que Pedra Branca, apesar de ser a única experiência brasileira de fato inciada há mais tempo, tem ainda muito a fazer para efeivamente aingir os parâmetros que caracterizam a boa urbanidade previstos na Carta para o Novo Urbanismo e no Manual para o Crescimento Inteligente.

Pedra Branca conigurou-se nos úlimos anos no Brasil como uma referência, tendo sido objeto de estudos acadêmicos, caso referencial em congressos, inúmeras publicações na mídia e recebe visitantes e estudiosos interessados nos novos padrões de bairros planejados contemporâneos e tornou-se um centro de encontro de urbanistas e de lançamento de livros referenciais - a versão brasileira do Cidades para as Pessoas de Jan Gehl foi patrocinada e lançada lá, dentre diversos outros lançamentos.

Assim, há ainda um descompasso entre essa enorme visibilidade e publicização de Pedra Branca como o maior caso de novo urbanismo planejado brasileiro e modelo referencial e aquilo que se encontra efeivamente concreizado, como se atestou ao longo do presente trabalho.

Urbanismo exige muito tempo para sair dos ideiais planejados e projetados e conseguir a dimensão da ocupação efeiva e do uso do espaço dado pelo tempo.

Será necessário acompanhar por anos a evolução de Pedra Branca para se conirmar se de fato tudo que foi planejado com tanto esmero e conceituado nos mais contemporâneos parâmetros de urbanismo se efeivará.