cadres de santé (Hôpital) et les
2.2. Analyse des questionnaires préparant le quick audit au sein des pharmacies hospitalières de l’AP-HM et des pharmacies d’officine
2.2.1. Pharmacies hospitalières de l’AP-HM
O termo ‘Crescimento Inteligente’ começou a ser difundido e uilizado de forma mais corriqueira há alguns anos e então começou-se a pensar em deini-lo. O termo não é unanimidade, a sua uilização é controversa e seu uso teve início com o governador do Estado de Maryland, Parris N. Glendening, no inal dos anos 90, e em seguida foi também uilizado pela Agencia de Proteção Ambiental Americana e por outras organizações. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
A elaboração dessa publicação que se transformou em manual teve início por volta do ano 2000, com a tentaiva de reunir técnicas que visam um crescimento urbano inteligente. Para a realização da elaboração do manual houve revisão de literatura, consulta a diversos especialistas. A consolidação da experiência de mercado se deu no escritório de arquitetura e urbanismo DPZ com sede em Miami na Florida, que trabalha com a criação de novos lugares e com a consolidação e readequação de área urbanizadas em decadência. Entretanto, os estudos e aplicações práicas estão sempre em constante mutação e evolução, sendo inviável examinar tudo o que estava acorrendo. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Termos como “Novo Urbanismo”, “ediício verde”, “reforma agrária”, “mudanças climáicas” e outras iniciaivas e conceitos semelhantes dentro das grandes áreas do conhecimento que envolvem o urbanismo e o meio ambiente estavam começando a se agregar nos EUA durante os primeiros anos do século XXI. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
O movimento contra a expansão dos subúrbios teve início basicamente como criica estéica e social. Atualmente, por outro lado, apresenta vertentes cieníicas: os estudiosos do clima atribuem o espraiamento urbano como um dos componentes que contribuem para o aquecimento global; os economistas atribuem a grande expansão urbana à dependência dos EUA ao mercado internacional de petróleo; os ambientalistas atribuem a queda na qualidade da agua e do ar ao espraiamento urbano; os proissionais que trabalham com saúde pública atribuem ao espraiamento das cidades e a consequente dependência do automóvel à epidemia de obesidade e demais doenças vinculadas ao sedentarismo como o diabetes; os engenheiros de tráfego atribuem as milhares de mortes ocorridas por ano com acidentes de carro também ao espraiamento urbano contemporâneo. Com isso, o crescimento inteligente tornou-se, como relata o políico americano e um dos líderes do congresso
¹ Termo que se tornou nome de livro: “Uma verdade inconveniente: o que devemos saber (e fazer) sobre o aquecimento global”, de autoria de Albert Gore, ex- vice presidente dos EUA em 2006, que relata problemas mundiais do efeito estufa.
para o Novo Urbanismo, Mayor John Norquist, o remédio conveniente para a verdade inconveniente¹. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Diversos problemas sociais, econômicos, ambientais e isiológicos atuais são resultados diretos do esilo de urbanização uilizados largamente a parir do im da 2ª Guerra Mundial. Tais problemas são frequentemente amparados por políicas públicas e legislação perinentes, tais como a concentração de uso monofuncional em determinadas zonas da cidade e a prioridade de construção de sistema viário de alta velocidade desinado a veículos automotores pariculares, em detrimento da urbanização com uso e ocupação mista do solo urbano e a prioridade de infraestrutura desinada ao trafego de pedestres, mais barata, sustentável e eiciente. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010). São resultados do espraiamento urbano sem planejamento: a crise do aquecimento global, com o efeito estufa e as mudanças climáicas cada vez mais drásicas; a dependência energéica muitas vezes de fontes não renováveis como o petróleo provocada pelo crescente uso automóvel paricular; a infraestrutura pública precária nas áreas de saúde e educação; e a instabilidade inanceira. Tais problemas, no entanto, podem ser solucionados com a implantação o crescimento urbano inteligente. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Na elaboração do Manual para um Crescimento Inteligente foram analisadas publicações de diversas enidades. Entre elas, havia agências governamentais e organizações não governamentais que estudam e trabalham com o viés urbano do Crescimento Inteligente. O tema é abordado de diversas maneiras de acordo com a natureza e objeivo da enidade. Logo, há contradições entre os princípios difundidos por cada enidade, mas foram excluídas do manual. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010). O Manual tem como objeivo fornecer insumos para que se coloque em práica o viés do crescimento urbano inteligente, como também para auxiliar na avaliação do trabalho daquilo que está sendo colocado em práica. Foram encontrados publicações e documentos sobre o tema, mas não de forma consolidada, como é o objeivo do manual. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
O manual não inha como objeivo a catalogação de todos os aspectos da boa práica de desenvolvimento urbano. Por essa razão, trata-se de um único e compacto livro e não uma enciclopédia de diversos
volumes. Os itens foram apresentados com argumentos rápidos e pontuais, mesmo sabendo-se que há um amplo volume de conhecimento que suscitaria rica discussão. O público alvo para a leitura do Manual é composto por proissionais do mercado com pouco tempo disponível para leitura e estudo em geral. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Por outro lado, o Manual muito esclarece: seu alto nível de especiicidade é resultado de uma longa experiência práica que levou a valorizar o conhecido através da teoria especulaiva. Acredita-se que novos lugares devam ser concebidos à maneira de lugares existentes que já funcionam, que já foram testados e aprovados pela população que os uiliza. Os seres humanos têm construído assentamentos durante muitos anos e não há muito a saber sobre o seu sucesso e fracasso. Os maiores fracassos do passado recente foram tentaivas de subsituir os modelos testados pelo tempo com invenções sem precedentes, sem testes e sem estudos que os embasassem. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
O planejamento urbano é mais uma técnica do que uma arte. Como na medicina ou na legislação, a evolução deve ser constante, mas deve ocorrer com base no conhecimento recolhido ao longo dos séculos. Qualquer desenho pode ser considerado inteligente pelo simples fato de ser inovador, mas não se pode coniar no êxito até que tenha sido mostrado que de fato esse desenho produz resultados posiivos de urbanidade. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Tendo em vista tal cenário, o Manual do Crescimento Inteligente uilizou como base conceitual para sua elaboração o desenho do bairro tradicional com uso e ocupação do solo por aividades de diversas naturezas, caracterizando o uso misto. O modelo do bairro tradicional, a unidade de vizinhança, inha sido abandonado em detrimento de bairros monofuncionais idos como modernos, mas que aumentam a dependência do automóvel e dos recursos naturais não renováveis como o petróleo. As cidades concebidas por bairros monofuncionais favoreceram as crises atuais ecológicas, econômicas e sociais, o que torna o crescimento inteligente necessário. Podem haver outras formas mais criaivas para organizar a paisagem urbana e algumas formas podem até ser mais sustentáveis, mas o desenho do bairro tradicional já foi testado e aprovado historicamente por diversos povos e culturas. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
A principal importância da urbanização das cidades subdividias em bairros com desenhos tradicionais pode ser vista de forma materializada na cidade de Miami, no condado de Miami-Dade, estado da Flórida, Estados Unidos, onde muitos tópicos do manual foram colocados em práica e aperfeiçoados. A Região metropolitana de Miami tem uilizado dos instrumentos que constroem um crescimento urbano inteligente: governo metropolitano uniicado; sistema ferroviário eiciente e ariculado a outros modais de transporte; centro com aividades de uso misto propiciando grande circulação de pessoas; padrão de urbanização com alta densidade; limite do perímetro urbano claro e bem deinido. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Com as inovações construivas mais recentes e ambientalmente corretas, como o ediício verde, eiciência energéica, aproveitamento das aguas pluviais, reuso de águas e aproveitamento da energia solar, torna-se fácil esquecer os modelos anigos que obiveram êxito, como a unidade de vizinhança autônoma e com vida, que é a vertente central do crescimento urbano inteligente. Mesmo nas normas LEED, a importância do desenho de bairro tradicional de uso misto para a obtenção de uma boa urbanidade não é suicientemente destacada. O resgate das centralidades de bairros para o movimento ambientalista americano é, provavelmente, a contribuição mais importante do manual. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
O destaque em relação ao desenho urbano, as construções ísicas que são enfaizadass nesse manual, também não é um fato convencional a ser abordado quando se discute o crescimento inteligente. Entretanto, tratam-se de discussões importantes, pois todas as escalas do crescimento estão interconectadas, desde a escala macro do planejamento regional até a escala micro do desenho e dimensionamento da caixa da via local. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
O aumento criterioso da densidade cria um ambiente espacialmente propício ao caminhar. As vias mais agradáveis permitem a circulação de pessoas de diferentes idades e faixas de rendas com maior frequência. É importante ressaltar também que o ato de caminhar nas cidades reduz as viagens de automóveis e, em consequência, a emissão de gases à base de carbono que têm impacto prejudicial à atmosfera. Com isso em mente, pode-se airmar que propiciar o caminhar agradável na escala local diminui as mudanças climáicas na escala global. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Muito se fala sobre o crescimento inteligente, mas poucos de fato tentam implementá-lo. Após cerca de 25 anos de esforços, é possível chegar a conclusões sobre o que funciona de fato. As técnicas de análise descritas no manual icaram conhecidas por fazer a diferença onde foram uilizadas. Espera- se que, com ampla divulgação, seja possível melhorar consideravelmente o estado do ambiente urbano e natural e a qualidade de vida das pessoas. O manual não trata da expansão suburbana ou da superioridade de um crescimento inteligente: acerca desses assuntos já existe ampla literatura. Trata-se, de fato, de um livro que apresenta os recursos e explicações práicas sobre o que deve ser feito para que se implante o crescimento inteligente, através de uma gama de técnicas que visam o bom projeto de bairro. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Diante de tantos parâmetros contemporâneos uilizados no planejamento urbano, e em especial no projeto de bairros planejados brasileiros, foram elencados sete conceitos para um estudo mais próximo. São eles: densidade; Transecto Urbano ; bairro; uso misto; espaços naturais; transporte; e paricipação popular.
DENSIDADE
Densidade é uma questão controversa entre os planejadores e cidadãos. A alta densidade é muitas vezes entendida como amenizadora da maior parte dos males da expansão urbana. No entanto, ela é, na verdade, apenas um dos muitos fatores que contribuem para um crescimento urbano inteligente. Um local pode ser muito denso, mas não ser um ambiente agradável para o pedestre devido à falta estrutura ísica adequada. Em geral, altas densidades urbanas visam miigar os impactos negaivos do espraiamento urbano de diversas maneiras. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
A ação de colocar uma maior quanidade de pessoas em uma menor área de solo urbano auxilia a preservação dos espaços livres de uso público da cidade. Centros urbanos densos, diversiicados e consolidados, como Manhatan, bairro insular do município de Nova York, pode ser considerado o lugar mais sustentável da América se considerado apenas o princípio da densidade. Entretanto, muitos cidadãos americanos ainda parecem preferir o “sonho americano” de moradia: uma casa solta em um amplo lote com quintal e jardim frontal. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Os bairros mais densos que abrigam ampla diversidade de habitações, comércio e serviço naturalmente geram menos deslocamentos individuais diários dependentes do automóvel e consequentemente uma menor poluição atmosférica e impacto no clima global. (FARR, 2013).
As legislações urbanas municipais contemporâneas devem comtemplar diferentes ipologias de habitações e diferentes gradientes de densidade urbanas nos bairros de uma cidade de forma a variados públicos moradores da cidade. Se o desenho urbano de uma determinada porção do território é práico, proporciona vias tranquilas e esimula o bom convívio urbano, uma densidade maior será mais aceita pelos diferentes atores sociais: compradores de imóveis, vizinhos e gestores públicos. (DUANY, SPECK e LYDON, 2010).
Entre o inal do século XIX e a atualidade, pôde-se perceber uma diminuição no número de pessoas por domicílio nas áreas urbanas. A igura 64 mostra que, por volta do im do século XIX, a média era de quatro pessoas por domicílio; no ano 2000, já era possível encontrar uma média de 2,2 pessoas por domicílio em uma residência localizada no subúrbio. A área construída média de moradia por residente, por outro lado, aumentou. Em 1900, a média era de 10 metros quadrados por morador; no ano 2000, essa média sextuplicou. A taxa de ocupação do lote também sofreu grande modiicação nesse intervalo de 100 anos: se numa região central da cidade em 1900 a taxa de ocupação era de cem por cento do terreno, encontram-se em 2000, nas áreas periféricas, residências com generosos recuos e uma taxa de ocupação de vinte por cento do terreno. Em 1900, em uma zona urbana central havia uma média de 475 habitações por hectares, o que representava cerca de duas mil pessoas; no ano 2000 no subúrbio esse número cai para oito habitações por hectare - cerca de 17 pessoas, uma densidade incrivelmente menor num espaço de tempo não tão grande. Percebe-se, portanto, que a população atual procura uma maior quanidade de terra para morar, aumentando a dependência do automóvel.
O aumento da densidade sem uma boa explicação prévia é também moivo frequente de grande hosilidade entre a vizinhança, que costuma ver apenas os pontos negaivos, enxergando o aumento da densidade como uma ameaça à qualidade de vida urbana em seu entorno imediato. Esse comportamento deu origem a uma expressão especiica em inglês, NIMBY (Not In My Back Yard), ‘Não No Meu Quintal’, que se refere a pessoas que querem uma maior densidade urbana na cidade
FIGURA 64: as novas áreas residenciais são esparsamente povoadas. Há um século, sete vezes mais pessoas moravam no mesmo espaço. FONTE: GEHL (2013, p. 66)
em que moram, mas não em uma região próxima à sua casa. Há também a expressão antônima, YMBY (Yes In My Back Yard), ‘Sim No Meu Quintal’, para políicas e ações consideradas benéicas pela população, como uma praça que todos querem e que se localize na porta de sua residência. (FARR, 2013).
As boas práicas urbanas visam demonstrar que os diferentes gradientes de densidade buscam encontrar o equilíbrio entre os impactos posiivos e negaivos, maximizando aqueles e miigando estes. A densidade dos novos empreendimentos americanos é de cerca de cinco unidades habitacionais por hectare: muito baixa para propiciar deslocamentos a pé, dando destaque ao deslocamento do automóvel em densidades como essas. A maioria dos cidadãos comuns não fazem relexões sobre o conceito de densidade quando é apenas numérico, e tampouco entendem qual a aparência ou o custo de construção de diferentes densidades. Todavia, diferentemente do cidadão comum, o empreendedor precisa lucrar, e por isso está atento à densidade e ao custo do empreendimento: o custo de construção de um projeto geralmente aumenta conforme a densidade. Logo, quando um empreendedor constrói em altas densidades, os valores de venda e aluguéis são elevados para garanir a viabilidade inanceira do projeto. O objeivo deve ser o equilíbrio entre as exigências do zoneamento e das legislações urbanísicas municipais e os custos das construções. (FARR, 2013). A igura 65 ilustra e documenta dez padrões de assentamentos humanos diferentes em uma gama abrangente de densidades. O primeiro padrão apresenta casa unifamiliar com recuos em via local, ocupação ípica do subúrbio, com densidade de 25 UH por hectare. O décimo exemplo, por outro lado, é de uma torre de apartamento com mais de oito andares, com densidade de 375 UH por hectare.
É consensual entre os urbanistas contemporâneos a ideia de que uma cidade para ser considerada viva necessita de um grau saisfatório de densidade construída e boas concentrações de moradias e locais de trabalho dentro de um mesmo território. Todavia, o que torna uma cidade realmente viva é combinação equilibrada de espaços livres de uso público de alta qualidade e uma quanidade considerável de pessoas que queiram uilizá-los. Existem diversos exemplos de locais com alta densidade construída associada a espaços livres de uso público de baixa qualidade que não obiveram
FIGURA 65: Ilustra e documenta padrões de assentamento humano em uma gama abrangente de densidades. FONTE: FARR (2013, p. 96 /97)
êxito. As novas áreas urbanas são geralmente densas e totalmente ocupadas, mas os seus espaços livres de uso público são numerosos demais, muito amplos e de pouca qualidade, tornando-se inóspitos e pouco propícios a inspirar o uso da população. (GEHL, 2013).
Percebe-se frequentemente que uma alta densidade urbana construída, quando mal planejada, obstrui a implantação de espaços livres de uso público de alta qualidade, exinguindo com assim a possibilidade de vida na cidade. Um exemplo seria o centro da cidade de Sydney, na Austrália, que é dominado por ediícios altos, com a presença de muitas pessoas que lá moram e trabalham, ao passo que o entorno dos ediícios apresentam vias escuras, barulhentas e com intensas correntes de vento, mesmo as ruas permiindo a circulação de pessoas de um ponto a outro: não são, portanto, nada convidaivas ao estar. Manhatan, bairro insular do município de Nova York, também possui muitos exemplos de grupos de arranha-céus com ruas escuras e nada atraivas no pavimento térreo. Já as regiões de Greenwich Vilage e Soho, ainda em Nova York, são áreas em geral menos densas, mas ainda assim com densidade relaivamente alta, onde os ediícios são mais baixos, de forma que o sol ainge as ruas ladeadas de árvores e há vida nas ruas. Com menos pavimentos vericais e espaço urbano mais atraivo, os ediícios proporcionam mais vitalidade a esses bairros do que as áreas com altos ediícios e alta densidade, em que mais pessoas vivem e trabalham. (GEHL, 2013).
Uma densidade urbana razoável e espaço urbano de boa qualidade costumam ser preferíveis a áreas com maior densidade, que frequentemente inibem a criação de espaços urbanos atraivos. A densidade por si só não produz necessariamente vida nas ruas. Outro problema que reduz a vida urbana em torno dessas torres é que as pessoas dos andares mais altos, em apartamentos e escritórios, se aventuram menos na cidade do que aquelas que vivem e trabalham nos primeiros cinco andares, até aproximadamente cerca de 18 metros do nível da rua. Os andares inferiores garantem aos ocupantes contato visual com o espaço urbano e os movimentos de entrada e saída dos ediícios para o espaço urbano não são percebidos como tão longos ou diíceis. (GEHL, 2013) Vários estudos de áreas habitacionais dinamarquesas mostram que, em geral, os conjuntos de casas de dois até três andares apresentam mais vida de rua e socialização por domicílio do que os ediícios mais altos. A conclusão é que construir ediícios altos para criar densidades muito altas e espaços
públicos ruins não é uma receita úil para cidades vivas, embora construtores e políicos por vezes uilizem o argumento de infundir vida na cidade através da construção de áreas densas com ediícios altos. (GEHL, 2013)
Dessa forma, a busca contemporânea não é mais por alta densidade, mas pela melhor densidade associada a espaços urbanos de qualidade. Essa combinação de elementos torna a região mais atraiva. A vida na cidade não acontece por si mesma ou se desenvolve de forma automáica, simplesmente como resposta à alta densidade. Tal questão requer uma abordagem concentrada e bem mais variada. Cidades vivas requerem estrutura urbana compacta, densidade populacional razoável, bem como distâncias aceitáveis a serem percorridas a pé ou de bicicleta e espaço urbano de boa qualidade. (GEHL, 2013).
Existem muitas maneiras de uilizar abordagens arquitetônicas inteligentes em densidades relaivamente altas, sem criar ediícios muito altos, ruas muito escuras ou construir barreiras psicológicas que desesimulem os residentes a fazer seu deslocamento do interior do ediício residencial ou comercial para o espaço urbano. (GEHL, 2013).
Muitos bairros mais anigos mostram uma combinação de densidade compacta e bom espaço urbano, como mostram os centros de Paris e de Copenhague. A mundialmente conhecida estrutura urbana de Cerdá, em Barcelona, também tem um excelente espaço urbano: vibrante vida na rua e uma densidade maior do que a de Manhatan.
Em Oslo, na Noruega, há uma área urbanizada considerada excelente e relaivamente recente, que é Aler Brygge à beira-mar. Pensou-se muito na questão da densidade, diversidade de funções e em bons espaços urbanos. Apesar da alta densidade construída, os ediícios não parecem altos, porque aqueles ao longo das ruas têm menos andares do que aqueles situados atrás; há uma boa proporção no espaço urbano com a frente das áreas térreas bem aivas. Graças ao bom projeto