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Pertinence de l’approche chronotopique 67

Chapitre I   Vers la détermination du récit de la route 9

C. Pertinence de l’approche chronotopique 67

Em computação gráfica, análise modal tem sido mais comumente usada em modelos deformáveis [Pentland e Williams 1989,Faloutsos et al. 1997,James e Pai 2002,Hauser et al. 2003,Barbic et al. 2009]. Entretanto, neste trabalho, a análise modal é realizada em personagens virtuais representados através de estruturas de corpos rígidos articulados. Portanto, nesta subseção, apresentam-se detalhes de como essa análise pode ser realizada para tais personagens. A abordagem usada é a mesma proposta em [Kry et al. 2009], na qual o estado do sistema é representado através das informações de orientação e posição de cada corpo rígido individualmente, exigindo que restrições, tais como as restrições impostas pelas juntas da estrutura, sejam adicionadas ao sistema. Essas restrições são responsáveis pela redução dos graus de liberdade do sistema, constituído inicialmente por corpos rígidos independentes.

Coordenadas Completas versus Coordenadas Reduzidas

A parametrização usada neste trabalho para definir o estado da estrutura, representada através de todos os seis graus de liberdade necessários para determinar a orientação e a posição de cada corpo rígido, é conhecida como parametrização por coordenadas completas. As restrições do sistema são então representadas através de equações de restrição, responsáveis por manter os corpos em configurações pertencentes ao subespaço de estados admissíveis.

Uma outra possibilidade de parametrização do estado é a parametrização por coordenadas reduzidas. Nesse caso, as restrições já devem ser implicitamente definidas na própria representação paramétrica do estado. Portanto, ao invés de usar seis parâmetros para cada corpo, a quantidade de parâmetros usada já é igual ao número de graus de liberdade do sistema. Consequentemente, o espaço paramétrico inteiro corresponde a configurações válidas. Note que, ao serem usadas coordenadas completas, apenas um subespaço, de dimensão mais baixa, de todas as configurações possíveis é consistente com as restrições. O uso de coordenadas reduzidas também permite um ganho significativo em eficiência computacional para sistemas com muitas restrições e poucos graus de liberdade.

Entretanto, a definição de tal parametrização reduzida pode ser muito complicada em certas situações. Além disso, o número de graus de liberdade do sistema pode mudar,

por exemplo, quando contatos envolvendo os corpos e o ambiente ocorrerem. Usando coordenadas completas, essas mudanças podem ser facilmente tratadas simplesmente incluindo ou removendo as equações de restrição correspondentes a cada situação, quando necessário. Em contextos que envolvem física, essa habilidade permite que os sistemas sejam facilmente representados de maneira geral e flexível.

Vetores Espaciais 6D

A parametrização do estado da estrutura articulada por coordenadas completas exige que seis parâmetros sejam definidos para cada corpo rígido, seus seis graus de liberdade: três referentes à sua orientação e três referentes à sua posição. Convenientemente, para facilitar as operações envolvendo essa representação de corpos rígidos, usa-se uma notação mais geral, chamada aqui de vetores espaciais 6D [Cline 1999,Kry et al. 2009]3.

De acordo com essa notação, para representar as velocidades e as forças aplicadas nos respectivos corpos rígidos, as informações de orientação e posição são concatenadas em um único vetor de seis dimensões. Assim, a velocidade 6D de um corpo rígido, também conhecida como twist, é representada pelo vetor ϑϑϑ = (ωωωT, vT)T, onde ωωω corresponde à sua velocidade

angular e v corresponde à sua velocidade linear. De maneira análoga, a força 6D aplicada em um corpo rígido, também conhecida como wrench, é representada pelo vetor ζζζ = (τττT, fT)T,

onde τττ corresponde ao torque aplicado e f corresponde à força aplicada.

Além disso, definida uma velocidade 6D em um sistema de coordenadas a específico, representada poraϑϑϑ , é fundamental saber como essa velocidade 6D pode ser convertida para

um outro sistema de coordenadas qualquer b, resultando na velocidade 6Dbϑϑϑ . Essa conversão

é feita através de uma matriz chamada matriz de transformação adjunta, b

aAd, de dimensão

6 × 6, que pode ser facilmente construída a partir da matriz de transformação homogênea correspondenteb aT (Subseção2.3.2): b aAd= R 0 [t]R R ! , (2.19)

onde R e t são definidos de acordo com a Equação2.2:

b aT= R t 0 1 ! ,

e [t] corresponde à matriz anti-simétrica, de dimensão 3 ×3, equivalente ao produto vetorial t×:

3Para mais detalhes e materiais relacionados a essa notação e a sua álgebra correspondente, conhecida como

t× x = [t]x =     0 −tz ty tz 0 −tx −ty tx 0     x. (2.20)

Note que as discussões feitas na Subseção2.3.4também são válidas para essa notação 6D. Portanto, forças 6D podem ser transformadas usando a inversa transposta da matriz adjunta. Assim: bϑϑϑ = b aAdaϑϑϑ bζζζ = a bAdT aζζζ , (2.21) ondeb aAd−1= abAd.

Problema de Autovalores e Autovetores para Estruturas Articuladas

Parametrizando o estado da estrutura por coordenadas completas, e usando vetores espaciais 6D, pode-se montar o vetor velocidade da estrutura inteira concatenando as velocidades 6D de todos os corpos rígidos em um único vetor coluna, cujo número de linhas é igual a seis vezes o número de corpos (nc): ϑϑϑ = (ϑϑϑTc1, ϑϑϑ

T c2, ..., ϑϑϑ

T cnc)T.

Assim, dada uma pose de equlíbrio específica, definida da mesma maneira como no cálculo dos controladores PD discutido na Subseção2.3.6(ver Figura2.10como exemplo), e assumindo que a estrutura articulada encontra-se nessa pose de equilíbrio, as equações de movimento mostradas na Equação2.12podem ser reescritas da seguinte forma:

cMcϑϑϑ +˙ cKcϑϑϑ h = 0 , (2.22)

onde cϑϑϑ é definido em coordenadas dos corpos, o que significa que cada velocidade 6D

individual é especificada no sistema de coordenadas local do seu respectivo corpo rígido;cM e cK são respectivamente as matrizes de massa e rigidez, também definidas em coordenadas dos

corpos; ecϑϑϑ h corresponde ao deslocamento a partir da pose de relaxamento dada.

Entretanto, define-se inicialmente a matriz jK, em coordenadas das juntas, para em seguida

convertê-la paracK, em coordenadas dos corpos. Para isso, primeiramente constrói-se a matriz

Θ Θ

Θ, responsável por convertercϑϑϑ para jϑϑϑ . De acordo com a Equação2.6, mostrada na Subseção

2.3.4, dado que jϑϑϑ = ΘΘΘcϑϑ , pode-se deduzir queϑ cK= ΘΘΘT jK ΘΘΘ.

Além disso, a Equação 2.22 considera simplesmente um conjunto de corpos rígidos independentes. Portanto, para realizar a análise modal, todas as restrições do sistema devem ser consideradas, tais como as restrições impostas pelas juntas. Para isso, definem-se as equações

de restrição do sistema através da seguinte expressão matricial: Gcϑϑϑ = 0, onde cada linha da

matriz G representa uma dessas equações. Comocϑϑϑ somente é válido se satisfizer Gcϑϑϑ = 0,

o subespaço admissível paracϑϑϑ pode ser descrito pelo espaço nulo de G, o qual é representado

pela matriz N. Ou seja, cada coluna da matriz N corresponde a um elemento da base que forma o espaço nulo de G. Portanto, para garantir quecϑϑϑ , definido em coordenadas dos corpos, sempre

obedeça às restrições definidas pela matriz G, basta obtê-lo como uma combinação linear das colunas da matriz N, em que os pesos da combinação correspondem aos elementos de um vetor velocidade ˙x, dado em coordenadas admissíveis:cϑϑϑ = N ˙x.

Considerando também que ˙xh = x e cϑϑϑ = N ¨x, pode-se reescrever a Equação˙ 2.22,

pré-multiplicada por NT, como:

NT cM N ¨x+ NT ΘΘΘT jK ΘΘΘ N x = 0 . (2.23) Reorganizando e considerando ainda que ¨x = −ω2x= −λ x, de maneira análoga à Equação

2.13, obtém-se o seguinte problema de autovalores generalizado:

(NT ΘΘΘT jK ΘΘΘ N) x = λ (NT cM N) x . (2.24) Os autovetores resultantes, xi, correspondentes aos modos naturais de vibração, são convertidos

para coordenadas das juntas: φφφi = ΘΘΘ N xi. Note que φφφi é definido em relação à pose de

equilíbrio dada. As frequências naturais correspondentes são obtidas a partir dos autovalores resultantes: fi=√λi/(2π).

Devido ao fato dos graus de liberdade globais dos personagens não possuírem rigidez associada, caso não existam restrições envolvendo esses graus de liberdade globais, a matriz de rigidez (NT ΘΘΘT jK ΘΘΘ N) é sempre singular. Isso implica que seis dos autovetores resultantes,

correspondentes aos chamados modos de vibração de corpo rígido, possuem seus respectivos autovalores iguais a zero.