Chapitre II : Pertes dans un moteur asynchrone à cage
II.2 Pertes à vide
II.2.2 Pertes par frottements et ventilation
Os dados obtidos através dos diversos instrumentos de recolha pouco significado têm até serem analisados e avaliados (Bell, 2004). Após a recolha dos dados o investigador fica na posse de um volume considerável de informação que necessita ser analisada, em que a sua decomposição implica uma série de operações sobre os achados recolhidos. O processo de tratamento de dados obtido através do trabalho de campo constitui-se como uma das fases mais significativas de qualquer pesquisa científica, na medida em que, permite compreender os achados recolhidos pela aplicação das técnicas de recolha seleccionadas e a respectiva significação. Bogdan e Biklen (1994) reforçam esta afirmação referindo que, relativamente aos dados empíricos obtidos, é necessário organizá-los tornando-os em material operacional, sintetizá-los, procurar padrões, identificar o que é relevante e decidir o que se vai comunicar. Neste sentido, para o tratamento de dados devemos seleccionar um conjunto de estratégias congruentes com o tipo de informação a analisar.
Foram validados os 27 questionários, visto que, todos os alunos responderam na íntegra às questões fechadas e a grande maioria às questões abertas. Posto isto, passámos a numerar os questionários de 1 a 27 de forma aleatória, numeração com a qual trabalhámos até à fase final do tratamento da informação.
Posteriormente, no caso dos dados provenientes das perguntas fechadas, procedemos à codificação das respostas e à sua transferência para uma base de dados elaborada em SPSS 14.0® (Statistical Package for the Social Scienses) para Windows XP®. Para o tratamento desta informação de índole quantitativa, procedeu-se à análise estatística que, de acordo com Quivy e Campenhoudt (1998), se impõe em todos os casos em que os dados são recolhidos por meio de um inquérito por questionário. Fortin (2003) vai mais longe, ao
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reconhecer que, referindo-se à análise estatística, será proveitoso o investigador fazer uma análise visual e comparativa das oscilações das variáveis do estudo (que, idealmente, devem ser apresentadas sob a forma de gráficos e tabelas).
Deste modo, recorremos à estatística descritiva [frequências absolutas (n) e relativas (%); medidas de tendência central como a média aritmética ( x̅ ), a mediana (Md) e a moda (Mo) e medidas de dispersão ou variabilidade como o desvio padrão (dp)]. Optámos, tal- qualmente, pela determinação do coeficiente de Pearson, com o objectivo de verificar as possíveis relações com a satisfação dos alunos relativamente à supervisão disponibilizada pelo tutor (Q22 da parte III) e o apoio e suporte do tutor na aquisição de competências durante o ensino clínico do CPLEESM – Aditivos (parte V). Determinámos, ainda, correlações de teste de análise de variâncias (ANOVA), com o propósito de determinar a influência de algumas dimensões do contexto do acompanhamento clínico (parte II) no grau de satisfação dos alunos em relação à supervisão disponibilizada pelo tutor durante o processo de tutoria (Q22 da parte III).
Para o tratamento da informação de cariz qualitativo, recolhida nas questões abertas do questionário (parte VI), transcrevemos as respostas para uma base de dados criada em documento WinWord® (Anexo 2). Após a transcrição, como metodologia de análise, recorremos à análise de conteúdo.
Esta técnica confere a possibilidade de tratar, de forma metódica, informações e testemunhos, dotados de um certo nível de profundidade e complexidade, de que é exemplo o conteúdo proveniente das questões abertas (Quivy e Campenhoudt, 1998). Segundo Pardal e Correia (1995, p.72), a análise de conteúdo “consiste numa técnica de investigação através da qual se viabiliza, de modo sistemática e quantitativo a descrição do conteúdo da comunicação (…) incide sobre a captação de ideias e significações da comunicação”. Para Stake (2007) a selecção por esta metodologia de análise torna-se oportuna quando os dados a analisar estão sob a forma de texto, possibilitando a obtenção de informações resumidas e organizadas facultando, assim, a observação de motivos de insatisfação, satisfação ou opiniões subentendidas, natureza de problemas, etc.
O material resultante da transcrição das respostas às questões abertas constituiu o “corpus documental” da análise. Este foi alvo de várias leituras atentas e activas (…) “a fim de
possibilitar uma inventariação dos temas relevantes do conjunto, ideologia, conceitos mais utilizados” (Amado, 2000, p.55), tendo como base os objectivos inicialmente propostos e o quadro teórico de referência.
O tratamento dos dados prosseguiu com um processo de codificação, isto é, “o processo pelo qual, os dados brutos são transformados e agregados em unidades, por forma a permitir “uma representação do seu conteúdo, ou da sua expressão, susceptível de esclarecer o analista acerca das características (…) relevantes do conteúdo” (Bardin, 2004, p.103).
Por sua vez, este processo é faseado. Teve início com a procura, essencialmente, de unidades de registo de natureza semântica que orientassem para os temas e unidades de informação mais comuns. A clarificação destes teve como ponto de partida as unidades de contexto, a desenvolver seguidamente, pois estas constituem “unidades de compreensão para codificar a unidade de registo e corresponde ao segmento da mensagem, cujas dimensões (superiores às da unidade de registo) são óptimas para que se possa compreender a significação exacta da unidade de registo” (Bardin, 2004, p.107). Finalmente, a análise culminou num “processo de operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o género” – categorização (Bardin, 2004, p.117). Durante este processo, na tentativa de garantir a fiabilidade da nossa interpretação, foi realizada uma análise conjunta com o orientador desta pesquisa.
Simultaneamente tivemos sempre presente a necessidade de definir categorias exaustivas (percorrendo todo o conjunto do texto – validade interna), exclusivas (os mesmos elementos não pertencem a diversas categorias), objectivas (características claras) e pertinentes (em relação aos objectivos perseguidos e ao conteúdo trabalhado), seguindo deste modo as orientações definidas por Bardin (2004) no processo de categorização dos dados empíricos.
Em suma, e utilizando as palavras de Vala (1986), proceder à análise de conteúdo trata-se de reduzir descrições, opiniões, explicações, a um conjunto aceitável de unidades significativas, primando pela organização e explicação dos seus conteúdos. Quivy e Campenhoudt (1998) consideram que, melhor de que qualquer outra técnica de tratamento
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de dados, a análise de conteúdo permite conciliar rigor metodológico e profundidade inventiva, quando o material disponível é rico e penetrante.