Chapitre 4 : Discussion
1.1 La perte de NCOR1 rend les souris plus susceptibles au traitement DSS en
Como técnica metodológica para tratar e relacionar os dados obtidos pelos estudos bibliográficos, estudos documentais, questionários e entrevistas foram utilizados os princípios da Análise de Conteúdo, pois esta permite descrever o conteúdo das informações coletadas, de forma quanti-qualitativa, segundo perspectiva de Marconi (1990).
A Análise de Conteúdo, “[...] ajuda a reinterpretar as mensagens, e a atingir
uma compreensão de seus significados num nível que vai além da leitura comum”
(MORAES, 1999, p.9).
Por ser uma técnica de ler e interpretar, e exercendo uma influência significativa à linguagem utilizada, tanto pelo entrevistado, quanto pela entrevistadora, não é possível, segundo Marconi (1990), que a leitura pela entrevistadora seja realizada com neutralidade. A análise dos dados sempre será a leitura da entrevistadora à luz de suas crenças, de seus valores, de seu conhecimento tácito e do aporte teórico por ela referenciado nesse trabalho.
A análise do conteúdo de todos os documentos e informações visou buscar a compreensão da política pública que orienta o Telecentro, bem como a identificação de qual ideologia perpassa esta política. Esta metodologia, ao ser utilizada na avaliação de uma política pública, ou em um de seus componentes estruturais, permite a identificação da relação sócio-político das propostas e de suas estratégias de implementação.
Considerando o objeto de estudo, a análise documental promoveu a identificação do contexto sócio-político-cultural das características do público visado e quais as necessidades e expectativas que pretende atender. Permitiu, também, checar ou complementar os dados obtidos, por meio dos questionários e das entrevistas, possibilitando maior apreensão do contexto no qual está constituída a política de inclusão digital e, por sua vez, a proposta de inclusão social e os procedimentos educativos instituídos.
A análise dos questionários aplicados foi de ordem quantitativa e descritiva. Com relação aos dados tabulados, a partir dos questionários respondidos pelos jovens, os mesmos foram classificados, utilizando-se técnicas estatísticas de síntese, “[...] que reduzem e simplificam os dados em uma unidade e de acordo com
a igualdade dos valores e atributos” (MARCONI, 1990, p.139).
Ao utilizar medidas que correspondem à Estatística Descritiva, os dados foram apresentados, segundo expressão estatística de comparação de freqüências, através do método de cálculo de percentagem. Em alguns dados, a percentagem foi calculada considerando intervalos de classe, sendo estes intervalos apresentados de forma clara nos respectivos gráficos (GOODE, 1972).
Com base nos princípios da Análise de Conteúdo, a análise dos dados coletados nas entrevistas foi definida como sendo qualitativa, considerando que os objetivos desse estudo se enquadram em uma instância de qualidade em detrimento de quantidade, e as etapas percorridas para a aplicação dessa técnica seguiram o que orienta Moraes (1999):
! Preparação das informações: etapa em que a pesquisadora lê, exaustivamente, o conteúdo das entrevistas realizadas, com o objetivo de ter maior clareza e segurança ao avançar para a etapa seguinte; ! Unitarização: etapa em que, através de codificação pessoal, a
pesquisadora transforma o conteúdo em unidades de análise. A ação de estabelecer as unidades de análise implica examinar, detalhadamente, os conteúdos, desmontando-os com o objetivo de chegar a unidades constituintes, geralmente, enunciados referentes aos fenômenos estudados;
! Categorização: etapa que busca estabelecer as relações entre as unidades de base identificadas, combinando-as e classificando-as no sentido de compreender como esses elementos unitários, ao serem reunidos, formam os conjuntos complexos, denominados categorias; ! Descrição: etapa que busca a exposição das idéias dos materiais
analisados em uma perspectiva próxima de uma leitura aprofundada. A descrição concretiza-se a partir das categorias construídas ao longo da análise, apresentando-as, fundamentando e validando essas descrições a partir de interlocuções empíricas ou ancoragem dos argumentos em informações retiradas dos textos analisados;
! Interpretação: etapa que apresenta um exercício de teorização no qual a pesquisadora, quando interpretando os sentidos dos textos, com base em um referencial teórico escolhido à priori, exercita um conjunto de interlocuções com os autores mais representativos do seu referencial. Ao interpretar, com base em seu arcabouço teórico, procura melhorar a compreensão dos fenômenos que investiga, estabelecendo pontes entre os dados empíricos com que trabalha e suas teorias de base (MORAES, 1999).
Algumas categorias, com base em Stoer (2004), foram construídas, à priori, com o objetivo de subsidiar a construção dos instrumentos de coleta de dados. Estas estão apresentadas na Tabela 10, da página seguinte.
Tabela 10 - Categorias e sub-categorias da exclusão digital
Fonte: a autora (2007)
No decorrer das etapas de preparação dos dados e unitarização, surgiram dos textos, através da interação da pesquisadora com as idéias apresentadas pelos entrevistados, em um processo de reconstrução de sentidos, de compreensão mais aprofundada sobre os fenômenos constituintes do tema em estudo, categorias emergentes. Estas categorias, produtos do agrupamento das unidades identificadas nos textos das entrevistas, foram consideradas base para as etapas de descrição e interpretação dos aspectos que integram a política de inclusão digital, Programa Telecentro.
A categorização constitui um processo de classificação em que elementos de base, as unidades de significado, são organizados e ordenados em conjuntos lógicos abstratos, possibilitando o início de um processo de teorização em relação aos fenômenos investigados. (MORAES, 2006, p.2).
Encontram-se, na Tabela 11, as dimensões e as categorias consideradas, pelo presente trabalho, na análise dos documentos e entrevistas utilizados para o levantamento de dados e informações.