• Aucun résultat trouvé

A mais visível limitação no presente estudo foi a ausência de floresta no segundo contexto. Tal, limitou a implementação do projeto na sua totalidade e influenciou alguns resultados que poderiam ter sido diferentes caso todas as atividades fossem realmente neste espaço. No primeiro contexto também houve um momento em que não foi possível ir para a floresta, uma vez que a mesma foi destruída, mas este acontecimento não teve tanta influência, uma vez que a situação foi rapidamente resolvida.

Também é importante apontar que o projeto resultou nestas condições, contudo não é possível generalizar globalmente e garantir que resulte em todos os outros contextos escolares. A investigação foi qualitativa, o que implica que o sucesso deste projeto possa não ser obtido noutra escola, com outras crianças. Para tal, seria benéfico experimentar noutro tipo de contextos e perceber se realmente é possível obter aprendizagens significativas através da floresta e dos seus elementos naturais.

Uma outra limitação foi o tempo, dado que não foi o suficiente para perceber o impacto a longo prazo. Neste âmbito, seria interessante retornar às escolas e perceber se as aprendizagens continuavam consolidadas e se os momentos de atividades continuavam na memória das crianças, motivando-as a retornar à floresta ou aos espaços naturais.

Acredito que este projeto poderia ser implementado em muitas outras escolas e obter bons resultados, sob a condição de todos os professores serem criativos e planificassem atividades que fossem de acordo aos interesses das crianças. Gostaria também de ter a oportunidade de voltar a implementar esta ideia noutros contextos escolares, promovendo mais atividades e de forma mais transversal. Nesta oportunidade seria importante passar mais tempo na floresta, para perceber melhor a ligação das crianças com a natureza e para que o número de atividades pudesse ser maior, obtendo mais informações para analisar.

Creio que este estudo vem abrir novos caminhos e mostrar que realmente é possível aprender de uma forma mais divertida e motivadora, tirando as crianças para fora da sala e levando-as a aprender com o mundo que as rodeia e com a natureza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Abrantes, P., Serrazina, L. & Oliveira, I. (1999). A Matemática na Educação Básica. Lisboa: Departamento da Educação Básica.

American Institutes for Research (2005). Effects of Outdoor Education. Programs for Children in California. Retirado de: <http://www.seer.org/pages/research/AIROutdoorSchool2005.pdf> Bardin, L. B. (1997). Análise de conteúdo. [Adobe Digital Editions version] Retirado de:

<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/4295794/mod_resource/content/1/BARDlN%2C%2 0L.%20%281977%29.%20An%C3%A1lise%20de%20conte%C3%BAdo.%20Lisboa_%20edi%C3%A7% C3%B5es%2C%2070%2C%20225..pdf>.

Brandão, Carlos Rodrigues. O que é educação. São Paulo: Brasiliense, 2007. (Coleção Primeiros Passos). Barros, M. & Palhares, P. (1997). Emergência da Matemática no jardim-de-infância. Porto: Porto Editora. Bidarra, M. & Festas, I. (2005). Construtivismo (s): Implicações e interpretações educativas. Revista

Portuguesa de Pedagogia, 39 (2). (pp. 177-195).

Bilton, H., Bento, G., Dias, G. Brincar ao Ar Livre: Oportunidades de desenvolvimento e de aprendizagem fora de portas. 1º ed. Porto: Porto Editora.

Bivar, A., Grosso, C., Oliveira, F. & Timótio, M. (2013). Programa e Metas Curriculares de Matemática do Ensino Básico. Lisboa: Ministério da Educação e Ciência.

Bixler, R., Floyd, M. & Hammutt, W. (2002). Environmental socialization: qualitative tests of the childhood play hypothesis. Environment and Behavior, 34 (6), (pp. 795-818).

Bravo, N. (2008). Práticas educativas e aprendizagens formais e informais: encontros entre cidade,

escola e formação de professores. Retirado de:

<http://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/2863/3/BN.CL.12.pdf>.

Brodie, K. (1995). Peer interaction and the development of mathematical knowledge. In L. Meira, & D. Carraher (Eds.), Proceedings of the Nineteenth International Conference for Psychology of Mathematics Education (Vol III). (pp. 216-223). Recife (Brasil): Universidade de Pernambuco. Brumbaugh, D., Rock, M., Rock, D., Brumbaugh, L. (2003). Teaching K 6 Mathematics. New Jersey:

Castro, C. (2010). Características e finalidades da Investigação-Ação. Retirado de: <https://cepealemanha.files.wordpress.com/2010/12/ia-descric3a7c3a3o-processual-catarina- castro.pdf>. Acesso em: 28, junho, 2019.

Coutinho, C. P. (2013). Metodologia de Investigação em Ciências Sociais e Humanas: teoria e prática. (2a edição). Coimbra: Almedina.

Coutinho, C. P., Sousa, A., Dias, A., Bessa, F., Ferreira, M. J., & Vieira, S. (2009). Investigação‐acção: metodologia preferencial nas práticas educativas. Revista Psicologia, Educação e Cultura, 13(2). (pp. 355-379).

Damon, W., & Phelps, E. (1989). Critical distinctions among three approaches to peer education. International Journal of Educational Research, 13 (1). (pp. 9-19).

Davidson, N. & D., L. Kroll. (1991) An Overview of Research on Cooperative Learning Related to Math ematics. Journal for Research in Mathematics Education. (pp. 362-65).

Dillon et al. (2006). The value of outdoor learning: evidence from research in the UK and elsewhere. England: School Science Review.

Espadilha, S. (2017). Envolvendo-me na natureza posso brincar, aprender e crescer? - Um estudo sobre a importância do espaço exterior no jardim de infância. Lisboa: Instituto Politécnico de Lisboa, Escola Superior de Educação.

Fernandes, E. (1997). O trabalho cooperativo num contexto de sala de aula. Madeira: Universidade da Madeira.

Fernandes, F. (2019). A resolução de tarefas matemáticas em contextos não formais de aprendizagem – um estudo com o 3º ano de escolaridade. Tese de Doutoramento. Braga: Universidade do Minho.)

Fjortoft, I. (2004). Landscape as playscape: The effects of natural environments on children’s play and motor development. Children, Youth and Environments, 14. (pp. 21-44).

Fjortoft, I. & Sageie, J. (2000). The natural environment as a playground for children: landscape description and analysis of a natural landscape. Landscape and Urban Planning, 48. (pp. 83-97). FOREST SCHOOLS EDUCATION. Forest Schools: 18 years of Trainig The World’s Best Forest Schools, (2017). What are forest Schools?. Retirado de: <http://forestschools.com/what-are-forest-

Guerra, E. (2014). Manual de Pesquisa Qualitativa. [Adobe Digital Editions version]. Retirado de: <http://disciplinas.nucleoead.com.br/pdf/anima_tcc/gerais/manuais/manual_quali.pdf>. Gruber, H., Law, L., Mandl, H., & Renkl, A. (1996). Situated learning and tranfer. In P. Reimann, & H.

Spada (Eds.), Learning in humans and machines: Towards an interdisciplinarity learning science. Freiburg: Universitat Freiburg, Psichologisches Institut.

Huggins, V. & Wickett, K. (2011). Crawling and toddling in outdoors: very young children’s learning. In S. Waite (Ed.), Children Learning Outside the Classroom. London: Sage Publications Ltd. (pp. 20-34). Kellert, S. (2005) Building for life: designing and understanding the human-nature connection.

Washington, DC: Island Press. Retirado de:

<https://books.google.pt/books?id=C_5_IZjwup8C&printsec=frontcover&dq=Building+for+life:+d esigning+and+understanding+the+human-nature+connection&hl=pt-

PT&sa=X&ved=0ahUKEwjBgJqsr6jlAhVYAGMBHUXLDH8Q6AEIKTAA#v=onepage&q=Building%20 for%20life%3A%20designing%20and%20understanding%20the%20human-

nature%20connection&f=false>

Lamb, C. (2011). Forest School – A Whole School Approach. In: Sara Knight (Ed). Forest School for All, London: SAGE. (pp. 28-40).

Lave, J., & Wenger, E. (1991). Situated learning: Legitimate peripherial participation. Cambridge: Cambridge University Press.

Liz O'Brien (2009) Learning outdoors: the Forest School approach. In: Education. 3–13. 37(1), (pp 45- 60).

Lopes, J. & Silva, H. (2009). A Aprendizagem Cooperativa na Sala de Aula – Um Guia Prático para o Professor. Lisboa: Grupo Lidel.

Louv, R. (2005). Last child in the woods: Saving our children from nature-defice disorder. Chapel Hill, NC: Algonquin Books.

Johnson, D. & Johnson, R. (1999). Aprender juntos e solos: Aprendizaje cooperativo, competitivo e individualista. Argentina: Aique Grupo Editor.

Johnson, D. & Johnson, R. & Holubec, E. (1999). El aprendizaje cooperativo en el aula. Buenos Aires: Editorial Paidós.

Mello, S. A. (2004). A escola de Vygotsky. In K. Carrara (Org.). Introdução à psicologia da educação: Seis abordagens. São Paulo: Avercamp. (pp. 135-155).

Silva, I., Marques, L., Mata, L. & Rosa, M. (2016). Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar. Lisboa: Ministério de Educação/Direção Geral de Educação Básica.

Moss, M. (2009). Outdoor Mathematical Experiences: Constructivism, Connections, and Health. In: Clarke B., Grevholm B., Millman R. (eds) Tasks in Primary Mathematics Teacher Education. Mathematics Teacher Education, vol 4. Springer, Boston, MA.

Moreno, B. (2006). O ensino do número e do sistema de numeração na educação infantil e na 1ª série. In: PANIZZA, Mabel. (org.). Ensinar Matemática na educação infantil e nas séries iniciais. Porto Alegre: Artes Médicas. (pp.43-76).

NCTM (2007). Princípios e Normas para a Matemática Escolar. Lisboa: APM

NCTM (2014). Principles to Actions: ensuring mathematical success for all. Reston: National Council of Teachers of Mathematics.

Niemann, F. & Brandoli, F. (2012). Jean Piaget: um aporte teórico para o construtivismo e suas contribuições para o processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e da Matemática . Brasil: Universidade de Passo Fundo.

Nheko. Escola da Floresta – Forest School em Portugal. Retirado de:

<https://www.nheko.pt/entrevistas/2018/11/25/escola-da-floresta-forest-school-em-portugal>. Acesso em: 1, fevereiro, 2019.

O’Brien, L. (2009). Learning outdoors: the forest school approach. Education 37(1). (pp. 45-60). Oliveira, M. K. (1993). Vygotsky - Aprendizado e desenvolvimento: Um processo sócio-histórico. São

Paulo: Scipione.

Oliveira, M., Strassburg, U., Piffer, M. (2017). Técnicas de Pesquisa Qualitativa: uma abordagem conceitual. Ciências Sociais Aplicada em Revista. v.17. (pp.87-110).

Oliveira-Formosinho, J. (2011). O Espaço e o Tempo na Pedagogia-em Participação. Porto: Porto Editora. Pombo, O. (1993) A Interdisciplinaridade como Problema Epistemológico e como Exigência Curricular.

<http://saber.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/4141/3187>. Acesso em: 27, dezembro, 2018.

Pombo, O (s/d) A interdisciplinaridade como problema epistemológico e exigência curricular. Retirado de: <http://cfcul.fc.ul.pt/biblioteca/online/pdf/olgapombo/interdisciplinaridadeproblema.pdf>

Acesso em: 15, novembro, 2018.

Teixeira, O. (2004). Interdisciplinaridade: problemas e desafios. Brasil: Revista Brasileira de Pós- Graduação, 1(1). (pp. 57-69).

Titman, W. (1994). Special Places, Special People: The Hidden Curriculum of School Grounds. Godalming: World Wide Fund for Nature/Learning through Landscapes.

Tovey, H. (2007) Playing Outdoors. Spaces and places, risk and challenges. Maidenhead: Open University Press, McGraw-Hill Education.

Sanches, I. (2005). Compreender, Agir, Mudar, Incluir: Da investigação-ação à educação inclusiva. Revista Lusófona de Educação. 5. (pp. 127-142).

Silva, K. P., Bertomeu, V. P. & Bertomeu, J. V. (2014). A Imagem na Documentação Pedagógica: a integração da comunicação na formação do professor. Perspectiva, 32(1), (pp.257-284).

Spencer, C. & Blades, M. (2006). Children and their Environments: Learning, Using and Designing Spaces. Cambridge: Cambridge University Press.

Vygotsky, L. S. (1984) A Formação Social da Mente. São Paulo: Alexandre Martins Fontes. Vygotsky L. S. (2001). A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes. Ward, C. (2014). Connecting Young Children With Nature. Teaching young children, 8(1), (pp. 24-27). Wilson, E. O. (1984). Biophilia. Cambridge: Harvard University Press.

Woolley, H. and Lowe, A. (2013). Exploring the relationship between design approach and play value of outdoor play spaces. Landscape Research, 38 (1). (pp. 53-74).

Young, M. (2010). Conhecimento e Currículo — Do socioconstrutivismo ao realismo social na sociologia da educação. Colecção Currículo, políticas e Práticas, 33. Porto: Porto Editora.