Chapitre 5 : Vers une analyse harmonique des réseaux
5.5. Bilan des analyses fréquentielles
5.5.2. Perspectives
A entrevista a empresa Giliana aconteceu numa das suas fábricas situadas em Mesão Frio, Guimarães, no dia 18 de Junho de 2014 entre as 14 horas e as 16:30 horas. A sua empresa, para além desta fábrica que tem 150 trabalhadores, tem mais uma fábrica em Vila Verde (Braga) com cerca de 50 trabalhadores que se destina somente à produção. Esta Empresa têxtil foi fundada em 1982 e na altura era uma empresa familiar dedicada ao fabrico de camisas que produzia apenas para o mercado nacional. Em 1986, o compromisso com a qualidade e a inovação conduz a Giliana à um processo novo de confeção de camisas, destacando-se dos seus concorrentes nacionais e expandindo-se para o mercado internacional. A esta altura cerca de 90% da produção desta empresa se destinava à exportação para a Europa, EUA e para a África.
Nesta entrevista, o proprietário desta Empresa destacou que é a política da Giliana fornecer aos seus clientes, produtos e serviços da mais alta qualidade, que sob todos os aspetos estejam em conformidade com as especificações, padrões de qualidade e requisitos regulamentares aplicáveis. O proprietário desta empresa também defendeu que a sua empresa procura continuamente a melhoria da qualidade dos serviços através dos seguintes compromissos: i) preocupação na produção de produtos que satisfaçam as necessidades dos nossos clientes superando as suas expetativas no que diz respeito à qualidade; ii) formar e sensibilizar os colaboradores para uma participação ativa na dinamização do processo de gestão da qualidade, assegurando que todos promovem a melhoria contínua e eficaz da empresa; iii) estabelecer relações de parceria rigorosas e justas com os fornecedores; iv) ter uma atuação responsável perante o ambiente e a sociedade em geral.
O empresário após a apresentação da sua empresa, passou a abordar o processo de internacionalização que realizou em 2011 para o mercado caboverdeano. Ele afirma que o modo de entrada escolhido para o mercado caboverdeano foi a criação de uma loja, ou seja, uma filial comercial de vendas. Segundo Welch et al. (2007), esta estratégia de entrada assegura a empresa-mãe o controlo total sobre todo o processo de tomada de decisão que ocorre naquela empresa, quer seja sobre as suas politicas e estratégias, quer seja sobre ativos- chave que são transferidos para a subsidiária tais como a tecnologia e o know-how. Segundo o gerente, a loja foi estabelecida no Centro da cidade da Praia em 2011 e o seu objetivo era
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fornecer peças de roupa de qualidade para que as pessoas tivessem uma oportunidade de vestir de forma clássica.
Na entrevista, o gerente enfatizou que este empreendimento deparou-se com alguns problemas como o facto de haver muitos gastos com produtos essenciais como a água, a energia, e as telecomunicações pois devido a existência de monopólios nas empresas que oferecem estes produtos, o preço dos mesmos mantém-se alto. Além disso, há o problema de quase tudo ser importado no mercado caboverdeano e a existência de pouquíssimas indústrias, o que faz com que o nível de preços seja alto. Dessa forma, é preferível uma filial de vendas do que uma filial de produção, dado que a aquisição de matérias-primas para a produção teria um custo elevado e não permitiria ter um preço final competitivo que é o que acontece no caso da nossa empresa que importa os produtos da empresa-mãe em Portugal e os revende ao cliente final em Cabo Verde.
O empresário aponta ainda as taxas alfandegárias que são impostas aos seus produtos pois alerta pelo facto de ele ser um exportador e um importador ao mesmo tempo, isto é, a sua empresa que tem a base em Guimarães produz as peças de vestuário que envia pela via marítima para Cabo Verde onde ele tem de retirar a mercadoria e pagar as respetivas taxas aduaneiras. Nesse sentido, ele tem de pagar cerca de 40% sobre o valor aduaneiro do produto (que é o valor da mercadoria+ Frete+ Seguro) e ainda 15% que é o valor do IVA. Por outro lado, o entrevistado aponta para vantagens que a sua empresa tem e que decorre da legislação caboverdiana conceder isenção de tributação para os dividendos e lucros distribuídos ao investidor e que sejam provenientes de investimento externo, nas seguintes condições:
- Durante um período de 5 anos contado a partir da data do registo do investimento;
- Sempre que os referidos lucros tenham sido reinvestidos, nos termos da lei, na mesma ou noutra atividade económica em Cabo verde.
Após o período de isenção, caso os lucros não forem reinvestidos, ser-lhe-á aplicada uma taxa de imposto único de 10%. Estes incentivos não se aplicam aos investimentos cuja produção se destina ao mercado interno.
O gerente da Giliana ainda defende que o governo caboverdeano deveria dar mais incentivos para que houvesse mais investimento externo principalmente nas indústrias que é a área onde o país é mais carente. Ele também aposta muito no marketing da sua marca através do Apresentador Giordano Custódio que veste normalmente os fatos da marca Giliana no seu
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programa televisivo “Nha terra, Nha cretchéu” que é transmitido uma vez por semana na RTP África.
O entrevistado da Empresa Giliana aponta também para uma queda das vendas neste ano de 2014 fruto da crise mundial que afeta o mercado caboverdeano que é dependente do turismo e da remessa de emigrantes. Contudo, aponta o seu amor por Cabo Verde e a vontade de ver o seu país a desenvolver como alguns dos motivos que levam a que ele continue a investir no país e a acreditar que existe muita potencialidade neste mercado. Tem expetativa na melhoria e no aumento dos lucros para que possa expandir o seu negócio em Cabo Verde e contribuir para o desenvolvimento econômico e o aumento do investimento externo no país, criando mais postos de trabalho e oferecendo um produto de alta qualidade aos seus clientes.
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