Seguidamente serão abordados os resultados obtidos através da escala de satisfação profissional. Inicialmente serão apresentados os resultados descritivos dos itens que compõem as dimensões alcançadas, de forma a saber em que aspetos os professores demonstram maior concordância e maior discordância dentro de cada dimensão.
Na tabela seguinte encontram-se os itens que compõem a dimensão do relacionamento com os colegas e alunos, e verifica-se que os docentes tendem no geral a manifestar alguma concordância com a maioria dos itens, mas manifestam maior concordância com a alegação “Relaciono-me bem com os meus alunos” (m=4,2; dp=0,48) e concordam que gostam das pessoas com quem trabalho (m=3,7; dp=0,76).
Por outro lado, os professores tendem a discordar com a alegação que afirma que não se sentem responsáveis pela formação dos seus alunos (m=2,4; dp=0,85) e manifestam alguma
1 ,3% 1 ,3% 313 79,6% 278 70,7% 300 76,3% 18 4,6% 5 1,3% 202 51,4% 220 56,0% 202 51,4% 241 61,3% 214 54,5% 33 8,4% 66 16,8% 56 14,3% 295 75,1% 266 67,7% Ensinar Educar Remuneraç ão
Prestígio Social da Profis são Condiç ões de Trabalho Autonomia
Relacionamento com os alunos Relacionamento com os colegas
Relacionamento com os pais /enc arregados de educ ação Relacionamento com a direção da esc ola/agrupamento Relacionamento com o Minis tério da tutela
Participação na tomada de decisões na es cola/agrupamento Participação na definição das políticas educativas
Políticas educativas do governo c entral Políticas laborais do governo
Progres são na c arreira Es tabilidade de emprego
189 discordância com o item “Os meus colegas incentivam-me a melhorar o meu trabalho” (m=2,5; dp=1,06.
Tabela: 8.3 – Resultados Descritivos do Relacionamento com os Colegas e Alunos
A dimensão das “recompensas pessoais” obteve resultados bastante abrangentes nos itens que a compõem. Primeiramente, os docentes manifestam concordância bastante acentuada com as afirmações que sustentam que o ensino oferece oportunidades limitadas para a progressão na carreira (m=4,0; dp=0,90) e que se verifica atualmente uma degradação social da imagem do professor (m=4,0; dp=0,70).
Também consideram que o ensino proporciona pouca segurança financeira (m=4,1; dp=0,70) e que o ordenado de professor fica aquém do merecido (m=4,1; dp=0,57), do mesmo modo que os professores não ganham pelo tempo que realmente trabalham (m=4,0; dp=0,61). Em adição existe concordância que o vencimento da docência não contribui para o reconhecimento que a profissão merece (m=4,1; dp=0,62), e existe pouco reconhecimento do quanto o professor trabalha (m=4,2; dp=0,66). A tendência é para concordar que existe um desfasamento entre as habilitações que os professores possuem e o nível de remuneração (m=3,9; dp=0,91), e concordam declaradamente que “Gostaria de desempenhar uma profissão com mais prestígio social” (m=3,8; dp=0,88). Por sua vez, os inquiridos não concordam que o ensino oferece a possibilidade de progredir profissionalmente (m=1,9; dp=1,03), nem que o ordenado da docência dê para as despesas normais (m=2,4; dp=0,86). Do mesmo modo, os elementos da amostra manifestam discordância com a afirmação “Comparados com categorias
390 3,4 ,90 390 3,7 ,76 393 4,2 ,48 392 2,5 1,06 391 3,2 ,99 392 2,9 1,04 392 3,1 ,95 392 3,4 ,99 392 2,9 ,86 392 2,4 ,85 392 3,1 ,77 392 3,6 1,01 392 2,8 1,02 Relaciono-me bem c om os meus colegas .
Gosto das pess oas com quem trabalho. Relaciono-me bem c om os meus alunos.
Os meus c olegas incentivam-me a melhorar o meu trabalho. As pes soas com quem trabalho não c ooperam comigo. Não gosto das pess oas com quem trabalho.
O meu trabalho é pouco apreciado pelos outros.
Não me sinto à vontade com o meu delegado de grupo/disc iplina. Considero os meus colegas pouc o razoáveis para comigo. Não me sinto responsável pela formaç ão dos meus alunos.
Os meus c olegas pouco se importam com os problemas dos outros . Há demasiada rivalidade entre os meus colegas.
Es tabeleço um diálogo aberto com os colegas .
190 profissionais do mesmo nível académico, os professores estão socialmente situados em posição de igualdade” (m=2,1; dp=1,01), e discordam que se sentem bem pagos em relação à competência que apresentam (m=2,0; dp=0,80). Os inquiridos consideram que não são pagos convenientemente face ao trabalho que desempenham (m=1,9; dp=0,60), e não sentem garantias de segurança no emprego (m=2,0; dp=0,64).
De facto, de uma forma geral verifica-se que os elementos da amostra não consideram que a profissão de professor tenha o prestígio social que a profissão devia ter, e apresentam uma opinião bastante negativa relativamente à remuneração auferida pelo trabalho e pela responsabilidade da profissão.
Tabela: 8.4 – Resultados Descritivos da Dimensão Recompensas Pessoais
Relativamente às condições de trabalho constata-se que os indagados concordam que as condições da escola onde lecionam poderiam ser melhoradas (m=3,8; dp=1,04), e manifestam uma concordância moderada com a afirmação “As condições de trabalho na minha escola são agradáveis”, e com a alegação que afirma que as condições da escola não poderiam ser piores
393 1,9 1,03 393 2,4 ,86 392 3,8 ,88 393 2,8 ,85 393 4,0 ,90 392 2,1 1,01 392 2,0 ,80 389 4,0 ,70 392 4,1 ,70 392 3,5 1,00 392 2,1 ,76 392 4,1 ,57 390 4,0 ,61 392 2,0 ,64 392 2,7 ,83 392 4,1 ,62 392 4,2 ,66 392 1,9 ,60 391 4,2 1,04 392 3,9 ,91 392 3,1 1,00 391 2,2 ,77
O enino oferece-me a possibilidade de progredir profis sionalmente. O ordenado do professor dá para as despesas normais.
Gostaria de des empenhar uma profis são com maior prestígio social. O ensino proporciona-me segurança no futuro.
O ensino oferec e oportunidades limitadas para a progress ão na carreira.
Comparados com c ategorias profissionais do mes mo nível académico, os professores es tão s ocialmente s ituados em posição de igualdade.
Sinto-me bem pago(a) em relação à minha competência. Verifica-se hoje uma degradação soc ial da imagem do profess or. O ensino proporciona-me pouca segurança financ eira.
O ordenado do professor mal chega para viver.
O ensino oferec e boas poss ibilidades de progress ão na carreira. O ordenado de professor fica aquém do que eu merec ia. O professor não é pago pelo tempo que, realmente, trabalha. O ensino dá boas garantias de s eguranç a no emprego. Desempenho uma profis são considerada alic iante.
Com estes vencimentos não se chegará ao reconhec imento que a doc ência merece. Poucos rec onhecem quanto trabalha um professor.
Sinto que s ou pago(a), adequadamente, face ao trabalho que desempenho. O ensino não assegura boas perspetivas de reforma.
Sinto um desfasamento entre as minhas habilitaç ões e o meu nível de remuneração. A garantia de um salário ao fim do mês é que me mantém na docência.
Penso que a profiss ão docente é rec onhecida pos itivamente pelos outros.
191 (m=3,1; dp=0,80 e m=3,2; dp=1,02 respetivamente), o que demonstra que a opinião neste aspeto é ambígua, o que poderá demonstrar uma discrepância entre as diferentes realidades físicas existentes no que tange às condições de trabalho oferecidas.
Da mesma forma, a opinião é repartida no que respeita às condições do equipamento, pois a concordância com as alegações que refere que o equipamento está em bom estado e a que afirma que o equipamento está degradado obtiveram a mesma média (m=3,1). Por sua vez, os professores tendem a sentirem-se bem nas instalações escolares, já que os inquiridos manifestam discordância com a afirmação que afirma o contrário (m=2,7; dp=1,10).
Tabela: 8.5 – Resultados Descritivos das Condições de Trabalho
Desta feita, nos itens que constituem a dimensão da relação com as chefias, a maioria das médias estão centradas no valor 3, logo no grau de concordância mediano. No entanto, pode-se afirmar que os inquiridos manifestam uma concordância mais vincada de que a direção da escola dá muitas diretrizes com pouco sentido (m=3,6; dp=0,77), e apesentam alguma concordância de que a direção da escola onde lecionam contribui para a existência de conflitos entre os professores (m=3,3; dp=0,84), e que aprecia moderadamente o seu desempenho profissional (m=3,0; dp=0,74).
Os inquiridos sentem um apoio moderado por parte das chefias (m=3,4; dp=0,86), considerando, no entanto, que nem sempre a direção das escolas define claramente a política de ação (m=3,1; dp=0,73). Por sua vez, os inquiridos tendem a discordar das afirmações que
393 3,8 1,04 393 3,1 ,80 393 3,2 1,02 391 2,6 ,99 392 3,1 ,90 391 3,1 1,05 392 2,7 1,10 As condições de trabalho na minha escola
poderiam s er melhoradas.
As condições de trabalho na minha escola são agradáveis.
As condições de trabalho na minha escola não podiam ser piores.
As condições de trabalho, na minha escola, são boas.
O equipamento da minha es cola está em bom es tado.
O equipamento da minha es cola está muito degradado.
Não me sinto bem nas instalações es colares que ocupo.
192 sugerem que o órgão de direção lida imparcialmente com todos os professores da escola (m=2,6; dp=0,88) e que estabelece um diálogo aberto com todos os professores (m=2,4; dp=0,8). Do mesmo modo, os docentes discordam que as direções das escolas tendem a disponibilizar o material necessário para o bom funcionamento da atividade de docência (m=2,3; dp=1,02), verificando-se um décalage entre o pessoal docente e as suas chefias.
Tabela: 8.6 – Resultados Descritivos da Relação com as Chefias
Por fim, relativamente à dimensão da natureza do próprio trabalho, verifica-se que se destaca a concordância com a afirmação “O ensino proporciona-me a possibilidade de ajudar os alunos a aprender” (m=4,1; dp=0,56) e o acordo de que a docência é uma profissão muito interessante (m=3,7; dp=0,71), mas que nunca se sentem seguros na atividade/profissão (m=3,6; dp=0,82). Por sua vez, os professores consideram ter liberdade na organização do trabalho dentro da sala de aula (m=3,6; dp=0,78).
Por outro lado, a maior discordância é relativa à alegação “Não sou responsável pelo trabalho de professor(a)” (m=1,7; dp=0,53), seguindo-se a discordância de que são indiferentes à docência (m=1,9; dp=0,54). 392 3,3 ,84 392 3,0 ,74 392 3,1 ,73 392 3,4 ,86 393 3,0 ,66 392 2,1 ,88 392 2,6 ,88 392 3,6 ,77 392 2,3 1,02 392 2,9 ,68 391 2,7 ,72 392 2,4 ,88
A atuação dos orgãos de direção da escola c ontribui para a ex istência de c onflitos entre os professores.
O Órgão de direção da escola aprecia o meu trabalho. O Órgão de direção da minha es cola não define claramente a sua política de ação.
O meu coordenador de c iclo não me oferece o apoio de que necess ito.
Os Órgãos de direç ão da minha escola dá a c onhecer, de forma c lara, a s ua polític a de ação.
Os Órgãos de direç ão lidam imparcialmente c om todos os profess ores da escola.
O meu coordenador de c iclo aprecia o ensino de qualidade. Recebo muitas diretrizes com pouco sentido, da parte do Conselho Exec utivo.
O Órgão de direção da escola procura dis ponibiliz ar o material necess ário para o bom funcionamento das atividades
docentes.
O meu bom des empenho como professor(a) é pos itivamente apreciado pelo meu coordenador de c iclo.
O Órgão de direção da escola tem a preocupação de me comunicar o que es pera de mim.
O Órgão de direção estabelece um diálogo aberto com todos os professores da minha esc ola.
193 Tabela: 8.7 – Resultados Descritivos da Natureza do Próprio Trabalho
Tal dito, passando para a apresentação do grau de satisfação profissional dos professores é importante referir que as dimensões são compostas por um número diferente de itens, logo os intervalos possíveis de obter em cada dimensão são diferentes. De forma a facilitar a interpretação e a comparação do grau de satisfação das várias dimensões procedeu-se à homogeneização dos intervalos, ou seja, transformou-se os resultados de todas as dimensões, e do próprio total, numa escala de 0 a 100%, em que quanto maior for o valor, maior é o grau de satisfação, e o valor de 50% representa a separação entre a insatisfação e a satisfação positiva.
Assim, constata-se que, no geral, os professores apresentam alguma satisfação na dimensão da relação com os colegas e alunos, embora não seja muito acentuada pois a média é de 50,8% (dp=11,51), verificando-se ser na dimensão da natureza do próprio trabalho onde a satisfação geral é maioritariamente positiva, embora não muito elevada, sendo a dimensão onde os professores demonstram maior contentamento (m=56,1%; dp=6,46).
Por outro lado, a insatisfação é bastante visível no que respeita às recompensas pessoas (m=35,4%; dp=8,3), e existe também insatisfação relativamente às condições de trabalho, pois o grau de satisfação situa-se nos 47,5% (n=dp=12,08). A relação com as chefias também não suscita muito contentamento nos professores, já que a média obtida nesta dimensão é de 43,6% (dp=9,01). 393 3,1 ,68 393 4,1 ,56 393 3,7 ,71 392 3,6 ,82 393 3,1 ,90 392 2,6 ,97 387 1,9 ,54 392 3,6 ,78 390 2,9 ,95 391 2,6 ,83 391 1,7 ,53
O ensino oferec e oportunidades para se usar uma variedade de competênc ias.
O ensino proporciona-me a poss ibilidade de ajudar os alunos a aprender.
A docência é uma profis são muito interes sante. Nunca me sinto seguro na atividade docente. A atividade doc ente não me dá oportunidades de desenvolver novas metodologias.
O ensino proporciona-me, sobretudo, a possibilidade de mostrar os meus conhec imentos .
Sou indiferente em relaç ão à doc ência.
Sinto uma grande liberdade na organização do trabalho dentro da s ala de aula.
O trabalho do profes sor é muito agradável. O ensino desencoraja a originalidade.
Não sou responsável pelo trabalho de professor(a).
194 No que concerne ao total de satisfação profissional dos professores verifica-se que a média é de 44,8% (dp=7,60), indicando que, globalmente considerados, os docentes se encontram insatisfeitos com as questões profissionais às quais subordinam a sua atividade profissional.
Tabela: 8.8 – Resultados Descritivos da Satisfação Profissional dos Professores
Entrementes, procedeu-se à recodificação dos resultados descritivos em categorias qualitativas, de modo a obter uma consolidação dos resultados.
No que se reporta à relação com os colegas e alunos, confirma-se que a maioria dos professores está enquadrada na satisfação profissional mediana (76,6%; n=301), enquanto o valor de 19,6% (n=77) manifesta uma satisfação positiva mais consolidada. Existe uma percentagem de 3,8% (n=15) que apresenta claramente insatisfação com a relação com os colegas e alunos.
Nas recompensas pessoais confirma-se que a grande maioria dos elementos da amostra manifesta insatisfação (90,9%; n=340), e somente o equivalente a 2,9% e 6,1% (n=11 e n=23) é que estão medianamente e positivamente satisfeitos.
Por outro lado, nas condições de trabalho e conforme já tínhamos visto supra, a percentagem mais elevada de inquiridos manifesta uma satisfação mediana (66,9%; n=263), seguindo-se os docentes insatisfeitos com as condições de trabalho (18,1%; n=71), e apenas 15% (n=59) se mostram mais satisfeitos com esta dimensão.
Destarte, na relação com as chefias verifica-se que também a maior parte dos professores manifestam o descontentamento, mais concretamente 66,9% (n=263), e o correspondente a 27,7% (n=109) exibem uma satisfação mediana. A satisfação mais vincada para com as chefias/direções é de somente 5,3% (n=21).
Quanto à natureza do próprio trabalho confirmam-se os níveis de satisfação mais elevados, pois 64,1% (n=252) manifestam uma satisfação profissional mediana e 35,6%
393 50,80 46,2 42,3 11,51 14,1 82,1 393 35,41 33,3 34,1 8,41 8,3 66,7 393 47,47 45,2 42,9 12,08 16,7 78,6 393 43,61 41,7 40,3 9,01 18,1 77,8 393 56,12 54,5 53,0 6,46 22,7 80,3 393 44,80 41,5 40,5 7,60 15,4 73,1
Relação com colegas/alunos Recompensas pessoais Condições de trabalho Relação com as chefias Natureza do próprio trabalho Satisfação Total
195 (n=140) manifesta um contentamento mais elevado. Nesta dimensão a insatisfação é de apenas 0,3% (n=1).
Daqui se pode aferir que, ao observar os resultados da satisfação profissional total, de facto, a maioria dos docentes está insatisfeito com a profissão (72%; n=283). O grau de satisfação moderado é de 14,5% (n=57), e a percentagem de profissionais que manifesta um grau de satisfação mais elevado apenas é de 13,5% (n=53), ou seja, ainda que conjugados os resultados de satisfação mediana e positiva, perfazem estes apenas 28% da amostra, de modo que, pouco mais de ¼ dos inquiridos é que revela algum grau de satisfação positiva.
Tabela: 8.9 – Resultados Percentuais da Satisfação Profissional dos Professores
De modo a obter uma rigorosa aferição dos resultados, designadamente através da coincidência entre a avaliação que os próprios docentes fazem da sua satisfação e a avaliação realizada no instrumento TJSQ, foi ainda acrescentado ao inquérito um conjunto de questões, com vista a que os inquiridos assinalassem numa escala de 0 a 10 (em que 0 é nenhuma satisfação, e 10 é satisfação total) o seu grau de satisfação na atividade docente.
15 3,8% 301 76,6% 77 19,6% 340 90,9% 11 2,9% 23 6,1% 71 18,1% 263 66,9% 59 15,0% 263 66,9% 109 27,7% 21 5,3% 1 ,3% 252 64,1% 140 35,6% 283 72,0% 57 14,5% 53 13,5% Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Relação com
colegas/alunos
Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Recompens as
pessoais
Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Condiç ões de
trabalho
Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Relação com as
chefias
Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Natureza do
próprio trabalho
Ins atis fação
Satisfação mediana Satisfação positiva Satisfação Total
196 Contudo, somente 139 professores responderam a esta questão, demonstrando que terão alguma dificuldade em situar a sua satisfação atual com a sua profissão. Demonstram uma acentuada inibição e alheamento na capacidade de enumerar e quantificar o seu grau de satisfação.
Deste modo, das respostas válidas alcançadas verifica-se que as percentagens mais salientes se encontram entre o valor 4 e o 7, indicando maioritariamente níveis de satisfação moderados, com especial incidência no valor 5 (27,3%; n=38) e valor 4 (19,4%; n=27). Destarte, ao observar a percentagem acumulada constata-se que os professores avaliam maioritariamente a sua satisfação como sendo negativa ou bastante mediana, pois o equivalente a 57,6% assinalaram um nível de satisfação inferior ou igual a 5, e 72,7% uma satisfação igual ou inferior a 6.
Tabela: 8.10 – Avaliação dos Docentes da sua Satisfação Profissional