1.4 Evaluation de la fonction et de la composition tissulaire cardiaque
1.4.3 Caractérisation du tissu adipeux cardiaque
1.4.3.3 Performances des méthodes
O fim do sistema de Bretton Woods em 1971 e o aumento da inflação na Europa salientaram a necessidade de desenvolver novos mecanismos de integração e estabilidade. Mas os novos desenvolvimentos seriam motivados também por interesses nacionais. Consciente da perda de influência francesa, o Primeiro-ministro Valéry Giscard d’Estaing via no processo de integração europeia a possibilidade de renovação do papel da França, dotada de um sistema bancário mais sofisticado que o alemão. Por seu lado, o governo do Chanceler Helmut Schmidt era apologista de uma união monetária que permitisse exportar um modelo económico alemão adverso à inflação, e que permitiria impor disciplina sobre outros países como a França (Eichengreen, 2007: 283). Tomou assim forma o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MTC) como parte do Sistema Monetário Europeu (SME). O MTC consistiu num sistema de taxas fixas assegurado pelos bancos nacionais14, que inicialmente seria provido de mecanismos automáticos de compensação entre as economias com moedas fortes e as que possuíam divisas mais frágeis. O sistema contemplava a obrigatoriedade de intervenção das primeiras junto dos países em dificuldades. Mas os planos não foram bem-recebidos no Bundesbank, que se excetuou de qualquer intervenção caso considerasse estar ameaçada a estabilidade dos preços na Alemanha. Otmar Emminger, o governador do banco alemão, não seria particularmente adepto da utilização de reservas alemãs para contrabalançar as “políticas imprudentes” que enfraqueciam as moedas de outros países (p. 285). Estes primeiros passos foram seguidos no final dos anos 1980 por novas propostas com o intuito de substituir o SME por uma união monetária completa. Com vista à adoção de uma moeda comum, os
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Que poderiam apenas variar normalmente dentro dos 2¼ por cento. Variações até 6 por cento seriam também possíveis em “circunstâncias especiais” (Joyce, 2013:90). Este sistema foi criado depois de outras tentativas falhadas, como a da “Serpente no Túnel” (Eichengreen, 2007: 247)
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diferentes governos europeus acordaram em manter a paridade das moedas através de políticas monetárias domésticas. Ao mesmo tempo, eram também removidos os controlos sobre os fluxos de capitais na Europa. A Espanha, o Reino Unido e Portugal aderiam aos novos mecanismos enquanto países como a Áustria, a Noruega e a Suécia concordaram em fixar o valor das suas moedas em relação ao deutschmark (Joyce, 2013: 90).
Em 1991, foi assinado o Tratado de Maastricht, que colocou no papel o caminho definitivo para a moeda única. Uma das motivações para a União Monetária Europeia (UME) foi a simplificação das negociações intergovernamentais periódicas necessárias para a renegociação das taxas de câmbio. Assim, o estabelecimento de um conjunto de regras para a UME foi, segundo Hall (2014: 1225), um passo numa direção tecnocrática, em que processos anteriormente exigentes do ponto de vista político poderiam ser resolvidos por regras e especialista fora do domínio político. Por insistência alemã, o tratado estabeleceu orientações para as políticas económicas dos países membros, incluindo limites nos défices orçamentais, despesas dos estados, níveis de inflação, juros a longo prazo e taxas de câmbio. Segundo Eichengreen (2007: 220), a implementação dos critérios fiscais pretendia excluir os países sem a “cultura de estabilidade” necessária para “viver dentro dos seus próprios meios”. Maastricht estabeleceu também o BCE e oficializou a designação de “União Europeia”.
Mas como descreve Joyce (2013: 90), a reunificação da Alemanha e o aumento da especulação criaram instabilidade durante os anos seguintes. A união de dois estados com economias em situações bastante distintas levou à necessidade de um maior investimento no sistema de segurança social e infraestruturas na antiga República Democrática Alemã. Os gastos conduziram ao aumento das taxas de juro pelo Bundesbank em 1992, colocando pressão sobre os restantes bancos nacionais, que se viam obrigados a equiparar as suas taxas de juro no contexto do MTC. Esta revelou-se uma opção difícil, porque do aumento dos juros poderia resultar o aumento na taxa de desemprego. Ao mesmo tempo, a remoção dos controlos sobre o movimento de capitais permitira o aumento da especulação, contribuindo para uma maior pressão sobre as divisas nacionais. Neste contexto, o Reino Unido rejeitou o MTC e a obrigatoriedade de manter a equiparação com as restantes moedas. A
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Espanha, a Irlanda e Portugal responderam com a desvalorização, mantendo-se no caminho para a moeda única, introduzida a 1 de janeiro de 2001.
Hall (2014) defende que o desenho da UME contribuiu para a maior saliência de assimetrias preexistentes entre as diferentes economias europeias. O autor nota como o modelo económico prevalecente nos países do designado “norte”15 da Europa assentava já na coordenação entre economias orientadas para a exportação, enquanto as “economias do sul” dependiam principalmente dos seus mercados domésticos. No caminho para a convergência para a UME, este último conjunto de países respondeu ao aumento da inflação com desvalorizações periódicas de modo a reduzir o preço das suas exportações. Com a adesão à moeda única, países como a Alemanha passaram a realizar transações com uma moeda de valor inferior ao deutschmark, reduzindo o custo e aumentando a competitividade das suas exportações. Já países como Portugal e Grécia, pelo contrário, passando para uma moeda mais forte, viram reduzida a competitividade das suas exportações. Mas com a adoção do euro, a desvalorização da moeda deixaria de ser uma opção, tal como muitos outros instrumentos de política monetária e económica que passaram dos governos nacionais para o BCE (Soromenho- Marques, 2014: 50), instituição que não contava entre as suas prioridades com a redução do desemprego resultante da perda de competitividade das economias periféricas. A estes países restava o financiamento das suas contas correntes nos mercados (Tsoukala, 2013: 249).