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Performance des chaussées et des outils utilisés en ASS

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CHAPITRE 4 DIMENSIONNEMENT DES CHAUSSÉES EN AFRIQUE SUB-

4.2 Performance des chaussées et des outils utilisés en ASS

Para a escolha dos participantes da pesquisa, optou-se por englobar apenas as coordenadoras pedagógicas que atuam nos anos iniciais do Ensino Fundamental na Rede Municipal de Ensino de Ponta Grossa-PR, visto que as práticas dos coordenadores ocorrem a partir de demandas diferentes em outro contexto como o da Educação Infantil. O convite para participar da pesquisa se deu a partir da metodologia intitulada “bola de neve” apresentada como:

[...] são uma forma de amostra não probabilística, que utiliza cadeias de referência. Ou seja, a partir desse tipo específico de amostragem não é possível determinar a probabilidade de seleção de cada participante na pesquisa, mas torna-se útil para estudar determinados grupos difíceis de serem acessados (VINUTO, 2014, p. 203).

Explicita-se que a execução da técnica “bola de neve” (VINUTO, 2014), para a seleção dos participantes, está pautada em duas etapas. No primeiro momento utiliza- se “documentos e/ou informantes-chaves, nomeados como sementes” (VINUTO, 2014, p. 203), que visa localizar pessoas com o perfil basilar para o processo de pesquisa, dentro do campo pleiteado. Para a autora, “as sementes ajudam o pesquisador a iniciar seus contatos e a tatear o grupo a ser pesquisado” (VINUTO, 2014, p. 203). E, na próxima etapa:

[...] solicita-se que as pessoas indicadas pelas sementes indiquem novos contatos com as características desejadas, a partir de sua própria rede pessoal, e assim sucessivamente e, dessa forma, o quadro de amostragem pode crescer a cada entrevista, caso seja do interesse do pesquisador. Eventualmente o quadro de amostragem torna-se saturado, ou seja, não há novos nomes oferecidos ou os nomes encontrados não trazem informações novas ao quadro de análise (VINUTO, 2014, p. 203).

Vinuto (2014), considera que apesar de o modelo “bola de neve” possuir um aparência simplista, é necessário considerar sob quais implicações é possível lançar mão desse modelo de pesquisa, por exemplo “não se deve lançar mão desse tipo de amostragem se o objetivo da pesquisa estiver relacionado à probabilidade, já que isso não poderá ser alcançado com a bola de neve.” Então, sugere que a técnica de seleção dos participantes “bola de neve” vem ao encontro das necessidades dos pesquisadores em casos onde há no campo poucas pessoas, ou quando estas estão muito dispersas territorialmente, em grupos “estigmatizados e reclusos” (VINUTO, 2014, p. 203). Ou ainda, em situações em que os membros estão associados a um grupo elitizado, quando não há preocupação com a pesquisa e a necessidade de dados. No caso da presente pesquisa, a escolha se deu por não haver a necessidade de apresentar probabilidades, não sendo evidenciado a priori um número exato de participantes necessários para a realização do estudo.

A partir de uma primeira sondagem, partindo das sementes, localizou-se 19 instituições14, nas quais, em um primeiro momento, havia coordenadoras com o perfil desejado para a pesquisa. Solicitou-se então à SME, via documento, uma autorização (APÊNDICE B), para a realização da pesquisa com os coordenadores pedagógicos da Rede Municipal de Ensino, a requisição foi protocolada e, após ser analisada, foi aprovada.

A partir da “bola de neve” de Vinuto (2014), foi possível encontrar 24 coordenadoras pedagógicas nas 19 instituições, que se disponibilizaram a participar da pesquisa, porém nem todas efetivaram a participação. Na primeira etapa do questionário (APÊNDICE C), o acesso às coordenadoras se deu pessoalmente, indo até as escolas. Dos questionários entregues para as 24 coordenadoras pedagógicas, o retorno foi de 21 questionários, sendo que um deles, não atende às necessidades da pesquisa, devido ao fato de a coordenadora pedagógica não possuir experiência de trabalho com professores iniciantes em decorrência do curto tempo de exercício na coordenação. As 20 coordenadoras que devolveram o questionário atuam em 16 instituições, visto que algumas escolas possuem mais de uma coordenadora pedagógica participante.

Assim, resume-se no Quadro 2 alguns dos dados sobre as 16 Escolas em que as coordenadoras pedagógicas participantes da pesquisa atuam.

Quadro 2- Caracterização das escolas das Coordenadoras Pedagógicas participantes: CP* Período** nº de Prof.*** nº de CP nº de Diretores nº de Escriturários nº de alunos CP1 Integral 21 1 1 1 228 CP2, CP3 e CP 4 Integral 33 3 1 1 433 CP5 e CP 6 Parcial/ integral 41 2 1 2 600 CP7 e CP8 Integral 24 2 1 1 350 CP9 Integral 18 1 1 1 277 CP10 Integral 12 1 1 1 196 CP11 Integral 20 1 1 1 260 CP12 Parcial 15 1 1 1 350 CP13 Parcial/ Integral 21 1 1 1 260 CP14 Integral 27 1 1 1 269 CP15 Parcial 7 1 1 1 168 CP16 Parcial 17 1 1 1 330 CP17 Parcial 16 1 1 1 247 CP18 Integral 18 1 1 1 152 CP19 Integral 12 1 1 1 153 CP20 Integral 20 1 1 1 296 Fonte: A autora

Notas: *Coordenadora Pedagógica; **Período de atendimento aos alunos; ***Professores

Como é possível notar a partir da leitura do Quadro 2, as coordenadoras CP2, CP3 e CP4, atuam na mesma escola a qual está entre as escolas com maior número de professores. Porém, é importante ressaltar que as coordenadoras CP5 e CP6 atuam em uma escola com um número ainda maior de alunos e professores e dividem o trabalho em apenas duas coordenadoras pedagógicas. Tal fato demonstra incoerência na relação número de alunos e professores por coordenadora pedagógica na RME.

Optou-se por apresentar, além do número de coordenadoras pedagógicas nas escolas, o número de diretores, escriturários e alunos, por entender-se que estes números interferem na prática pedagógica dos coordenadores pedagógicos. No caso

da escola das coordenadoras CP5 e CP6, há 2 escriturários, considera-se que tal aspecto auxilia no controle das demandas burocráticas escolares, e favorece a prática pedagógica das coordenadoras. As demais escolas contam com apenas um diretor(a), um escriturário(a) e, uma coordenadora pedagógica.

Entre as 16 escolas, três delas atendem aos alunos em período parcial, nos turnos matutino e vespertino. 11 escolas atendem em período integral, isso evidencia as políticas no munícipio para a consolidação do Ensino de tempo Integral. De acordo com o Plano Municipal, Lei nº 12.213/2015 (PONTA GROSSA, 2015), pretende-se até 2025, atingir a meta de ter 100% dos alunos estudando em tempo integral. Duas das escolas nas quais as coordenadoras participantes atuam, atendem aos alunos em período parcial e integral, possivelmente por estarem em um período de adequação e adaptação para que funcionem totalmente em período integral.

Após a realização da contextualização no campo de atuação das coordenadoras pedagógicas participantes da pesquisa, apresenta-se aspectos de identificação prévia, oriundos de questões fechadas nos questionários. As questões foram apresentadas com o objetivo de obter dados gerais sobre as participantes, tais como, idade, formação, tempo de profissão docente, tempo de atuação na Rede Municipal de Ensino de Ponta Grossa e tempo de atuação na coordenação pedagógica das escolas. Para apresentar os dados obtidos organizou-se o Quadro 3.

Quadro 3- Dados de identificação das Coordenadoras Pedagógicas participantes. (continua)

Participante Idade Formação em nível de Graduação Formação em nível de pós-graduação Tempo de docência Tempo na Rede Pública Municipal Tempo na coordenação pedagógica CP1 40 Lic. Em Pedagogia Esp. Em

Neuropsicopedagogia 16 anos 15 anos 10 anos CP2 45 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em Fundamentos da

Pedagogia

24 anos 24 anos 12 anos

Quadro 3- Dados de identificação das Coordenadoras Pedagógicas participantes. (continuação) CP3 38 Lic. Em Pedagogia Esp. Em Psicopedagogia e Mestrado em Educação.

7 anos 3 anos 1 ano

CP4 45 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Psicopedagogia Clínica e Institucional.

17 anos 17 anos 11 anos

CP5 42 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Psicologia

da Educação 23 anos 21 anos 10 anos CP6 36 Lic. Em

Pedagogia -- 12 anos 5 anos 2 anos

CP7 58 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Interdisciplinaridade no Ensino das Séries

Iniciais

40 anos 40 anos 25 anos

CP8 52 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em

Psicopedagogia 28 anos 23 anos 8 meses CP9 39 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em

Psicopedagogia 20 anos 20 anos 4 anos CP10 43 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em Psicopedagogia Clínica e Institucional

26 anos 18 anos 3 anos

CP11 40 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Educação

Especial 15 anos 15 anos 10 anos

CP12 55 Lic. Em Pedagogia Esp. Em Fundamentos e Metodologia da Educação

36 anos 36 anos 5 anos

CP13 42 Lic. Em Pedagogia Esp. Em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva

23 anos 23 anos 16 anos

CP14 52 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Gestão

Escolar 33 anos 33 anos 22 anos CP15 44 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em

Psicopedagogia 25 anos 16 anos 6 meses Fonte: Autora (2020).

Quadro 3- Dados de identificação das Coordenadoras Pedagógicas participantes. (conclusão) CP16 43 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em Pedagogia

nas Organizações 23 anos 14 anos 10 anos CP17 47 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em contação de

Histórias 25 anos 8 anos 8 meses CP18 53 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em Educação

Infantil 24 anos 25 anos 12 anos CP19 37 Lic. Em

Pedagogia

Esp. Em Educação Infantil e Séries

Iniciais

18 anos 8 anos 2 anos

CP20 50 Lic. Em Pedagogia

Esp. Em Psicopedagogia / Esp. Em Educação Infantil e anos iniciais

10 anos 7 anos 1 ano

Fonte: Autora (2020).

Desta maneira, nota-se ao observar o Quadro 3 que todas as coordenadoras pedagógicas que participam da pesquisa são mulheres, aspecto este que evidencia o que Enguita (1991) observa sobre a feminização no âmbito da docência. Outro aspecto ponderável, tem relação com as coordenadoras pedagógicas que são iniciantes na função, são sete coordenadoras que estão na função a menos de três anos, acredita-se ser interessante olhar para a prática dessas coordenadoras pedagógicas, buscando compreender suas dificuldades e dilemas no processo formativo dos professores iniciantes. Vale salientar, que todas as coordenadoras participantes, relataram atuar ou já ter atuado com professores iniciantes no período de trabalho na coordenação.

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