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Performance économique sous mode conventionnel et décision de conversion à l’agriculture

Costa (2006) contribui com suas pesquisas afirmando que hoje existe

uma igualdade maior de direitos entre homens e mulheres, o que não tornou os

relacionamentos piores do que no passado, apenas diferentes. Cada cônjuge

busca seu lugar.

Regina tinha a liberdade, enquanto seu marido permitia, ou seja, era

uma liberdade estabelecida e não conquistada.

Regina = [...] “a gente tinha uma relação muito aberta, sem “pegar no pé” um do outro,...”

_______ [...] “então de repente passou um tempo e não podia ir mais, porque ele ia só com os amigos...”

Desde os preparativos do casamento, planejamento e pagamento das

contas não houve uma busca do nós, sempre prevaleceu o eu.

Regina = [...]. “o buffet foi escolhido e pago por mim, ... viajamos em lua de mel

para Natal, local que eu escolhi e ele pagou...”

A interferência da família de origem, em algumas ocasiões, pode

prejudicar o casal frente às oportunidades de aprender a lidar com as diversas

situações que se apresentam no dia-a-dia. De modo geral, observa-se que os

conflitos entre os cônjuges estão associados a posicionamentos da família

sobre assuntos que, exclusivamente, lhes dizem respeito.

Sandra = “Todos os finais de semana a gente tinha que almoçar na mãe dele,

era obrigatório, se eu quisesse ou não quisesse não importava, ele ia e eu tinha que ir com ele todos os domingos, e ele achava que na minha mãe a gente não precisa ficar porque a gente morava perto...

Milena = “Depois que eu casei almoçava às vezes com meu pai, outras vezes ia almoçar com minha mãe no apartamento, agora para meu ex-marido todo domingo era religioso almoçar na casa da mãe e todos iam almoçar lá no domingo ...”

O potencial individual de cada um não necessariamente é uma ameaça

a um relacionamento, mas se faz necessária uma comunicação entre os dois

para que possam juntos criar uma interação.

Sandra e Milena tiveram dificuldades em fazer essa interação com seus

parceiros nas questões financeiras.

Sandra = [...] “eu carreguei minha casa nas costas, os meus filhos, eu

sustentava meus filhos, roupa, sapato, tudo que eles queriam era eu que comprava...”

Milena = [...] “ele bancou todos os cursos que fez, técnico, faculdade, pós-

graduação e dois doutorados e quando eu dizia que queria fazer uma pós- graduação ele dizia pra eu ir pra USP...”

_______ [...] “a questão do dinheiro sempre pegou muito, ele não dava satisfação, nós não tínhamos conta conjunta, ele punha dinheiro na minha conta e era sempre insuficiente...”

A dificuldade de Milena também sempre foi expor sua opinião ou

vontade sobre qualquer aspecto do relacionamento, sentindo-se sempre

culpada e ridicularizada.

Milena = [...] “eu não podia recusar quando ele queria porque senão, ficava

com tromba por duas semanas...”

_______ [...] “eu desenvolvi uma insônia porque eu tinha medo que ele me pegasse por trás, eu não podia me virar de lado, porque se eu virasse era como se eu estivesse me oferecendo a ele ...”

_______ [...} ] “não adiantava eu falar, ele depreciava tudo que eu falava e até ridicularizava, ironizava e eu me sentia culpada pelo situação, do clima sexual péssimo que ele se referia...”

Na contemporaneidade observa-se que a mulher passou a ter uma dupla

jornada a partir do momento que ingressou no mercado de trabalho, sendo que

muitas delas sentem-se sobrecarregadas com as duas tarefas. Aline passava

por essa situação e ainda era vítima de agressão carregando a culpa por tal

situação.

Aline = “Eu fiquei muito tempo sofrendo agressão, mas eu sempre achava que

eu era culpada, ele fazia aquilo porque eu havia tomado alguma atitude...”

______ [...] “eu tinha que vir mais cedo de ônibus, passar pegar minha filha e ia pra casa e ele chegava bem depois...”

Para Bárbara sempre foi muito difícil sentir-se em condições de

igualdade. Sempre esteve acostumada a obedecer ao que lhe era dito e assim

continuou no relacionamento.

concordei...”

_______ [...] “mas como a gente tinha combinado que eu sairia quando engravidasse, ele me cobrou...”

3.2.3.5 Identidade conjugal

Em consonância com os estudos de Berger e Kellner (1970), o parceiro

preenche um vazio que até o indivíduo desconhece antes da relação amorosa.

A procura do parceiro ideal é a busca da auto-identidade através do outro. O

amor romântico estimula a idealização do parceiro, a projeção gera a sensação

de totalidade com o parceiro.

Todas elas buscavam em seus parceiros algo que as completasse, que

as realizasse. Tinham a esperança que eles seriam exatamente como elas o

idealizaram e mesmo com algumas falhas, haveria uma mudança neles.

Regina = [...] “o meu relacionamento eu classifico em todos os sentidos como

bom, ele era de companheirismo, ele tinha companheirismo, ele era de amizade, a gente tinha a troca, nós tínhamos as nossas divergências, mas são divergências que todo casal tinha, então a gente sentava pra conversar a respeito, era um casamento bom, então por isso veio a frustração, porque como era bom e de repente de uma hora pra outra aconteceu tudo isso, então não sei onde houve o erro, ou se houve um erro, sei lá.”

_______ [...] acho que ele esperava que eu tivesse a mesma experiência e desenvoltura das prostitutas com quem ele saia antes do casamento, mas eu era virgem e ele sabia...

________ [...] “falavam mal da minha família... eu voltava muito aborrecida ... e ele não me defendia, ao contrário dizia que eu era uma tonta, imbecil que não enxergava nada ...”

Sandra = “Mesmo com todas as dificuldades, sem vida afetiva e sexual, ele era

alguém com quem eu saia de fim de semana, ia às festas comigo, uma pessoa amiga, aliás, alguns anos depois de casar eu já o sentia como um irmão e não mais como um marido.”

Bárbara = [...] “com um ano de casada à gente foi pra um encontro de casais

na igreja, porque nesse um ano eu já tinha vontade de me separar dele ...ele bebia muito ...”

________ [...] “eu penso muito no juramento que eu fiz na igreja no dia do meu casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e sabia que casamento não é feito só de momentos bons e eu pensava que um dia ia melhorar, um dia ele vai na “cair na real” e fui levando ...”

Aline = “Acho que a falta, o costume, a necessidade de dar certo, que fosse

ser diferente, porque ele estava fora, ele mudava e eu também, então criava um estereotipo de afetividade pelo menos da minha parte ...”

Quando não foi possível essa busca com o parceiro, buscou em outra

pessoa que passou a fazer parte do relacionamento.

Sandra = [...] “comecei a ter um relacionamento com meu patrão e ele se apaixonou muito por mim e ele era muito atencioso, tudo que o L. nunca fez na vida dele pra mim ele fazia, ele me dava presentes caros, me levava em restaurantes, me levava pra passear, me dava atenção, se preocupava comigo e eu também comecei a gostar dele...”

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