3. MULTILATÉRALISME ET COOPÉRATION
3.1 L E GATT/OMC ET LA CONCEPTION COOPÉRATIVE DES RELATIONS ÉCONOMIQUES
Os participantes que aplicaram o modelo 2 abstraíram a ascensão social e financeira como elementos centrais na elaboração de seus projetos de vida. Ainda que o trabalho compareça com frequência, nota-se que os significados atribuídos à ele são relacionados à obtenção de dinheiro, consumo de bens e estabilidade financeira.
Q-1. “Trabalho na loja dos meus pai, me preparando para futuramente assumi-la. A muito
tempo planejo meu futuro, não pretendo ser famoso, mas pretendo ter uma condição econômica melhor que tenho hoje”. (Participante 100, 16 anos, sexo masculino, escola A).
Q-8. “A minha situação econômica. É o que eu acho que vou estar mais preocupada. Por
que, para mim, é o que eu acho mais importante no começo da vida, propriamente dita. É nessa hora que você define o quanto vai ganhar, na maioria das vezes. Eu gostaria de
começar bem, com um emprego já estável e com um bom salário”. (Participante 4, 15 anos,
sexo feminino, escola A).
Q-8. “A maioridade será muito importante para satisfazer alguns gostos meus como o de
dirigir carros e motos e também poder trabalhar para me sustentar e conseguir bens- materiais e alcançar objetivos como o de viajar para os E.U.A.”. (Participante 93, 15 anos,
sexo masculino, escola A).
Q-1. “Bem acordo, escola, trabalho, casa”. Q-2. “Meu cachorro, meu carro, minha mãe”. Q-8. “Muito melhor já poderei tirar minha CNH”. Q-11. “Rico e poderoso”. (Participante
156, 16 anos, sexo masculino, escola B).
A coerência nos projetos desses participantes pode ser evidenciada através da presença dos elementos centrais, que perfazem todo o questionário.
Q-1. “Eu tenho uma vida muito dedicada aos estudos, sempre tive o que precisei, meus pais
sempre compraram o que eu quisesse. Nunca precisei estudar em escolas públicas, sempre andei em lugares bons, tive muito lazer [...]”. Q-2. “1- Família 2- Amigos 3- Dinheiro”. Q-3. “[...] muitos dizem que dinheiro não compra felicidade, mas compra coisas materiais que proporcionam felicidade”. Q-4. “[...] E dinheiro é tornou-se importante porque compra tudo que eu sempre quis ter”. Q-5. “[...] E dinheiro é uma coisa complicada, porque mesmo meu pai comprando coisas que eu quero, nem sempre tenho o dinheiro que eu quero, ou as coisas custam caro demais, e também minha família não é rica, então não posso gastar rios de dinheiro porque isso causaria um grande problema”. Q-8. “[...] comprar minha casa e meu carro e outros bens para a minha família e depois da faculdade ganhar dinheiro para construir meu cantinho para animais abandonados”. Q-12. “Ter objetivos na vida. Trabalhar e ganhar dinheiro”. (Participante 17, 16 anos, sexo feminino, escola A).
Q-2. “[...] ter trabalho assim podendo ter meu próprio dinheiro”. Q-3. “[...] e por fim
dinheiro. É sempre bom ter dinheiro pra sair e pra comprar coisas que me agradam”. Q-4. “[...] dinheiro eu aprendi seu valor quando comecei a trabalhar”. Q-5. “O dinheiro é o mais difícil por causa que eu estudo e trabalho, é muito cansativo, mais vale a pena [...]”. Q-8. “Minha mãe vai estar sempre em primeiro lugar. Mas eu que fazer faculdade de engenharia pra dar um futuro melhor pra ela e quem abe se eu tiver até lá meus filhos”. Q-9. “Muito
feliz, vou ter dinheiro, uma boa casa e um bom trabalho”. Q-10. “Espero que boa tanto no financeiro quanto na saúde. Eu pretendo abrir meu próprio negócio para quando chegar numa idade avançada continuar bem [...]”. Q-13. “[...] Meu projeto de vida é conseguir fazer a faculdade de engenharia, porque minha condição financeira não é muito boa”.
(Participante 155, 17 anos, sexo masculino, escola B).
A família comparece como um elemento organizador diante do qual os participantes possuem o sentimento de responsabilidade. Muitas vezes a busca da boa condição financeira está intimamente associada à manutenção da família e ao provimento de uma situação estável e confortável.
Q-10. “Será diferente, provavelmente estarei casado, e terei filhos. Vou estar pagando as
dívidas de casa, saindo com a esposa e os filhos. Será importante para mim minha nova família”. Q-12. “[...] Meu projeto de vida, é ser um profissional e estar trabalhando em uma grande empresa, poder comprar uma casa, um carro e outros bens materiais”. (Participante
99, 16 anos, sexo masculino, escola A).
Q-10. “Minha vida será completamente diferente, acho que estarei trabalhando, fazendo
alguns gostos meus e meus filhos seram a coisa mais importante para mim nessa idade”. Q-
12. “Ter uma vida boa, sem luxo mais quero conquistar meus objetivos de vida, ter um bom
trabalho no ramo desejado, uma boa casa em um bairro tranquilo, um bom carro, e uma moto super-esportiva, filhos, família e um casamento estável”. (Participante 93, 15 anos, sexo
masculino, escola A).
Deus foi elencado na questão 2 como o elemento mais importante para dois dos participantes. Ao longo do questionário, no entanto, este elemento perdeu força e não compareceu nas demais respostas, por isso não foi considerado como um elemento organizador para estes participantes.
A necessidade do estudo para a realização do projeto de vida foi elencada como aspecto importante para dois dos participantes.
Q-13. “Com uma certa dose de confiança. Sou boa na escola, esperta, tenho uma boa
Q-2. “1- pessoas que estão presente na minha vida e que eu amo. 2- estudos. 3- minha
saúde”. Q-3. “[...] os estudos vão me ajuda no meu futuro”. (Participante 73, 17 anos, sexo
masculino, escola A).
Quando questionados sobre as mudanças que gostariam de ver ocorrer no mundo, notamos que a coerência desaparece e seus projetos de vida passam a não ter relação com tais mudanças. Eles referiram-se à violência, poluição e preservação do meio ambiente como mudanças almejadas. Em menor frequência apareceram o consumo de drogas e a falta de valores. Apenas um dos participantes indicou o auxílio a “pessoas necessitadas”, aspecto que pode estar atrelado ao elemento central trabalho/dinheiro. Alguns participantes mencionaram os sentimentos de bem-estar e de incapacidade em relação a ajudar nessas mudanças. Outros mencionaram que não sentem nada em relação à elas.
Os sentimentos presentes nas respostas daqueles que aplicaram o modelo 2 são o bem- estar, a felicidade, a realização e a confiança, e, em menor frequência, o orgulho. Em geral, aqueles que aplicaram este modelo se mostraram otimistas e determinados a cumprir seus projetos.
Q-13. “Bem, tenho em meus pensamentos que posso realiza-los, com um pouco de
dificuldade mais chego lá”. (Participante 93, 15 anos, sexo masculino, escola A).
Q-9. “Ser orgulhoso das coisas q eu conseguir até lá e principalmente estar feliz”. Q-13.
“Que tem grandes chances de ser realizados”. (Participante 100, 16 anos, sexo masculino,
escola A).
Q-9. “Muito feliz, vou ter dinheiro, uma boa casa e um bom trabalho”. Q-13. “Sei que vai
ser difícil mas vou lutar para que e torne realidade”. (Participante 155, 17 anos, sexo
masculino, escola B).
Apenas um participante revelou ter medo de que seu projeto não se concretize no futuro. Entretanto, em outras questões ele apresentou o sentimento de confiança e elementos concretos que podem sustentar sua realização.
Q-9. “Com uma certa dose de medo. Medo do futuro, do que ele me aguarda. Já estou com
sou esperta, tenho uma boa cultura, já que leio demais”. (Participante 4, 15 anos, sexo
feminino, escola A).
Tendo concluído a descrição da dinâmica de pensamento dos participantes, associada ao modelo 2, apresentamos abaixo uma tabela com a sistematização destes dados.
Tabela 3 – Descrição da dinâmica de organização do pensamento do modelo organizador 2. Número de participantes que aplicaram o modelo: 8
Elementocentral: ascensão social e financeira
Sentimentos: bem-estar, felicidade, realização e confiança
Características: O significado atribuído ao trabalho é meio para obtenção de dinheiro, bens de
consumo e estabilidade financeira; o elemento central é um forte organizador do pensamento, perfazendo todo o questionário; coerência nas respostas e confiança de que alcançarão seus objetivos