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Parcours du graphe d’alignement, recherche de pseudo-cliques avec N injas

Para finalizar esse capítulo apresenta-se um resumo dos resultados encontrados a partir dos ensaios realizados no CAP (Tabela 29).

Tabela 29 - Resumo dos resultados dos ensaios nos CAP analisados

ENSAIOS CURTO PRAZO LONGO PRAZO

INICIAL RTFOT BRANCO 5 DIAS PAV 9 DIAS

PENETRAÇÃO

RETARDOU O ENVELHECIMENTO

NÃO FOI OBSERVADO O EFEITO RETARDANTE E REDUTOR DE RIGIDEZ PONTO DE AMOLECIMENTO VISCOSIDADE Ea TUC INFRAVERMELHO SARA REOLOGIA Fonte: Própria autora

O LCC agiu retardando o envelhecimento do CAP quando as amostras foram submetidas aos processos de envelhecimento a curto prazos. Porém, quando submetidas aos processos de envelhecimento a longo prazo, essas amostras de CAP modificado não apresentaram melhorias relacionadas ao uso do LCC. O processo de recuperação do CAP pode ter causado a polimerização do LCC já envelhecido a longo prazo e esse fato pode ter se sobressaído aos efeitos do LCC. É importante lembrar que além do processo de recuperação do CAP houve, também, o processo de modificação do CAP que submeteu o CAP modificado com 2% de LCC a uma temperatura de 160ºC durante uma hora.

A Tabela 30 apresenta um resumo dos resultados encontrados a partir dos ensaios realizados nas misturas asfálticas. De maneira geral, pode ser dito que o LCC reduziu a rigidez das amostras analisadas, tanto as envelhecidas a curto, como a longo prazo.

Tabela 30 - Resumo dos resultados dos ensaios em misturas asfálticas

ENSAIOS

CURTO PRAZO LONGO PRAZO

BRANCO 5 DIAS 9 DIAS

MÓDULO DE RESILIÊNCIA

REDUZIU A RIGIDEZ RESISTÊNCIA À TRAÇÃO

VIDA DE FADIGA

MÓDULO DINÂMICO ATENUOU O ENRIGECIMENTO (CURVAS SOBREPOSTAS) TENDÊNCIA A AUMETAR O FN

CREEP DINÂMICO Fonte: Própria autora

É importante lembrar que nesta pesquisa o envelhecimento natural das misturas asfálticas aconteceu no período de uma ano, durante os meses de dezembro de 2012 a dezembro de 2013. A partir dos resultados encontrados, tando para as misturas como para os CAP extraídos das mesmas, pode ser dito que o período de envelhecimento natural de um ano (intensidade dos raios UV e chuvas) não foi o suficiente para causar alterações consideráveis aos materiais analisados. É possível que alguns resultados de ensaios tenham sido influenciados pela variabilidade dos próprios ensaios.

5 CONCLUSÕES E SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

Ao final do estudo percebe-se que o LCC apresenta um potencial retardante de envelhecimento para materiais asfálticos (CAP e misturas asfálticas) maior quando os processos de envelhecimentos realizados foram menos severos (RTFOT e envelhecimento da mistura asfáltica compactada em estufa durante cinco dias). Já quando os processos de envelhecimentos desses materiais foram mais agressivos (PAV e envelhecimento das misturas asfálticas soltas em estufa durante nove dias) o LCC não apresentou o mesmo efeito. Provavelmente os efeitos da interação agregado-ligante se sobrepuseram ao efeito do LCC.

Ao se comparar os parâmetros empíricos, químicos e reológicos do CAP convencional e do CAP modificado com 2% de LCC, em massa, para amostras: virgens e envelhecidas através do uso do RTFOT (curto prazo) e do PAV (longo prazo), pode-se concluir que: (i) O LCC deixou o CAP 50/70 não envelhecido com características físicas semelhantes a um CAP 85/100, o que indica que esse aditivo poderá ser empregado em ligantes asfálticos mais viscosos como o CAP 30/45, caso se queira diminuir a viscosidade do mesmo; (ii) O LCC também atuou diminuindo a rigidez do CAP envelhecido no RTFOT; (iii) Já os resultados destes ensaios, realizados nas amostras após o envelhecimento no PAV, mostraram que o LCC não reduziu a rigidez do CAP da mesma forma, apresentando características similares as do CAP convencional. Provavelmente, o aumento da rigidez do CAP modificado esteja associado a polimerização do LCC decorrente do aquecimento mais agressivo causado pelo processo de envelhecimento no PAV.

Comparando os parâmetros empíricos, químicos e reológicos de amostras de CAP recuperadas a partir de misturas asfálticas (i) sem envelhecimento de longo prazo, (ii) envelhecidas naturalmente (a céu aberto) por diferentes períodos e (iii) envelhecidas em estufa (mistura solta e compactada), conclui-se que: os resultados dos ensaios realizados nos CAP recuperados após os processos de envelhecimento das misturas asfálticas mostraram que o LCC atuou diminuindo a rigidez do CAP, com exceção do CAP modificado recuperado da mistura asfáltica envelhecida durante nove dias em estufa. Acredita-se que neste caso tenha acontecido o processo de polimerização do LCC.

As propriedades do CAP mais afetadas pelos processos de envelhecimento foram a penetração, a viscosidade e as reações termo-oxidativas representadas pelas áreas de carbonilas (no processo oxidativo a formação das carbonilas foi predominante). Pode-se concluir também que o processo de extração e recuperação do CAP causa envelhecimento ao mesmo.

Os resultados dos ensaios empíricos e reológicos no CAP convencional demonstraram que existiu equivalência entre os processos de envelhecimento da mistura asfáltica envelhecidas em estufa (durante nove dias), e o envelhecimento natural dos CP por 12 meses. Isso indica que, levando em consideração o CAP convencional, esses processos de envelhecimento apresentaram resultados semelhantes para as misturas asfálticas citadas. Ainda analisando o CAP convencional, conclui-se que os processos de envelhecimento mais agressivos foram o PAV, o envelhecimento em estufa da mistura asfáltica solta durante nove dias e o envelhecimento natural da mistura asfáltica compactada durante 12 meses.

O ensaio de caracterização estrutural por FTIR se mostrou capaz de representar o envelhecimento do CAP convencional. Através desse ensaio foi verificado que o envelhecimento do CAP convencional recuperado a partir da mistura asfáltica compactada, envelhecida naturalmente durante doze meses, apresentou as maiores bandas de absorbâncias para as carbonilas e para os sulfóxidos. Acredita-se que o intemperismo climático (intensidade dos raios UV e chuvas) e a interação com os agregados aquecidos aumentaram o envelhecimento dessas amostras quando comparadas as demais.

O envelhecimento, assim como a adição do LCC, causaram um aumento nos valores de Gmm e Vv das misturas asfálticas. Acredita-se que uma parte dos componentes fenólicos do LCC técnico (presentes no CAP modificado), assim como, as frações mais leves do CAP ao serem submetidos ao envelhecimento em estufa durante nove dias, possivelmente, volatilizaram e causaram o aumento dos valores de Gmm e Vv das misturas asfálticas.

As misturas asfálticas com CAP modificado apresentaram uma tendência de redução da rigidez, esta tendência foi observada através dos resultados dos ensaios de MR, RT e VF. Já nos ensaios de |E*| e CD, a adição do LCC não alterou consideravelmente as rigidezes das misturas envelhecidas. Pode-se dizer ainda que a adição do LCC melhorou (mesmo que sutilmente) a resistência à deformação permanente das misturas avaliadas. Acredita-se ainda que este ganho esteja associado à já citada polimerização do LCC.

Analisando a caracterização das misturas asfálticas, pode-se concluir que o processo de envelhecimento que mais se assemelha ao processo de envelhecimento natural de um ano é aquele que envelhece a mistura asfáltica solta em estufa (durante nove dias) à 85ºC. Pode-se concluir também, que o envelhecimento natural de um ano das misturas asfálticas propiciou um ganho na resistência ao trincamento por fadiga, haja vista que os CP avaliados no teste de VF precisaram de mais golpes para romperem.

As sugestões para o desenvolvimento de futuros trabalhos são:

a) Realizar o processo de envelhecimento em câmaras de envelhecimento UV para compará-lo ao processo de envelhecimento natural;

b) Realizar comparação entre as propriedades o CAP recuperado do centro do CP e o CAP recuperado da parte externa do CP;

c) Investigar como a coesão, a adesão e as propriedades de resistência ao dano por umidade das misturas asfálticas podem ser influenciadas pelo processo de envelhecimento das mesmas;

d) Realizar o envelhecimento de misturas asfálticas soltas compostas por diferentes agregados (diferentes fontes), para verificar a influências dos mesmos no processo de envelhecimento;

e) Realizar o envelhecimento em estufa, tanto das misturas asfálticas soltas, como das compactadas por mais de 9 dias e comparar os impactos desses processos de envelhecimentos nas caracterização mecânica dessas misturas asfálticas; f) Com a utilização de modelos matemáticos, tentar prever o envelhecimento de

misturas asfálticas com a utilização dos parâmetros: área de carbonila e rigidez do CAP (G*).

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