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P ROPRIETES THERMOMECANIQUES DES ALLIAGES A MEMOIRE DE FORME

Les alliages à mémoire de forme (AMF) II.1INTRODUCTION

II.4 P ROPRIETES THERMOMECANIQUES DES ALLIAGES A MEMOIRE DE FORME

O processo de construção sustentável “visa atingir os princípios do Desenvolvimento Sustentável, através da implementação de métodos de acções passivas, processos construtivos rigorosos e detalhados, selecção e utilização de materiais mais ecológicos e também de uma eficiente componente de avaliação e monitorização” [7]. Deve-se adoptar uma metodologia que permita aproveitar o meio natural envolvente para alcançar níveis de conforto ambiental elevados em todo o ciclo de vida do edifício construído através da adopção de técnicas activas e passivas de conservação de energia, gestão de recursos e de uma escolha adequada de materiais, equipamentos e sistemas construtivos. Com este

processo pretende-se atingir uma melhoria do conforto ambiental de um modo passivo “sem recurso a equipamentos activos que no seu funcionamento requeiram utilização de energia” [85].

A Figura 2.24 apresenta um esquema representativo do processo de construção sustentável. É de salientar que este é um processo cíclico que abrange todas as fases do ciclo de vida do edifício e no qual se integra a implementação de sistemas ou acções capazes de melhorar a eficiência da edificação, através de medidas de avaliação e monitorização. Só assim se conseguem assegurar que os princípios da sustentabilidade são respeitados na concepção do projecto, que a construção segue os procedimentos correctos, e que os edifícios são utilizados e mantidos segundo padrões sustentáveis pelos seus utilizadores [8].

Figura 2.24 - Esquema do processo de construção sustentável [8]

Na Figura 2.25 é apresentada a estrutura de intervenção do processo de construção sustentável detalhado nas diferentes fases do ciclo de vida do edifício.

Figura 2.25 - Esquema detalhado do processo de construção sustentável [6][7]

Todo o processo de construção sustentável necessita de uma correcta e constante monitorização de todas as fases do ciclo de vida de um edifício. Só assim será possível avaliar e controlar a eficiência efectiva das opções tomadas no processo, desde o projecto até ao término na sua utilização e “permite identificar e corrigir eventuais desvios aos níveis de conforto e eficiência pretendidos, possíveis

Monitorização

Controlo e análise da eficiência do processo ao longo das várias fases

Correcção de erros e de resultados não esperados

Manutenção

Definição de rotinas e procedimentos

Elaboração de manual de procedimentos de manutenção

Utilização

Controlo de usos e actividades

Elaboração de listagens de materiais, produtos e fornecedores Controlo de usos dos espaços

Procedimentos de utilização

Elaboração do manual de utilização do edifício

Construção

Processo construtivo rigoroso e detalhado Elaboração do Plano de Qualidade de Obra

Implementação de normas de segurança, higiene e saúde no trabalho

Estudo de soluções alternativas nos sistemas construtivos Adopção de rotinas de acompanhamento sistemático das

diferentes fases de trabalho

Critério de selecção de produtos e materiais de construção Selecção preferencial de materiais ecológicos – eco-produtos Impactes ambientais temporários

Adopção de rotinas de execução sustentáveis Redução de impactes temporários

Projecto

Adopção de soluções passivas para a conservação de energia e conforto ambiental

Localização geográfica e exposição solar Estudo dos sistemas passivos de energia solar Estudo dos ventos predominantes

Estudo do nível de radiação solar Estudo da pluviosidade

Estudo da geometria da forma Concepção da solução estética

Adopção e compatibilização do sistema construtivo Avaliação e simulação do sistema construtivo Estimativa do conforto ambiental

Elaboração do projecto de execução detalhado e compatibilizado

Programa

Definição clara de usos e actividades Definição do nível de conforto ambiental Definição do nível de eficiência energética

incorrecções de implementação e identificação de causas e posterior correcção, de resultados que não correspondam aos pretendidos.” [7]

Para se criar um conjunto de procedimentos que, quando aplicados, resultem numa melhoria da componente ecológica do processo construtivo, devem-se aplicar o conceito e medidas de construção sustentável. No entanto, o maior problema com que a sociedade se depara actualmente é o facto de grande parte dos seus benefícios serem de difícil quantificação pelos meios actuais, impossibilitando a execução de documentos legais aplicáveis ao sector da construção para obrigar à adopção dessas medidas, apesar de as suas vantagens serem conhecidas. Assim, esses processos sustentáveis encontram-se dependentes de interesses extra-construção, especialmente o factor económico [86]. Para mudar as práticas actuais do sector, começam a surgir as metodologias aplicáveis ao processo de construção que procuram ajudar a implementar todos os métodos passíveis de melhorar a dimensão ambiental da construção, o que segundo Miguel Amado [8], devem possuir uma base de entendimento alargada a um processo simples de implementação e de acompanhamento. Deste modo, deverão ser observadas as seguintes premissas:

Programa

O processo de construção começa com o estudo dos parâmetros de sustentabilidade e conforto que se pretendem atingir com a construção. Nesta fase definem-se características como o uso e actividades escolhidas para o edifício, os níveis de conforto ambiental e de eficiência energética pretendidos.

Projecto

Na fase de concepção do projecto, antes da tomada de qualquer decisão, é muito importante conhecer e compreender as características do espaço envolvente ao nível da sua geometria, exposição solar, ventos, pluviosidade, nível de ruído para que a escolha das soluções construtivas seja a mais acertada para o local e para o futuro edifício em estudo. Após a definição destas características e do conhecimento dos requisitos do processo, podem-se determinar as soluções construtivas mais eficiente e, de preferência, que recorram ao máximo de sistemas passivos e activos, aumentando a componente ecológica da construção [7].

Construção

A construção requer especial atenção pois é a fase com maior número de intervenientes e de tarefas simultâneas e, por isso, aquela onde há maior probabilidade de ocorrência de erros e maior dificuldade de controlo dos processos construtivos. Uma vez que a má instalação de algumas das soluções ditas sustentáveis pode resultar na perda da sua eficiência, tornando-se até inúteis, este processo deve ser

De facto, nesta fase, o procedimento mais importante é a monitorização dos trabalhos para que estes sejam executados conforme definido em projecto, pois só dessa forma se conseguem obter os resultados esperados e, deste modo, minorar os desperdícios decorrentes de uma má execução.

Na fase de construção as acções recairão na selecção dos materiais e dos processos de execução com o objectivo de recorrer a soluções sustentáveis passíveis de diminuir os impactes e os consumos sem comprometer o conforto ambiental e a eficiência energética definida em projecto [7].

A escolha de materiais também deve ser cuidada, pois os trabalhos de acabamento são responsáveis pelo consumo de uma grande quantidade de recursos. Ao nível dos pavimentos, por exemplo, uma vez que grande parte das soluções utilizadas no nosso país recorrem à madeira, deve-se dar preferência a materiais reciclados ou provenientes de florestas sustentáveis. Deve também ser dada atenção às tintas a utilizar, uma vez que se encontram directamente ligadas à salubridade do espaço interior. Uma das soluções passa pela selecção de produtos que não contenham produtos químicos nocivos na sua constituição. Para melhorar os consumos de energia na fase seguinte da utilização devem ser instalados sistemas e equipamentos com lâmpadas de baixo consumo, temporizadores e sensores capazes de desligar os sistemas de iluminação automaticamente quando não se encontram em utilização. O consumo de água pode também nesta fase ser determinado e reduzido através da selecção de redutores de caudal a instalar nas torneiras ou de sistemas de descarga dupla nos sanitários.

Utilização

Esta fase requer especial atenção pois o cumprimento dos seus requisitos neste caso depende de pessoa para pessoa. A maior fatia do consumo de energia, nesta fase, corresponde a equipamentos de controlo do conforto do ambiente interior. Esta variável de conforto depende das características físicas de cada indivíduo, por exemplo, uma sala a uma determinada temperatura pode ser confortável para uma pessoa, mas fria ou quente para outra. Daí ser difícil e desaconselhada a sua definição exacta, deve-se, sim, procurar soluções que a permitam atingir o máximo conforto com o menor impacto possível [7].

Manutenção

Na fase de manutenção a metodologia incide em especial nos procedimentos a realizar de forma a prolongar o nível de eficiência do edifício evitando perdas ou desvios no nível de conforto interior e que contribuam para a poupança de energia. Criando um manual de manutenção onde se encontrem definidas as acções e os trabalhos básicos que se devem ser executados e respectiva periodicidade, os proprietários/utilizadores conseguem manter o imóvel nas melhores condições, garantindo a sua eficiência, o que resulta num aumento da sua durabilidade e do seu ciclo de vida [7].