Section 2: Usages de la ressource et contraintes anthropiques
15. Agriculture irriguée traditionnelle
15.2 Organisation de l'irrigation
Através de uma análise e comparação dos CP de 2001 e 2006, iremos referenciar alguns aspectos e alterações da evolução na GAF numa perspectiva geral e específica em cada aparelho.
No surgimento deste novo CP, apareceram algumas transformações a vários níveis. Relativamente às componentes da Nota A, o VD, como é agora designado, não tem limite de valor, mas sim uma contagem dos dez elementos de maior dificuldade que constituem o exercício, incluindo a saída e na trave, além da saída, também o pivot. A ginasta pode assim arriscar para tentar atingir um VD elevado ou executar elementos de menor valor de acordo com as suas capacidades, não havendo, como sucedia no código de 2001, uma penalização pelos elementos que faltam e um valor fixo (2.80 p.), se realizasse todas as exigências propostas. Com esta alteração vamos poder assistir a uma diversidade de elementos, uma vez que as atletas vão apresentar elementos de maior valia, na tentativa, cada vez maior, de atingir um valor superior no VD.
Nas EE, verificou-se que o cumprimento de todas as exigências propicia à ginasta um valor superior (2.50 p.) relativamente ao código de 2001 (1.00 p.), oferecendo assim, uma grande importância a esta componente.
Nos saltos, as diferenças que se encontraram foram ao nível da exigência em relação ao 2º vôo, que tem que ser diferente nos dois saltos (com mortais em direcções diferentes no 2º vôo ou não existindo mortal). No CP de 2001 os saltos apenas teriam que ser de grupos diferentes.
Nas paralelas assimétricas, após a análise realizada, podemos verificar que não se constataram grandes diferenças, à excepção da não exigência de um valor mínimo nos elementos das EE, o que dá à ginasta um maior reportório nas suas escolhas.
Na trave e no solo as diferenças já se apresentam mais significativas, uma vez que ao baixar-se o valor dos elementos gímnicos e ao aumentar-se o valor dos elementos acrobáticos, existe uma maior tendência para a execução de elementos acrobáticos.
Neste código observamos uma redução nas EE em relação aos saltos gímnicos e uma descida de quase todos estes elementos, tendo em conta o seu valor anterior. Em contrapartida, verificamos que alguns elementos acrobáticos conservam ou aumentam o VD, podendo assim, privilegiar uma maior espectacularidade para quem assiste à modalidade, uma vez que a parte acrobática vai estar significativamente mais presente nos exercícios.
Por outro lado, estas alterações também podem, originar e levar a um maior número de falhas e erros na execução dos elementos, devido à sua exigência e dificuldade.
No VL, somente as ligações são contabilizadas, facto que não sucedia no CP 2001, pois para além de contarem as ligações, também contabilizavam os ED. Esta componente poderia ir até 1.20 de bonificação, no CP de 2001. No CP 2006 o VD não tem um limite máximo de pontuação, não apresentando um valor fixo como se verificava no CP 2001, logo a ginasta pode realizar o máximo de ligações possíveis. O VL também sofreu alguns ajustes, aumentando assim algumas ligações com uma bonificação de 0.20 pontos, e como consequência, um aumento na nota final, indo de encontro ao que referiu Enchun (1992), mencionando que o grau de dificuldade de um exercício passa por simples ligações dos ED já existentes, uma vez que é cada vez mais complicado o incremento do número de rotações transversais e longitudinais, podendo assim ser possível o desenvolvimento da modalidade.
Relativamente às componentes da Nota B, destacamos a composição, que pensamos estar mais objectiva e rigorosa em alguns aparelhos, nomeadamente nas paralelas assimétricas onde, por exemplo, é pedido um elemento sem vôo, com uma rotação longitudinal de 360º, assim como a existência de utilização de mais que uma pega diferente durante a realização do exercício e a penalização de efectuar mudança de banzos sem executar um elemento do código.
No solo, devido às alterações na avaliação da execução, podemos já assistir a ginastas com grande nível perderem competições por pequenos deslizes. Este código tem sido ajustado e reformulado para melhorar esse aspecto, tentando beneficiar e privilegiar quem realiza elementos de maior VD, desde que não tenham falhas graves de execução.
Com este intuito, algumas penalizações relativas à composição do exercício (caso do duplo mortal, a pirueta de 360º e a série acrobática de dois mortais) passaram a fazer parte das EE, sendo por isso mais valorizadas as ginastas que as cumprem. Esta reformulação passou a representar uma mais valia que anteriormente passava quase despercebida.
Estas alterações têm como principal objectivo favorecer as ginastas que arriscam elementos de maior dificuldade, pois tendo em atenção as exigências do novo código ao nível da execução (que é extremamente elevada), a ginasta tem que ser compensada de alguma forma, para valer a pena arriscar.
Com a filosofia deste novo CP torna-se extremamente importante a perfeição técnica, uma vez que as penalizações são bastante elevadas.
Isto poderá levar os treinadores e as ginastas a sentirem uma insegurança e desmotivação na aplicação e realização de elementos que não estão consistentes, porque no CP de 2006, é retirado à ginasta, 0.80 pontos por cada falha grave, não compensando em nada, o risco de executar elementos mais difíceis.
A presença de mortais com ou sem rotações e diferentes posições corporais tem tendência a ser mais elevada, uma vez que o CP de 2006 leva as ginastas a realizarem mais elementos acrobáticos, comparativamente aos gímnicos. Este facto, vai também promover a modalidade e o encantamento que a ginástica pode representar para as pessoas que assistem, assim como para as que praticam.
No CP de 2001 apareceu uma elevada saturação de saltos gímnicos, sendo este facto flagrante na trave e no solo, onde as ginastas procuravam valores de bonificação tanto nos elementos em si, como nas ligações entre eles. Sendo elementos de menor possibilidade de falha e dando as exigências necessárias às ginastas, o código de 2001 demonstrou fortes tendências para a realização de elementos com beleza, elegância e flexibilidade na execução dos saltos de dança, tanto no solo como na trave. Neste novo código, esta tendência não se verifica, vindo contrariar o que estava anteriormente estabelecido, uma vez que privilegia os elementos acrobáticos, em detrimento dos elementos gímnicos. A subida de alguns elementos acrobáticos e a descida dos elementos gímnicos, poderá fazer com que as ginastas optem mais por elementos acrobáticos, anulando assim um pouco as tendências do outro código, pela desmotivação da sua execução.
A expressão artística está cada vez mais presente de código para código, onde se tornam cada vez mais explícitos e rigorosos os critérios de avaliação desta componente.
Podemos também referir, a extinção de alguns elementos de base na trave e no solo, por se terem tornado demasiado acessíveis para serem considerados como ED.
O
III. OBJECTIVOS
O nosso estudo pretende analisar o entendimento que os Treinadores e Juízes de Ginástica Artística Feminina de Alta Competição têm relativamente às alterações do Código de Pontuação FIG, entre 2001 e 2006, designadamente na influência que estas tiveram ao nível da metodologia de treino e na forma de ajuizamento das competições. Contribuir para um melhor entendimento e compreensão das alterações e mudanças ocorridas no CP proporcionando e fornecendo algumas respostas aos intervenientes desta modalidade. Traçando a direcção que a GAF tende a seguir actualmente, no que respeita à sua evolução e posicionamento.
Convém ainda referir que a realização deste trabalho centrado neste tema estabelece-se numa tarefa difícil em função do escasso apoio bibliográfico existente e encontrado. Logo, com este estudo ambicionamos e desejamos colaborar e contribuir para um melhor conhecimento relativamente a esta matéria.
De uma forma geral, o nosso estudo visa analisar e comparar as diferenças entre as regras estabelecidas pelo CP de 2001 e as do CP de 2006 e de que forma as alterações do actual CP contribuíram para a metodologia de treino assim como do próprio ajuizamento realizado pelas juízes.
Tendo em conta a problemática exposta, tentamos perceber quais as expectativas de cada um dos intervenientes do nosso grupo de estudo em relação à questão orientadora.
Desta forma enumeramos os seguintes objectivos específicos do estudo:
• Aferir da importância de ter sido atleta de GA para uma melhor compreensão e entendimento da modalidade.
• Verificar se as alterações observadas no actual CP foram bastante significativas.
• Analisar se houve vantagens e/ou desvantagens com a implementação do novo CP para a competição de GAF.
• Enumerar as vantagens e desvantagens do ponto de vista dos seus intervenientes (treinadores e juízes) que se encontram no terreno.
• Analisar o efeito das alterações no CP ao nível da metodologia de treino e do ajuizamento, a sua influência, aplicação e implicação.
• Verificar se as alterações introduzidas no CP trouxeram mais exactidão no ajuizamento e maior credibilidade à modalidade.
• Analisar o efeito produzido no meio gímnico pela inexistência de nota limite.
• Verificar se ocorreram mudanças ao nível da participação e dos resultados competitivos.
• Avaliar a influência ao nível da motivação nos treinadores e nos atletas.
• Avaliar as principais mudanças, diferenças e dificuldades verificadas pelos juízes na concretização do seu trabalho com o actual CP.
• Averiguar se o CP de 2006 veio trazer uma maior facilidade na realização do ajuizamento por parte das juízes.